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Sérgio Rodrigues - talvez o principal crítico literário hoje em atividade

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  • urs.bira
    Além de ser talvez o principal crítico literário hoje em atividade – depois que Wilson Martins se foi –, Sérgio Rodrigues consegue ser, em paralelo, um
    Mensagem 1 de 1 , 8 de abr de 2010
      Além de ser talvez o principal crítico literário hoje em atividade – depois que Wilson Martins se foi –, Sérgio Rodrigues consegue ser, em paralelo, um dos nossos principais escritores contemporâneos. O que é um feito digno de admiração, porque não consta que haja mais alguém na paisagem brasileira fazendo bem as duas coisas. Os críticos nacionais, em geral, escrevem literatura que não convence muito; e os escritores fazem tanto lobby – quando se arriscam na crítica – que acabam não resistindo na função. Sérgio Rodrigues, como crítico, já havia se consagrado no NoMínimo; e, como a escritor, a consagração veio através de As sementes de Flowerville. Com a dissolução do No, Sérgio persistiu com o seu Todoprosa em novo endereço, ainda que não tenha podido se dedicar full time, como antes. Já com a literatura, ele prossegue com este Sobrescritos, que é um dos melhores livros de contos dos últimos tempos e forte candidato a "melhor livro de contos do ano" (ainda que estejamos só no fim do primeiro trimestre). Ironicamente, Sobrescritos foi coligido a partir da produção ficcional de Sérgio Rodrigues no Todoprosa. Ou seja, o crítico arranjou uma maneira de conviver com o escritor, no mesmo espaço, e o resultado, mais uma vez, é surpreendente, porque o livro se sustenta, como poucos, fora da tela. Para completar, Sérgio resolveu explorar, tematicamente, o ambiente da própria internet e sua interseção, recente, com a literatura brasileira (ou com o que sobrou dela). São 40 histórias breves, cheias de humor, para ler – como diz o clichê – "numa sentada" e que mereciam produzir um best-seller. Desde a jovem blogueira que seduz o catedrático decadente até a correção política inapropriadamente aplicada a Machado de Assis, passando pelo editor de revista que humilha a assessoria de imprensa, Sérgio Rodrigues não esquece ninguém e, corajosamente, não poupa ninguém. No rastro da sobrevalorizada Geração 90 – que produziu edições de escritores duvidosos – convivendo com a explosão de escritores de blogs (tão duvidosos quanto os anteriores), Sérgio assistiu a tudo de camarote e soube, como pouquíssimos, fazer o balanço dos "novos autores", produzindo literatura, ele próprio. Sobrescritos é um pouco da nossa história e deve ser lido, simplesmente, porque é um grande feito.

      Fonte: http://www.digestivocultural.com/arquivo/nota.asp?codigo=1689

      urs.bira
      Moderação Literatura e Leitura
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