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INCLUSÃO ??????

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  • faustalima
    Olá pessoal ... Falar de Inclusão das crianças especiais nas escolas regulares é fácil para quem nunca foi professor destas ou de alunos especiais. Isto
    Mensagem 1 de 9 , 2 de jun de 2006
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    • 0 Anexo

      Olá pessoal ...

       

      Falar de "Inclusão" das crianças especiais nas escolas regulares é fácil para quem nunca foi professor destas ou de alunos especiais. Isto na verdade, é uma forma de acabar com as escolas especiais e piorar ainda mais a qualidade da nossa educação. Colocar estas crianças nas escolas regulares perto de suas casas aparentemente é uma boa idéia, porém é assustadora, visto que a qualidade fica totalmente comprometida. Falo isso porque trabalho com crianças surdas e ao receber alunos com deficiência múltipla (auditiva, visual, mental ...) não tem como satisfazer as necessidades de cada aluno de forma efetiva e a aprendizagem fica seriamente comprometida. Imagina jogar estas crianças em salas regulares com 30 a 50 alunos.

      Este mês aconteceu um seminário aqui em Fortaleza sobre "Inclusão" e os palestrantes defenderam esta idéia, dando exemplos de Florianópolis (O Brasil rico) onde não existem mais escolas especiais. Como se todas as regiões e cidades do Brasil tivessem a mesma realidade. E deixaram bem claro que o professor não pode dizer que não está preparado para receber, numa mesma sala alunos com vários tipos de deficiências ( acreditam???????). Estes "inteligentes" e "importantes " profissionais deveriam buscar soluções para resolver a falta de qualidade da nossa educação e não destruir o que já temos conquistado com tanta luta. E o pior é que neste mesmo seminário, na hora do debate, os participantes teriam que escrever suas perguntas, e um surdo tentando utilizar seu direito, pediu para usar sua língua (Libras) e foi negado. Acreditam?????????????? Inacreditável não é??????? Em um seminário sobre inclusão, excluir um direito do cidadão também adquirido com muita luta. Agora pergunto a vocês: Estes profissionais têm competência para falar de inclusão? Inclusão sem respeito e responsabilidade ninguém merece.

      Não podemos ficar de braços cruzados, esperando o pior acontecer, é preciso a união de todos na defesa dos nossos direitos.

       

      Obrigada a todos pela atenção! Fiquem com Deus! Bjos!

    • Rivanda dos Santos Ribeiro
      Fausta! Compreendo sua situação. De fato a ideologia da inclusão parte daqueles que se julgam conhecedores da verdade. O público-alvo, os alunos Surdos
      Mensagem 2 de 9 , 3 de jun de 2006
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      • 0 Anexo
        Fausta!
         
        Compreendo sua situação. De fato a ideologia da inclusão parte daqueles que se julgam conhecedores da verdade. O público-alvo, os alunos Surdos estão fora dos debates que lhe dizem respeito. E isso nós podemos constatar até mesmo em lista de discussões, quando somos abordados de forma errônea; quando usa-se de argumentos de cunho ideológico; quando nossa experiência prática enquanto profissional e aluno Surdo é ignorado por inteiro.
        Há bons intérpretes, não duvido. Mas o contrário também é verdadeiro: há aqueles que "conhecem" a Libras e já se julgam no direito de decidir as filosofias educacionais por nós.
         
        Penso que a inclusão de alunos Surdos nas salas comuns regulares estará nos conduzindo a um retrocesso, pois, segundo o decreto 5626 de 2005:
         
        Anos Iniciais I: professores bilíngues, Surdos com ouvintes, sem intérpretes: Impossibilidade do uso simultâneo de duas línguas.  Libras e LP seguem estrutura própria. Portanto, constataremos a estagnização do português sinalizado. Viável para Surdos?! Pergunto aos meus botões...
         
        Anos Iniciais II, Ensino médio e posteriores: presença de intérprete, Surdos com ouvintes: A inclusão do Surdo é problema de cunho apenas linguístico?! O intérprete dará aula para os Surdos?! Qual é o papel do intérprete da Libras? Não é apenas exercer o serviço de interpretação?! O professor sendo ouvinte, e tendo alunos, em sua maioria, ouvintes partirá da cultura majoritária, ouvinte, ou seja, do canal auditivo. Partir da cultura do Surdo - pré-lingual - agrega o aspecto viso-espacial, em todas as disciplinas curriculares: matemática, ciências, português, história, geografia..., e não apenas da inserção de intérpretes. Além disso, constataremos a dependência, infeliz, que tais Surdos enfrentarão com os intérpretes. 
         
