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Clipping FNDC - Ministro quer isenção para importar TV Digital

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  • FNDC
    www.fndc.org.br ... CLIPPING DO DIA 30 de setembro de 2005 ... Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em
    Mensagem 1 de 1 , 30 de set de 2005

      CLIPPING DO DIA
      30 de setembro de 2005

      Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação

       
      Televisão
      Ministro quer isenção para importar TV Digital
      Rede 21 rescinde contrato com Witte Fibe de ancorar jornal
      Um fracasso antecipado
       
      Rádio
      Rádio Digital: entenda a nova era do rádio
      Festa comemorativa dos 70 anos da Tupi
       
      Sociedade da Comunicação
      Europa propõe controle da internet por fórum da ONU
      MIT lança seu laptop de US$ 100 em novembro
      Brasil analisa projeto de laptop do MIT
       
      Política de TV por Assinatura
      Net Brasil diz que negocia com programadoras nacionais
       
      Programação de TV por Assinatura
      Sportv faz promoção para telespectadores
      ESPN Brasil lança promoção "Estrada Radical"
       
      DTH
      Sky Net é condenada por usar músicas e não pagar direitos autorais
       
      Audiovisual
      Distribuidores culpam safra de filmes pela queda na bilheteria
      Uma espécie de ressurreição
      Vida de Cássia Eller no cinema
      A próxima festa pode ser no Oscar
      "Ibéria", um show de cinema sem diálogos
       
      Política
      Lula diz que "jogo" na Câmara foi "muito duro"
      Vitória de Aldo custa cargos, projeto e 1,5 bilhão de reais
      Aldo nega manobras e se diz 'comunista democrata'
      Aldo diz que não foi eleito por barganha
      A vitória de Rebelo e o desespero da direita
      Um comunista eleito por neoliberais
      Severino espera continuidade de Aldo
      Sessão de degola de Dirceu não constrange Aldo
      CPI aponta farsa em empréstimo ao PT
      Empréstimo ao PT não existe, afirma deputado
      Marinho diz que estrutura corrupta ficou nos Correios
      Brasília na raiz da crise política
      Aldo insiste em reforma política às pressas
      Cláusula de barreira trava reforma política
      163 deputados mudaram de sigla
      Cristovam é recebido como candidato a presidente pelo PDT
      Stedile assina ficha no PSB
      Alencar filia-se ao partido da Universal
      Para Lula, Venezuela vive "excesso de democracia"
       
      Informática
      Microsoft mostra nova versão do Internet Explorer a hackers
      Novo Skype faz ligações para lista do Outlook
      Skype tem nova versão; faça o download
       
      Internet
      Google, MSN ou Yahoo: quem domina a internet?
      Falha no IExplorer permite a clonagem de sites
       
      Telecom
      Anatel ainda não quer dar prazo para telefonia social
      Anatel quer analisar proposta de telefone social sob o ponto de vista regulatório
      Telefone popular custará R$ 19,90 e terá 60 pulsos
      Detalhamento da fatura fica nas mãos das teles
      Anatel divulga balanço de serviços de telecomunicações
      Agência deve escolher gerentes na próxima semana
      Reestruturação da Anatel só sai depois da próxima reunião do Conselho Diretor
      Mudança no comando não deve ser imediata
      Celulares já são o dobro de acessos fixos
      País tem dois celulares para cada telefone fixo
      Ritmo de crescimento do mercado de celulares deve cair
      Discussão sobre preço gera impasse em negociação pela Brasil Telecom
      Brasil Telecom Participações, via fato relevante, confirma realização de AGE
       
      Mercado de Comunicação
      Fundos e Citi assumem a Brasil Telecom definitivamente
      Flextronics conquista contrato para instalação de rede da Telemar
       
      Comunicação e Educação
      Observatório lança rede "Ação na Mídia: comunicadores pela educação"
      Mídias na Educação define universidades coordenadoras para ensino à distância
       
      Imprensa e Jornalismo
      Repórter que não revelou fonte sai da prisão nos EUA
      Jornalista do "Times" é libertada e deve revelar fonte
       
      Literatura e Mercado Editorial
      Prêmio Nobel de literatura poderá ser um jornalista
       
      Comunicação e Cultura
      Bienal por todos os lados


       
      Televisão
      Ministro quer isenção para importar TV Digital
      29/9/2005
      O ministro das comunicações, Hélio Costa, propõe que o governo baixe a zero a taxa de importação dos equipamentos necessários para as emissoras de tv realizarem a transição do sistema analógico para o digital.
      Segundo Costa, as empresas terão gastos elevados com o processo de digitalização. "O investimento global será muito alto. Cada emissora de tv terá que investir não só na operadora, como em todas as suas retransmissoras terrestres", afirmou.
      A tv Digital terá como características imagem de alta definição, som digital, interatividade e a possibilidade de conectar-se a internet pela televisão.
      Costa informou também que o sistema de tv Digital deve ser implementado no País até 2006 em quatro capitais. "Estamos pensando inicialmente em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte", sinalizou.
      Segundo o ministro, as emissoras terão que fazer altos investimentos para adequar seus sistemas à nova tecnologia. "Cada emissora terá que investir não só na operadora, como em todas as suas retransmissoras terrestres. Por essa razão, não estamos impondo que as emissoras tenham que fazer de uma só vez. Esperamos que a digitalização comece no ano que vem nas principais capitais, depois nas cidades mais populosas e assim sucessivamente".
      Hélio Costa participou na terça-feira (27/09) de uma audiência pública no Senado Federal sobre a implantação da tv Digital, na qual senadores das subcomissões de cinema, Teatro e Comunicação Social e de Ciência e Tecnologia da Comissão de Educação questionaram o ministro sobre o melhor modelo para o país.
      Integrantes da Campanha CRIS Brasil (Direitos da Comunicação na sociedade da informação - Communication Rights in the Information Society) entregaram um manifesto contra as propostas do governo e solicitaram uma audiência entre a sociedade civil e o ministro para discutir o tema. Sociedade Brasileira de Computação
       
      Rede 21 rescinde contrato com Witte Fibe de ancorar jornal
      29/9/2005
      A Rede 21, tv do grupo Bandeirantes, rompeu contrato com a jornalista Lillian Witte Fibe, que, desde 4 de julho apresentava o 'Jornal 21' (22h), depois de cinco anos afastada da televisão. A jornalista, que tem contrato com a 21 até maio de 2006, estava pronta (maquiada e vestida) para apresentar o telejornal na terça quando foi chamada pelo diretor-geral do canal, Mario Baccei. Lillian já não havia ancorado o 'Jornal 21' na sexta e na segunda. Na sexta, recebeu de Baccei a notícia de que a empresa decidira rescindir seu contrato e não se sentiu à vontade para entrar no ar. Na segunda, teria sido impedida por um vice-presidente do grupo de apresentar o jornal. A jornalista e a Rede 21 começaram a se desentender por causa da demissão de um editor sem o conhecimento prévio dela, o que desrespeitou cláusula de seu contrato. Com Lillian, o 'Jornal 21' vinha oscilando entre 0,3 e 0,7 ponto no Ibope (cada ponto equivale a 52 mil domicílios na Grande SP). Afetada pela drástica redução de propaganda do governo federal após o 'mensalão', a Rede 21 vem enfrentando problemas financeiros, apurou a Folha. Baccei não quis falar com a reportagem. A assessoria do canal disse apenas que foi Lillian quem propôs a rescisão. Ela nega. 'Eles rescindiram o contrato e espero que conversem comigo até formalizarmos a rescisão', disse. 1) Na segunda-feira, dia 19, Lilian Witte Fibe solicitou a rescisão de seu contrato 2) Na sexta-feira, dia 23, em novo contato com a direção geral do canal, manteve a posição e se recusou a apresentar o Jornal 21 3) Diante de tais fatos não houve alternativa a não ser acatar a posição e providenciar sua substituição na apresentação do noticiário 4) No dia 26, segunda-feira posterior, Lilian se arrependeu e já devidamente orientada por seu advogado buscou a retomada de suas atividades 5) Dado que a rescisão aconteceu na sexta-feira ( dia 23 ) , o retorno se mostrou despropositado. Folha de São Paulo
       
