Carregando ...
Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o conteúdo.
 

O Auto do Frade - João Cabral de Melo Neto

Expandir mensagens
  • Ubiratan Rocha da Silva
    O Auto do Frade - João Cabral de Melo Neto Resumo gentilmente cedido por Thiago Jabur Bittar O Auto do frade tem como assunto o dia da morte do rebelde frei
    Mensagem 1 de 1 , 1 de mar de 2006
      O Auto do Frade - João Cabral de Melo Neto

      Resumo gentilmente cedido por Thiago Jabur Bittar

      O Auto do frade tem como assunto o dia da morte do rebelde frei
      Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador que já estava preso
      há mais de um ano.

      Está sendo preparado o cortejo, a população já se acumula do lado de
      fora da cadeia, enquanto isso o frei tenta dormir enquanto aguarda
      seu enforcamento.

      Como o juiz não havia chegado ao Tribunal de Justiça por causa de uma
      viagem de 3 meses o corregedor decide que o Frei Caneca será
      enforcado em praça pública, após percorrer a cidade com uma corda
      enrolada no pescoço.

      Assim, Frei Caneca é retirado da prisão e muito fraco percorre as
      Ruas de Recife, várias pessoas o seguem em pleno meio da rua, em cada
      esquina mais gente se aproxima. Em todos os lugares existem
      espectadores ao acontecimento abrangendo até mesmo o governador e
      toda a sociedade em geral.

      Frei Caneca chega a dizer algumas palavras, mas é obrigado a calar-se
      e até os gestos lhe são proibidos. Seu comportamento podia
      representar grande perigo aos oficiais que pregam ser ele um homem
      condenado à morte por trair o Rei e pretender o separatismo com a
      Confederação do Equador.

      Lentamente o cortejo vai levando o Frei que anda calado e sereno.

      Ao chegar à Igreja do Terço, Frei Caneca é colocado no centro de um
      círculo formando de policiais, com intuito de ninguém tentar soltá-lo
      ou se rebelar.

      Nesse evento Frei Caneca é entregue ao oficial enviado pela Comissão
      do imperador que o condenou à morte.

      O Frei solenemente anda no interior de um círculo de policias.

      Ao chegar na Praça do Forte, onde será executada a sentença de réu, o
      carrasco designado para matar o padre recua, temendo a ação sobre ele
      de alguma força superior. Então todos os carrascos se recusam a
      enforcar o padre, alegando que ele foi visto "voando no céu". Mesmo
      espancados resistem a enforcá-lo.

      O Oficial de Justiça oferece perdão dos crimes aos presos, comida
      farta, emprego, cama e mesa a quem fosse voluntário para a execução.
      Contudo ninguém se disponibiliza, nem mesmos os presos que queriam
      liberdade.

      Ocorre então que após algumas horas de espera, decide-se formar um
      pelotão de doze homens para o fuzilarem, pois nenhum destes ousaria
      fazê-lo sozinho.



      Assim Frei Caneca é morto fuzilado.

      Personagens

      Frei Caneca ( Joaquim do Amor Divino Rabelo)

      Dedicou-se à Igreja desde cedo sendo adorado e aclamado pela
      população, que o tinha como um homem dedicado, sereno e prestativo
      aos olhos de Deus. É considerado uma figura da história real do
      Brasil, pois participou de um movimento revolucionário que queria a
      formação da República.

      Tal movimento ocorreu em 1817, denominado Confederação do Equador,
      foi um dos líderes.

      Enfrentou com bravura o imperador e lutou pelo Brasil, e mesmo
      condenado se mostrou digno e confiante.

      Pessoas de Recife

      Espectadores e formadores do cortejo que acompanhou todo o trajeto de
      Frei Caneca da cadeia à praça. Não impediram sua execução, apenas
      faziam comentários e contavam histórias entre si. Apesar de ouvirem o
      sermão do frei e de vivenciar seu sofrimento não ousaram retirá-lo
      daquela situação de morte.

      Oficiais da Justiça

      Eram os responsáveis pela condenação do Frei pertenciam a Comissão
      Militar do Imperador, se apresentaram duros e insensíveis na condução
      do mesmo.


      Fonte: http://vestibular.setanet.com.br/resumos/autodofrade.htm


      urs.Bira
      Moderação Literatura e Leitura
      01/03/2006
    Sua mensagem foi enviada com êxito e será entregue aos destinatários em breve.