Carregando ...
Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o conteúdo.
 

Coração na linguagem

Expandir mensagens
  • Ubiratan Rocha da Silva
    Debates e idéias (31/8/2008) Coração na linguagem Imprimir Enviar Aumentar Diminuir Insustentável Leveza do Ser veio antes. Mas já depois de naturalizado
    Mensagem 1 de 2 , 1 de set de 2008
      Debates e idéias (31/8/2008)

      Coração na linguagem

      Imprimir Enviar Aumentar Diminuir Insustentável Leveza do Ser" veio
      antes. Mas já depois de naturalizado francês, Milan Kundera
      escreveu "La Lenteur" (A Lentidão). Estava convencido: pressa é
      doença desta civilização do estresse. Na dinâmica da pressa, muitos
      escritores e palestrantes querem ser moderninhos. Como única forma de
      sobrevivência. Caem no equívoco de pensar: ser moderno é empregar
      palavras sempre malcheirosas na laminha social. Ora, por aí, nem
      chegam à inovação de linguagem. É tudo um impulso de quebrar amarras?
      Liberdade. Mas a liberdade tem limites. Não deve levantar
      desrespeitos ao asseio das leituras e escuta dos outros.

      Em observações sobre Machado de Assis na Academia Brasileira de
      Letras, Nélida Piñon ressaltou a elegância de linguagem do Bruxo do
      Cosme Velho. Mesmo quando pratica as espertezas de "miniaturista das
      covardias humanas". Assim o viu a crítica de Humberto de Campos.

      Não é possível conceber o escritor que não seja um artista. Como
      artista, é modelo na criação da beleza que fica no patrimônio da
      sociedade. A produção da cultura é uma das responsabilidades supremas
      do diálogo entre presente e futuro de um povo.

      Os provérbios são animais de chouto duro. Por isso mesmo, são
      montarias inconfiáveis. Nem sempre têm ritmo e ajustes exigidos pelas
      viagens da linguagem circunstancial. Mas latinos e franceses ficaram
      famosos também pela elaboração de provérbios. Aqui um de procedência
      muito distinta: "Ex abundantia cordis, os loquitur." A boca fala do
      que é abundância no coração. Isto vale também como recurso da
      psicologia de ler a carteira de identidade de conversantes e
      escritores. Os homens e os grupos sociais não são tão misteriosos.
      Basta atenção às palavras e expressões de suas automatizadas
      repetições.

      O que sai da boca dos homens... Fariseus e escribas condenaram os
      discípulos de Jesus Cristo: contrariando a tradição, eles não lavavam
      as mãos antes das refeições. E a intervenção do Mestre: "Escutai e
      compreendei. O que torna alguém impuro não é o que entra pela boca,
      mas o que sai da boca..."

      A elegância de linguagem, da referência de Nélida Piñon, depende da
      abundância de limpeza que enche o coração. Se os corações são rampas
      de lixo, até os valores estéticos se corrompem. Então, não há mais
      busca da beleza. Nestes tempos de eleição da feiúra como valor
      estético, para brinquedos das crianças, a indústria fabrica monstros.
      E por certo, os sonhos viram pesadelos. Os dias rompem as antemanhãs
      com prefigurações de medos. Não há comemorações nas festas do dia
      novo. Como só se olha para o chão, lá nas alturas o arco-íris fica
      cego.

      A mídia se engana com o poder da palavra. Usa esse poder como
      instrumento de domínio. Mas onde há amor ninguém precisa dominar
      ninguém. Há plena reciprocidade das entregas boas. Prevalece o desejo
      superior de Santo Agostinho, repetido por Hannah Arendt: "Amor é: eu
      quero que tu sejas."

      A natureza humana é destinadamente hedônica. O endereço escrito nas
      vocações é o da alegria. E ser moderno, negrada, não é empregar
      palavras sempre malcheirosas na laminha social. E fique a lembrança:
      a boca fala do que está presente no coração...