        Portanto, nessa modalidade de ensino, Anos Iniciais II e Ensino Médio, fica em evidência a carência de se abordar aspectos culturais no processo de escolarização do Surdo; o fator social: Surdos pré-linguais com alunos ouvintes; dependência da criança e adolescentes Surdos - esses, em processo de formação da personalidade - em relação a boa vontade dos intérpretes.
         
        Ninguém merece Senhor!
         
        Nada está dado. Portanto, mudanças é possível.
         
        Um abraço.
         
        Rivanda


        faustalima <faustalima@...> escreveu:
        Olá pessoal ...
         
        Falar de "Inclusão" das crianças especiais nas escolas regulares é fácil para quem nunca foi professor destas ou de alunos especiais. Isto na verdade, é uma forma de acabar com as escolas especiais e piorar ainda mais a qualidade da nossa educação. Colocar estas crianças nas escolas regulares perto de suas casas aparentemente é uma boa idéia, porém é assustadora, visto que a qualidade fica totalmente comprometida. Falo isso porque trabalho com crianças surdas e ao receber alunos com deficiência múltipla (auditiva, visual, mental ...) não tem como satisfazer as necessidades de cada aluno de forma efetiva e a aprendizagem fica seriamente comprometida. Imagina jogar estas crianças em salas regulares com 30 a 50 alunos.
        Este mês aconteceu um seminário aqui em Fortaleza sobre "Inclusão" e os palestrantes defenderam esta idéia, dando exemplos de Florianópolis (O Brasil rico) onde não existem mais escolas especiais. Como se todas as regiões e cidades do Brasil tivessem a mesma realidade. E deixaram bem claro que o professor não pode dizer que não está preparado para receber, numa mesma sala alunos com vários tipos de deficiências ( acreditam???????). Estes "inteligentes" e "importantes " profissionais deveriam buscar soluções para resolver a falta de qualidade da nossa educação e não destruir o que já temos conquistado com tanta luta. E o pior é que neste mesmo seminário, na hora do debate, os participantes teriam que escrever suas perguntas, e um surdo tentando utilizar seu direito, pediu para usar sua língua (Libras) e foi negado. Acreditam?????????????? Inacreditável não é??????? Em um seminário sobre inclusão, excluir um direito do cidadão também adquirido com muita luta. Agora pergunto a vocês: Estes profissionais têm competência para falar de inclusão? Inclusão sem respeito e responsabilidade ninguém merece.
        Não podemos ficar de braços cruzados, esperando o pior acontecer, é preciso a união de todos na defesa dos nossos direitos.
         
        Obrigada a todos pela atenção! Fiquem com Deus! Bjos!


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      • William Sergio Morais
        Desculpem, mas gostaria de perguntar: * Se pensar em incluir não é a melhor maneira, qual a melhor maneira de fazer com que as duas comunidades
        Mensagem 3 de 9 , 5 de jun de 2006
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        • 0 Anexo
          Desculpem, mas gostaria de perguntar:
           
          * Se pensar em incluir não é a melhor maneira, qual a melhor maneira de fazer com que as duas comunidades SURDOS/OUVIENTES, se relacionem?
           
          * Sou ouvintes e gostaria de conviver com a comunidade de surdos, não posso ou  não devo?
           
          * Para se ter boas ideias não se tem que ter varias?
           
          * Quando dizemos que escola publica não vai conseguir incluir não é ideologia dominante? Dizer que a unica voz que o povo possui que são as coisas publicas não chegarão senão ao fracasso, não é reforço para o Neoliberalismo que todos chamam de patrão?
           
          * E o professor que não se prepara, que não se atualiza, que faz o possível mas que esse possível não passa por especialização ou pesquisa, que vive se pegando em situações entre o que tem que ser e o que é?
           
          Bom para se pensar não é?
           
           


          Rivanda dos Santos Ribeiro <rivandaribeiro@...> escreveu:
          Fausta!
           
          Compreendo sua situação. De fato a ideologia da inclusão parte daqueles que se julgam conhecedores da verdade. O público-alvo, os alunos Surdos estão fora dos debates que lhe dizem respeito. E isso nós podemos constatar até mesmo em lista de discussões, quando somos abordados de forma errônea; quando usa-se de argumentos de cunho ideológico; quando nossa experiência prática enquanto profissional e aluno Surdo é ignorado por inteiro.
          Há bons intérpretes, não duvido. Mas o contrário também é verdadeiro: há aqueles que "conhecem" a Libras e já se julgam no direito de decidir as filosofias educacionais por nós.
           
          Penso que a inclusão de alunos Surdos nas salas comuns regulares estará nos conduzindo a um retrocesso, pois, segundo o decreto 5626 de 2005:
           
          Anos Iniciais I: professores bilíngues, Surdos com ouvintes, sem intérpretes: Impossibilidade do uso simultâneo de duas línguas.  Libras e LP seguem estrutura própria. Portanto, constataremos a estagnização do português sinalizado. Viável para Surdos?! Pergunto aos meus botões...
           
