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O Poeta Antonio Lins assume Fundação Gregório de Mattos em Salvador -Ba

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Se depender do novo presidente da Fundação Gregório de Mattos, o centro de Salvador vai sair da cozinha e voltar à sala de estar, como nos bons tempos em
    Mensagem 1 de 1 , 20 de dez de 2008
      Se depender do novo presidente da Fundação Gregório de Mattos, o
      centro de Salvador vai sair da cozinha e voltar à sala de estar, como
      nos bons tempos em que era a grande vitrine da Cidade da Bahia, nas
      décadas de 1950 e 1960. Poeta, dramaturgo e jornalista, o baiano
      Antonio Lins, 58 anos, assume o cargo no próximo dia 2 de janeiro.

      Sem meias palavras ou frases formais, ele manda avisar ao povo que
      pretende "agitar a Bahia, lhe dar uma injeção de ânimo e livrá-la da
      mediocridade".

      O investimento no potencial cultural do centro passa pela idéia,
      ainda embrionária, de recuperar a planta do emblemático Teatro São
      João e devolver a casa

      ---------------------------------------------

      "Encaro o convite, que me foi feito pelo prefeito João Henrique, como
      um ato político de promover a inclusão dos bairros periféricos na
      cultura de Salvador. A partir do projeto OFICINAS CULTURAIS, em todas
      as suas modalidades, nossa meta essencial será a realização de ações
      concretas para o efetivo enriquecimento cultural do cidadão da cidade
      da Bahia.

      Todo cidadão tem direito à arte e a cultura. Assim, criamos um
      projeto que irá permear todas as atividades culturais de Salvador.
      Para tanto, otimizaremos espaços e equipamentos públicos (escolas,
      ginásios de esportes, centros comunitários e outros.) para a
      realização das atividades planejadas estrategicamente. Buscaremos
      parcerias nacionais e internacionais, públicas ou privadas, onde elas
      estiverem, para incrementar o universo de formação cultural,
      incluindo cursos ministrados fora e dentro do território nacional.

      Um grande achado na área cultural pública brasileira, início dos anos
      80 consolidou-se a idéia de Oficina Cultural enquanto espaço físico e
      conceito de programação. Além da tradicional Casa de Cultura, a
      Oficina Cultural implantará junto ao cidadão de Salvador a noção de
      espaço vivo, dinâmico e atuante, voltado intensamente à prática
      cultural. Nela, os freqüentadores poderão e deverão efetivamente
      participar, escolhendo entre um variado cardápio de opções aquelas
      atividades mais adequadas aos seus interesses e vocações. Vamos levar
      as oficinas culturais aos bairros, as comunidades, ao cidadão.

      Cursos e oficinas de artes plásticas dança, fotografia, teatro, vídeo
      e outras áreas artístico-culturais, programados com agilidade e
      maleabilidade, prontos para atingir os mais variados segmentos do
      público, serão ferramentas utilizadas para transformar cidadãos, de
      espectadores passivos em agentes realmente participantes do universo
      da cultura, despertando interesses, revelando potencialidades,
      aflorando necessidades e criação, discutindo conceitos, aperfeiçoando
      técnicas e conhecimentos. Diferentemente das escolas do ensino formal
      e das escolas de arte, as atividades das OFICINAS CULTURAIS não se
      prenderão a currículos nem a formatos de duração, como, por exemplo,
      a anos letivos e semestres: cada curso ou Oficina terão seu próprio
      período de duração, de acordo com os objetivos que cada um deles
      queira atingir.

      Esta forma livre de programar atividades evita a rigidez da
      programação e multiplica consideravelmente as possibilidades de
      introdução de novos temas, idéias e metodologias.

      O espaço físico, também, apresenta um conceito de versatilidade, os
      espaços de múltiplo uso. Assim, uma sala que abrigou, por exemplo,
      uma oficina de música pela manhã poderá ser rapidamente rearrumada
      para uma aula de teatro, à tarde. Em suma, tanto o espaço físico como
      as atividades programadas serão agendados visando priorizar ao máximo
      a multiplicidade e a diversidade da atuação da OFICINA CULTURAL.