      JOSÉ COSTA MATOS
      Da Academia Cearense de Letras

      ----------------------------------------------------------------------
      ----------
      http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=568270
    • FILOSOFIA
      Venha ler o Portal Brasileiro da Filosofia (PBF) no www.filosofia.pro.br e assista a TV Filosofia no www.mogulus.com/filosofia . Participe de nossa lista de
      Mensagem 2 de 2 , 1 de set de 2008

        Venha ler o Portal Brasileiro da Filosofia (PBF) no www.filosofia.pro.br e assista a TV Filosofia no www.mogulus.com/filosofia . Participe de nossa lista de discussão. você se inscreve nela lá no próprio PBF. Entrando lá, filie-se no nosso Orkut e recebe textos de Humanidades gratuitamente, de brasileiros e estrangeiros.

         
         

        O que é ser crítico – na filosofia e na educação

        Paulo Ghiraldelli Jr.

         

        Eis um ponto de cruzamento entre educação formal e filosofia: a hora da formulação dos “objetivos educacionais”.

        O momento é aquele conhecido dos professores, diretores e coordenadores pedagógicos: a semana de “planejamento” da escola. Alguns participam dessa atividade de modo burocrático, no sentido ruim desta palavra. Outros, mais engajados, escrevem com entusiasmo o que vão querer que seus alunos sejam capazes de realizar ao final de um ano. De um modo ou de outro, todos terminam por fixar, também, o que a escola deve conseguir de feitos e façanhas ao final de um ano.

        Nessa atividade, a filosofia está presente o tempo todo, mesmo que nenhum dos participantes seja filósofo. Pois, não raro, nesses objetivos traçados para os alunos aparece a idéia de que eles têm de chegar a se comportar, ao final de um ano ou de um curso, como “cidadãos críticos”. E também não são poucas as escolas que desejam chegar ao término de uma jornada tendo contribuído para a “criticidade dos alunos”.

        Todavia, nem sempre os envolvidos nessas atividades investigam de modo mais detido o que efetivamente querem com essa meta de “ser crítico”. E às vezes até mesmo o professor de filosofia, presente na escola, e que enfatiza a “criticidade” como um objetivo importante a ser obtido, volta para casa e não se debruça sobre o que ele vai querer obter dos alunos ao final do ano letivo, de modo que a “criticidade” ponha sua cabeça para fora.

        Tudo fica mais caótico ainda que alguém pergunta o que é que todos ali, responsáveis pelo planejamento de início de ano letivo, entendem por “ser crítico”.

        No âmbito do que o dicionário nos ensina, a crítica nada é senão a análise. Trata-se, portanto, da atividade intelectual de separação de elementos do plano discursivo, das narrativas, de modo a tê-los à disposição para investigar quais papéis estão desempenhando no conjunto do que é dito. Ora, mas se é isto, então qual a razão de ter de dizer que se quer fazer com que ao final do ano ou do curso as crianças e jovens saibam assim se comportar? Pois, afinal, o que faríamos nós todos diante de narrativas? Ler e entender um texto já não é só possível se fazemos uma relação entre os elementos de um discurso, para então captar o que ele quer que saibamos? E estar na escola não é lidar com narrativas, que temos de entender? Então, parece que o planejamento não dá nenhuma informação nova ou que valeria a pena ser tão solenemente fixada, se é isso – pois isso é o que se faria mesmo, sendo ou não o objetivo.

        Bem, mas se enfatizamos a crítica como um objetivo importante, então tudo indica que esperamos de tal coisa algo mais do que aquilo que seria o corriqueiro.

        É nessa hora que é bom chamar o filósofo. Ele pode ajudar. Querem que eu apareça? Pois bem!

