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plantas toxicas

(101)
  • Luiz Meira
    17 de jun de 2000 Expandir mensagens
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      micky wrote:
      >
      > Tratamento à base de plantas medicinais está ganhando força no Brasil
      >
      > http://www.cnnportugues.com/2000/saude/06/09/ervas/babosa_story.jpg>
      >
      > Babosa, uma das plantas mais procuradas
      > PORTO ALEGRE -- Cerca de dois mil produtos aguardam registro no Ministério
      > da Saúde brasileiro, número quase 10 vezes maior do que o disponível no
      > mercado atulamente. Além disso, muitas pessoas procuram chás e compostos
      > naturais para tratar os mais diferentes males. Mas os especialistas
      > alertam que o uso inadequado das plantas pode acarretar danos à saúde.
      > Em fevereiro, o Governo federal criou uma norma para facilitar a
      > regulamentação dos medicamentos fitoterápicos. Produtos feitos a partir de
      > 13 vegetais (alcachofra, alho, babosa, boldo, calêndula, camomila,
      > confrei, erva doce, gengibre, hortelã, melissa, maracujá e sene) não
      > necessitam
      > mais realizar estudos farmacológicos e toxicológicos para obter registro
      > legal.
      > Classificados como tradicionais, podem ser respaldados por estudos
      > previamente realizados e pela literatura técnica já disponível. "Faltava o
      > Brasil se adequar a essa tendência mundial" afirma Edmundo Machado Netto,
      > assessor da gerência-geral de medicamentos da Secretaria Nacional da
      > Vigilância Sanitária.
      > Entre os males que podem ser combatidos com a ajuda da natureza estão a
      > pressão alta, queimaduras, cortes na pele, gripe, tosse e prisão de ventre.
      > Muitos defensores das plantas medicinais também pregam seu uso para tratar
      > doenças como câncer e diabetes, mas até agora não existe comprovação
      > científica dos resultados.
      >
      > "O ideal é sempre manter o acompanhamento médico e evitar a automedicação"
      > diz Clemente Steffen, professor de Botânica e Ecologia da Universidade
      > Federal do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
      >
      > Steffen argumenta que o capim-cidró, por exemplo, é um bom tranqüilizante,
      > mas pode fazer mal para quem sofre de pressão baixa. O uso de plantas mais
      > cáusticas como aveloz e losna deve ser bem-orientado para evitar irritação
      >
      > O biólogo Rodrigo Magalhães, do Jardim Botânico de Porto Alegre, lembra
      > que até há algum tempo era comum o consumo do confrei. Hoje sabe-se que seu
      > uso interno provoca danos ao fígado.
      >
      > "A velha máxima das plantas medicinais de que se não cura, mal não faz, é
      > um mito", adverte Steffen.
      > Eloir Schenkel, professor do curso de Farmácia da Universidade Federal do
      > Rio Grande do Sul (UFRGS), coleciona em uma pasta as aberrações que ele
      > coletou no mercado formal e informal de ervas.
      > http://www.cnnportugues.com/2000/saude/06/09/ervas/confrei_story.jpg>
      >
      > Apesar de popular, o confrei causa danos ao fígado. O "monstruário", como
      > ele chama, conta com uma embalagem em que a fórmula do medicamento aparece
      > de duas maneiras diferentes e recortes de jornal sobre mortes provocadas por
      > plantas tóxicas, por exemplo.
      >
      > Um dos itens mais interessantes da coleção é uma bula que promete acabar
      > com as seguintes doenças: tumores cancerígenos diversos, leucemia, diabetes,
      > bronquite, reumatismo, Mal de Chagas, picadas de cobras e insetos,
      > verrugas, insônia e até "embriaguez ocasional".
      > "É uma fraude e o consumidor tem que desconfiar de produtos que prometem
      > demais. Isso não existe", garante.
      >
      > Precauções
      >
      > Ao comprar um medicamento fitoterápico, desconfie de produtos que prometem
      > curas milagrosas ou de uma infinidade de doenças. Tudo indica que são
      > fraudes. Avalie se a embalagem está em boas condições, sem amassados ou
      > partes rompidas
      > Verifique o número de inscrição do medicamento no Ministério da Saúde.
      > Este número deve começar pelo algarismo 1, seguido de um ponto, mais quatro
      > algarismos, outro ponto e uma nova série de quatro algarismos.
      >
      > Muitos fitoterápicos se auto-intitulam "isentos de registro" junto ao
      > Ministério da Saúde, sem na verdade ter direito a esse privilégio. Sempre
      > prefira os devidamente registrados.
      >
      > Todo medicamento deve ter o nome de um farmacêutico responsável e uma bula
      > com a identificação do produto, informações ao paciente em linguagem
      > leiga, informações técnicas do medicamento e dizeres legais como endereço da
      > empresa e CGC.
      >
      > Ao fazer uso de plantas medicinais: jamais abandone o tratamento da
      > medicina convencional. Utilize as plantas como complementação, mantendo seu
      > médico
      > informado.
      > Não espere curas milagrosas e não faça experiências por conta própria.
