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Desigualdade racial no ensino só será superada num prazo de 17 anos, diz estudo

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  • Ubiratan Rocha da Silva
    Desigualdade racial no ensino só será superada num prazo de 17 anos, diz estudo Mas, segundo trabalho da UFRJ, assimetria no ensino fundamental diminuiu nos
    Mensagem 1 de 1 , 30 de jul 11h35min
      Desigualdade racial no ensino só será superada num prazo de 17 anos,
      diz estudo

      Mas, segundo trabalho da UFRJ, assimetria no ensino fundamental
      diminuiu nos últimos 10 anos

      07.01.2008 - 11:46

      Redação


      Embora a desigualdade entre brancos e negros no que se refere à
      presença no ensino fundamental tenha diminuído nos últimos dez anos,
      nos níveis médio e superior há assimetrias que só poderiam ser
      superadas no prazo de 17 anos.

      A conclusão é do levantamento elaborado pelo Laboratório de Análises
      Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais
      (Laeser) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de
      Janeiro.

      O estudo integra o quarto capítulo dentre os 11 que vão compor o 1º
      Relatório das Desigualdades Raciais no Brasil, que deve ser concluído
      em março e atualizado a cada ano.

      Segundo o pesquisador Marcelo Paixão, da UFRJ, nos últimos dez anos
      houve uma queda na diferença do tempo de estudo entre negros e
      brancos.

      Entre 1996 a 2006, foi registrado um aumento de 1,6 ano de estudo
      entre os brancos com idade acima de 15 anos. Entre os negros da mesma
      faixa etária, o crescimento foi de 1,9 ano de estudo.

      "A diferença entre os dois grupos se reduziu em 0,3 ano de estudo. Se
      essa queda mantiver essa média, a redução das desigualdades se
      esgotaria em não menos que 17 anos".

      Ele lembra que, normalmente, o prazo para a conclusão do ensino
      fundamental e médio é de 11 anos. "Ou seja, dizer que vai demorar 17
      anos significa dizer que haverá pelo menos duas gerações ainda com
      desigualdades".

      Gargalo - Para o pesquisador, o acesso ao segundo grau é o principal
      gargalo da educação brasileira. Segundo ele, os principais
      indicadores para medir a qualidade do ensino são as defasagens entre
      a idade da pessoa e a série em que ela estuda e entre o número de
      matrículas para uma determinada série e a idade das crianças que a
      freqüentam.

      Nesse sentido, diz Paixão, o percentual de jovens com idade entre 15
      a 17 anos que estudam em série compatível é muito baixo,
      especialmente para a população negra. "Isso sinaliza que, se por um
      lado ocorreu uma universalização no primeiro grau, ainda temos um
      duplo desafio".

      Segundo Paixão, a queda na desigualdade está relacionada
      principalmente às taxas de cobertura do sistema escolar.

      "Houve uma expansão da freqüência escolar na população entre sete e
      14 anos de idade. Isso trouxe a equiparação dos indicadores de jovens
      negros e brancos no Brasil, o que não significa que a diferença da
      qualidade do ensino para ambos tenha caído em igual proporção".

      Escola particular - Desmembrando os dados, Paixão informa que 80% da
      população branca entre sete e 14 anos de idade estuda em escola
      privada e 20% em escola pública.

      "Mas menos de 10% de crianças negras estudam em escola privada.
      Considerando as defasagens nos sistemas público e privado, isso
      também denota o quanto é importante para a população negra a melhoria
      na educação pública", observa o pesquisador. "Enquanto ela não
      ocorrer, a qualidade do ensino para os negros será muito aquém que a
      de brancos".

      Com Agência Brasil
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