      Um fracasso antecipado
      30/9/2005
      O SBT acaba de cometer uma outra grande bobagem ao finalizar a compra de 'Mandacaru', produzida e apresentada pela Rede Manchete, para colocar no horário ora ocupado pela também reprise de 'Xica da Silva'. Dinheiro jogado fora. Não sei se existe alguém lucrando com isso, provavelmente sim, mas tenho a certeza que Silvio Santos vai ficar duplamente no prejuízo. Gastou mal e a novela é ruim. Não tem a menor chance de ao menos manter os atuais índices do horário. O mais lamentável é perceber que não houve nem mesmo o cuidado de pesquisar o passado. 'Mandacaru' foi a última produção da falecida Manchete, quando a emissora atravessava a sua pior crise. Uma trama que não repetiu o sucesso de público e faturamento conquistados pela antecessora, coincidentemente, a mesma 'Xica'. E se não fez sucesso há sete, oito anos, vai fazer agora? Só que não é só esta a pergunta. Por acaso o SBT tem intenção de exibir 'Mandacaru' por inteiro? Se alguém não se recorda, essa foi a mais longa novela da Manchete. Estreou em 12 de agosto de 1997 e se encerrou no dia 8 de agosto de 98, praticamente um ano depois. Aliás, pelo número de capítulos dá para dimensionar bem o tamanho do problema que o SBT acaba de comprar. E não pagou pouco por isso. Não se iludam A saída de Lillian Wite Fibe não será um caso isolado na Rede 21. Todos os atuais programas, incluindo o talk show do Lobão, Marcelo Tas e Mariana Weickert, também estão com os dias contados. Saída de sempre A Rede 21, dentro de muito pouco tempo, colocará todos os horários à disposição dos produtores independentes, ou mais especialmente dos vendedores de panelas, jaquetas de couro, remédios milagrosos e outros do gênero. Lamentável. Sem saída As mudanças no Morumbi não se resumem a esses tristes fatos. Rogério Gallo, que era o diretor geral do 21, está assumindo a direção artística da Bandeirantes. É um que contraria a lei da gravidade. Caiu pra cima. Honestamente Se a Bandeirantes não tem no Juca Silveira um bom diretor artístico, também não terá no Rogério Gallo. É importante não esquecer que ele já esteve por lá. E não deixou boas recordações. Incêndio Não está nada boa a coisa no jornalismo da tv Globo. Cristiane Pelajo, que é uma profissional correta, moça de boa família, educada, não está se adaptando aos novos companheiros de São Paulo. A crise de relacionamento é séria. O seu sumiço dessa semana, viajando com o marido para a Europa, explica muita coisa. Veneno Não sei quais os cuidados que a direção da Globo está tomando, se é que está tomando, mas é preciso prevenir os desavisados. Flávio Ricco - Tribuna da Imprensa
       

       
      Rádio
      Rádio Digital: entenda a nova era do rádio
      30/9/2005
      Na segunda-feira (26/09), o Brasil iniciou os testes para entrar na era do rádio digital. Entenda como esta novidade transformará o rádio em um aparelho multimídia.O que é rádio Digital? A tecnologia de rádio digital permite a compressão dos sinais de voz, abrindo o canal de rádio para a transmissão de dados como textos e imagens. (Veja o gráfico)Quem possui o aparelho de rádio digital pode ouvir rádio AM sem interferências, e FM com som de CD.De imediato, os testes de rádio digital melhoram a qualidade na transmissão de rádio via internet.MultimídiaAlém da qualidade de som, o rádio digital permite a transmissão de textos exibidos em um visor do aparelho, além de imagens em baixa resolução e velocidade. Futuramente, receptores mais modernos poderão transmitir vídeos.Desta forma, o ouvinte também pode ler informações complementares às notícias transmitidas pela emissora - cotações, previsão do tempo, notícias de trânsito etc. - bem como detalhes da programação musical - autor, título da música. Futuramente, aparelhos digitais mais modernos transmitirão vídeos.O rádio digital também permitirá a transmissão de até três programas simultâneos, na mesma freqüência, para públicos diferentes.Quem está testando por aqui?A transmissão foi aprovada pela Agência Nacional de telecomunicações (anatel) no dia 12 de setembro e terá um prazo inicial de seis meses, que pode ser prorrogado.A nova tecnologia começa a funcionar, em caráter experimental em 12 emissoras. São elas: Sistema Globo de rádio, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Eldorado para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.MercadoOs primeiros receptores digitais devem chegar ao mercado brasileiro em 2006 por meio da Visteon Sistemas Automotivos, que desenvolve equipamentos de áudio para automóveis.Segundo Ronald Barbosa, coordenador de rádio Digital da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de rádio e televisão), a Visteon já estuda a produção de rádios digitais para carros em sua fábrica na Zona Franca de Manaus (AM). Em média, os preços de um aparelho receptor de rádio digital variam de 180 dólares - para automóveis - a 900 dólares segundo a Abert.Hoje existem 3.400 emissoras de rádio - sem incluir as rádios comunitárias - e 180 milhões de aparelhos de rádio no Brasil.PadrõesO Brasil escolheu o padrão tecnológico norte-americano In Band on channel (Iboc) para operar a rádio digital. Segundo a AESP (Associação das Emissoras de rádio e tv do Estado de São Paulo) o Iboc foi escolhido por funcionar tanto no modelo digital como no analógico, que atualmente os brasileiros utilizam, facilitando a migração.A tecnologia Iboc é utilizada nos Estados Unidos há dez anos, bem como no México e no Canadá. O Brasil começou a estudar a rádio digital há cinco anos.Outros padrões de rádio digital são o europeu - DAB (Digital Audio Broadcasting) para FM e DRM (Digital Radio Mondiale) para AM - e o japonês - ISDB (Integrated Services Digital Broadcasting) ou ISDB-T (Terrestrial).Fontes:Associação Brasileira de Emissoras de rádio e televisão (www.Abert.org.br)Associação das Emissoras de rádio e tv do Estado de São Paulo (www.aesp.com.br) IDG Now
       
      Festa comemorativa dos 70 anos da Tupi
      30/9/2005
      Com a presença da governadora do Rio, Rosinha Matheus, acompanhada dos filhos Wladimir e Clarissa, e de empresários, políticos, autoridades e artistas foi comemorado com uma recepção no hotel Copacabana Palace, na noite de quarta-feira, o aniversário de 70 anos da rádio Tupi. A festa, apresentada pelo comunicador Roberto Canázio, animada pela Orquestra Tabajara e com show da cantora Leny Andrade, lotou os salões do hotel. O clima descontraído fez o cantor e presidente de honra da Mangueira, Jamelão, quebrar o protocolo e subir ao palco para cantar Mulher, de Custódio Coimbra. Estiveram na recepção o diretor-geral da rádio Tupi, Alfredo Raymundo Filho, também condômino do Grupo Associados, e os condôminos dos Associados Edison Zenóbio, Manuel Eduardo Pinheiro Campos, Joezil dos Anjos Barros, Álvaro Teixeira da Costa, diretor presidente do Correio Braziliense; Ari Cunha e Evaristo de Oliveira, respectivamente, diretor vice-presidente e diretor-gerente do Correio. O presidente do Jornal do Commercio e da rádio Tupi, Mauricio Dinepi, destacou que a festa foi um marco na comemoração ao aniversário da rádio, que há 70 anos está na liderança de audiência no Rio de Janeiro. "A presença de artistas, autoridades e empresários nesta festa mostra como a rádio Tupi é querida. Todos eles vieram prestigiar o aniversário da Tupi", disse. Correio Braziliense
       

