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Morreu catedrático Michel Laban estudioso da literatura lusófona

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Morreu catedrático Michel Laban estudioso da literatura lusófona O catedrático francês Michel Laban, especialista em literaturas africanas de Língua
    Mensagem 1 de 1 , 28 de nov de 2008
      Morreu catedrático Michel Laban estudioso da literatura lusófona

      O catedrático francês Michel Laban, especialista em literaturas
      africanas de Língua Portuguesa e tradutor de numerosos autores
      lusófonos, faleceu terça-feira, aos 62 anos, após doença prolongada.
      Este professor universitário, regente da Cátedra de Literaturas e
      Culturas da África Lusófona da Sorbonne Nouvelle /Paris 3, "deixa um
      grande vazio entre os seus colegas e amigos, assim como nos Estudos
      Portugueses para os quais tanto contribuiu com o seu magistério e os
      seus trabalhos de investigação de reconhecido mérito", declarou José
      Manuel Esteves, responsável da cátedra Lindley Cintra da Universidade
      Paris Ouest-Nanterre La Defense.
      Michel Laban nasceu em 1946, em Constantine, na Argélia. Aluno de
      Espanhol naquele país, descobriu a Língua Portuguesa através do
      ensino da Inspectora-Geral Solange Parvaux, então em missão naquele
      país.
      Depois de obter uma licenciatura em Espanhol e Português, ensinou no
      Ensino Secundário, vindo a obter o diploma da Agregação de Português.
      Participou em Angola, num projecto da UNESCO, na formação de
      professores de Francês e Português.
      Após obter o seu título de Doutor em 1979, com um estudo dedicado a
      Luandino Vieira, iniciou a docência universitária na Sorbonne
      Nouvelle, em 1981, no Departamento de Português, do qual veio a ser
      mais tarde Director.
      "O seu magistério formou, durante três décadas centenas de alunos,
      nos quais inculcou o seu imenso gosto e amor pelas literaturas,
      culturas e história dos países africanos, às quais dedicou um número
      considerável dos seus múltiplos trabalhos de investigação,
      nomeadamente sobre escritores de Cabo Verde, Moçambique, Angola e
      Guiné."
      Entre 1991 e 1998 procedeu à publicação, através de uma edição da
      Fundação Eugénio de Almeida, de um conjunto de volumes da
      série "Encontro com escritores", englobando Angola, Moçambique e Cabo
      Verde, em que entrevistou os mais importantes autores das literaturas
      lusófonas africanas.
      Sobre esta obra, disse o escritor angolano Ruy Duarte de Carvalho
      constituir ela "matéria integrante e incontornável" para a literatura
      dos respectivos países.
      Michel Laban procedeu ainda a "um monumental inventário linguístico a
      partir das literaturas" dos países africanos de Língua Portuguesa,
      segundo José Manuel Esteves.
      Laban foi também tradutor para Francês de numerosas obras de
      escritores de Língua Portuguesa, tanto africanos como portugueses e
      brasileiros.
      Entre as obras por si traduzidas contam-se "A Balada da Praia dos
      Cães", "Alexandra Alpha" e "Valsa Lenta", do português José Cardoso
      Pires, "Nós, os de Makulusu", "João Vêncio: os seus amores" e "No
      antigamente, na vida", do angolano Luandino Vieira, "O Espírito das
      Águas", do angolano Artur Pestana "Pepetela", "Nós Matámos o Cão
      Tinhoso", do moçambicano Luís Bernardo Honwana, "Chiquinho" do cabo-
      verdiano Baltazar Lopes, e "Insónia", do brasileiro Graciliano Ramos.

      Fonte:http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=96862&Seccao=cultura
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