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Sobre Ray Silveira x Patativa do Assaré e Roland Barthes - Opinião da Moderação

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Senhores(as) do Conselho, Os textos de Patativa são uma afirmação aos conceitos de Roland Barthes (semiologista francês) em sua obra Aula (1978). Barthes
    Mensagem 1 de 1 , 4 de jan de 2006
      Senhores(as) do Conselho,


      Os textos de Patativa são uma afirmação aos conceitos de Roland
      Barthes (semiologista francês) em sua obra "Aula" (1978). Barthes
      afirma estarmos todos aprisionados irremediavelmente às estruturas
      lingüísticas, definido que temos que enquadrar nosso pensamento em
      suas regras, diz: "somos todos escravos da língua" - chega a
      enfatizar que a língua é facista uma vez que a utilização da língua
      leva à aceitação obrigatória de suas estruturas para a completa
      comunicação, como se ela fizesse parte de uma estrutura de poder à
      qual todos estamos submetidos.

      Ele como um estudioso da linguagem e não da literatura, demonstra um
      amplo conhecimento no campo da linguagem e, como não poderia deixar
      de ser, de uma de suas vertentes: a linguagem literária

      Ele apresenta como saída para o homem dessa prisão criada pela
      linguagem, da qual a língua é sua expressão obrigatória, por força do
      estudo da arte literária criada pela humanidade, a fuga da linguagem
      por meio de uma trapaça lingüística utilizando-se da própria língua,
      a essa "esquiva" ele chamou de LITERATURA.

      E Patativa do Assaré, defendo ser a expressão real da utilização
      deste recurso definido pelo mestre francês.

      E para reforça minha opnião, Umberto Eco fala de "idioleto" da obra
      (definindo-se como idioleto o código privado e individual de um único
      falante).(ECO, 1981:59), e ele afirma que para determinado leitor que
      não esteja familiarizado com a característica da obra pode sofrer do
      que ECO chamou de "efeito de estranhamento". Determinados leitores
      estão presos a regras já definidas ou habituados a regras rigídas de
      estruturação da linguagem, quando vê em sua frente uma nova
      estrutura, passa a olhar com estranheza.

      Temos que tomar cuidado com as críticas, pois na realidade elas podem
      não passar de FALTA DE CONHECIMENTO, ou PRECONCEITO ou mais
      técnicamente "efeito de estranhamento".

      Acho que já defendi minha opnião, vou parar aqui, mas pedindo ajuda
      aos professores (no Grupo) para falarem sobre este tema, deveras
      complexo, para principiantes como nós.

      No aguardo da opnião dos colegas,

      Ubiratan Rocha da Silva
      urs.Bira
      urs.bira@...
      Moderação Grupo Leitura & Literatura
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