       
      Sociedade da Comunicação
      Europa propõe controle da internet por fórum da ONU
      29/9/2005
      Os 191 países da Organização das Nações Unidas (ONU) não conseguiram se entender sobre a gestão da internet e os governos correm contra o relógio para tentar fechar o texto de uma declaração sobre a sociedade da informação. A ONU realizou a última fase de negociações sobre um acordo relativo aos novos temas tecnológicos e um entendimento precisaria ser acertado até amanhã para que o processo não fracasse. O documento seria então levado para os governos assinem o acordo final, em novembro, na Cúpula da Tunísia. Com os Estados Unidos se recusando a ceder o controle da rede mundial de computadores, como querem os países em desenvolvimento, já se fala na possibilidade de a ONU convocar uma nova reunião antes de novembro para evitar o fracasso total na Tunísia. O Brasil é dos principais atores nessa negociação e insiste pela descentralização da gestão da internet. Isso significaria criar não apenas um mecanismo multilateral que permitisse a participação de todos os países, mas também um órgão de monitoramento. A Bélgica propôs a criação de um fórum para administrar a rede, mas ligado à ONU. O que todos os países emergentes concordam é que, pelo atual sistema, quem comanda a web e seus endereços são os norte-americanos por meio da empresa Icann, na Califórnia. Os EUA alegam que a internet já é descentralizada e que existem 9 mil provedores da rede espalhados pelo mundo. Washington também aponta que existem 13 servidores raízes. Para o Brasil, o que a Casa Branca não diz é que, desses 13, 10 estão nos Estados Unidos. Os demais estão na Inglaterra, Suécia e Japão. Além disso, o servidor que está no Estado de Maryland armazena todas as informações dos demais. Nos últimos dias, os governos passaram horas negociando como poderia ser o texto final do acordo. Temendo a influência da indústria, o Brasil apoiou a ídéia de que o setor privado e Organizações Não-Governamentais (ONGs) não participassem das negociações da ONU. Um dos diplomatas do País admitiu que representantes da Microsoft chegaram a fazer propostas ao Brasil sobre como deveria ser o texto do acordo. Para delegados brasileiros na negociação, a pressão sobre os Estados Unidos está sendo forte e a esperança é de que Washington ceda na questão da internet. 'Estamos vendo uma revolução silenciosa', afirmou um representante de Brasília. Resta saber se o presidente George W. Bush vai querer ficar para a história dos Estados Unidos como o chefe de Estado que cedeu o controle da internet. Tribuna da Imprensa
       
      MIT lança seu laptop de US$ 100 em novembro
      29/9/2005
      O diretor do Laboratório de Mídia do MIT, Nicholas Negroponte, disse ontem que o protótipo do laptop de US$ 100, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, será conhecido oficialmente em 17 de novembro, durante a realização da Cúpula Mundial sobre a sociedade da informação (WSIS, na sigla em inglês).
      O computador portátil, antigo sonho de Negro Ponte, é destinado a alunos de escolas primárias e secundárias ao redor do mundo. "O uso do laptop pelas crianças irá estimulá-las a tomar mais gosto pelo estudo e ajudar os países em desenvolvimento em seus programas de inclusão digital", acredita NegroPonte.
      Recentemente, o professor do MIT apresentou ao governo brasileiro seu projeto. O presidente Lula ficou empolgado com o que viu e determinou a criação de um grupo interministerial para estudar a proposta de fabricar aqui um milhão de unidades da maquininha para distribuí-las gratuitamente a alunos de instituições do ensino público do país.
      Contar com um processador de 500 MHz, terá conectividade wireless e rodará uma distribuição Linux. O Estado de São Paulo
       
      Brasil analisa projeto de laptop do MIT
      29/9/2005
      Um grupo interministerial brasileiro visitará o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, esta semana, para acompanhar o projeto Laptop de Cem Dólares.
      A coordenação do projeto está a cargo da Presidência da República. Além da Casa Civil e do Ministério da Educação, fazem parte do grupo interministerial os ministérios da Ciência e Tecnologia, do Planejamento, Orçamento e Gestão, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e das comunicações.
      Nicholas Negroponte, co-fundador do Media Lab do MIT, mostrou sua proposta original no Forum Econônico Mundial, em Davos (Suiça), em janeiro deste ano. Ele afirmou que o instituto e seu grupo sem fins lucrativos chamado One Laptop Per Child estão em discussão com quatro países - Brasil, China, Tailândia, Egito e África do Sul - para distribuir cerca de 15 milhões de sistemas teste para crianças.
      O estudioso esteve no Brasil em junho deste ano para apresentar o programa. A Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC) pretende destinar os computadores a professores das primeiras séries do ensino básico.
      A máquina deve ter processador de 500MHz, 1GB de memória e um monitor dual-mode que poderá ser usado em cores ou em preto-e-branco. O sistema operacional será o Linux e ele deve rodar outras aplicações, algumas desenvolvidas por pesquisadores do MIT, bem como softwares específicos de cada país.
      O computador poderá ser conectado por Wi-Fi ou celulares e vai inlcuir quatro portas USB, bem como rede mesh - um conceito peer-to-que permite que as máquinas compartilhem uma única conexão de internet.
      Cinco empresas estão trabalhando com o MIT para desenvolver de 5 milhões a 15 milhões de unidades-teste em um ano: Google, Advanced Micro Devices, News Corp, Red Hat e BrightStar. Negroponte disse que a previsão é de produzir de 100 milhões a 150 milhões de unidades até 2007.
      Enquanto a meta inicial do projeto é trabalhar com governos, Negroponte disse que o MIT está considerando licenciar o desenho ou oferecer a uma empresa para que ela monte computadores comerciais, que, segundo o estudioso, poderiam estar disponíveis por 200 dólares, sendo que 20 ou 30 dólares voltariam ao instituto para a fabricação dos laptos para as crianças.
      Na semana passada, a FIC (First International Computer) e a AMD anunciaram a fabricação de um computador pessoal voltado à população brasileira de renda mais baixa, que custaria em torno de 900 dólares. O projeto está em teste na cidade de Bauru (SP) e no estado do Mato Grosso. ITWeb Notícias
       

       
      Política de TV por Assinatura
      Net Brasil diz que negocia com programadoras nacionais
      29/9/2005
      Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat e também dirigente da Net Brasil (empresa franqueadora da marca Net e que também é a responsável pela compra de programação nacional para os sistemas Net e Sky) afirma que seguem as negociações com programadoras brasileiras para canais por assinatura, como os do grupo Bandeirantes e o infantil Rá-Tim-Bum, da TV Cultura. "O que ocorre é que não dá para levar todo o mundo nos pacotes básicos", diz ele, que classifica como oportunistas declarações dando conta de que a Net Brasil não se interessa pelos canais nacionais.
      MTV
      "Qualquer pessoa séria e minimamente informada sobre o mercado nacional de TV por assinatura sabe que os operadores não têm condições de incluir novos canais no line-up, ou por não haver espaço ou por questões de orçamento. Não se pode ignorar uma realidade comercial e técnica", diz Pecegueiro. Especificamente sobre o interesse em um segundo canal feito pela MTV Brasil, o VH1 Brasil, Pecegueiro diz, em referência à entrevista dada a este noticiário por André Mantovani, diretor geral da emissora musical, que houve uma tentativa de imposição do novo canal para distribuição à Net Brasil.
      Segundo Mantovani, agora não está mais sob a alçada da MTV Brasil produzir o VH1 Brasil, dada a impossibilidade de o canal ser distribuído fora das operadoras associadas à Neo TV e por ser mais viável um canal ser distribuído a partir de Miami. Em agosto, durante a ABTA 2005, o COO da MTV Networks Latin America, Scott McBride, declarara a este noticiário que os planos da programadora eram de que o VH1 nacional seria feito e distribuído pela MTV Brasil.
      Novos canais
      Sobre a gama de novos canais pagos que André Mantovani, como diretor de mídia eletrônica do Grupo Abril, disse que estão na pauta para serem lançados (entre eles, um canal de MPB, um de games, outro de humor), Pecegueiro a classifica como uma "declaração vã de lançamento de canais", e dispara: "Toda vez que se leva a notícia de um novo canal, é obrigação indicar qual será a sua distribuição". Edianez Parente - TelaViva
       