        O que a filosofia chama de crítica? Aqui, então, começamos a melhorar nosso grau de discernimento sobre o assunto. A filosofia nos diz que a crítica é a análise. “Separar o joio do trigo” é analisar. “Análise química” – decomposição dos elementos. Crítica de arte: tecer argumentos sobre uma peça de teatro considerando partes e elementos, tanto materiais quanto espirituais, desde o enredo até o desempenho dos atores passando pela iluminação, vestuário, etc. Tomar as coisas pelas partes, desagrupar e agrupar. Ver as árvores e não a floresta; ver as árvores para poder entender a floresta. Tudo isso é “crítica”. Tudo isso é “crítica”, também para a filosofia. Mas a filosofia tem um lugar especial para a palavra crítica, para além dessa acepção.

        A crítica, na filosofia, implica em um momento especial da história filosofia. E implica, inclusive, em uma escola de filosofia. Implica em um paradigma filosófico. Kant foi o filósofo que falou em crítica. Depois dele, Marx voltou a falar em crítica, colocando no subtítulo de O Capital a palavra – “Crítica da Economia Política”. O que ambos queriam com isso?

        Kant falou em crítica da razão. Crítica da razão pela própria razão – quem mais poderia fazer a crítica senão a razão? E se é para fazer a crítica da razão, então, só a própria razão. Juíza e ré ao mesmo tempo – eis a razão. Mas o que efetivamente a razão teria de conseguir dela mesma nessa atividade de crítica? Não outra coisa senão o estabelecimento dos seus limites. O que pode a razão? O que a razão não pode fazer? Não é a razão finita, tomada como faculdade humana, o que é admitido pelos homens que deve guiá-los na ação moral e capacitá-los para a atividade cognitiva e lingüística? Mas até onde isso vai. Pode a razão guiar o que se deve conhecer, e até que ponto? Limites. A filosofia crítica teria de dar a Kant os limites da razão, estabelecidos e mostrados pela própria razão.

        Kant estabeleceu que os limites da razão não estavam somente no exterior, mas na própria razão. Ela não era limitada só exteriormente, pelas fronteiras de terras estrangeiras, mas limitada, também, pelas engrenagens de seu próprio funcionamento.

        Quando Marx usou o termo, ele o fez em um sentido kantiano. Ele não queria falar do mundo. Ele queria falar indiretamente do mundo. O subtítulo de sua obra diz bem isso: crítica e, portanto, análise da Economia Política. Ou seja, não estava na mira de Marx o mundo, e sim o mundo por meio dos textos de algo que era um saber, um corpo de doutrina teórica – a Economia Política. Vários haviam escrito sobre economia política. Marx tinha o objetivo de analisar seus textos. O que ele procurava? Ora, limites. Ele queria ver os limites daqueles textos. Até que ponto aqueles textos descreveram o mundo como ele, Marx, achava que era o suficiente, e em que ponto foi que eles pararam de descrever ou o que descreveram errado. O que os textos apresentaram, conscientes ou não, como seus limites? Crítica da Economia Política – sim, limites dessa disciplina.

        Na filosofia contemporânea a idéia de crítica apareceu desse modo também com Wittgenstein. Ele escreveu: “os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”. Não posso ir adiante do que posso ir com a linguagem. Não saberia se fui ou não adiante, pois caso tivesse ido, não podendo falar do lugar, não saberia se fui. Caso tenha ido além, é porque falei do lugar, usei a linguagem para dizer “ah, estou neste lugar aqui, novo”, mas então, não teria ido além, teria ido para um lugar que sei descrever, onde sei usar a linguagem – estaria então limitado pela linguagem. Limite da linguagem, limite do mundo.

        Nos três casos, a idéia de crítica implica estabelecimento de limites e, ao mesmo tempo, dar passos e passos mais para diante, mais para o fundo, não ficar naquilo que se está. Para se ver limites é preciso chegar até a cerca, na fronteira. Sabemos do limite que temos em um poço se vamos ao fundo dele. Então, a atividade de crítica é uma atividade que pressupõe ir para lugares que não estavam vistos, temos de cavar, esburacar, ultrapassar, ir ao fundo, encontrar o que estaria escondido, ou seja, ver onde está a própria cerca distante.

