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Albert Camus - PRINCIPAIS PENSAMENTOS

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    3) PRINCIPAIS PENSAMENTOS DE CAMUS Segundo Cláudio Carvalhaes, absurdo é aquilo que acontece, mas não poderia acontecer. É o impossível que se torna
    Mensagem 1 de 1 , 28 de mar de 2009
      3) PRINCIPAIS PENSAMENTOS DE CAMUS


      Segundo Cláudio Carvalhaes, absurdo é "aquilo que acontece, mas não poderia acontecer. É o impossível que se torna realidade. É o não aceitável que, embora acontecido, continua como inaceitável".



      Para "capturar o sentimento do absurdo" (expressão usada por Camus), o ser precisa invocar outros sentimentos. Esses sentimentos variam do desconforto ao pessimismo até a angustia e o desespero.



      Camus sofreu, neste sentido, uma forte influ6encia do filósofo Nietzsche. Os seus pensamentos caminham lado a lado com os do seu filósofo preferido. Albert possuía um profundo amor pela vida, fato este que o tornava extremamente ciumento e invejoso. Por essa razão sua filosofia de vida era buscar nessa vida o máximo de prazer e alegria, pois esse sim era o grande desafio para o ser humano, e não esperar essa recompensa numa vida vindoura.



      Para Camus, a felicidade era medida pelo prazer sentido pelo corpo, fato notadamente destacado em sua obra "Bodas em Tipasa". Aqui se observa que segundo ele, quanto mais a vida lhe valer, maior será o absurdo trazido por ela. Assim sendo felicidade e absurdo vivem em parceria, e um pertence ao outro.



      Quanto mais o homem buscar a vida, mais se deparará com o absurdo. O cultivo desse sentimento pela vida e sua trágica experi6encia com a morte acidental de sua noiva, levaram Camus, ao escrever sua obra "O Avesso e o Direito", declarar seu inconformismo em "face da impotência humana contra a morte, a velhice e a escuridão".



      Essa noção de absurdo seguida por ele, foi na verdade o motor que o impulsionou a adentrar no tema que seria o seu campo de questionamento pelo resto de sua breve vida, a revolta.



      Discutindo ainda, porém a questão do absurdo verá que faltou a Albert Camus trabalhar uma definição mais clara sobre o como ele realmente entendia o absurdo. Para ele o absurdo era um "abismo sem fim, colocado diante do ser humano". Para se entender a intensidade do absurdo seria preciso pular neste, para desta maneira explorar sua existência. Carvalhaes traça aqui um paradoxo dizendo que "o absurdo era o vazio de onde Camus tirava o sentido para preencher sua vida".



      Como citado anteriormente, ouve uma mudança no pensamento de Camus, na qual vê-se uma transição do absurdo para a revolta. Não que o filósofo tenha abandonado o absurdo, pelo contrário, ele o via como um estágio de mudanças do pensamento.



      Assim Camus era um homem revoltado que não se sentia bem com a situação absurda dos acontecimentos da vida. Para ele o homem revoltado era aquele que descobriu a maneira frágil e perecível com a qual sua vida se depara. Por essa razão ele era um forte opositor a degradação do ser humano. A obra de Albert gira em torno dos acontecimentos de sua própria vida, e nela podemos ver suas limitações, suas angustias e a maneira subjetiva como levava sua vida, mesmo com todas essas barreiras, ele foi alguém que acreditava na vida, e sentia profundo respeito pela vida humana. Esse conjunto de fatores faz com que o estudo de sua obra e pensamento se torne algo interessante e prazeroso.



      Fonte: http://existencialismo.sites.uol.com.br/camus.htm
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