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A posse do novo ministro da Cultura, o sociólogo baiano Juca Ferreira

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    A posse do novo ministro da Cultura, o sociólogo baiano Juca Ferreira, quinta-feira, 28/8/2008 no Palácio do Planalto, foi marcada pela descontração e
    Mensagem 1 de 1 , 29 de ago de 2008
      A posse do novo ministro da Cultura, o sociólogo baiano Juca
      Ferreira, quinta-feira, 28/8/2008 no Palácio do Planalto, foi marcada
      pela descontração e serviu de homenagem para seu antecessor, o
      compositor Gilberto Gil. O presidente Lula da Silva iniciou a
      cerimônia concedendo a palavra ao ex-ministro, quebrando o
      protocolo, "por ser alguém diferente". "Quem sabe você se anima e
      canta pra gente?", brincou Lula.

      Gil fez um balanço dos 66 meses à frente da pasta, agradeceu o
      governo e disse ter crescido como pessoa ao "ter podido conhecer
      nesse período extraordinário os vários lados do Brasil".

      O ex-ministro elogiou o trabalho do ex-secretário-executivo Juca
      Ferreira, "alguém dos quadros do ministério, parte de uma equipe que
      estabeleceu amplas articulações com Estados, municípios, agentes
      culturais e chefes de Estado no mundo". O músico baiano prometeu
      detalhar essa experiência numa futura autobiografia. "Minha missão
      nesses cinco anos e meio foi tornar o Ministério da Cultura mais
      importante do que já é", resumiu.

      CONQUISTAS – "Foi muito gratificante ter o companheiro Gilberto Gil
      como ministro. No início pensei que também estava ganhando ao trazer
      o PV para o governo. Mas ele não pertence a nenhum partido e ao mesmo
      tempo a todos, pois significa muito mais para o Brasil", comentou
      Lula.

      O presidente listou as principais conquistas do Ministério da Cultura
      desde o começo de seu primeiro mandato, em 2003, sempre com Gil à
      frente. Entre elas, o progressivo aumento das verbas orçamentárias e
      do patrocínio por incentivo fiscal, a ação sem privilégios ou
      preconceitos regionais, a aplicação de recursos para gerar cultura
      nos municípios mais carentes e os programas Monumenta (preservação do
      patrimônio histórico), pontos de cultura e a busca para dotar todas
      as cidades de bibliotecas. "Pela primeira vez tivemos uma real
      política cultural de Estado", disse.

      Lula disse a Gilberto Gil que o governo está de portas abertas para
      recebê-lo de volta a qualquer momento, reconhecendo que o "salário de
      R$ 10 mil como ministro é insuficiente para ele cuidar da família
      grande. Por isso, disse "o Gil sempre arrumava um showzinho para
      fazer".

      O presidente aposta na continuidade com Juca e disse que preferiu seu
      nome por reconhecer que "boa parte do sucesso do ministério deve-se
      ao trabalho dele". Sugeriu ao novo ministro ("Só hoje soube que ele
      se chama João Luiz") que aprendesse o "caminho das pedras" para
      conseguir mais verba para o Ministério na Câmara e no Planalto.

      "Não adianta apertar o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), tem de
      falar com a Dilma (Rousseff, da Casa Civil) e o José Múcio (Monteiro,
      Relações Institucionais)", acrescentou.

      WAGNER – O governador Jaques Wagner disse, durante o evento, que
      estava satisfeito por ver a continuidade no Ministério da Cultura. "A
      posse de Juca é motivo de orgulho para a Bahia. Ele e Gil são dois
      baianos, dois amigos do governo do Estado, que representam o
      reconhecimento do Estado como berço da civilização brasileira",
      disse.

      Para Wagner, ao escolher Juca como sucessor natural de Gil, Lula
      reconheceu a competência do novo ministro e seu papel como "executor
      do potencial" do ex-ministro. Na concorrida posse de Juca, da qual
      participaram ministros, governadores, parlamentares, atores globais,
      artistas populares, funcionários de órgãos do setor cultural e até
      candidatos a vereador da Bahia, o tom era de confraternização.

      META – O presidente Lula afirmou que, se o novo titular do
      Ministério da Cultura, Juca Ferreira, simplesmente conseguir cumprir
      o programa Mais Cultura até 31 de dezembro de 2010, "teremos feito
      em oito anos de governo o que não foi feito em 80 anos para a
      cultura brasileira".

      Lula lembrou que Gil foi muito criticado quando decidiu repartir com
      o Norte, Nordeste e Centro-Oeste recursos do setor. Lembrou também
      dos problemas durante a discussão da lei do audiovisual. "Apanhamos
      até sem ter o projeto", disse e, bem-humorado, brincou: "Quem pensa
      que são os partidos políticos complicados é porque nunca participou
      de uma reunião com o pessoal da cultura em algum Estado pelo País".

      Fonte: http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=948179


      urs.bira
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