        Ah, tudo fica bom, agora, não? Podemos voltar para a escola. Agora sabemos o que é crítica. Queremos que os alunos peguem um discurso e saibam ir aos limites desse discurso. Seja ele da TV, do livro, da Internet – tanto faz, o aluno deve ir buscar o limite, e para tal não pode ficar no que está, tem de ir além do que está dado, precisa ir ver o que está por detrás do que se apresenta logo à primeira vista. O que está à vista é secundário. O limite é algo que pegamos quando vamos ao fundo. Saímos do visível e vamos ao invisível. Saímos do dado e vamos para o não dado. Saímos do fenômeno e vamos aos fundamentos. Que beleza! Então, se pudermos fazer do aluno alguém que enxerga o que está por detrás, fizemos um excelente trabalho pedagógico. Uma educação de primeira. Cumprimos nossos objetivos.  É isso?

        Bem, mas nesse caso, educamos o aluno para objetivos que, na filosofia, foram ensinados por Kant, Marx e Wittgenstein (o “primeiro” Wittgenstein). Mas e os outros filósofos? Todos eles só fizeram isso também? Temos 25 séculos de filosofia e tudo que todos os outros fizeram foi isso, a atividade emblemática desses três?

        Mesmo não sendo filósofo e não conhecendo nada de filosofia, você pode intuir que não pode ser assim. Então, será que não seria o caso de pensarmos não “o que é crítica?”, e sim se temos mesmo de colocar o “comportamento do cidadão crítico” como um objetivo tão importante a ser alcançado? Será que é isso a educação? Será que a educação tem de ter esse objetivo como uma parte importante no rol de suas metas?

        Uma pergunta só e creio que você, meu leitor, vai titubear. A atividade crítica leva você a ir pegar o que está “por detrás”, não é? Mas e se o principal, aquilo que você deveria mesmo saber para não ser bobo, não estiver “por trás”, e sim na frente? E se a idéia de que há em um discurso “o que está por trás” for uma falsa idéia? Afinal, será que tudo tem algo “por trás”?

        E se de tanto querer ver “por detrás” das coisas, a cada discurso, você não acabou inventando bastidores que não existem? Não custa nada você imaginar um “por trás” que não ocorreu, que não existe e que não está lá como pressuposto oculto. Em outras palavras: a obsessão pela crítica não poderia torná-lo um visionário? Você não poderia ser alguém tão desesperado em encontrar os fundamentos, os limites, o que está escondido que, em dato momento, já não estaria mais com os pés no chão? Você já não poderia estar criando uma série de fantasias para, então, encontrá-las lá, no esconderijo que você inventou e, então, achar que descobriu a “chave do texto”?

        A crítica busca o que está escondido. Mas a paranóia é uma patologia psíquica em que você acha que está sendo perseguido por alguém que ... que está escondido!  Entre a atividade crítica e a patologia apontada, quantos passos existem?

        Ao final do ano você está feliz. Todos os seus alunos são cidadãos críticos. Outro dia eu vi o jovem ministro da Educação falando isso, que a filosofia, uma vez de volto ao Ensino Médio, deveria colaborar para gerar cidadãos críticos.

        No final do ano você solta seus garotos. Eles saem às ruas caçando discursos e vendo tudo que está “por detrás” desses discursos. Imagine esse bando de paranóicos não podendo mais assistir um filme sem dizer “ah, mas qual será a mensagem que Holywood quer nos fazer engolir, nós aqui, os oprimidos do Terceiro Mundo?” Eis que você já não tem mais nenhum crítico. Do crítico nasceu o idiota ou o paranóico. E você mesmo, que criou esse tipo, já não é mais um, igual a ele?

        Sendo de esquerda, você vê homens de direita manipulando tudo à sua volta. Eles estão naquele lugar lá, o tal de Banco Mundial, manipulando você aqui, na sua casa. Sendo de direita, você vê milhares de agentes do comunismo infiltrados no governo e em tudo o mais, prontos para fazer a URSS nascer dentro do Brasil. Tudo que você pensa e fala é visto por você como algo de uma esperteza incrível, após você ter aprendido, na escola, a ser crítico. Mas você não sabe que a qualquer momento será internado. Você é um paranóico. E pior, é burro. Ou ficou burro.

