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Almas e borboletas... - GILKA MACHADO

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  • Osvaldo Luiz Pastorelli
    REFLEXÃO Há certas almas como as borboletas, cuja fragilidade de asas não resiste ao mais leve contato, que deixam ficar pedaços pelos dedos que as tocam.
    Mensagem 1 de 1 , 24 de abr de 2003

       
      REFLEXÃO
       
      Há certas almas
      como as borboletas,
      cuja fragilidade de asas
      não resiste ao mais leve contato,
      que deixam ficar pedaços
      pelos dedos que as tocam.
       
      Em seu vôo de ideal,
      deslumbram olhos,
      atraem as vistas:
      perseguem-nas,
      alcançam-nas,
      detêm-nas,
      mas, quase sempre,
      por saciedade
      ou piedade,
      libertam-nas outra vez.
       
      Elas, porém, não voam como dantes,
      ficam vazias de si mesmas,
      cheias de desalento...
      Almas e borboletas,
      não fosse a tentação das cousas rasas;
      - o amor de néctar,
      - o néctar do amor,
      e pairaríamos nos cimos
      seduzindo do alto,
      admirando de longe!...
       
       
      GILKA MACHADO
       
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