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Proposta didática foca a literatura

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Proposta didática foca a literatura O que há em comum entre Esteio, na Grande Porto Alegre, Praia Grande, no interior paulista, e a capital baiana, Salvador?
    Mensagem 1 de 2 , 26 de ago de 2008
      Proposta didática foca a literatura

      O que há em comum entre Esteio, na Grande Porto Alegre, Praia Grande,
      no interior paulista, e a capital baiana, Salvador? As secretarias
      municipais de educação destas três cidades entenderam que é preciso
      acreditar em um sonho. Que a educação pode alcançar resultados
      melhores quando inclui em sua proposta pedagógica a transformação das
      pessoas. Uma transformação possível quando o cuidado com a palavra se
      torna essencial.

      Os três municípios implantaram em suas escolas públicas uma nova
      proposta de ensino desenvolvida pela Aymará Edições e Tecnologia, o
      Programa Cidade Educadora. Diferente de outras propostas, ela parte
      da literatura para abordar temas essenciais na formação de um
      cidadão. "Criamos algo totalmente inovador e inédito em educação — o
      livro transdidático. Na mesma obra, a literatura é base não apenas
      para abordar conteúdos curriculares mas, especialmente, para
      trabalhar valores humanos essenciais para a vida em sociedade, como
      cidadania, ética, respeito mútuo, entre outros", explica o diretor-
      geral da Aymará, Áureo Gomes Monteiro Júnior.

      Os três municípios juntos representam um contigente de quase 80 mil
      estudantes no ensino fundamental. A primeira a adotar o programa foi
      Esteio, onde três mil alunos de 2ª a 4ª séries já convivem com o
      material da Aymará desde o ano pasado. Agora, Praia Grande — 15 mil
      estudantes na rede pública municipal — e Salvador — 60 mil alunos —
      também iniciaram o Programa Cidade Educadora.

      Esteio, a mais antiga, inclusive conseguiu se notabilizar entre os
      municípios da Grande Porto Alegre com o melhor Indicador de
      Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) — 4,6. A divulgação do
      índice, calculado a cada dois anos pelo Ministério da Educação, foi
      feita recentemente e mostra que Esteio foi além do 4,5 projetado para
      as séries dos anos iniciais, com base em 2007.

      Fonte: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=79440&t=proposta-
      didatica-foca-a-literatura - BemParaá O Portal Paranaense
    • FILOSOFIA
      Wittgenstein   Segundo Programa TV Filosofia 11 da noite  Quinta feira dia 28 Canal www.mogulus.com/filosofia   Postado por Fran, do CEFA Venha para nossa
      Mensagem 2 de 2 , 27 de ago de 2008

        Wittgenstein

         

        Segundo Programa

        TV Filosofia 11 da noite 

        Quinta feira dia 28

        Canal www.mogulus.com/filosofia

         

        Postado por Fran, do CEFA

        Venha para nossa comunidade no Orkut e receba textos gratuitos,

        basta procurar pelo nome do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

         

         

        Abaixo, texto do Filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.

         

        Alegria & Política – por que não?

        A idéia de que a TV é antes de tudo entretenimento não desaparece quando o assunto é política e eleições. Assim é nos Estados Unidos. A festa da democracia americana é também a festa do eleitor que, não raro, se diverte com os vários programas de política. Lá, ninguém está preocupado em fazer da política algo sério a ponto de ficar sisudo. Confia-se na maturidade do eleitor, tendo ele maturidade ou não. Esse é o princípio iluminista, posto de forma emblemática pelo filósofo Immanuel Kant – “pensar pela própria razão” é o que distingue o homem que “saiu da menoridade”.

        A democracia é um regime para os que saíram da menoridade.

        Quando nós, brasileiros, voltamos à democracia, em 1985, esse também era o espírito da nossa propaganda eleitoral. As eleições e a política em geral eram algo para a formação cívica, para a educação democrática. A política pela TV e pelo jornal impresso eram a “escola de adultos”. Todavia, continuavam a ser TV e jornal – antes de tudo, deveriam ser atrativos. O lema funcionava mais ou menos assim: se é para aparecer na TV, que seja no espírito televisivo. A imprensa escrita tinha outras possibilidades, mas não deixou também de seguir esse caminho.