      Sem a pretensão de criar grandes artistas, a OFICINA CULTURAL
      pretende ser, e será, antes de tudo, uma alavanca para abrir novos
      horizontes ao nosso povo, principalmente as nossas crianças e
      adolescentes, fornecendo-lhe um estímulo à reflexão, à percepção das
      emoções e à busca constante do conhecimento, elementos essenciais
      para uma vivência participativa do ser humano dentro da sociedade
      contemporânea.

      As Oficinas Culturais são espaços que procurarão oferecer ao cidadão
      atividades gratuitas, especialmente as de caráter prático, com o
      objetivo de proporcionar oportunidades de aquisição de novos
      conhecimentos e novas vivências, de experimentação e de contato com
      os mais diversos tipos de linguagens, técnicas e idéias,
      possibilitando, com isso, a formação de público e profissionais para
      o setor cultural. As Oficinas Culturais atuarão nas áreas de acervos
      culturais, administração cultural, artes plásticas, cinema, circo,
      dança, design, folclore, fotografia, historias em quadrinhos,
      literatura, multimídia, música, teatro, e vídeo.

      O público alvo depende do objetivo de cada atividade, podendo variar
      do iniciante ao profissional.Também podem ser programadas atividades
      para diversas faixas etárias, ou atividades especiais_para
      deficientes, por exemplo. As OFICINAS CULTURAIS visam a formação
      cultural e não a educação formal do cidadão. Pretendemos mostrar
      caminhos, sugerir idéias, ampliar o campo de visão.Por isso, e pela
      amplitude dos campos de atuação a que se dedicam, não podem ser
      caracterizados como escolas formais.Por outro lado, dar um caráter
      preferencialmente prático às atividades não significa deixar de
      fundamentá-las teoricamente: por exemplo, numa oficina de capoeira, é
      necessário também que o significado histórico e cultural dessa
      manifestação seja abordado, para não reduzi-la a mera atividade
      física.

      Outro cuidado a ser tomado na programação das OFICINAS CULTURAIS é
      evitar as atividades que tenham um cunho religioso ou partidário. As
      OFICINAS CULTURAIS serão abertas a todos os grupos da sociedade, mas
      não podem privilegiar nenhum deles. As Oficinas Culturais podem, sob
      orientação da Fundação Gregório de Mattos, escolher suas áreas de
      atuação, de acordo com o interesse de seu público e contextos
      culturais ou a partir da definição de prioridades. De forma geral,
      uma OFICINA CULTURAL pode propor atividades nos mais variados
      formatos (oficinas de curta, média e longa duração, workshops,
      seminários e ciclos de palestras) em qualquer de suas áreas de
      atuação.

      As atividades desenvolvidas através das OFICINAS CULTURAIS, de acordo
      com seu programa e objetivos, podem gerar produtos finais (como
      espetáculos de dança e teatro, exposições ou outros bens culturais) e
      incentivar e orientar na organização de grupos permanentes. Este
      mecanismo, de acordo com o planejamento de cada OFICINA CULTURAL,
      amplia sua inserção no meio social e solidificam suas relações com o
      público e o processo cultural.

      A política da Prefeitura Municipal de Salvador no setor cultural dará
      ênfase à formação dos cidadãos, através de oficinas que incentivem o
      desenvolvimento artístico, garantindo assim o DIREITO individual do
      cidadão ao aprendizado cultural.

      Serão mantidos e ampliados todos os atuais projetos, programações e
      publicações da Fundação Gregório de Mattos, principalmente eventos de
      participação popular, do cotidiano das artes e de intercâmbios
      culturais.

      Mas, queremos avançar ainda mais, ousar ainda mais. Vamos introduzir
      nos nossos programas de bibliotecas circulantes e de Círculos de
      leituras, o autor baiano, o livro baiano. Afinal de contas: Aqui não
      é uma simples repartição pública, burocrática, feudatária; aqui é
      casa de Gregório de Mattos, o maior poeta do século XVII e o mais
      importante escritor barroco de Expressão portuguesa; esta também é a
      casa de Jorge Amado, a casa de Wilson Lins, a casa da cultura e do
      pensar, a casa do saber. E agora, mais do que nunca, a casa do fazer".

      Fonte:
      http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1034449
      http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1034450
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