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Cantores brasileiros fincam pé na literatura

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Cantores brasileiros fincam pé na literatura Leite Derramado é o novo livro de Chico Buarque que chega ao Brasil no dia 28. Martinho da Vila lançou em
    Mensagem 1 de 1 , 14 de mar de 2009
      Cantores brasileiros fincam pé na literatura


      Leite Derramado é o novo livro de Chico Buarque que chega ao Brasil no dia 28. Martinho da Vila lançou em Fevereiro o romance A Serra do Rola-Moça. Caetano Veloso é outro cantor reconhecido no Brasil a decalcar no papel, o timbre das ideias.




      Chico Buarque parece conseguir manter os dois pés na música e na literatura em simultâneo: aclamado como uma das maiores vozes brasileiras, a sua escrita é cada vez mais aguardada e aplaudida.


      Leite Derramado, o novo livro de Chico Buarque tem lançamento anunciado para 28 de Março no Brasil. Será o quinto livro com chancela Companhia das Letras e a décima primeira obra literária de Chico Buarque. Pela Companhia das Letras lançou Tantas Palavras com primeira edição em 1989, reeditado em 1995 e em 2006, onde consta a sua vida e obra. Seguiu-se Estorvo (1991), um romance focado no olho mágico que modifica os rostos do outro lado da porta, uma caminhada pelo limbo entre o sonho e a vigília, vencedor do Prémio Jabuti em 1992. Seguiu-se Benjamim, um romance obsessivo de 1995.



      Em 2003, impressionou os leitores com Budapeste, descrito pela Companhia das Letras como a história de um ghost-writer «que se vê emparedado entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e uma série de outros pares simétricos que conferem ao texto o carácter de espelhamento». Além do Prémio Jabuti em 2003 e do IV Prémio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura (2005), esta obra está a ser adaptada ao cinema e tem estreia prevista para 22 de Maio. De acordo com a Globo, a história desenrola-se no Brasil e na Hungria sob direcção do cineasta Walter Carvalho. Entre o elenco, poderemos ver Leonardo Medeiros, Giovana Antonelli e as contribuições portuguesas de Ivo Canelas e Nicolau Breyner.



      Martinho da Vila: 20 anos de escrita

      A Serra do Rola-Moça é o nome do novo livro de Martinho da Vila apresentado no passado mês de Fevereiro, em São Paulo, com chancela ZFM Editora.


      No poema homónimo, anteriormente adaptado musicalmente por este cantor, Mário de Andrade versa sobre um casal de apaixonados que resolve dar um passeio a cavalo após o casamento. Enquanto atravessam uma região íngreme e perigosa, um dos cavalos assusta-se e atira a rapariga para a morte fazendo-a rolar pela Serra.


      Martinho reinventa esta história na sua obra, adaptando-a aos dramas de uma família mineira. «Todas as famílias têm boas histórias. Resolvi contar uma delas e também passar para o livro a poesia de Mário de Andrade», explicou Martinho da Vila ao Jornal da Tarde.




      Martinho escreve há vinte anos e conta agora nove livros publicados. Três das suas obras são dirigidas ao público juvenil: Vamos brincar de política, o primeiro livro, foi lançado em 1986 pela Global Editora. Vermelho 17 surge pela ZFM Editora e data de 2007. Rosa Vermelha e o Cravo Branco nasceu pela Editora Lazuli em 2008. O professor Mirela Luiz, afirma em ofuxico, que se trata de um livro dedicado aos mais pequenos, onde reinventa as letras de canções populares brasileiras enquanto conta a história de uma menina sonhadora – Rosa.


      No âmbito da ficção, Martinho da Vila escreve em 1998, Ópera Negra (Editora Record). Na página oficial, Martinho afirma ter sofrido muito ao escrever o livro. «O próximo passo é musicar, o que será trabalhoso mas bem possível, se tiver ajuda de um maestro experiente que abrace a ideia.» E continua: «A música está sempre na cuca, e uma ópera não é um bicho-de-sete-cabeças: é um sonho, feio e belo.» Dez anos passados sobre a obra, ainda não há registo da feitura da conversão musical.


      O livro de Martinho da Vila com maior impacto no público recebeu no Brasil o nome de Joana e Joanes – Romance Fulminense. À edição brasileira da Eurobrape em 1999 seguiu-se a edição portuguesa em 2002. Uma publicação conjunta Eurobrape Editores Internacionais e Instituto Camões intitulada apenas Romance Fulminense.


      No registo autobiográfico, pode ler-se a obra Kizombas, Andanças e Festanças de 1992, com a marca da Léo Christiano Editorial. São ainda de referir, Memórias Póstumas de Tereza de Jesus (Eurobrape) de 2002 e Os Lusófonos que a Editora Ciência Moderna publicou em 2005.



      O Mundo Não é Chato, diz Caetano Veloso

      Caetano Veloso é outro dos nomes fortes da música brasileira que já pisou o solo da literatura, com aclamação em ambos os terrenos artísticos.


      A primeira obra literária de Caetano Veloso data de 1973. Alegria, Alegria foi editada pela Pedra Q Ronca a sua primeira colectânea de textos, entrevistas e depoimentos. Seguiu-se Verdade Tropical pela Companhia das Letras em 1997, traços autobiográficos imiscuídos no tropicalismo dos anos 60 e 70 e no debate de temas polémicos como a droga, a ditadura e a sexualidade.


      Em 2003, as Quasi Edições reuniram poemas de Caetano Veloso, cantados por diversos autores, numa edição exclusiva para Portugal denominada Letra Só. A edição brasileira saiu no mesmo ano cunhada pela Companhia das Letras.


      O Mundo Não É Chato lançado em 2005 com a mesma chancela é a obra mais recente de Caetano, de acordo com a página oficial do autor. Este livro aglomera textos escritos entre 1961 e 2005 para diversas publicações periódicas, conferências, prefácios e contracapas com enfoque em temas culturais e políticos e no retrato do seu país, escrito com os vincos de intensidade desconcertante característicos do pensamento de Caetano Veloso.

      Fonte: http://rascunho.net/artigo.php?id=2455
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