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30500Re: National Geographic : Ossuário de Tiago, irmão de Jesus perto de ser autenticado

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  • mmsilva100
    8 de ago de 2008
      Olá Jun,

      A profissão de um colecionador de relíquias sagradas em Jerusalém
      deve ser tão confiável quanto a de um vendedor de carros usados. Pelo
      que li, não creio que Oded tivesse conhecimento para fazer uma fraude
      deste tipo, aliás, ele parece ser mais culpado por passar adiante
      relíquias fraudadas por outras pessoas do que perpetrar uma fraude
      por si só.

      Quanto à avaliação do fato, creio que a história se resume em apenas
      1 ponto:
      >> A inscrição "irmão de Jesus" foi colocada depois ou ao mesmo tempo
      que a inscrição"Tiago, filho de José".

      Tanto críticos quanto defensores da relíquia admitem que o ossuário
      e a 1ª parte da inscrição é do 1º século AD, i.e., não importa se ele
      foi achado no mercado de relíquias de Jerusalém ou se foi Oded Golan
      quem o apresentou a Andre Lemaire. Ou seja, este fato é real apesar
      da reputação do atravessador.

      Vimos os argumentos contra da Dr. Rochelle Altman e do professor
      Jeffrey R. Chadwick, da BYU e vimos a opinião a favor de Bryan Cox
      sobre a inscrição. Ambos usaram argumentos puramente lingüísticos
      para defender ou denunciar a inscrição do artefato.

      Agora temos a opinião de Ed Keall, diretor do Near Eastern and
      Ancient Civilization department of the Royal Ontario Museum:

      "We looked over the box very carefully, and subjected it to
      analytical testing using a light polarizing microscope, ultraviolet
      light, a microscope with 60 times the magnification, and electron
      microscopy," said Keall. "I'm very comfortable saying that the
      ossuary itself and the inscription are totally genuine and everything
      we found was consistent with considerable age. It's obvious someone
      had scrubbed the James part of the inscription," said Keall. "But
      it's like when you brush your teeth, no matter how hard you try to do
      a good job, there are always bits and pieces left. And that's true
      with the inscription; there are still bits and pieces left in the
      nooks and crannies, and they are consistent with the rest of the
      encrustation."

      Ou seja, agora temos testes realizados com microscópios de luz
      polarizada, com luz ultra-violeta, com 60 vezes de aumento e análises
      de microscópios eletrônicos. Tudo isto é uma análise técnica que
      segundo Ed Keall comprova que a inscrição é totalmente genuína e
      consistente com sua datação. Duvido que as cartas de Hoffman passem
      incólumes por tal escrutínio.

      Então o novo fato posto à mesa é: "As análises microscópias da
      inscrição atestam sua autenticidade!"
      Então, não importa como nem de onde o artefato veio, o crítico agora
      tem de refutar esta análise técnica, não pode mais se basear num
      argumento ad hominen.

      Quanto ao seu livro e a referência da carta de Lucy Mack Smith,
      creio que apenas uma cópia da carta esteja impressa em seu livro, não
      a carta original em si, estou certo?

      Se for a carta original, testes semelhantes podem ser realizados
      para verificar quando a tinta da carta realmente entrou no papel.
      Mesmo se for uma impressão ou cópia da carta, igualmente testes podem
      ser feito para saber a data da impressão daquela carta no livro.

      O papel por si só não prova nada, uma vez que folhas em branco de
      livros do século XIX podem ser utilizadas (Hoffman adorava fazer
      isto!). Com certeza é bem mais difícil falsificar uma inscrição em
      aramaico do século 1 AD do que uma carta em Inglês do século XIX.


      Um abraço!