          Anos Iniciais II, Ensino médio e posteriores: presença de intérprete, Surdos com ouvintes: A inclusão do Surdo é problema de cunho apenas linguístico?! O intérprete dará aula para os Surdos?! Qual é o papel do intérprete da Libras? Não é apenas exercer o serviço de interpretação?! O professor sendo ouvinte, e tendo alunos, em sua maioria, ouvintes partirá da cultura majoritária, ouvinte, ou seja, do canal auditivo. Partir da cultura do Surdo - pré-lingual - agrega o aspecto viso-espacial, em todas as disciplinas curriculares: matemática, ciências, português, história, geografia..., e não apenas da inserção de intérpretes. Além disso, constataremos a dependência, infeliz, que tais Surdos enfrentarão com os intérpretes. 
           
          Portanto, nessa modalidade de ensino, Anos Iniciais II e Ensino Médio, fica em evidência a carência de se abordar aspectos culturais no processo de escolarização do Surdo; o fator social: Surdos pré-linguais com alunos ouvintes; dependência da criança e adolescentes Surdos - esses, em processo de formação da personalidade - em relação a boa vontade dos intérpretes.
           
          Ninguém merece Senhor!
           
          Nada está dado. Portanto, mudanças é possível.
           
          Um abraço.
           
          Rivanda


          faustalima <faustalima@...> escreveu:
          Olá pessoal ...
           
          Falar de "Inclusão" das crianças especiais nas escolas regulares é fácil para quem nunca foi professor destas ou de alunos especiais. Isto na verdade, é uma forma de acabar com as escolas especiais e piorar ainda mais a qualidade da nossa educação. Colocar estas crianças nas escolas regulares perto de suas casas aparentemente é uma boa idéia, porém é assustadora, visto que a qualidade fica totalmente comprometida. Falo isso porque trabalho com crianças surdas e ao receber alunos com deficiência múltipla (auditiva, visual, mental ...) não tem como satisfazer as necessidades de cada aluno de forma efetiva e a aprendizagem fica seriamente comprometida. Imagina jogar estas crianças em salas regulares com 30 a 50 alunos.
          Este mês aconteceu um seminário aqui em Fortaleza sobre "Inclusão" e os palestrantes defenderam esta idéia, dando exemplos de Florianópolis (O Brasil rico) onde não existem mais escolas especiais. Como se todas as regiões e cidades do Brasil tivessem a mesma realidade. E deixaram bem claro que o professor não pode dizer que não está preparado para receber, numa mesma sala alunos com vários tipos de deficiências ( acreditam???????). Estes "inteligentes" e "importantes " profissionais deveriam buscar soluções para resolver a falta de qualidade da nossa educação e não destruir o que já temos conquistado com tanta luta. E o pior é que neste mesmo seminário, na hora do debate, os participantes teriam que escrever suas perguntas, e um surdo tentando utilizar seu direito, pediu para usar sua língua (Libras) e foi negado. Acreditam?????????????? Inacreditável não é??????? Em um seminário sobre inclusão, excluir um direito do cidadão também adquirido com muita luta. Agora pergunto a vocês: Estes profissionais têm competência para falar de inclusão? Inclusão sem respeito e responsabilidade ninguém merece.
          Não podemos ficar de braços cruzados, esperando o pior acontecer, é preciso a união de todos na defesa dos nossos direitos.
           
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        • SW Informa
          William, Acho que a inclusão tem aspectos positivos e negativos. Benefícios * Oportunidade ao estudante que é surdo estudar numa escola próxima a sua
          Mensagem 4 de 9 , 5 de jun de 2006
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          • 0 Anexo

            William,

             

            Acho que a inclusão tem aspectos positivos e negativos.

             

            Benefícios

            • Oportunidade ao estudante que é surdo estudar numa escola próxima a sua residência. Porque na maioria das cidades não existem escolas ou classe especiais e geralmente o surdo tem que se deslocar a uma distancia longa para poder estudar, em alguns caso pode ser até em outro estado o que limita seu convívio familiar. 
            • Intercambio e oportunidade de um aprendizado da cultura ouvinte.
            • Oportunidade de continuidade numa carreira acadêmica, já que muitas escolas especiais atuam somente até as séries iniciais.

