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ALBERT CAMUS, SUAS OBRAS...

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    2) ALBERT CAMUS, SUAS OBRAS... Albert Camus presenciou em seu tempo o fracasso do progresso, da liberdade, da ciência, da democracia. Isto influenciou suas
    Mensagem 1 de 1 , 28 de mar de 2009
      2) ALBERT CAMUS, SUAS OBRAS...



      Albert Camus presenciou em seu tempo o fracasso do progresso, da liberdade, da ciência, da democracia. Isto influenciou suas obras que foram muitas e variadas que vão desde romances, passando por peças de teatro e artigos em revistas e jornais.



      Três características podem ser observadas em suas obras: A vida humana é fundamentada em incoerência, confusa, sem as diferenças tradicionais entre o bem e o mal, o certo e o errado. Em segundo lugar pode-se observar a fidelidade dos fatos, refletir a vida absurda e concreta do homem. E por fim, a ênfase na responsabilidade humana.



      Para se compreender melhor, de uma maneira geral sobre as obras de Camus, Barreto afirma:



      "A obra de Albert Camus insere-se neste mundo. Seus personagens partem em busca de um mundo novo, formado por valores novos, criados pela absurda experiência humana. Talvez um dos pontos mais interessantes da personalidade de Camus tenha sido essa dependência entre a obra e a vida do escritor. A sua vida intelectual nasce de suas primeiras experiências, sentindo-se em algumas de suas obras, principalmente nas primeiras, a necessidade de escrever aquilo que realmente estava sendo vivido e pensado. Todas as categorias intelectuais progressivamente definidas por Camus, sendo as duas mais importantes o absurdo e a revolta, foram elaboradas em conseqüência das experiências que ia acumulando. Dele não se pode dizer que foi um escritor com um universo independente e próprio. Tendo uma alta capacidade criadora ele escreveu uma obra imersa no real e no concreto".1



      Exemplo de que em suas obras constava muito de sua própria experiência, cita-se sua primeira obra escrita em 1935, com 22 anos de idade, "L'Envers et l'Endroit" (O Avesso e o Direito), em que ele descreve o ambiente em que viveu o primeiro ano de sua vida. Esta autobiografia, a exemplo de outras, é recheada de recordações.



      Em 1940 O Estrangeiro fica pronto. Nesta obra Camus apresenta Meursault, um escriturário de Argel que viaja até uma cidade próxima para enterrar sua mãe, sem chorar no enterro, demonstrando ser um tanto insensível. Meursault mata um árabe, é preso. Até então esta personagem tem a característica de uma pessoa despreocupada na vida, sem aspirações com o futuro, aceitando a vida conforme ela é. Através de um grande choque em sua vida, ser condenado à morte, desperta em Meursault a descoberta da beleza da vida, modificando assim sua postura, fazendo nascer dentro de si uma revolta.



      Outra obra de destaque de Camus é A peste, em que representa a vida coletiva que O Estrangeiro é para a vida individual. Da mesma forma que Meursault descobriu a beleza da vida através de um grande choque, toda uma cidade será despertada para a consciência quando se encontrar isolada nos negócios e no hábito, devido a uma epidemia de peste inteiramente imaginária. "A Peste é um livro de humanista que se recusa a aceitar a injustiça do universo".2



      O Mito de Sísifo tinha sido publicado em 1943, um ano depois de O Estrangeiro e continha a essências das mesmas idéias que este. Este mito é uma imagem da vida humana onde os deuses tinham condenado Sísifo a rolar interminavelmente um rochedo montanha acima, até o alto de onde a pedra tornava a cair por si mesma, tornando assim o seu trabalho inútil e sem esperança. Tomar consciência da inutilidade de tantos sofrimentos é descobrir o absurdo da condição humana.



      Outra obra de destaque é "O Homem Revoltado consagra a visão camusiana por excelência; o valor precede ação. A ação justifica, porém, a revolta. No pensamento historicista e existencialista, o valor aparece no final como consumação da ação".3 Nesta obra, Camus "examinará dois séculos de revolta, fazendo uma história das ideologias e das mentalidades européias".4



      As obras de Camus são observadas também no teatro. Calígula é o homem que descobre o absurdo do mundo pela morte de sua irmã Drusilla, não sendo ele um louco, mas uma crônica dos tempos atuais. O Mal-entendido (peça friamente recebida), conta à história de uma mãe e sua filha, as quais vivem em uma mansão isolada na Morávia, e matam os viajantes que recebem. A Mãe se cansa de tantas mortes e a filha está revoltada com o seu destino, que é o de viver naquele lugar de solidão e sem amor. Passa mais um viajante que, sem ser reconhecido, é morto por elas. Mexendo no meio de seus documentos, elas descobrem que ele era o irmão e o filho que há muito tempo partiu. Estas duas peças são consideradas como teatro absurdo. Os justos (uma peça carnal, emocionante) de origem em um episódio verdadeiro do terrorismo russo em 1905, que relata o conflito entre o revolucionário absoluto que não recua diante de injustiça alguma para fazer triunfar a causa, e o revolucionário que mantém o respeito dos limites morais. O Estado de Sítio (uma peça-demonstração) que é A Peste esquematizada para o palco com a ajuda de Jean Louis Barrault aparece "debilitada pela falta de equilíbrio entre ação dramática e suporte mitológico".5 Esta peça é apresentada e fracassa.



      Muitas outras obras de sua autoria: Revolta em Astúrias (redigida para teatro), resenha crítica em Alger Republicain, funda com outros intelectuais a revista Rivages, publica Núpcias e Inquérito em Cabilia (como jornalista), redige boletins clandestinos para o grupo.

      Combata (mais tarde sai da clandestinidade dando o nome a um jornal), Carta a um Amigo Alemão (Primeira e Segunda), escreve artigos da série Nem vítimas nem verdugos, redige os contos de O Exílio e o Reino, escreve O Verão (continuação de Núpcias), publica A Queda e Reflexões sobre a Guilhotina (esta última, junto com Koestler), e como última obra de sua vida, a projeção de um romance intitulado de: O Primeiro Homem.



      Fonte: http://existencialismo.sites.uol.com.br/camus.htm
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