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Divergências em torno da fundação da ATL

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Divergências em torno da fundação da ATL Depois de matéria publicada no O GIRASSOL, acadêmicos e leitores reabriram uma discussão que divide opiniões na
    Mensagem 1 de 1 , 29 de ago de 2008
      Divergências em torno da fundação da ATL

      Depois de matéria publicada no O GIRASSOL, acadêmicos e leitores
      reabriram uma discussão que divide opiniões na Academia







      A história da Academia Tocantinense de Letras (ATL) gera discussões e
      controvérsias. A "disputa" em torno da "verdadeira" origem da
      instituição gera protestos e arrefece vaidades; ao que parece, o
      verdadeiro motivo causador de tais discórdias.

      A matéria "Um giro pela Academia Tocantinense de Letras", publicada
      na edição 234 do jornal O GIRASSOL, foi alvo de comentários, críticas
      e desabafos dos imortais acadêmicos tocantinenses.

      O poeta e jornalista Zacarias Martins alegou que a fundação da ATL se
      deu em 1986, na cidade de Gurupi, e não em 1990, em Porto Nacional,
      conforme a matéria publicada com base nos registros da ATL. Segundo
      ele, o primeiro movimento para a criação da Academia foi em 1986,
      mas, como a entidade enfrentou dificuldades financeiras, não teve
      condições de expandir suas atividades. Logo após a criação do Estado,
      Zacarias teria buscado um novo rumo para a ATL, já que, para ele, a
      sede da Academia deveria ser na capital do novo estado.

      Para Zacarias, os três acadêmicos fundadores da atual ATL - Liberato
      Póvoa, Ana Braga e Juarez Moreira Filho - fundaram a Academia de
      Letras do Estado do Tocantins com a sigla ALET, pois "não queriam que
      a `nova' academia tivesse algum vínculo com a `antiga', mesmo tendo
      eu deixado o Liberato Póvoa à vontade para fazer as adequações que
      achasse necessárias", alega Zacarias. "Posteriormente, creio que, uns
      quatro ou cinco anos depois, como a sigla ALET não pegou, mudou-se o
      estatuto e colocou-se a nova denominação", explica.

      Zacarias também faz uma ressalva: "para mim, são fundadores da ATL
      todos os acadêmicos que assinaram a ata de fundação, e não somente o
      Liberato Póvoa, Ana Braga e Juarez Moreira Filho, pois é o que diz o
      estatuto da entidade". De acordo com registros, participaram da
      fundação da Academia Tocantinense de Letras os seguintes escritores:
      José Wilson Siqueira Campos, José Liberato Costa Póvoa, Ana Braga,
      Juarez Moreira Filho, Zacarias Martins, Darci Martins Coelho, Antônio
      Luiz Maya, José Cardeal dos Santos, Joatan Bispo de Macedo, Ney Alves
      de Oliveira, Fidêncio Bogo, Jorge Moura Lima, Osvaldo Rodrigues
      Póvoa, Manuel Messias Tavares, Luiz Espíndola de Carvalho, Rui
      Cavalcante Barbosa, Nícia Vieira Araújo, Cleuza Benevides Souza
      Bezerra, Margarida Lemos Gonçalves, Mary Sônia Matos Valadares, Luiz
      de Souza Pires, Josefa Louça da Trindade, José Edmar Brito Miranda,
      José dos Santos Freire Júnior e Durval Godinho.

      Eduardo Silva, atual presidente da ATL, afirma que, pelo fato de não
      ter estado presente na fundação da Academia, não sabe se houve
      reunião para que fossem discutidas essas questões. O que o presidente
      alega é que não existem registros na ATL que comprovem a fundação da
      Academia em 1986. "Inclusive, Zacarias Martins esteve presente na
      fundação da ATL, em Porto Nacional", ressalta Eduardo, o qual declara
      que, em Gurupi, existe a Academia Gurupiense de Letras.

      Quem está de acordo com essa informação é o escritor Mário Ribeiro
      Martins, autor do livro Retrato da Academia Tocantinense de Letras e
      membro da ATL. Segundo Mário, em Gurupi, foi fundada a União
      Brasileira de Escritores do Goiás. O escritor ainda afirma
      que "poderia até existir a idéia de se fundar a ATL na época, mas
      essa idéia só se concretizou em 1990, em Porto Nacional", explica e
      confirma as palavras de Eduardo Silva: "não existe nenhum documento
      ou ata registrada que comprove esta fundação em Gurupi".





      Os ossos do ofício
      Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos membros e,
      principalmente, pela presidência da ATL, além da sede própria que
      nunca foi construída, é a completa falta de recursos. "Desde a
      fundação da ATL, vivemos em sedes provisórias, recolocados de um
      local para outro", desabafa Eduardo Silva. Com a criação da Fundação
      Municipal de Cultura, a ATL terá uma outra sede mais estruturada,
      prevista para até o final do ano, mas ainda provisória. Eduardo
      comenta que, em todo o país, as academias de Letras recebem a doação
      de um prédio histórico, "mas, como aqui não temos esse tipo de
      construção, o ideal seria que o Estado doasse um local para que
      tivéssemos nossa sede", comenta.

      Outro grande problema é com a questão financeira. Enquanto os
      imortais da Academia Brasileira de Letras recebem um salário de R$ 15
      mil mensais, mais uma espécie de gratificação de R$ 1.500,00 por
      presença em cada reunião semanal, o trabalho aqui, até mesmo do
      presidente, é totalmente voluntário. "Claro que a realidade daqui é
      bem diferente, mas não recebemos ajuda de custo nem de combustível
      para vir cumprir expediente", comenta indignado o presidente da ATL.

      Indignado, mas com muito bom humor, Eduardo ainda citou que até mesmo
      o telefone fixo, que é usado pela ATL para contato com os acadêmicos,
      foi cortado sem comunicação prévia no último dia 08. "Esta foi uma
      dupla falta de consideração, pois o telefone é utilizado tanto pela
      ATL como pela Academia Palmense de Letras, e esta última é obrigação
      do município mantê-la", desabafa. Eduardo tem realizado as ligações
      para os acadêmicos utilizando seu telefone celular particular e tem
      arcado com todo o custo das ligações.

      Fonte: http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?
      editoria=Viver&idnoticia=900

      urs.bira
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