             

            Limitações

            • Isolamento do aluno surdo em relação aos professores, colegas e outros profissionais da escola. Isto porque, diferente da escola especial para surdos onde todos utilizam a língua de sinais, nas escolas inclusivas isto fica limitado a um ou dois professores ou talvez um interprete.
            • Oportunidade de ensino direto e interação com o professor limitado. Isto porque geralmente a inclusão significa receber instrução através de mensagens traduzidas ou transliteradas. A comunicação direta fica em geral limitada, mesmo com um professor bilíngüe a situação é complicada quando o mesmo tem que dividir sua atenção para um grupo.
            • Oportunidade de uma interação e comunicação independente com um colega ou profissional da escola limitado. Geralmente nas escolas inclusivas o interprete faz a intermediação da interação e comunicação. Isto tem um impacto muito negativo, principalmente quando estamos falando de conselheiros, médicos, professores, diretores, etc. onde é necessária uma comunicação direta, acessível, muitas vezes pessoal e particular, que faz parte do processo e amadurecimento educacional do aluno.

             

            Bom o mais importante William é saber o que a comunidade Surda pensa a respeito, se você fizer uma pesquisa verá que na maioria dos países a comunidade surda tem se manifestado contra a Educação Inclusiva, nos EUA por exemplo, onde a inclusão já é praticada a muitos anos o NAD se posiciona contrario a inclusão e luta pelo direito de uma escola para surdos. Isto ocorre porque os efeitos negativos são superiores aos prováveis benefícios que a proposta da inclusão tem a oferecer, os principais fatores que são mencionados é o atraso educacional e desvalorização do uso da língua de sinais em escolas inclusivas.

             

            Talvez estas manifestações ocorram porque o modelo de educação inclusiva que se tem na TEORIA não se observa na PRÁTICA. Não vai muito longe, analise por exemplo a proposta de educação construtivista, embora seja o supra-sumo da educação moderna, será que temos uma escola que realmente aplica esta filosofia 100% ?

             

            Abraços,

             

            Sergio Ribeiro

            São Paulo - SP

            Prof. SignWriting

            Centro Educacional Cultura Surda

            www.culturasurda.com.br

             

             

          • William Sergio Morais
            Continuando, os paradigmas do nao vai dar certo têm que ser quebrados e com sua aceitação os problemas aparecerão e novas estrategias recolocadas para que
            Mensagem 5 de 9 , 6 de jun de 2006
            Exibir fonte
            • 0 Anexo
              Continuando, os paradigmas do nao vai dar certo têm que ser quebrados e com sua aceitação os problemas aparecerão e novas estrategias recolocadas para que aos poucos as necessidades sejam cumpridas.
               
              Ainda acho que INCLUIR, depende de REFLETIR, e o segundo verbo é de extrema importancia para o professorado.
               
              Wiliam

              SW Informa <swinforma@...> escreveu:
              William,
               
              Acho que a inclusão tem aspectos positivos e negativos.
               
              Benefícios
              • Oportunidade ao estudante que é surdo estudar numa escola próxima a sua residência. Porque na maioria das cidades não existem escolas ou classe especiais e geralmente o surdo tem que se deslocar a uma distancia longa para poder estudar, em alguns caso pode ser até em outro estado o que limita seu convívio familiar. 
              • Intercambio e oportunidade de um aprendizado da cultura ouvinte.
              • Oportunidade de continuidade numa carreira acadêmica, já que muitas escolas especiais atuam somente até as séries iniciais.
               
              Limitações
              • Isolamento do aluno surdo em relação aos professores, colegas e outros profissionais da escola. Isto porque, diferente da escola especial para surdos onde todos utilizam a língua de sinais, nas escolas inclusivas isto fica limitado a um ou dois professores ou talvez um interprete.
              • Oportunidade de ensino direto e interação com o professor limitado. Isto porque geralmente a inclusão significa receber instrução através de mensagens traduzidas ou transliteradas. A comunicação direta fica em geral limitada, mesmo com um professor bilíngüe a situação é complicada quando o mesmo tem que dividir sua atenção para um grupo.
              • Oportunidade de uma interação e comunicação independente com um colega ou profissional da escola limitado. Geralmente nas escolas inclusivas o interprete faz a intermediação da interação e comunicação. Isto tem um impacto muito negativo, principalmente quando estamos falando de conselheiros, médicos, professores, diretores, etc. onde é necessária uma comunicação direta, acessível, muitas vezes pessoal e particular, que faz parte do processo e amadurecimento educacional do aluno.
               
              Bom o mais importante William é saber o que a comunidade Surda pensa a respeito, se você fizer uma pesquisa verá que na maioria dos países a comunidade surda tem se manifestado contra a Educação Inclusiva, nos EUA por exemplo, onde a inclusão já é praticada a muitos anos o NAD se posiciona contrario a inclusão e luta pelo direito de uma escola para surdos. Isto ocorre porque os efeitos negativos são superiores aos prováveis benefícios que a proposta da inclusão tem a oferecer, os principais fatores que são mencionados é o atraso educacional e desvalorização do uso da língua de sinais em escolas inclusivas.
               