      > Somente use plantas que conhece bem. Se não é familiarizado com a tradição
      > popular do uso dessas substâncias, procure um especialista na área,
      > biólogo, botânico, farmacêutico ou agrônomo para esclarecimentos.
      >
      > Não colete plantas em locais onde se usa agrotóxico, à beira de rio
      > poluído ou junto a estradas (os gases do cano de descarga podem impregnar os
      > vegetais). Evite utilizar misturas de plantas medicinais. Nem sempre o
      > modo de preparo para todas é o mesmo.
      >
      > Durante a gravidez, somente use plantas medicinais sob orientação médica
      > para evitar riscos à gestante e ao feto. Lembre-se que algumas plantas,
      > como o confrei, são indicadas apenas para uso externo, e não para consumo.
      >
      > Plantas tóxicas
      >
      > Pessoas com pouca experiência em identificação e manipulação de plantas
      > devem buscar aconselhamento especializado antes de consumir qualquer
      > substância.
      >
      > Assim como os próprios vegetais com propriedades medicinais podem trazer
      > algum problema se utilizados incorretamente, o leigo corre o risco de
      > fazer uso de uma planta tóxica. Nesse caso, existe até perigo de vida.
      > Mesmo quem não aplica a fitoterapia deve conhecer as plantas que tem na
      > sua casa ou ao redor dela para prevenir acidentes. Se houver alguma espécie
      > tóxica, ela deve ser mantida em local seguro.
      >
      > Em caso de haver crianças no ambiente, o melhor pode ser até substituir a
      > folhagens perigosas por outras menos agressivas. "Quem quer usar plantas
      > medicinais deve ter muito cuidado para não se confundir e acabar usando
      > uma planta tóxica", avisa o professor de Botânica e Ecologia Clemente
      > Steffen.
      >
      > Algumas espécies comuns no Estado podem até levar à morte, como a
      > mandioca-brava, a mamona e o pinhão-de-purga. A coroa-de-Cristo, muito
      > comum em jardins, causa lesões na pele e nas mucosas em caso de contato com
      > sua
      > seiva esbranquiçada.
      >
      > Steffen afirma que plantas com seiva branca e espessa geralmente são
      > cáusticas e podem provocar irritação, mas não existem testes visuais
      > seguros para indicar se uma planta é ou não venenosa. A única maneira de
      > utilizar
      > os vegetais com segurança é contar com uma assessoria especializada.
      >
      > Eloir Schenkel, professor do curso de Farmácia da UFRGS, lembra que no
      > início da década um casal norte-americano saiu a colher plantas depois de
      > assistir a uma palestra sobre o poder curativo das ervas. Ao utilizarem
      > uma espécie errada, acabaram morrendo.
      >
      > Perigo verde
      >
      > Aprenda a identificar algumas plantas de alta toxicidade mais comuns:
      > maria-mole ou flor-das-almas: a ingestão provoca dor abdominal, náuseas e
      > vômitos. Causa também alterações no fígado, icterícia (amarelão) e lesões
      > na pele.
      > Trombeteira, saia branca ou cartucheira: tem veneno nas folhas e nas
      > flores.
      > Pode causar vômitos, rubor da face, boca seca, agitação, alterações
      > visuais e de comportamento.
      >
      > Espirradeira: todas as partes da planta são perigosas. A ingestão causa
      > dor e queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas
      > abdominais, diarréia e tonturas.
      >
      > Coroa-de-Cristo: contato com a seiva pode causar lesão na pele, nas
      > mucosas, inchaço de lábios e língua, queimação e coceira. Nos olhos, provoca
      > irritação, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades de visão.
      > A ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
      >
      > Cinamomo: veneno amargo presente nos frutos. A ingestão pode provocar
      > aumento de salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia
      > severa.
      >
      > Mandioca-brava: a ingestão da raiz responde pela maioria dos
      > envenenamentos.
      > Causa náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, dificuldade para
      > respirar,sonolência e tonturas. Pode levar à morte.
      >
      > Mamona: veneno está nas sementes. Pode provocar náuseas, vômitos, cólicas
      > abdominais e diarréia com sangue. O contato causa queimação na garganta e
      > irritação na pele. Pode levar à morte.
      >
      > Chapéu-de-napoleão: todas as partes da planta são perigosas. Veneno
      > provoca alterações cardíacas e neurológicas, queimação na boca, salivação,
      > náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia e tonturas.
      >
      > Copo-de-leite: veneno está nas folhas e talos. Ingestão e contato podem
      > causar irritação em lábios e língua, inchaço, salivação abundante,
      > dificuldade para engolir e asfixia. Contato com olhos pode gerar irritação
      > e lesão da córnea
      >
      > Comigo-ninguém-pode: veneno está nas folhas e talos. Ingestão e contato
      > podem causar irritação na boca, salivação e asfixia. Nos olhos, pode
      > provocar lesões na córnea e irritação.
      >
      > Pinhão-de-purga: veneno está nas semente do fruto, semelhante a uma
      > ameixa.
      > Ingestão provoca dor abdominal, náuseas, vômitos e diarréia com sangue.
      > Envenenamento grave, pode levar à morte.
      >
      > Fonte: Centro de Informação Toxicológica



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