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Humanidade é 'espirro de uma pulga', afirma João Ubaldo

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Humanidade é espirro de uma pulga , afirma João Ubaldo Por Fabíola Ortiz, da Agência Lusa Rio de Janeiro, 21 fev (Lusa) - A humanidade é um espirro de
    Mensagem 1 de 1 , 11 de abr de 2009
      Humanidade é 'espirro de uma pulga', afirma João Ubaldo

      Por Fabíola Ortiz, da Agência Lusa

      Rio de Janeiro, 21 fev (Lusa) - A humanidade é um "espirro de uma pulga" e talvez seja tarde para aprender alguma coisa com a crise inédita que o mundo enfrenta, defende o escritor João Ubaldo Ribeiro, vencedor do Prêmio Camões em 2008.

      "Tenho uma opinião pessimista do panorama mundial. A humanidade é uma espécie fracassada, primitiva, que não aprendeu nada e que vive a matar uns aos outros", diz o autor, em entrevista à Agência Lusa.

      Ubaldo se mostra descrente diante do atual momento de crise global, critica o consumo massivo e demonstra um profundo pessimismo sobre a forma como o governo de Luiz Inácio Lula da Silva conduz a política no Brasil.

      "Não nascemos melhores, não conseguimos organizar o universo como queríamos. Não acredito muito no futuro dessa espécie que até hoje tem problemas de raça, um conceito sem importância", afirma.

      Visão política

      Questionado sobre se a atual crise pode representar alguma oportunidade de mudança, o escritor revela muita descrença.

      "Talvez seja tarde, eu não sei se se vai aprender alguma coisa, a humanidade não tem aprendido. É uma espécie atrasada que pensa que está dominando a Terra".

      Sobre os rumos da crise, Ubaldo considera que são imprevisíveis porque "tudo é inédito".

      O escritor brasileiro, distinguido com o mais importante prêmio atribuído a autores de língua portuguesa, faz duras críticas ao consumo excessivo, em que "um quer mais do que os outros e mais do que pode gastar".

      Ubaldo se diz muito insatisfeito com os rumos da política do governo Lula. Ao ser perguntado sobre como interpreta o que o Brasil está vivendo em meio à crise, ele afirma ser difícil dizer em poucas palavras.

      "Não se explica o Brasil em poucas palavras, as pessoas ainda pensam que a gente [o brasileiro] anda com jibóias e como índios. Aí a gente tem que contar uma história longa e explicar a formação do povo brasileiro", afirma, referindo-se ao imaginário de muitos estrangeiros que não conhecem o Brasil.

      Sobre o presidente Lula, Ubaldo o considera um "aproveitador" que passa o tempo "dizendo besteira".

      "O que o Lula já disse de bobagem é algo que dá para fazer um livro. O Lula para mim é um embusteiro político. Considero-o um aproveitador, o Governo não fez nada, não fez reforma agrária, tributária, administrativa ou de infra-estrutura", critica.

      Obra

      João Ubaldo Ribeiro nasceu em 1941, na Ilha de Itaparica, na Bahia, e é um dos mais importantes escritores brasileiros contemporâneos.

      Licenciado em Direito, também exerceu a profissão de jornalista. Viveu dois anos em Lisboa e atualmente é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

      Entre os seus livros estão "Setembro não faz sentido", o seu primeiro romance (1963), e "Sargento Getúlio", que teve o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, em 1972.

      O romance "Viva o povo brasileiro", considerado a sua obra mais importante, que percorre quatro séculos da história brasileira, recebeu o Prêmio Jabuti e o Prêmio Golfinho de Ouro em 1985.

      Entre as obras de Ubaldo estão também "O Sorriso do lagarto" e "A Casa dos Budas Ditosos".

      João Ubaldo tem as suas obras traduzidas e publicadas em diversos países, como Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha e Cuba.

      Fonte: http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=22518
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