              Talvez estas manifestações ocorram porque o modelo de educação inclusiva que se tem na TEORIA não se observa na PRÁTICA. Não vai muito longe, analise por exemplo a proposta de educação construtivista, embora seja o supra-sumo da educação moderna, será que temos uma escola que realmente aplica esta filosofia 100% ?
               
              Abraços,
               
              Sergio Ribeiro
              São Paulo - SP
              Prof. SignWriting
              Centro Educacional Cultura Surda
               
               

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            • SW Informa
              Wiliam, Você trabalha com alunos surdos a quantos anos ? Como tem conseguido resultados positivos com a inclusão nas suas turmas ? Atualmente tenho feito um
              Mensagem 6 de 9 , 6 de jun de 2006
              Exibir fonte
              • 0 Anexo

                Wiliam,

                 

                Você trabalha com alunos surdos a quantos anos ? Como tem conseguido resultados positivos com a inclusão nas suas turmas ?

                Atualmente tenho feito um trabalho de pesquisa em escolas inclusivas que tenham tido sucesso na inclusão de aluno surdos, no Centro Educacional Cultura Surda temos um projeto de alfabetização de crianças surdas com a utilização de LIBRAS sinalização / leitura e escrita nos anos iniciais. Gostaria que abordasse um pouco mais os seus trabalhos na educação de surdos.

                 

                Abraços,

                 

                Sergio Ribeiro

                São Paulo - SP

                Prof. SignWriting

                Centro Educacional Cultura Surda

                www.culturasurda.com.br

                -----Mensagem original-----
                De: surdos-ce@... [mailto:surdos-ce@...] Em nome de William Sergio Morais
                Enviada em: terça-feira, 6 de junho de 2006 11:46
                Para: surdos-ce@...
                Assunto: Re: RES: [surdos-ce] INCLUSÃO ??????

                 

                Continuando, os paradigmas do nao vai dar certo têm que ser quebrados e com sua aceitação os problemas aparecerão e novas estrategias recolocadas para que aos poucos as necessidades sejam cumpridas.

                 

                Ainda acho que INCLUIR, depende de REFLETIR, e o segundo verbo é de extrema importancia para o professorado.

                 

                Wiliam

                SW Informa <swinforma@...> escreveu:

                William,

                 

                Acho que a inclusão tem aspectos positivos e negativos.

                 

                Benefícios

                ·   Oportunidade ao estudante que é surdo estudar numa escola próxima a sua residência. Porque na maioria das cidades não existem escolas ou classe especiais e geralmente o surdo tem que se deslocar a uma distancia longa para poder estudar, em alguns caso pode ser até em outro estado o que limita seu convívio familiar.          

                ·   Intercambio e oportunidade de um aprendizado da cultura ouvinte.

                ·   Oportunidade de continuidade numa carreira acadêmica, já que muitas escolas especiais atuam somente até as séries iniciais.

                 

                Limitações

                ·   Isolamento do aluno surdo em relação aos professores, colegas e outros profissionais da escola. Isto porque, diferente da escola especial para surdos onde todos utilizam a língua de sinais, nas escolas inclusivas isto fica limitado a um ou dois professores ou talvez um interprete.

                ·   Oportunidade de ensino direto e interação com o professor limitado. Isto porque geralmente a inclusão significa receber instrução através de mensagens traduzidas ou transliteradas. A comunicação direta fica em geral limitada, mesmo com um professor bilíngüe a situação é complicada quando o mesmo tem que dividir sua atenção para um grupo.

                ·   Oportunidade de uma interação e comunicação independente com um colega ou profissional da escola limitado. Geralmente nas escolas inclusivas o interprete faz a intermediação da interação e comunicação. Isto tem um impacto muito negativo, principalmente quando estamos falando de conselheiros, médicos, professores, diretores, etc. onde é necessária uma comunicação direta, acessível, muitas vezes pessoal e particular, que faz parte do processo e amadurecimento educacional do aluno.

                 

                Bom o mais importante William é saber o que a comunidade Surda pensa a respeito, se você fizer uma pesquisa verá que na maioria dos países a comunidade surda tem se manifestado contra a Educação Inclusiva, nos EUA por exemplo, onde a inclusão já é praticada a muitos anos o NAD se posiciona contrario a inclusão e luta pelo direito de uma escola para surdos. Isto ocorre porque os efeitos negativos são superiores aos prováveis benefícios que a proposta da inclusão tem a oferecer, os principais fatores que são mencionados é o atraso educacional e desvalorização do uso da língua de sinais em escolas inclusivas.

                 

                Talvez estas manifestações ocorram porque o modelo de educação inclusiva que se tem na TEORIA não se observa na PRÁTICA. Não vai muito longe, analise por exemplo a proposta de educação construtivista, embora seja o supra-sumo da educação moderna, será que temos uma escola que realmente aplica esta filosofia 100% ?