      --- Em mormons-br@..., "Marcello Jun de Oliveira"
      <marcellojun@...> escreveu
      >
      > Marcelo,
      >
      > Voce sabe que quando eu morava em NYC, eu visitava a regiao dos
      Lagos Dedos
      > com frequencia, principalmente Palmyra, Manchester, e Canandaigua.
      Numa
      > dessas visitas, eu comprei uma colecao de livros num antiquario.
      Paguei
      > $200. Num desses livros, havia uma carta manuscrita, assinada por
      uma L. M.
      > Smith, datada de 1822, relatando a um parente uma visao que seu
      filho havia
      > tido, alguns anos antes, de Deus e Cristo!!!
      >
      > Eu enviei uma fotocopia pro meu irmao, que estava fazendo seu
      mestrado em
      > microbiologia na BYU, e ele a mostrou a um dos seus professores de
      Historia
      > da Igreja. Ele ficou animadissimo, pois a letra era identica a da
      mae do
      > Profeta Joseph Smith. Qual nao foi a minha surpresa, ele tambem nos
      contou
      > que a versao escrita da Primeira Versao mais antiga data de 1832!
      >
      > Eu lhe enviei amostras do canto do papel da carta e do livro onde a
      carta
      > estava, e ele conseguiu analisa-las e data-las pro inicio do seculo
      19! Com
      > um tesouro historico em maos, eu voltei pra conversar com o
      antiquario que
      > me vendeu os livros. Ele me indicou tres fontes distintas para os
      livros.
      > Uma delas era Mark Hoffmann.
      >
      > Por causa disso, nenhum colecionador grande quer comprar o meu
      manuscrito.
      > Mas ele eh autentico! Se voce quiser, eu lhe ofereco por $1000!
      >
      > Entendeu como funciona o mercado de antiguidades e falsificacoes?
      >
      > O Bryan Cox eh conhecido meu, Marcelo. Ele eh engenheiro (de onde
      voce tirou
      > "dr"?), e nos participamos de dois foruns de discussao biblica ha
      anos! Nao
      > tem nenhum treinamento formal em paleografia ou arqueologia ou
      critica
      > baixa. (Eu me lembro dessa discussao ha varios anos atras, e se nao
      me
      > engano, ele tampouco acreditava no ossuario, mas se opunha as
      discussoes por
      > motivos tecnicos -- essa paleografa eu desconheco) Os unicos que
      estao
      > defendendo o ossuario (ROM, BAR, Oded et al., etc.) tem interesses
      pessoais
      > financeiros na linha (leia os artigos que lhe enviei -- se voce nao
      sabe a
      > historia de fundo, perde o contexto). A NatGeo eu nem preciso
      comentar,
      > porque a qualidade documentaria dela eh, do ponto-de-vista
      academico,
      > pessima. Principalmente os projetos ligados ao Cameron -- os shows
      sao
      > bonitos, mas tem a historicidade de uma de Dan Brown.
      >
      > E, quanto a probabilidade de juntar Jose, Jaco, e Tiago? Ha! Talvez
      > um quarto da Palestina? Voce ja viu as listas de nomes? Voce ja leu
      Josefo?
      > Jose, Jaco, Tiago, Judas, e Joao recorrem tantas vezes, que eh
      dificil nao
      > confundir um pelo o outro!!!
      >
      > --
      > Marcello Jun de Oliveira, MD
      > Otorhinolaryngology
      > Facial Plastic & Reconstructive Surgery
      >
      >
      >
      >
      >
      > 2008/8/7 mmsilva100 <mmsilva100@...>
      >
      > > Olá Marcelo JUN,
      > > Um fato é um fato, não me importa se ele tenha vindo do
      barão
      > > de Munchausen ou do Pinóquio. Denegrir um fato baseado no caráter
      de
      > > alguém é nada mais nada menos de seguir uma falácia ad hominen.
      > > Oded é um antiquário e colecionador de relíquias
      religiosas e
      > > com certeza deve ter passado por suas mãos várias fraudes. A
      própria
      > > inscrição de Joás, não foi ele quem falsificou, mas outra pessoa e
      > > Oded passou adiante.
      > > As inscrições são em aramaico do século I AD, mesmos os
      > > críticos que atestam ser o artefato uma fraude não admitem a
      fraude a
      > > Oded Golan, mas a algum cristão fabricante de relíquias sagradas
      da
      > > Idade Antiga ou Média.
      > > A maioria dos críticos têm se apoiado na opinião da Dra.
      > > Rochelle Altman, uma especialista em detectar fraudes
      arqueológicas,
      > > que através da análise de algumas fotos da inscrição alegou que a
      > > segunda parte da inscrição fosse uma inscrição posterior. O
      > > comentário do professor da BYU citado segue a mesma linha de
      > > raciocínio de Altman.
      > > O Dr. Brian Cox já respondera brilhantemente a Altman contra esta
      > > objeção e defendeu a autenticidade da relíquia, veja a discussão
      > > sobre o assunto:
      > >
      > > http://www.earlychristianwritings.com/james-bone-box.html
      > >
      > > Bom, temos até agora Andre Lemaire, filólogo e epigrafista da
      Escola
      > > de Estudos Superiores de Paris, temos especialistas em hebreu e
      > > Aramaico da Biblical Arqueological Review confirmando que o
      Aramaico
      > > é realmente da época de Cristo, temos cientistas da Geological
      Survey
      > > of Israel que analizaram inúmeras amostras de ossuários
      semelhantes
      > > afirmando: "No evidence that might detract from the authenticity
      of
      > > the patina and the inscription was found" e agora temos os
      cientistas
      > > do Museu de Toronto confirmando através da análise do
      espectômetro de
      > > massa que a inscrição é genuína.
      > > E agora Mr. Jun, qual o interesse de Monsieur Lamaire, do Dr.
      Bryan
      > > Cox, da BAR, do Geological Survey of Israel em defender o Sr. Oded
      > > Golan, que pela suas palavras parece que este foi o fraudador do
      > > ossuário?
      > > Como antes já disse, o artigo de ontem de 06 de Agosto de 2008 da
      > > National Geographic é a última posição que temos até agora desta
      > > epopéia, a qual é, a análise e os testes realizados pelos
      > > especialistas do Museu de Toronto atestam que o a inscrição do
      > > ossuário é genuína, não uma dupla entrada. Qualquer opinião
      anterior
      > > a Dezembro de 2007, data da exposição das conclusões do Museu de
      > > Toronto sobre os estudos realizados sobre o ossuário são opiniões
      > > desatualizadas e não levaram em conta esta última exposição dos
      fatos.
      > >
      > > Quanto ao número de Yacovs, Yosefs e Yoshoua na palestina no
      século
      > > I AD, creio que o artigo explica bem que apesar dos nomes serem
      > > comuns, a probabilidade de serem encontrados juntos nesta ordem,
      pai,
      > > filho e irmão são bem mais restritas.
      > >
      > > Até mais!
      > >
      >
      >
      > [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
      >
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