       
      Programação de TV por Assinatura
      Sportv faz promoção para telespectadores
      29/9/2005
      O canal Sportv, da tv paga, lança a promoção "Zoação" que levará um assinante para assistir à final do Circuito Mundial de Surfe Profissional. A prova será realizada na costa norte do Havaí, Estados Unidos, na praia de Pipeline, em dezembro deste ano.
      A promoção ficará no ar até 18 de novembro. Para participar os telespectadores têm de acessar o site da Sportv e informar quantas vezes a vinheta "Zoação" aparece durante os programas inéditos exibidos no Zona de Impacto do canal Sportv 2, diariamente a partir das 18h30. Devem informar também qual é a "maior loucura" que fariam para ver a final do World Championship Tour (WCT).
      Uma campanha, criada pela Y&R, divulgará a promoção a partir da semana que vem. Os anúncios têm veiculação nas revistas Fluir, Venice e Época, além de banners em sites como Globo.com, Yahoo, Waves, Fluir e Sportv e vinhetas nos canais Sportv e Multishow. MM on Line
       
      ESPN Brasil lança promoção "Estrada Radical"
      29/9/2005
      A ESPN Brasil lança nesta sexta-feira (30) o concurso cultural "Estrada Radical". O projeto, patrocinado pela Fiat, vai destacar o internauta/telespectador mais criativo. Para participar, os concorrentes devem acessar o site www.espn.com.br/radicais , participar de um quiz e responder à pergunta: "Qual o roteiro de sua estrada radical?". O autor da melhor resposta ganha um Fiat Strada Adventure. Os outros três finalistas ganham viagens radicais pela América do Sul, nas quais participarão da gravação de programas com a equipe da ESPN Brasil. Os destinos são Aventura na Patagônia, Mergulho em Fernando de Noronha e Trekking em vulcão no Chile. A campanha publicitária, criada pela Duda Propaganda, será veiculada nos canais ESPN. Anúncios serão divulgados nas revistas Superinteressante, Mundo Estranho, 100% Skate, Tribo Skate, Fluir, Vênice, e Go outside, nos jornais Folha de S.Paulo e Lance, além de spots na rádio Transamérica. Propaganda e Marketing
       

       
      DTH
      Sky Net é condenada por usar músicas e não pagar direitos autorais
      30/9/2005
      A provedora de tv por assinatura Sky Net - NetSat foi condenada a pagar os direitos autorais por utilizar músicas sem autorização na sua programação desde janeiro de 2004. A decisão é da juíza Erna Hakvoort , da 2ª Vara Cível Regional de Santo Amaro, em São Paulo.
      A juíza determinou que a empresa pague mensalmente R$ 0,88 por assinante, desde janeiro de 2004, acrescido de multa, para o Ecad - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição.
      O Ecad ajuizou reclamação pedindo o pagamento dos direitos autorais no valor de 2,55% da renda bruta referente às assinaturas da Sky Net, além de multa por ter utilizado as músicas sem o pagamento dos direitos. A multa, prevista no artigo 109 da Lei 9.610/98, deveria ser de 20 vezes o valor do que originariamente seria pago pelos direitos autorais.
      A juíza acolheu parte dos pedidos. Erna Hakvoort entendeu a Sky violou o artigo 68, parágrafo 4°, da Lei 9610/98, que diz que, para utilizar as músicas, o empresário do meio de comunicação deve pagar os direitos autorais.
      Como não estava mais em vigor o contrato entre as partes, e a Sky não pagava mais os direitos autorais, deve ser aplicada multa, de acordo com a juíza, mas não a multa prevista na Lei 9.610/98. "As multas pretendidas seriam abusivas por equivaler a mais de três vezes a receita bruta cobrada pelo autor". Por isso, ela decidiu por estabelecer valor equivalente ao total devido das parcelas vencidas e atualizadas. Consultor Jurídico
       

       
      Audiovisual
      Distribuidores culpam safra de filmes pela queda na bilheteria
      29/9/2005
      A queda na bilheteria das salas de cinema em 2005 é normal e fruto de uma "crise criativa", disse o distribuidor e exibidor André Sturm em debate que reuniu vários distribuidores no Festival do Rio nesta quinta, 29. Segundo Sturm, a única variável que houve de um ano para o outro foram os títulos lançados. "Todos os blockbusters de 2005 cumpriram com a expectativa", justificou, lembrando que a redução na bilheteria já era esperada. Marco Aurélio Marcondes, do consórcio Europa/MAM, concordou: "A queda na bilheteria é um fenômeno mundial. O principal fornecedor (Hollywood) está em crise".
      Marcos Oliveira, da Fox, foi na mesma linha: "estamos em um período de ajuste do mercado". Segundo ele, o Brasil é um grande consumidor de audiovisual, mas ainda precisa saber desenvolver mais e melhor os filmes como produtos. "A força de um mercado está diretamente relacionada à qualidade das produções locais", explicou.
      Outro lado
      Enquanto os distribuidores procuraram amenizar a crise por que passa o cinema, que teve em 2005 uma redução na bilheteria que varia entre 20% e 25% em relação a 2004, os exibidores foram mais dramáticos, apontando vários problemas por que passa o setor. Entre eles, conforme numerou o presidente da Cinemark no Brasil, Valmir Fernandes, estão a pirataria, a redução da janela de exibição, a meia entrada para estudantes, o Ecad, entre outros. "Ou nós resolvemos os problemas do setor, ou outros resolverão e nós perderemos ainda mais mercado", disse.
      Fernandes previu que o tempo de janela poderá cair "para três ou quatro semanas", por culpa também da pirataria, e relacionou o crescimento do parque exibidor ao fortalecimento da cinematografia nacional. "O sucesso dos filmes tem que ser medido por suas performances no mercado, não por prêmios em festivais", disse.
      Potencial
      Luiz Gonzaga de Luca, do Grupo Severiano Ribeiro, acredita que o número de salas ainda crescerá muito. Segundo ele, 66% dos "shoppings nobres" têm cinemas, mas apenas 18% têm multiplex. Gonzaga afirmou que devem surgir 42 novos multiplex nas capitais em dois ou três anos e que quase 70 shoppings deverão trocar os pequenos cinemas por multiplex.
      Para ele o problema está na concorrência que o crescimento irá gerar, trazendo, na sua visão, um briga de preços. Além disso, "a distribuição não poderá atender a esse crescimento". A solução apontada por Gonzaga foi o incentivo ao aumento da freqüência do público nas salas.
      Meia entrada
      João José Passos Neto, do Grupo Passos, cobrou a extinção ou, pelo menos, a diminuição dos descontos concedidos aos estudantes. "Dois terços dos ingressos vendidos são de meia entrada", justificou. O presidente da Ancine, Gustavo Dahl, que estava presente na platéia, afirmou que o problema da meia entrada só poderia ser resolvido pelo legislativo, que não tem interesse em "um projeto impopular". Sugeriu ainda que a questão fosse levada ao Supremo Tribunal de Justiça. "Ou então, vamos fortalecer a Ancine para que possa regulamentar o setor", disse. Da Redação - TelaViva
       
