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A Academia Cearense de Letras completa 114 anos no próximo dia 15/08/2008

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Letras do Ceará A Academia Cearense de Letras completa 114 anos no próximo dia 15. Entre as comemorações, ocorre o lançamento da revista da academia, que
    Mensagem 1 de 1 , 12 de ago de 2008
      Letras do Ceará
      A Academia Cearense de Letras completa 114 anos no próximo dia 15.
      Entre as comemorações, ocorre o lançamento da revista da academia,
      que teve o apoio do O POVO e do Instituto Albanisa Sarasate



      11/08/2008 00:36

      No corre-corre do Centro da cidade talvez passe despercebido. Na rua
      do Rosário, número 1, ali no entorno da Praça dos Leões, está
      guardado um pedaço da história da cultura cearense. Um verdadeiro
      tesouro. Numa edificação antiga, datada de 1780, fica a Academia
      Cearense de Letras, a mais antiga do País, fundada em 15 de agosto de
      1894, antes mesmo da Academia Brasileira de Letras, que só surgiria
      três anos mais tarde. Apesar do cadeado no portão, a visita é bem-
      vinda. Basta bater palmas e entrar.

      Sede da Academia desde 1989, o prédio (que também foi ocupado pelo
      Governo do Estado) reúne um amplo salão, auditório, biblioteca e
      memorial. Pelos corredores, estão retratos de escritores, pinturas e
      armários repletos de livros. Cheira a passado. O piso de madeira em
      listras acentua o ambiente antigo. Mas lá também convive o novo.
      Quadros de 22 artistas contemporâneos, como José Guedes, Roberto
      Galvão, Mano Alencar, Vando Figueiredo, Sérgio Lima e Hélio Rola, dão
      uma colorido ao espaço. É nesse cenário que a academia completa 114
      anos de fundação no próximo dia 15. E em plena atividade, segundo
      destaca o presidente, José Murilo Martins.

      De acordo com a diretoria, a média é de 1.250 visitantes por mês. Em
      sua maioria, estudantes. Infelizmente faltam turistas. Aos que
      interessam, a ACL está aberta para visitação diariamente, de segunda
      a sexta-feira. Para além disso, a programação do espaço conta com
      reuniões mensais dos acadêmicos, ciclos de conferência anuais e o
      programa "A Escola vai à Academia", que traz estudantes da capital e
      do interior, de instituições públicas ou privadas. Segundo o
      presidente, a academia é fonte de consulta riquíssima. A maior prova
      é a biblioteca, que dispõe de cerca de 40 mil volumes. Entre eles,
      livros raros, como A Guerra dos Mascates (1871), de Sennio
      (pseudônimo de José de Alencar) e Ensaio Estatístico da Província do
      Ceará (1864), de Senador Pompeu. Entre as prateleiras lotadas, com
      títulos cujas capas já estão gastas pelo tempo, há ainda a coleção
      das obras completas de Rodolfo Teófilo e Barão de Studart. O acervo
      também tem publicações recentes, muitas delas doadas pelos próprios
      autores. "A biblioteca atende, sobretudo, sem distinção, mas o
      público é formado principalmente por universitários, mestrandos e
      doutorandos", explica a bibliotecária responsável, Madalena
      Figueiredo.

      Em 114 anos de história, já ocuparam cadeiras 179 acadêmicos,
      incluindo os 40 atuais. Para comemorar o aniversário, está marcado
      para o próximo dia 14 uma série de atividades. Na noite comemorativa,
      serão declaradas abertas as inscrições para o Prêmio Osmundo Pontes
      de Literatura 2008 e para os concursos literários Lúcia Fernandes
      Martins de Poesia e Milton Martins de Contos. O Prêmio Osmundo Pontes
      foi criado há 14 anos e deve a premiação ocorrer no próximo dia 30 de
      outubro. Os dois outros prêmios serão entregues em dezembro deste
      ano. Na quinta-feira, a festividade segue com a aposição dos retratos
      dos acadêmicos Demócrito Rocha (fundador do O POVO), Denisard Macedo
      e Nertan Macedo no Memorial da ACL. Haverá ainda a entrega do
      manuscrito do livro O Corisco, de Papi Júnior, e da correspondência
      pessoal do acadêmico Milton Dias também para compor o Memorial da
      ACL. O Salão Nobre da ACL recebe exposição de obras raras e
      manuscritos de acadêmicos e fundadores, entre eles, Antonio Sales,
      José Carlos Junior e Eduardo Campos. Por fim, a noite também irá
      contar com o lançamento da Revista da Academia Cearense de Letras -
      Ano 2007, que contou com o apoio do O POVO 80 anos e do Instituto
      Albanisa Sarasate.

      Criada em 1896, apenas dois anos após a fundação da Academia, a
      Revista da Academia Cearense de Letras reúne poesias, estudos, prosa
      de ficção e discursos, além de atas que formam verdadeiros documentos
      históricos sobre o Estado. Em todos os anos de existência, a revista
      contou com a colaboração de importantes nomes da intelectualidade e
      da política cearense, como Thomaz Pompeu, Antonio Sales, Barão de
      Studart e Dolor Barreira. A edição 2007 conta com homenagem ao
      escritor Eduardo Campos e textos de diversas áreas do conhecimento,
      além da publicação do livro Errância, de Napoleão Maia. A diretora de
      publicação da academia, Noemi Elisa Aderaldo, conta que a revista
      terá cerca de 300 exemplares. Com conselho editorial formado por
      Horácio Dídimo, Sânzio de Azevedo, Linhares Filho e Vinícius Barros
      Leal, a revista terá 300 páginas.

      SERVIÇO:
      Comemoração aos 114 anos da Academia Cearense de Letras - Dia 14, a
      partir das 19 horas, na sede da academia no Palácio da Luz (Rua do
      Rosário, 1 - Centro). Somente para convidados. O horário de visitação
      da ACL é das 8h às 14 horas, de segunda a sexta-feira. Em outros
      horários, apenas com agendamento prévio. Informações: 3253 4275.

      Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/810789.html
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