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Cem anos sem Machado de Assis (21 de junho 1839 - 29 de setembro de 1908)

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Cem anos sem Machado de Assis (21 de junho 1839 - 29 de setembro de 1908) 06/09 - 07:30 Paula Menezes Em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis,
    Mensagem 1 de 1 , 15 de set de 2008
      Cem anos sem Machado de Assis
      (21 de junho 1839 - 29 de setembro de 1908)

      06/09 - 07:30

      Paula Menezes
      Em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis, que acontece
      em 29 de setembro, mostras, exposições, filmes e muito mais evocam o
      autor à vida.

      Em São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa homenageia o escritor com
      uma mostra que tem como objetivo trazê-lo mais próximo aos leitores.

      "Machado de Assis: Mas este capítulo não é sério", título baseado em
      um dos capítulos de Memórias Póstumas de Brás Cubas, uma de suas
      principais obras, mostra ao público o grande prazer de conhecer a
      literatura machadiana, vista por muitos como obras clássicas ou mesmo
      como bibliografia escolar obrigatória.

      O Rio de Janeiro, terra natal do autor, logicamente não fica para
      trás. Na sede da Academia Brasileira de Letras, a exposição "Machado
      Vive" mostra a intimidade do escritor, trazendo seus objetos
      pessoais, livros de sua biblioteca particular, primeiras edições de
      suas obras, além de filmes e documentários sobre ele.

      Também em comemoração ao centenário, a Fundação Casa Rui Barbosa, do
      Ministério da Cultura, criou uma página eletrônica especial sobre o
      escritor – www.machadodeassis.net . Produzida por pesquisadores e
      bolsistas de iniciação científica, o site traz desde a biografia de
      Machado até artigos, citações, alusões a fatos históricos ou a
      personagens, entre diversos outros atrativos aos amantes da
      literatura machadiana.

      Mais sobre o escritor

      Joaquim Maria Machado de Assis, nascido em 21 de junho 1839, acumulou
      vários atributos durante sua jornada: cronista, contista, dramaturgo,
      jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Não é
      exagero considerá-lo o maior expoente da literatura brasileira. Mas
      tudo isso com muito esforço.

      Se existem provas de que força de vontade, interesse e amor ao
      conhecimento são aliados para o grande sucesso, Machado de Assis se
      encontra entre elas. Entre os 6 e 14 anos perdeu a irmã e a mãe e, um
      pouco mais tarde, seu pai, sendo criado pela madrasta desde então.
      Além disso, o escritor era pobre, de saúde frágil, epilético, mulato
      e gago. Enfrentou uma infância recheada de muitos preconceitos devido
      as suas condições.

      Porém, autodidata, tinha grande interesse em todos os tipos de
      literatura. Leu muitos autores nacionais e estrangeiros, estudando
      por conta própria e, quando podia, freqüentava a escola. Sua carreira
      começou aos 16 anos, quando teve seu primeiro poema publicado no
      jornal "A Marmota", vindo a participar daí para frente de diversas
      atividades relacionadas à comunicação, como tipografia, jornais,
      entre outros.

      Se atualmente viver somente de literatura já é difícil, naquela época
      era bem mais complicado. Vivendo nessa vida paralela, Machado atuou
      também em cargos burocráticos, como assistente de diretor do Diário
      Oficial.

      Machado participou da fundação da Academia Brasileira de Letras, na
      qual ocupou a cadeira nº23, cujo patrono foi José de Alencar. Lá
      presidiu até sua morte, em 29 de setembro de 1908. Atualmente, o
      prédio tem o nome "Casa de Machado de Assis", em sua homenagem.

      Obras

      A loucura, a alma feminina, a vaidade, a sedução e o adultério são
      temas bastante encontrados em suas obras. Em sua fase mais romântica,
      Machado publicou obras como "A Ressurreição", "A mão e a luva"
      e "Helena". Mas o grande marco em suas obras foi a criação do
      romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas", considerado uma verdadeira
      revolução em termos de estilo e conteúdo, inserindo o realismo no
      Brasil. Atraiu críticas de todos os lados.

      Em sua fase realista, Machado publicou também obras como "Quincas
      Borba" e "Dom Casmurro", contos como "Papéis Avulsos", "Histórias sem
      data" e muitos outros.

      Retratou como ninguém uma profunda reflexão sobre a sociedade
      brasileira e suas malesas e a própria existência humana, com seu
      espírito crítico, irônico e, por vezes, bem humorado.

      Fonte:
      http://educacao.ig.com.br/noticia/2008/09/06/cem_anos_sem_machado_de_a
      ssis_1674925.html
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