        Os grandes bonecos, as imagens entortadas, as imagens de comícios (reais) e os debates com pouca censura – tudo isso deu vida à política. Os jornais impressos passaram até a ter o “humorismo político” de volta. Ninguém votou “enganado” por conta disso. Ao contrario! Sendo mais atrativos, os programas políticos na TV estimulavam o eleitor a voltar a assisti-los e, a partir disso, ter mais vontade de conhecer os candidatos e partidos. Lembro bem como que os bonecões dos candidatos eram adorados por todos, e como que simulando debates se tornavam um ponto de atenção válido, chamando o homem comum para ficar diante da TV no horário eleitoral.

        Mas, no Brasil, o que é criativo e bom dura pouco. Alguns entre nós acham que o Brasil não é sério, e ficam tentando tornar mais o sério o que não precisa disso.  Todo mundo que quer fazer isso, deixa de ser sério, passa a ser a caricatura do sério, que é o sisudo, o chato. E nome da seriedade, fomos criando leis de coerção da propaganda eleitoral e política. Nada de bonecos, nada de distorção de imagem e som, nada de cenas externas, nada disso e nada daquilo. Deu no que deu: a propaganda eleitoral tornou-se insuportável.  Às vezes penso que aquela propaganda eleitoral permitida no tempo do regime militar dava mais asas à imaginação e ao entretenimento que a atual. E tudo que dá asas à imaginação provoca a curiosidade e, no limite, se torna mais capaz de gerar mais informação – o que é fundamental na democracia.

        A legislação que regra a atividade política na TV foi construída, nesses últimos vinte anos, ao sabor do prejuízo do partido alheio, e não em benefício do expectador e do eleitor. Cada peça de lei foi feita por um político para prejudicar o partido adversário. O resultado não foi a melhoria da política na TV, e sim o que aí está, temos uma democracia que, na TV, se tornou rapidamente um tédio. Tudo é feito para que o político, uma vez na TV, “apresente propostas” e “não faça show”, e o que temos é o show, só que de péssima qualidade, já que tudo é proibido.

        A maioria dos países democráticos faz questão de apresentar na TV, na hora da política, o que há de melhor para se colocar na TV. Não se pode imaginar TV sem audiência. Todo tipo de jogo, brincadeira e coisa capaz de fazer a política se mostrar como uma parte do “mundo das celebridades” é algo bem visto nas grandes democracias do mundo ocidental. É claro que isso depende da cultura do país. Mas ninguém chega ao ponto da imbecilidade de nossa propaganda política, que se transformou em alguma coisa que expulsa o que é o principal na propaganda: aquele que assiste.

        Não há motivos para o cerceamento que temos em nossa propaganda política. Uma vez liberada, nossa propaganda fortaleceria uma indústria de entretenimento voltada para a política, uma indústria lucrativa e geradora de empregos. Ao mesmo tempo, geraria um eleitor mais envolvido e mais sagaz. Pois é visível que na época dos bonecões imitando candidatos, na TV, nosso grau de informação era bem maior. E a população gosta disso. Tanto é que, na Internet, os sites de charges de política ou de pequenos “clips” com brincadeiras com a política são muito procurados. Tudo isso é colocado de lado. Justamente na TV, onde tudo é feito de modo a se ganhar dinheiro, na política o horário eleitoral é feito para se perder dinheiro e perder audiência. É algo realmente irracional.

        Está na hora dos políticos não temerem os bonecões, as charges, a piada. Essa coisa de político se fingir de sisudo para impor respeito é algo que não casa com a voracidade com que alguns deles se dirigiram ao “mensalão”. Então, os políticos honestos deveriam fazer voltar à TV a sua capacidade de tornar a política alguma coisa que realmente ela é: algo vital para nossa vida democrática.

        Se a política na TV se torna algo chato, não custa começarmos a acreditar que toda essa atividade é mero adorno, um tédio que não sabemos sua razão de existência. Ao contrário do que muitos imaginam, não temos a tendência de descartar algo por ele ser engraçado e divertido. Nem descartamos algo que é muito dolorido. O que é entediante é o primeiro candidato ao plano do descartável. E é isso que fizemos com nossa política na TV: ela parece ser descartável. Péssimo sinal.

        Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, http://ghiraldelli.pro.br e http://paulo.ghiraldelli.pro.br



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