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Gramático e filólogo Evanildo Bechara fala sobre mudança da palavra "acreano"

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    No Blog da Amazônia gramático e filólogo Evanildo Bechara fala sobre mudança da palavra acreano 25-Mar-2009 Em entrevista ao jornalista Altino Machado,
    Mensagem 1 de 1 , 29 de mar de 2009
      No Blog da Amazônia gramático e filólogo Evanildo Bechara fala sobre mudança da palavra "acreano"

      25-Mar-2009

      Em entrevista ao jornalista Altino Machado, titular da Academia Brasileira de Letras comenta mudança ocorrida após Acordo da Reforma Ortográfica

      Em entrevista ao jornalista Altino Machado, do Blog da Amazônia, o gramático e filósofo Evanildo Bechara, titular da Academia Brasileira de Filosofia e da Academia Brasileira de Letras, fala sobre a polêmica em relação à mudança na grafia da palavra "acreano", que de acordo com o Acordo Ortográfico que entrou em vigor no início deste ano, passou a ser escrita com "i", "acriano".

      Segundo o especialista, "do ponto de vista histórico, vocês (do Acre) estão com a razão de defender acreano, com "e". Do ponto de vista lingüístico, a formação da palavra tem que ser acriano, com "i", como é camoniano, açoriano. Compreendeu? De modo que o acreano com "e" é uma exceção a um fato de língua. Então, do ponto de vista de língua, tem que ser acriano mesmo. O acordo diz: "Escrevem-se com i, e não com e, antes da sílaba tónica/tônica, os adjetivos e substantivos derivados em que entram os sufixos mistos de formação vernácula -iano e -iense, os quais são o resultado da combinação dos sufixos -ano e -ense com um i de origem analógica (baseado em palavras onde -ano e -ense estão precedidos de i pertencente ao tema: horaciano, italiano, duriense, flaviense, etc.): açoriano, acriano (de Acre), camoniano, goisiano (relativo a Damião de Góis), siniense (de Sines), sofocliano, torriano, torriense [de Torre(s)]". A palavra acriano aparece rigorosamente assinalada".

      De acordo com ele, quem não adotar a mudança e continuar escrevendo "acreano", corre o risco de ser penalizado com uma falta ortográfica em provas ou concursos oficiais. Mas, ressalta: "Eu vejo no movimento pela manutenção do acreano uma devoção ao nome. Os árabes dizem: dar nomes às coisas é sinal de possuí-las. Então eu vejo o movimento sentimental dos acreanos com alegria, porque eu vejo o respeito pela forma escrita. Como filólogo, repito, isso me causa muita alegria. Mas como técnico da língua, vejo em acreano com "e" um erro de história da língua. Quer dizer, nós estamos defendendo acreano em nome da história do Estado, mas contrariando a história da língua. Então o que há é a história da língua, que é universal, contra a história dos acreanos, que é digna de respeito e admiração, mas é muito pontual. Mas vamos ver."


      Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=7836&Itemid=26
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