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Le Clézio dá alegria a franceses (Nobel de Literatura de 2008)

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Le Clézio dá alegria a franceses Escritor nómada conquista Nobel 10 Outubro 2008 - 00h30 A Academia Sueca escolheu o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio
    Mensagem 1 de 1 , 12 de abr de 2009
      Le Clézio dá alegria a franceses

      Escritor nómada conquista Nobel

      10 Outubro 2008 - 00h30

      A Academia Sueca escolheu o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio para receber as honras e os valores inerentes ao Nobel da Literatura deste ano, em detrimento de muitos outros nomes considerados mais elegíveis. A designação deste humanista, que se fixou nos EUA depois de ter passado longos períodos em França, Nigéria, Tailândia, Grã-Bretanha, México e Panamá, alivia o sentimento de frustração acumulado pelos amantes da literatura gaulesa – aquela que até à data mais prémios Nobel da Literatura arrebatou (14) – face à crescente influência exercida pelos autores de expressão inglesa na literatura e no mercado literário mundiais.


      Na verdade, a escolha de J.M.G. Le Clézio ocorre 23 anos depois do último escritor nascido em França ter recebido um Nobel da Literatura (Claude Simon). O Prémio atribuído em 2000 a Gao Xingjian, chinês naturalizado francês, não contribuíra para mitigar a frustração dos francófonos. Le Clézio foi eleito por ser um "escritor de rupturas, aventuras poéticas e êxtase sensual, explorador de uma humanidade que transcende a civilização dominante", disse ontem a Academia Sueca.

      José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, sublinha que o laureado "é alguém que faz o cruzamento da literatura anglo-saxónica, tendo em conta o seu percurso geográfico e os caminhos inconformistas da literatura francesa."

      Licenciado em Letras, foi expulso da Tailândia por ter denunciado a prostituição infantil. Nos anos 70, viveu com índios no Panamá, tendo publicado uma obra ameríndia. A sua bibliografia inclui mais de 40 títulos.

      PERFIL

      Filho de um britânico e de uma bretã, escreve desde os sete anos. Hoje, com 68, casado e com duas filhas, dá aulas na Universidade de Albuquerque e tem uma casa em França.

      DOIS TÍTULOS EM PORTUGUÊS

      Assim que bateu o meio-dia, hora a que ontem foi anunciado o Nobel da Literatura, a livraria da editora Assírio & Alvim, na rua Passos Manuel, Lisboa, começou a receber clientes e telefonemas.

      A meio da tarde, já havia vendido uma dezena de exemplares de `OCaçador de Tesouros', um dos dois únicos títulos de Le Clézio actualmente disponíveis dos seis traduzidos em português. `Diego e Frida', da Relógio d'Água, encontra-se também nos escaparates.

      Quatro títulos estão esgotados: `Índio Branco' (Fenda), `O Processo de Adão Pollo' (Europa-América), `Deserto' e `Estrela Errante' (D. Quixote). Esta última anunciou ontem a reedição das obras.

      José Luís Feronha

      Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=21DF5985-7A62-480D-9024-9ABAF2392BCD&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013
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