      Uma espécie de ressurreição
      30/9/2005
      Há três décadas, João Batista de Andrade nos devia um filme sobre a morte sob tortura pela ditadura militar de seu amigo Vladimir Herzog (1937-1975). A barbárie fardada paralisou o cineasta no calor da hora. A truculência collorida na área da cultura cancelou, no início dos anos 90, o longa de ficção sobre Vlado que Batista preparava. O documentário "Vlado: Trinta Anos Depois" liquida agora a dívida.
      Experimentado documentarista, Batista assume a narração e a condução das entrevistas, emprestando ao filme a autoridade de sua relação fraterna com Vlado. Já no início, ele apresenta a cadeira vermelha de diretor para a qual vai convidar amigos e testemunhas. Assume que "este será um filme de poucas imagens", sobretudo pela ausência de registros "dos torturadores, do medo" - em suma, da brutal repressão. Não farão falta.
      "Vlado" é uma sinfonia de rostos, vozes e gestos dos que amaram Vladimir Herzog. A câmera de Batista se concentra em planos próximos, em geral "closes", dos depoentes. É como se quisesse fotografar-lhes a memória, dos fatos e das emoções.
      Divididos em capítulos, da infância ao legado de Herzog, os 83 minutos do filme são estrategicamente ilustrados ainda por fotos, materiais de Imprensa e breves registros fílmicos. Algumas imagens de arquivo são raras e valiosas, como filmagens da comemoração de rua da vitória da seleção brasileira na Copa de 1970, feitas por ele e por Jorge Bodanzky, cenas da concentração popular na Praça de Sé no dia (31/10/1975) do culto ecumênico que arrostou o regime e registros no interior da própria catedral.
      Batista dedica a introdução antes dos créditos a apresentar o documentário, resumir a infância e a juventude de Vlado e revelar carinhosamente, ao som de "Smile" de Chaplin por João Bosco, os bastidores iniciais dos encontros com os entrevistados. Após os créditos, uma breve seqüência resgata seu
      "cinema de Rua", ao entrevistar transeuntes na Praça da Sé, comprovando a desinformação generalizada sobre a figura de Vladimir Herzog e mesmo sobre a história do regime militar.
      O retrato de Vlado se desenvolve com a recuperação de seu começo no cinema, seguindo o curso do sueco Arne Sucksdorff entre fins de 1962 e 1963 no Rio e visitando a escola do mestre Fernando Birri na Argentina. Clarice Herzog recorda em seguida a guinada do marido rumo à televisão com um estágio na BBC de Londres já na segunda metade dos anos 60. Os sinais da tragédia já apontam na lembrança do adiamento da viagem de volta ao Brasil, que coincidia originalmente com a decretação do AI-5 em dezembro de 1968.
      Os depoimentos dos colegas de trabalho no início dos anos 70, em sua primeira passagem pela tv Cultura, na equipe de "Hora da Notícia", em que trabalhou com Batista, e pela revista "Visão", recuperam um colega culto e espirituoso, amante da arte e preciso na técnica, vinculado como muitos deles ao clandestino Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Luiz Carlos Prestes. O então secretário de Cultura do Estado de São Paulo, José Mindlin, conta como a indicação de Herzog para voltar à tv Cultura na direção de jornalismo fora aprovada em agosto de 1975 pelo SNI antes de ser encaminhada ao governador, nomeado pelo regime, mas liberal, Paulo Egydio Martins.
      Uma edição precisa torna hipnótica a sucessão de depoimentos de Clarice e amigos que reconstitui o trágico desfecho. Presos e sadicamente torturados pouco antes de Vlado, três deles, os jornalistas Paulo Markun, Rodolfo Konder e George Duque Estrada, testemunham dolorosa e minuciosamente sobre a prisão, tortura e morte de Herzog pelo DOI/CODI em São Paulo, naquele 25 de outubro de 1975.
      Markun explica que Vlado foi vítima de uma aceleração da espiral sanguinária catalisada por dois processos. Um confrontava no interior do regime militar o grupo pró-abertura liderado pelo presidente Geisel e os truculentos opositores de qualquer distensão. Outro era a temporada de caça aberta pelos brucutus da hora contra os membros do PCB. (Um terceiro fator, ausente do filme , mas frisado por Elio Gaspari, opunha em São Paulo o general linha-dura Ednardo D'Avila Mello e o governador liberalizante Paulo Egydio, a quem a tv Cultura era vinculada).
      O jornalista Mino Carta narra como, ao dar a notícia ao general Golbery do Couto e Silva, chefe do Gabinete Civil de Geisel, ouvi-o reagir com um grito: "Ele percebeu o que aquilo significava." Como resume Mindlin, a morte sob tortura de Herzog "foi um fator decisivo para a abertura política. Não cria consolo, mas Vlado não morreu em vão".
      "Vlado: Trinta Anos Depois" encerra-se com uma tocante serenata aos sobreviventes. João Batista de Andrade recolhe sua cadeira e afasta-se pela Praça da Sé. Missão cumprida: devolveu-nos Vlado. Por vezes, o cinema da memória é uma espécie de ressurreição. Valor Econômico
       
      Vida de Cássia Eller no cinema
      30/9/2005
      A Globo Filmes, entusiasmada com o chororô dos dois filhos do seu Francisco Camargo, já pensa em novo projeto: um longa-metragem sobre a vida da Cássia Eller. Vai adaptar para as telas o conteúdo do livro 'Apenas uma garotinha', dos jornalistas Eduardo Belo e Ana Claudia Landi (editora Planeta). CABECEIRA A Editora Bertrand Brasil está lançando o livro 'Corrupção à americana', dos jornalistas Amy e David Goodman. Os autores desafiam o poder da Casa Branca e garantem o que todo mundo sabia: há 'algo de muito podre no reino do Tio Sam'. Amy, que já foi celebrada por militantes como Michael Moore e Noam Chomsky, dá voz às poucas cabeças pensantes interessadas em mudar o mundo e escancara as atrocidades cometidas pelos políticos, empresários e aqueles que se dizem representantes da Imprensa. SAÚDE A infertilidade é um problema que afeta 6,1 milhões de pessoas, nos Estados Unidos, onde uma campanha apresentou alguns fatores que contribuem para a infertilidade, tanto do homem quanto da mulher: Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs); idade avançada; cigarro e excesso ou carência de peso. O médico Newton Eduardo Busso, diretor do Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social, que congrega 50 cientistas em São Paulo, no Brasil, diz que '15% dos casais encontram dificuldades para obter gestação'. PINCEL Depois de quatro anos sem expor trabalho novo no Rio, a artista plástica Analu Prestes vai inaugurar dia 5, no Centro Cultural Correios, a expo 'A vida secreta das cores'. É a 18ª mostra dela - o primeiro trabalho em preto-e-branco. Entre as mais de seis dezenas de obras apresentadas, apenas duas trazem detalhes em cor, 'o que representa uma guinada radical em minha carreira', ela me diz por e-mail. No mesmo dia, outras três mostras serão abertas no Centro Cultural Correios: a de Guilherme Secchin, que divide o terceiro andar com Analu, a do Daeco e a da Bel Barcelos, que ocupam térreo e o segundo andar, respectivamente. Serão quatro expos completamente diferentes de artistas consagrados no Rio. AÉCIO ESCREVE Chegou às mãos do prefeito de Macaé Riverton Mussi uma carta lá das Minas Gerais, assinada pelo governador Aécio Neves. O conteúdo em muitas linhas parabeniza o alcaide pelo desenvolvimento do programa 'Eco Cidadão', coordenado pela mineira Marielza Cunha Horta de Andrade. O neto do saudoso Tancredo Neves mostra total noção do trabalho já premiado pela ONU e do sério benefício em prol do meio ambiente. ILARIÊ Saiu a sexta edição do 'Xuxa só para baixinhos', o 'Xuxa Festa'. Em parceria com Marcos Magalhães, a 'rainha dos baixinhos' reúne computação gráfica e muita animação nesta nova produção. Ivete Zangalo (olha ela aí) participa. 'A Ivete é festa! Não tem como falar de festa e não pensar nela', diz a mãe da Sasha. LARIRI O Municipal acolhe amanhã mais um concerto da série 'Os violinistas'. O russo Schlomo Mintz interpreta peças de Bach, Dvórak e Brahms. Às 16h. Domingo, no mesmo palco, será a vez de Daniel Guedes. MUNDO DA MODA Uma griffe paulista de renome deve R$ 30 milhões na praça. Recentemente, contratou fotógrafos internacionais e modelos idem-idem para uma inauguração - quer dizer, inflou a dívida. Também contratou uma modelo de cachê milionário para se exibir em seu desfile. Mais pendura. Agora, o proprietário anuncia que comemora 'com festa e champanhe' uma nova fase da empresa e o parcelamento da dívida. QUE BELEZA Alunas do Curso de Modelo e Manequim da Terceira Idade desfilarão no dia 4 na Casa de Cultura Estácio de Sá. As formandas se apresentarão em trajes esportivos e em roupas inspiradas em Chanel. O professor Eduardo Araújo coordena. CAMPANHA Cléo Pires e Reynaldo Gianecchini são os novos protagonistas da campanha do Fundo Pró-Leitura, que busca incentivar brasileiros a transformar a leitura em hábito. CATECISMO O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo realizará, entre os dias 3 e 5 de outubro, a IX Semana de Estudos de Religião, que terá como tema: 'Erotismo, sexualidade e religião'. A BELA A brasileira Cristiana Reali, que faz sucesso nos teatros e cinemas internacionais a partir da capital francesa, fechou contrato com a indústria que fabrica as sandálias Havaianas. Aparecerá em toda a publicidade do produto sob o título 'As brasileiras mais famosas na França'. A bela esteve no Rio gravando mas já voltou pra Paris, onde mora com as filhas Elisa e Toscane e o marido, também ator, diretor e produtor, Francis Huster. Tribuna da Imprensa
       