                 

                Abraços,

                 

                Sergio Ribeiro

                São Paulo - SP

                Prof. SignWriting

                Centro Educacional Cultura Surda

                 

                 

                 

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              • William Sergio Morais
                Sergio, O trabalho que faço não é com os surdos, e sim com ouvintes. Comecei dentro de casa. Meu filho, ouvinte de 06 anos, esta em fase de alfabetização,
                Mensagem 7 de 9 , 6 de jun de 2006
                Exibir fonte
                • 0 Anexo
                  Sergio,
                   
                  O trabalho que faço não é com os surdos, e sim com ouvintes.
                   
                  Comecei dentro de casa. Meu filho, ouvinte de 06 anos, esta em fase de alfabetização, e  desde os 05 anos tem contato com materiais especificos da comunidade surda. Hoje consegue identificar todo o alfabeto em libras e uma grande quantidade de sinais. Estou incluindo o meu filho para que consiga entender desde muito cedo que poderá encontrar crianças que nao escutam e que nao conseguem falar, que são cegas e que tem sindromes que aos olhos das crianças são diferentes, mas diferentes por que nao tem o mesmo tipo de andar de falar de agir.
                   
                  Fiz visitas com meu filhos em alguns espaços para que conhecesse estas realidades e para  que não ficasse apenas dentro do mundo das escolas particulares que participa.
                   
                  Então minha maior experiência acontece dentro de minha propria familia.
                   
                  Se meu filho crescer entendendo melhor estes valores eticos e morais que são necessários para a vida, vai ter valido a pena todo o meu empenho.
                   
                  Vejo que as coisas acontecem ao contrario. O Ouvinte é que tem que ser incluido na comunidade surda. Os surdos conseguem encontrar maneiras de se comunicar, os ouvintes que não conseguem entender, por que?
                  POR QUE NÃO PROCURAM A MANEIRA PARA TAL.
                   
                  volto a escrever em outra oportunidade

                  Wiliam,
                   
                  Você trabalha com alunos surdos a quantos anos ? Como tem conseguido resultados positivos com a inclusão nas suas turmas ?
                  Atualmente tenho feito um trabalho de pesquisa em escolas inclusivas que tenham tido sucesso na inclusão de aluno surdos, no Centro Educacional Cultura Surda temos um projeto de alfabetização de crianças surdas com a utilização de LIBRAS sinalização / leitura e escrita nos anos iniciais. Gostaria que abordasse um pouco mais os seus trabalhos na educação de surdos.
                   
                  Abraços,
                   
                  Sergio Ribeiro
                  São Paulo - SP
                  Prof. SignWriting
                  Centro Educacional Cultura Surda
                  -----Mensagem original-----
                  De: surdos-ce@... [mailto:surdos-ce@...] Em nome de William Sergio Morais
                  Enviada em: terça-feira, 6 de junho de 2006 11:46
                  Para: surdos-ce@...
                  Assunto: Re: RES: [surdos-ce] INCLUSÃO ??????
                   
                  Continuando, os paradigmas do nao vai dar certo têm que ser quebrados e com sua aceitação os problemas aparecerão e novas estrategias recolocadas para que aos poucos as necessidades sejam cumpridas.
                   
                  Ainda acho que INCLUIR, depende de REFLETIR, e o segundo verbo é de extrema importancia para o professorado.
                   
                  Wiliam

                  SW Informa <swinforma@...> escreveu:
                  William,
                   
                  Acho que a inclusão tem aspectos positivos e negativos.
                   
                  Benefícios
                  ·   Oportunidade ao estudante que é surdo estudar numa escola próxima a sua residência. Porque na maioria das cidades não existem escolas ou classe especiais e geralmente o surdo tem que se deslocar a uma distancia longa para poder estudar, em alguns caso pode ser até em outro estado o que limita seu convívio familiar.          
                  ·   Intercambio e oportunidade de um aprendizado da cultura ouvinte.
                  ·   Oportunidade de continuidade numa carreira acadêmica, já que muitas escolas especiais atuam somente até as séries iniciais.
                   
                  Limitações
                  ·   Isolamento do aluno surdo em relação aos professores, colegas e outros profissionais da escola. Isto porque, diferente da escola especial para surdos onde todos utilizam a língua de sinais, nas escolas inclusivas isto fica limitado a um ou dois professores ou talvez um interprete.
                  ·   Oportunidade de ensino direto e interação com o professor limitado. Isto porque geralmente a inclusão significa receber instrução através de mensagens traduzidas ou transliteradas. A comunicação direta fica em geral limitada, mesmo com um professor bilíngüe a situação é complicada quando o mesmo tem que dividir sua atenção para um grupo.
                  ·   Oportunidade de uma interação e comunicação independente com um colega ou profissional da escola limitado. Geralmente nas escolas inclusivas o interprete faz a intermediação da interação e comunicação. Isto tem um impacto muito negativo, principalmente quando estamos falando de conselheiros, médicos, professores, diretores, etc. onde é necessária uma comunicação direta, acessível, muitas vezes pessoal e particular, que faz parte do processo e amadurecimento educacional do aluno.
                   
