Carregando ...
Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o conteúdo.
 

Ana C. (Ana Cristina Cesar ) Homengeada no Rio

Expandir mensagens
  • Ubiratan Rocha da Silva
    Instituto homenageia a poeta Ana Cristina Cesar no Rio AE - Agencia Estado Tamanho do texto? A A A A RIO DE JANEIRO - Depois da morte de Ana Cristina Cesar,
    Mensagem 1 de 1 , 29 de out de 2008
      Instituto homenageia a poeta Ana Cristina Cesar no Rio

      AE - Agencia Estado
      Tamanho do texto? A A A A
      RIO DE JANEIRO - Depois da morte de Ana Cristina Cesar, há exatos 25
      anos, sua poesia e seus pensamentos vêm sendo relançados pelas
      editoras Ática e Aeroplano, em parceria com o Instituto Moreira
      Salles (IMS), detentor de seu acervo. É uma forma de fazer com que a
      poeta, conhecida como Ana C., considerada ícone da chamada poesia
      marginal dos anos 70, chegue às novas gerações de leitores, diz o
      poeta Armando Freitas Filho, seu amigo e admirador.



      Hoje, ele e outros que conviveram com ela se reúnem no IMS do Rio
      para lembrar sua obra e sua (breve) vida (Ana C. se suicidou em 29 de
      outubro de 1983, quatro meses depois de completar 31 anos). Para as
      19h30, está programada uma conversa em torno da poeta, entre Freitas
      Filho, Clara Alvim e Viviana Bosi. Clara, professora dela no curso de
      Letras na PUC do Rio, foi quem a "descobriu", no início da década de
      70; Viviana é professora do Departamento de Teoria Literária da
      Faculdade de Letras da USP e organizou Antigos e Soltos, livro que
      será lançado na ocasião.



      A publicação, bem alentada, reproduz, em fac-símile, quase todo o
      conteúdo da chamada "pasta rosa" de Ana C., encontrada por sua
      família alguns anos após sua morte, dentro de uma mala de roupas. São
      textos que ela guardou por muitos anos, sem destiná-los a publicação,
      e que dizem muito sobre sua personalidade - estão divididos em sete
      categorias, entre elas, "prontos mas
      rejeitados", "inacabados", "primeiras versões" e "o livro". Vão desde
      redações que escreveu na época de escola, com elogios da professora,
      a textos de pouco antes do suicídio, passando por anotações em
      guardanapos e papeizinhos, lembretes para si mesma, manuscritos
      diversos, poemas reescritos duas ou três vezes, frases soltas. Todo o
      material foi catalogado por Manoela Daudt de Oliveira.



      O acervo com os originais da autora de A Teus Pés, que tem Freitas
      Filho como curador, foi doado ao IMS por sua família. É, hoje, o mais
      consultado do centro cultural do Rio, segundo Liliana Giusti Serra,
      coordenadora das bibliotecas do instituto. O que mostra que, passados
      25 anos de seu desaparecimento, ela segue despertando paixões. A
      maior parte dos que procuram é estudante.



      Ana C. nasceu em 1952 e morou no Rio, em Niterói e no exterior. Ficou
      conhecida pela poesia confessional, tendo sido projetada por A Teus
      Pés, lançado em 82. Além de escrever seus poemas, atuou como
      tradutora (verteu para o português Sylvia Plath e Emily Dickinson),
      publicou em jornais e trabalhou na televisão. As informações são do
      jornal O Estado de S. Paulo.

      Fonte: http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art268853,0.htm
    Sua mensagem foi enviada com êxito e será entregue aos destinatários em breve.