      A próxima festa pode ser no Oscar
      30/9/2005
      Era, como não poderia deixar de ser, de uma euforia só o clima da festa em comemoração aos três milhões de espectadores de "2 filhos de Francisco", anteontem, no restaurante Mix, em Ipanema. "Você tá curtindo estar na crista da onda neste momento da sua vida?", perguntou a atriz Paloma Duarte a Angelo Antonio. "Ah, é bacana, né? Não é bacana?", devolveu Angelo. "É, super", concordou Paloma, com o namorado Oswaldo Montenegro ao lado. O cantor fumava uma cigarrilha que fez muita gente dar abanadinha perto do nariz quando cruzava com ele. "Muitos críticos da gente se curvaram, como o Nelson Motta. E tem também umas pessoas que me achavam feinho na televisão e agora vão gostar mais de mim. Se a gente concorrer mesmo ao Oscar e ganhar, aí ninguém vai me agüentar. E lá, eu vou falar em inglês", avisava Zezé, vestido numa camisa quadriculada preta, que lembrava um tabuleiro de xadrez.
      "Não é bacana demais este sucesso todo?", perguntava aos jornalistas que o entrevistavam. Mineiramente, Ele se mostrava ressabiado em comemorar a possível seleção do filme ao Oscar. "É uma possibilidade em um milhão...", dizia. "Mas não deixa de ser uma possibilidade".
      Participando ou não da cerimônia em Hollywood, uma ausência está confirmada: seu Francisco Camargo, o pai de Zezé e Luciano, já disse ao povo que fica. No Brasil. "Não vou mesmo. Pra fora do Brasil eu nunca fui. Nem quero ir", dizia, convicto. Mas por que, seu Francisco? "Pra quê? Pra chegar lá fora, o garçom perguntar o que eu quero comer e eu ... " (abre os braços e imita uma galinha batendo a asa). "Não, sê besta! É assim que as pessoas que não falam inglês contam que querem comer frango. Vou não".
      Dona Helena, mulher de seu Francisco, não foi à festa porque estava "emburrada no hotel". O pai "dos meninos", como ele chama Zezé e Luciano, agora faz tudo que eles pedem. "Antigamente quem mandava neles era eu. Agora eles é que mandam em mim. Onde eles falam pra eu ir eu vou. Não tô gastando mesmo", disse.
      Numa voltinha na pista de dança, esbarrava-se com Dáblio Moreira e Marcos Henrique, as crianças do filme, dançando timidamente ao som de "Eu bebo sim". Copo de guaraná nas mãos e cercados de louronas de cabelos lisos, os dois eram cumprimentados por todos. "Ai, vai desmanchar", dizia Dáblio arrumando o cabelo arrepiado com gel a cada vez que alguém acariciava sua cabeça.
      Ali pertinho, seu Francisco, que não dançou, não parava de falar com fãs. "Dou conta disso não, uai", dizia, sorriso nos lábios, cercado de admiradoras e com segurança por perto.
      Luciano também quase não dançou. Preferiu passar a noite dando tórridos beijos na boca da mulher, Flávia, que usava vestido verde com fenda no umbigo.
      Quem também caprichou no figurino foi José Dumont. "Eu sou pobre classe A. Pra vir numa festa assim, me arrumo todo porque senão não pego ninguém", explicava.
      Em frente ao DJ Marlboro, Mariana Ximenes liberava o lado Raíssa e cantava dançando como popozuda: "Calça da Gang toda mulé que/ duzentos reais pra deixar a bunda em pé". Zezé Di Camargo e Guilhermina Guinle faziam coro de mãozinha no joelho "só as cachorras! Uh! Uh! Uh! As preparadas! Uh! Uh! Uh!".
      LUCIANO: 'Nunca faltei com as obrigações'
      Luciano não fugiu das perguntas sobre a entrevista que Antônia Loyola Costa, mãe de seu primeiro filho, Wesley, de 16 anos, deu na Rede tv. Ela mostrou foto e afirmou num programa que Luciano era homossexual.
      GENTE BOA: Por que você acha que sua ex-mulher fez isso?
      LUCIANO: Acredito que ela esteja sendo induzida por alguém. Ou está desequilibrada. Nunca faltei com as obrigações devidas para meu filho.
      Você vai processá-la?
      LUCIANO: Só posso falar a partir de segunda-feira, quando os advogados tomarem as providências contra a Rede tv e a mãe do meu filho. Sou um cara desprovido de preconceito, mas uma coisa que tenho comigo é minha opção sexual. Se tivesse essa opção, eu não negaria de jeito nenhum.
      Por que você ficou ofendido com a emissora?
      LUCIANO: Há exatamente dez anos, dois falsos jornalistas foram presos por conta dessa foto. Eles queriam me extorquir e queriam R$ 400 mil. Preparei um flagrante, gravado pelo 'Jornal da Globo', e eles foram presos. A Rede tv mostrou a foto, mas não os fatos.
      Você ainda lembra dessa foto?
      LUCIANO: Eu tinha 12 para 13 anos. Se me perguntarem onde foi e como foi, nem me lembro. A maior prova do meu caráter e da minha ética profissional foi o fato de eu não esconder a foto quando fui chantageado. Tenho um filho de 11 anos, com coleguinhas na escola, que ainda não têm discernimento. Tenho uma carreira sólida, com mais de 22 milhões de discos vendidos, e não preciso provar para o meu público o que sou ou não. Joaquim Ferreira dos Santos - O Globo
       