                  Bom o mais importante William é saber o que a comunidade Surda pensa a respeito, se você fizer uma pesquisa verá que na maioria dos países a comunidade surda tem se manifestado contra a Educação Inclusiva, nos EUA por exemplo, onde a inclusão já é praticada a muitos anos o NAD se posiciona contrario a inclusão e luta pelo direito de uma escola para surdos. Isto ocorre porque os efeitos negativos são superiores aos prováveis benefícios que a proposta da inclusão tem a oferecer, os principais fatores que são mencionados é o atraso educacional e desvalorização do uso da língua de sinais em escolas inclusivas.
                   
                  Talvez estas manifestações ocorram porque o modelo de educação inclusiva que se tem na TEORIA não se observa na PRÁTICA. Não vai muito longe, analise por exemplo a proposta de educação construtivista, embora seja o supra-sumo da educação moderna, será que temos uma escola que realmente aplica esta filosofia 100% ?
                   
                  Abraços,
                   
                  Sergio Ribeiro
                  São Paulo - SP
                  Prof. SignWriting
                  Centro Educacional Cultura Surda
                   
                   
                   
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                • SW Informa
                  William, Parabéns pelo seu papel como pai, preocupado com o desenvolvimento e educação do seu filho e também na relação dele com outras crianças. Acho
                  Mensagem 8 de 9 , 6 de jun de 2006
                  Exibir fonte
                  • 0 Anexo

                    William,

                     

                    Parabéns pelo seu papel como pai, preocupado com o desenvolvimento e educação do seu filho e também na relação dele com outras crianças. Acho que seu filho já pode considerar-se feliz por um pai que dispensa amor e compreensão como a que você está mencionando.

                     

                    Apenas gostaria de ressaltar que estamos falando de assuntos diferentes. Estamos falando sobre educação inclusiva e seus impacto no desenvolvimento do indivíduo surdo. Devo lembrá-lo que o surdo sempre esteve à margem do programa educacional que nunca o olhou pelo olhar surdo. A sua visão e a minha visão do que é ser surdo, não é a mesma da pessoa que é surda e vive isto. Quando os surdos lutam por uma educação diferenciada, o que eles estão querendo dizer é que o atual modelo não funciona para eles e não atende os seus anseios. Você não acha que compreender isto e respeitar seus anseios é uma forma de comunicação ? Você não precisa nem saber língua de sinais para se relacionar bem com os surdos, respeitá-los já é um grande passo. Quando digo respeitar estou querendo dizer aceitar aquilo pelo que lutam.

                     

                    Hoje nossa discussão é sobre educação inclusiva, talvez se vivêssemos em 1910 estivéssemos discutindo a educação oralista e a aceitação da língua de sinais como língua para educação.

                     

                    Educação envolve vários aspectos, se você é professor sabe do que estou falando. Mas não sei como posso argumentar com você sobre educação de surdo se você não tem vivência com os surdos e sua realidade dentro da escola. Se você não conhece a realidade deles acho que é difícil você dizer se um modelo é melhor do que o outro, é importante ter opinião, porém também a experiência conta, e muito.

                     

                    Já discuti muito com professores que defendem a educação inclusiva, mas que nunca tiveram um surdo em sala de aula. Eu pergunto, como eles sabem que funciona ? Estou querendo conhecer uma escola que tenha alunos surdos e pratiquem uma educação inclusiva que efetivamente funcione e que os surdos estejam satisfeitos. Conheço uma que já visitei, mas não posso tomá-la por referencia pois a inclusão está tendo muitos problemas lá, a realidade desta escola é que eles estão sobrevivendo, o pior é que os surdos se tornam vítimas desta experiência. Você acredita realmente que isto é melhor para o surdo ?

                     

                    Você mencionou que o ouvinte é que precisa ser incluso. Vou dizer uma coisa para você e por experiência. É SÓ QUERER ! Eu sou ouvinte e convivo com a comunidade surda, tenho amigos surdos e para mim não tem diferença nenhuma receber um amigo surdo em casa e ficar horas conversando com ele como receber um amigo ouvinte. Se você é usuário da língua de sinais sabe do que estou falando. Mas não precisamos colocar um surdo numa sala de ouvintes para que os ouvintes aprendam a língua de sinais, tem muitas professoras que tem turmas de ouvintes e ensina a eles a língua de sinais e de vez em quando os coloca em contado com outras crianças surdas. Existem várias formas de fazer um intercâmbio cultural, mas será que a bandeira da inclusão é o meio mais eficaz, se ela beneficiar o ouvinte em detrimento da educação do surdo será que o sacrifício é justificável ?