        Bem, a essa altura você pode estar morrendo de vontade de fazer uma objeção do seguinte tipo: “Paulo, mas não vou fazer meus alunos se tornarem críticos de tudo, críticos radicais, vou ensiná-los a terem ponderação na crítica”.

        Caso você tenha vontade de me dizer isso, não diga. Isso é a coisa mais estúpida que alguém pode dizer. Pois o meu argumento, até aqui, é o seguinte: a atividade crítica busca limites, e você acredita que os limites – e a verdadeira mensagem do texto – está por detrás das narrativas e atividades de outros, mas ela própria, a crítica, não tem nenhum parâmetro para dizer que existe este biombo que esconde coisas em narrativas e atividades. Quem acha que um discurso o ilude deveria, antes, perguntar se não é ilusão que esse discurso o ilude.

        Muitas vezes achamos que uma narrativa tem algo por trás e fazemos mil uma interpretações. Alguns, inclusive, escrevem teses sobre o assunto. Eis que um belo dia descobrimos que aquela narrativa realmente dizia o que dizia, na maior da sinceridade – estava tudo ali. Mas nós, querendo achar o oculto, não vimos o visível.

        Bem, isso que disse imediatamente acima nada é senão um pouco de Hegel, do segundo Wittgenstein e de Rorty contra Kant, Marx e o primeiro Wittgenstein. Agora, coloco minha própria colher nessa sopa.

        Talvez a filosofia não tenha que levar o educador a ensinar a crítica. Talvez o que a filosofia possa fazer, de modo mais produtivo, seja não deixar que ninguém faça crítica alguma. Em vez de crítica, que tal tomarmos as narrativas pelo que elas se apresentam?

        Vou dar um exemplo. Eu estava trabalhando nos Estados Unidos. Estudantes de lá me perguntaram o que eu dizia para os jovens aqui, no Brasil. Eu disse que eu falava para os jovens dos benefícios da democracia americana. Eles torceram o nariz e me disseram: não seria melhor você ensinar a eles o que o nosso país faz contra eles, ferrando o Terceiro Mundo. Eu respondi: não, isso eu não preciso ensinar, isso eles sabem; eles vivem tendo aulas sobre “o que está por detrás de tal e tal coisa americana”. O que eles não sabem e o que está mais evidente: eles usam todo dia um monte de produtos americanos, assistem filmes americanos, compram a cultura americana e gostam – e acham que tudo isso seria possível de ser produzido aqui se aqui não fosse antes maior democracia do Ocidente que o maior capitalismo do Ocidente. O que está visível para eles, que é a americanização, é o que eles não dão atenção porque é o banal. Eu apenas falo para eles do banal. Não busco chifre na cabeça de cavalo. Eu desbanalizo o banal – isso é a filosofia. E NÃO é a crítica.

        Bem, eis aí minha sugestão. Sei que essa sugestão vai ser odiada por alguns. Pois há muita gente que sobrevive buscando chifre na cabeça de cavalo. Tem gente que faz disso uma profissão! A filosofia já foi acusada de fazer isso. Mas não a filosofia do modo que eu a exerço. Comigo, na tradição de Hegel, do segundo Wittgenstein e de Rorty, a filosofia nada é senão essa atividade de saber olhar para o que está bem diante dos olhos.

        Querem traçar objetivos educacionais assim? Não? Ah, falaram “não” porque não sabem fazer o que eu faço, não sabem filosofar. Azar de vocês!

        Ah, mas você aí, que é inteligente e entendeu meu texto; você sim; vá em frente, deixe o idiota de lado. Ele vai fazer a ... a crítica.

        © 2008 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo - www.filosofia.pro.br

         

         



        Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @... ou @....
      Sua mensagem foi enviada com êxito e será entregue aos destinatários em breve.