      "Ibéria", um show de cinema sem diálogos
      30/9/2005
      Novo filme de Carlos Saura, apresentado no Festival do Rio e já a caminho do circuito comercial, é puro prazer estético Bete Nogueira A Espanha é o flamenco. E o flamenco pode ser o clássico, o balé, o jazz. O cineasta Carlos Saura conseguiu mais uma vez criar um filme não-narrativo que passa o recado direitinho. 'Ibéria' (Iberia) é só (e tudo) isso: diversos números de dança, cada um remetendo a uma cidade ou região do país. Apesar de só ter sido exibido uma vez no Festival do Rio, com a presença do diretor, a película já foi comprada para exibição no mercado brasileiro - resta a definição sobre a data em que entrará em circuito. Quem sabe, na repescagem do evento ele volte, depois da boa recepção que recebeu quarta-feira à noite no Odeon? Talvez assuste imaginar um filme de duas horas apenas com dança e música, mas 'Ibéria' não deixa o ritmo cair. Totalmente filmado em estúdio, cada quadro é muito diferente do anterior, surpreendente, e tem fotografia e iluminação impecáveis. 'É sempre um desafio, mas uma obra mais convencional não me intereressa', conta à Tribuna BIS um Saura simpático e modesto, que não interfere no trabalho do diretor de fotografia, José Luis Linares, apesar de sua experiência como fotógrafo. Um dos destaques do filme é o solo de 'El albaicín', em que a bailarina utiliza apenas um plástico transparente e que, com as luzes, consegue belos efeitos. Como foi a concepção deste número? 'Um dia, estava em Barcelona, onde acontecia uma manifestação de rua. Esta mesma dançarina, Marta Carrasco, estava num palco, apresentando tal número. As pessoas que passavam não prestavam atenção, estavam distraídas, comendo, conversando. Eu gostei muito e resolvi incluí-lo no filme', conta. Obra do acaso O acaso talhou 'Ibéria' desde o princípio. A idéia era fazer um documentário sobre a pianista Rose Torres Pardo - especialista nas obras de Issac Albeníz, compositor do fim do século XIX. 'Recebi essa proposta de um produtor, mas concluí que seria muito chato um filme inteiro com piano-solo, como são as música originais de Albeníz', conta Saura, que incluiu Rose em dois momentos do filme e homenageia o compositor, exibindo fotos suas no início e utilizando só composições dele, mas com ritmos da cultura espanhola. 'Ele foi um dos poucos a trabalhar em várias partes da Espanha, o que se reflete em uma rica variação musical', explica. Esta é a segunda vez que o diretor vem ao Rio. Esteve aqui em 1999, para lançar 'Tango'. Apesar de amar a cidade, não tem amigos entre os novos diretores brasileiros e se esquiva da pergunta dizendo que é mais ligado aos filmes antigos. 'Gosto muito do Rio. Para um estrangeiro, é tudo muito curioso, estranho, são grandes contrastes. Acho surpreendente a forma de se viver aqui'. Mas se lembra de um grande amigo de outros tempos: 'O Glauber (Rocha) era meu amigo, mesmo. Ele era maravilhosamente louco. Lembro-me de que, certa vez, ele estava dirigindo na Champs-Elysées, me viu caminhando, parou o carro repentinamente e começou a gritar meu nome. Foi uma confusão no trânsito de Paris!', recorda, sorrindo. Carlos Saura diz que foi muito prazeroso todo o processo da filmagem, mesmo sem o apoio de diálogos. 'Sem um argumento, é mais difícil trabalhar, mas esse formato me dá uma grande liberdade', conta, com um ar de quem está sempre de bem com a vida, como um protagonista de musicais. Aliás, veio de um mestre do gênero um dos maiores elogios que ele já recebeu. 'Certa vez, Robert Wise (diretor de 'A noviça rebelde' e 'Amor, sublime amor', falecido recentemente) me elogiou por eu me dedicar a musicais. Disse que eu fazia um cinema que nunca existiu, em uma época em que os musicais já estavam extintos', revelou. Amor à tradição O passeio musical de 'Ibéria' passa por danças com ares urbanos, outros fortemente influenciados pelos mouros. Há danças e trajes coloridíssimos ou monocromáticos, o flamenco bem conhecido e outras danças, como a do Norte (terra de Saura) conhecida como 'rota aragonesa', ou o 'salsico basco', mais contido, em oposição a momentos muito sensuais, como os com a bailarina Sara Baras. Mas será que toda a Espanha preserva, com o mesmo afinco, a tradição musical/coreográfica? 'Em algumas regiões, isso é mais forte. As 'sevillenas', que são os bailes populares, é comum pessoas de todas as idades se misturarem, dançando. Mas elas são mais comuns na Andaluzia', explica o diretor. E é justamente na representação de uma sevillena no novo filme que fica evidente a naturalidade com que meninos e meninas aprendem a fazer o corpo ser levado pelo flamenco. Mas se engana quem pensa que o amor às tradições e o pouco contato com diretores novos, mesmo os espanhóis, revela um diretor contrário à modernidade. Saura diz ser fã das novas tecnologias, ou melhor, de tudo o que elas podem fazer pelo cinema de arte. 'É possível, agora, acompanhar perfeitamente o que está sendo filmado, saber exatamente como ficará na tela grande cada quadro', conta, o que faz todo o sentido para o consagrado diretor, que nesta obra tem cenas longas (para os padrões atuais) sem cortes. 'Fado' Ao voltar a falar da diversidade cultural na terra de Cervantes, Carlos Saura faz um paralelo: a diferença dentro da própria Península Ibérica. 'Estamos coladinhos à Portugal e não somos nem um pouco parecidos. Acho que a diferença está no nosso jeito mediterrâneo, enquanto os portugueses estão voltados para o Atlântico', comenta. A curiosidade pelo vizinho é o foco do próximo filme, 'Fado', que vai retratar a música portuguesa, seguindo os moldes de 'Ibéria', pelo menos em parte. 'Não sei se terá diálogos, mas vou fazer todo em estúdio também'. A previsão de lançamento é 2006. Se veremos 'Fado' no próximo Festival do Rio? 'É, quem sabe?', esquiva-se novamente o grande diretor. Tribuna da Imprensa
       

       
      Política
      Lula diz que "jogo" na Câmara foi "muito duro"
      29/9/2005
      A crise Fórum Leia mais Sucessão na Câmara Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez há pouco muitos elogios ao novo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e comentou que a eleição da quarta-feira, vencida por seu candidato, foi 'realmente muito difícil'.'O Aldo tem o direito de sair e comemorar. A Câmara dos Deputados demonstrou que sabe, melhor do que ninguém, escolher seu presidente. Se vocês viram a disputa, foi uma disputa realmente difícil. Quem acompanhou pela tv viu que o jogo foi muito duro', disse Lula em rápida conversa com jornalistas, no Parque da Cidade de Brasília.Sobre o futuro desempenho do deputado, Lula afirmou: 'Quem conhece o Aldo, a história do Aldo sabe que ele é qualificado como poucos para dirigir a Câmara. O Congresso acertou, a maioria aprovou, e eu acho que Aldo será um extraordinário presidente da Câmara dos Deputados'.O presidente adiantou que na próxima terça-feira terá uma reunião com Aldo e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutirem a agenda de votações da Câmara e do Senado. Lula participou, no parque, da abertura da Segunda Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária. O Estado de São Paulo
       