                     

                    Por isto o assunto da inclusão é tão polêmico !

                     

                    Abraços,

                     

                    Sergio Ribeiro

                    São Paulo - SP

                    Prof. SignWriting

                    Centro Educacional Cultura Surda

                    www.culturasurda.com.br
                     

                  • Rivanda dos Santos Ribeiro
                    Enfim... Os argumentos de Sérgio foram muito bem colocados, pois que, indubitavelmente, partiu de princípios experimentais e empíricos. Compreendo as
                    Mensagem 9 de 9 , 6 de jun de 2006
                    Exibir fonte
                    • 0 Anexo
                      Enfim...
                       
                      Os argumentos de Sérgio foram muito bem colocados, pois que, indubitavelmente, partiu de princípios experimentais e empíricos.
                       
                      Compreendo as dificuldades que a sociedade ouvinte tem em entender O QUE É SER SURDO. Mas partir do achismo e negar nossas identidades é no mínimo um absurdo.
                       
                      Sem mais palavras,
                       
                      Rivanda
                       


                      SW Informa <swinforma@...> escreveu:
                      William,
                       
                      Parabéns pelo seu papel como pai, preocupado com o desenvolvimento e educação do seu filho e também na relação dele com outras crianças. Acho que seu filho já pode considerar-se feliz por um pai que dispensa amor e compreensão como a que você está mencionando.
                       
                      Apenas gostaria de ressaltar que estamos falando de assuntos diferentes. Estamos falando sobre educação inclusiva e seus impacto no desenvolvimento do indivíduo surdo. Devo lembrá-lo que o surdo sempre esteve à margem do programa educacional que nunca o olhou pelo olhar surdo. A sua visão e a minha visão do que é ser surdo, não é a mesma da pessoa que é surda e vive isto. Quando os surdos lutam por uma educação diferenciada, o que eles estão querendo dizer é que o atual modelo não funciona para eles e não atende os seus anseios. Você não acha que compreender isto e respeitar seus anseios é uma forma de comunicação ? Você não precisa nem saber língua de sinais para se relacionar bem com os surdos, respeitá-los já é um grande passo. Quando digo respeitar estou querendo dizer aceitar aquilo pelo que lutam.
                       
                      Hoje nossa discussão é sobre educação inclusiva, talvez se vivêssemos em 1910 estivéssemos discutindo a educação oralista e a aceitação da língua de sinais como língua para educação.
                       
                      Educação envolve vários aspectos, se você é professor sabe do que estou falando. Mas não sei como posso argumentar com você sobre educação de surdo se você não tem vivência com os surdos e sua realidade dentro da escola. Se você não conhece a realidade deles acho que é difícil você dizer se um modelo é melhor do que o outro, é importante ter opinião, porém também a experiência conta, e muito.
                       
                      Já discuti muito com professores que defendem a educação inclusiva, mas que nunca tiveram um surdo em sala de aula. Eu pergunto, como eles sabem que funciona ? Estou querendo conhecer uma escola que tenha alunos surdos e pratiquem uma educação inclusiva que efetivamente funcione e que os surdos estejam satisfeitos. Conheço uma que já visitei, mas não posso tomá-la por referencia pois a inclusão está tendo muitos problemas lá, a realidade desta escola é que eles estão sobrevivendo, o pior é que os surdos se tornam vítimas desta experiência. Você acredita realmente que isto é melhor para o surdo ?
                       
                      Você mencionou que o ouvinte é que precisa ser incluso. Vou dizer uma coisa para você e por experiência. É SÓ QUERER ! Eu sou ouvinte e convivo com a comunidade surda, tenho amigos surdos e para mim não tem diferença nenhuma receber um amigo surdo em casa e ficar horas conversando com ele como receber um amigo ouvinte. Se você é usuário da língua de sinais sabe do que estou falando. Mas não precisamos colocar um surdo numa sala de ouvintes para que os ouvintes aprendam a língua de sinais, tem muitas professoras que tem turmas de ouvintes e ensina a eles a língua de sinais e de vez em quando os coloca em contado com outras crianças surdas. Existem várias formas de fazer um intercâmbio cultural, mas será que a bandeira da inclusão é o meio mais eficaz, se ela beneficiar o ouvinte em detrimento da educação do surdo será que o sacrifício é justificável ?
                       
                      Por isto o assunto da inclusão é tão polêmico !
                       
                      Abraços,
                       
                      Sergio Ribeiro
                      São Paulo - SP
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                      Centro Educacional Cultura Surda


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