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O poeta chinês Bei Dao (Ilha do Norte)

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  • urs.bira
    Bei Dao Poeta chinês, Bei Dao nasceu a 2 de Agosto de 1949, em Pequim, com o nome Zhao Zhenkai. Filho de um administrador e de uma médica, foi aluno
    Mensagem 1 de 1 , 28 de jun de 2010
      Bei Dao

      Poeta chinês, Bei Dao nasceu a 2 de Agosto de 1949, em Pequim, com o nome Zhao Zhenkai. Filho de um administrador e de uma médica, foi aluno privilegiado na chamada Quarta Escola Intermédia. Aos dezassete anos, aderiu à Revolução Cultural, o que o levou a abandonar os estudos. Foi engajado pela Guarda Vermelha e "reeducado" no campo.
      O tipo de vida profissional que levou, trabalhando na construção civil entre 1960 e 1980, não o impediu de se dedicar à poesia. Assim, a partir da década de 70, escreveu inúmeros poemas utilizando variados pseudónimos. Os seus amigos deram-lhe a alcunha de Bei Dao, que significa 'Ilha do Norte', pelo facto de Zhenkai ser oriundo do Norte e de temperamento solitário.

      Em 1976 ganhou uma certa notoriedade, sobretudo nos círculos do Movimento Democrático. Em 1978 participou na fundação de uma revista literária independente Jintian, que reunia jovens poetas e dissidentes. A revista seria publicada até 1980, altura em que seria banida pelas autoridades chinesas. Em 1978 publicou Taiyang Cheng Zhaji, que incluía o seu poema mais conhecido Huida, em que exprimia o descontentamento pelo desvanecer do horizonte da esperança na China.
      Em 1980, obteve reconhecimento internacional com a publicação do poema Resposta no jornal oficial de poesia Shi Kan. Nessa altura, passou a trabalhar no Departamento de Imprensa de Línguas Estrangeiras. Embora tivesse sido alvo de perseguições pela Campanha de Combate à Poluição Espiritual do seu país, conseguiu reunir-se secretamente com o poeta 'Beat' Allen Ginsberg, chegado à China como membro de uma comitiva de escritores norte-americanos.

      Em 1983, os seus poemas foram editados pelo Programa da Ásia Oriental da Universidade de Cornell e pela Imprensa Universitária da China. Com a mudança do panorama político no país, Bei Dao foi autorizado a viajar para a Europa e Estados Unidos da América, muitas das vezes na companhia da sua família. Ao fim de um ano em Inglaterra e de uma breve estadia nos Estados Unidos, regressou, em 1988, ao seu país natal.

      Em 1985 estreou-se na ficção, com o pequeno romance Bodong, tornando-se uma das figuras mais proeminentes na prosa modernista chinesa. Assinou, em 1989, e em conjunto com trinta e três outros intelectuais, uma petição dirigida ao Comité Central, com o intuito de libertar os prisioneiros políticos da China. Nesse mesmo ano, foi acusado de ter fomentado o movimento estudantil que resultou no massacre de Tiananmen. Embora se encontrasse em Berlim nessa altura, os seus poemas circulavam entre os estudantes, tendo sido mesmo inscritos nas bandeirolas que estes brandiam.

      Optando por continuar no exílio, restabeleceu a revista Jintian, que se tornou a voz dos escritores chineses expatriados. Ao fim de uma temporada em que leccionou na Alemanha, na Suécia e na Dinamarca, mudou-se para os Estados Unidos da América, onde obteve um cargo efectivo na Universidade de Michigan.




      Como referenciar este artigo:
      Bei Dao. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-06-28].
      Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$bei-dao>.
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