      Vitória de Aldo custa cargos, projeto e 1,5 bilhão de reais
      29/9/2005
      A eleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para presidente da Câmara, na noite de quarta-feira, foi a principal vitória política do governo Lula na atual crise política. O custo da "campanha", contudo, teve proporções inéditas: conforme relatos da Imprensa nesta quinta-feira, o Planalto prometeu cargos, apoio para projetos e liberação de 1,5 bilhão de reais em verbas para vencer.
      A maior parte das verbas oferecidas para garantir a vitória de Aldo foi para o PL, partido envolvido no escândalo do mensalão e que pode ter decidido a eleição em favor de Aldo. Conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o governo prometeu a liberação de 680 milhões de reais de um total de 1 bilhão ao Ministério dos Transportes, hoje com Alfredo Nascimento, do PL.
      No PTB, partido do deputado cassado Roberto Jefferson, o ministro Walfrido Mares Guia espera a liberação de 335 milhões para a pasta. As liberações para emendas de parlamentares somaram 163 milhões de reais, sendo que quase um terço dos beneficiados são integrantes do PTB. Na semana passada, também de olho na eleição na Câmara, o governo já havia liberado mais 500 milhões.
      Além da verba para agradar os parlamentares, o governo movimentou seu "rolo compressor" com promessas de distribuir cargos e ceder a projetos propostos pelo chamado "baixo clero" e pela bancada evangélica, quase sempre com os partidos envolvidos nas denúncias do mensalão - além de PL e PTB, o PP do ex-deputado Severino Cavalcanti, antecessor de Aldo na presidência da Casa.
      Indulto - Segundo reportagem do jornal O Globo, até o ex-deputado Valdemar Costa Neto - acusado de participar do mensalão e que renunciou para escapar da cassação - foi atendido pela máquina do governo. Presidente do PL, ele teve emenda beneficiada por liberação de verba mesmo já tendo deixado a Câmara. Valdemar foi até recebido por Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto.
      O presidente, aliás, participou ativamente da campanha em favor de Aldo, ao contrário do que ocorreu na derrota do governo na eleição de Severino, em fevereiro. Desta vez, Lula ordenou aos ministros que participassem do corpo-a-corpo e conseguissem os votos. O presidente também nem sequer tentou esconder os acordos costurados com líderes dos partidos envolvidos no mensalão.
      Aborto - O próprio partido de onde surgiu a denúncia, o PTB de Jefferson, foi premiado com a devolução de cargos de segundo e terceiro escalões que haviam sido perdidos depois das acusações do ex-deputado. Entre os relatos das promessas do governo há até uma acusação de oferta de indulto aos deputados do mensalão do PP, mas essa negociação foi desmentida pelos governistas.
      Ainda assim, o PP votou em massa com Aldo, que contou até com o apoio de Severino - o antigo presidente ligou para deputados de seu partido pedindo votos para o governista. Na barganha do governo foi incluída até uma promessa à bancada evangélica de que o governo não promoverá uma votação sobre o projeto que descriminaliza o aborto, projeto antigo de uma ministra de Lula. Revista Veja
       
      Aldo nega manobras e se diz 'comunista democrata'
      29/9/2005
      O novo presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), negou nesta quinta-feira a influência da máquina do governo na sua eleição, na quarta. Segundo ele, a oferta de cargos e a liberação de verbas para emendas de parlamentares do PTB e PP não alterou o resultado. "Eu obtive apenas uma parte dos votos destes partidos", justificou o deputado em entrevista à tv Globo.
      Aldo disse que integrantes do PP e PTB podem ter votado também em seu adversário, José Thomaz Nonô (PFL-AL), e tentou provar que não seria possível acertar acordos para obter os votos - segundo ele, houve pouco tempo do primeiro para o segundo turno, o que impediria a barganha. "A discussão dos próprios partidos para escolher o candidato levou muito tempo", explicou ele.
      O vencedor da eleição comentou ainda o fato de ser o primeiro comunista a chefiar a Câmara. "Sou aquele tipo de comunista que acredita na democracia, porque nós somos vítimas no país quando a democracia era frágil." Por fim, explicou por que não foi à festa realizada em função de sua eleição com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Granja do Torto: "Não fui convidado". Revista Veja
       
      Aldo diz que não foi eleito por barganha
      29/9/2005
      O novo presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que foi eleito por escolha política e não por barganha de cargos e verbas, no segundo turno, com o PP e o PTB. 'Não houve nem tempo de fazer promessas, porque do primeiro para o segundo nós levamos cerca de uma hora e alguns minutos', disse Aldo, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da tv Globo. Ele destacou que os dois partidos representavam 150 votos, no primeiro turno, para os outros candidatos, e que no segundo turno a vantagem dele em relação ao segundo candidato - José Thomaz Nonô (PFL-AL) - foi de apenas 15 votos. O que demonstra,segundo o deputado, que os votos do PP e do PTB, no segundo turno, foram pulverizados entre os dois candidatos. Aldo Rebelo não respondeu à pergunta se teria se sentido constrangido em buscar apoio dos parlamentares acusados de participarem do esquema do mensalão. 'Provavelmente todos os votos de todos os partidos foram buscados por todos os candidatos', desconversou. Ele se definiu como um comunista que acredita na democracia, e assegurou que nos processos de cassação que tramitam na Câmara, os deputados serão julgados com independência pelo plenário da Casa 'que é quem tem o poder de cassar ou absolver qualquer deputado processado'. O novo presidente da Câmara condena a chamada 'cláusula de barreira' (condição para a participação de pequenos partidos em comissões e com direito a liderança), prevista na reforma política, porque a considera restritiva para a democracia. 'Isso não é uma decisão que cabe ao presidente da Câmara, mas é uma decisão que cabe à Câmara dos Deputados no seu conjunto. E nem sei se há na legislação presente tempo hábil para que esse assunto tenha influência na próxima eleição. Desconfio que não'. Ao ser questionado por que não compareceu à Granja do Torto, ontem à noite, para comemorar a sua vitória com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros, Aldo disse que não foi convidado. O Estado de São Paulo
       
      A vitória de Rebelo e o desespero da direita
      30/9/2005
      Perdão, leitores, mas estou comemorando a vitória do deputado Aldo Rebelo. Eu o conheci numa viagem ao Oriente Médio, quando ele presidia a UNE - é bem humorado e bom papo. Mas não festejo por isso e sim porque a interpretação dos jornalões de que foi vitória dos corruptos é despeito. O resultado expõe a derrota da arrogante dupla PSDB-PFL, que irresponsavelmente elegeu Severino no início do esforço rumo ao golpe branco. A derrota é deliciosa por ser também da mídia arrogante. Até a véspera os jornalões apostavam tudo no pefelista José Thomaz Nonô, vice de Severino na eleição anterior. 'O Globo' queixou-se, indignado, na manchete: 'Negociação com partidos do mensalão elege Aldo'. O 'Estado de S. Paulo' não conteve a irritação: 'Governo abre o cofre e elege Aldo por 15 votos'. O 'Jornal do Brasil', com seu jornalismo semifalido mas ainda engraçado: 'Governo vence e fica refém das barganhas no varejo'. E a 'Folha de S. Paulo', primeiro jornal a canonizar Roberto Jefferson como santo padroeiro da luta contra a corrupção: 'Rolo compressor de Lula dá vitória a Aldo'. Herr Bornhausen e Eduardo Azeredo assinariam tudo isso embaixo, em nome de seus partidões, PFL e PSDB. Aquelas vestais fraudulentas Teria 'O Globo' preferido ver Aldo (ou o governo) negociar com os partidões que compraram votos a US$ 300 mil por cabeça para dar a reeleição a FHC? Eu me dispenso de voltar à corrupção do partido de Herr Bornhausen, serviçal da ditadura militar, adepto de Collor, ou às privatizações do PSDB-PFL, que entregaram nossas empresas estatais a gangues e telegangues estrangeiras, com financiamento do BNDES. Mas não dá para esquecer Eduardo Azeredo, atual presidente do PSDB e inventor do que agora é chamado 'mensalão'. Que diabo, como governador de Minas ele usou o mesmo Marcos Valério e o mesmo Banco Rural no cai

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