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Clipping FNDC - Hélio Costa prevê mais outorgas com di gitalização

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  • FNDC
    www.fndc.org.br ... CLIPPING DO DIA 28 de setembro de 2005 ... Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em
    Mensagem 1 de 1 , 28 de set de 2005
       

      CLIPPING DO DIA
      28 de setembro de 2005

      Seleção de textos coletada da pesquisa diária do Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação

       
      Política de Rádio e TV
      Hélio Costa prevê mais outorgas com digitalização
       
      Rádio
      Doze emissoras de rádio testam sinal digital
      O rádio renovado com força digital
      Recuperados 70 anos da Rádio Tupi
      Rádio Tupi celebra 70 anos e recebe homenagem
       
      Televisão
      Transmissões de TV digital podem começar em julho de 2006
      Para Hélio Costa, decisão crítica é sobre a modulação
      Consultor do Senado assume Grupo Gestor da TV Digital
      Brasil poderá assistir à Copa em TV digital
      Copa de 2006 já terá transmissão em TV digital
      Devagar com o andor
      Para paulistano, Globo é erótica, e SBT, fútil
      Globo é condenada a indenizar Éwerton de Castro
      Bala perdida
       
      TV a Cabo
      Cobrança pelo ponto extra de TV a cabo é ilegal, diz MP
      Net ganha condições para "aproveitar oportunidades de crescimento"
      DirecTV foca promoções nos clientes atuais
       
      DTH
      Portátil recebe TV via satélite
       
      Programação de TV por Assinatura
      Grupo Abril planeja novos canais segmentados
       
      Política
      Lula usa artilharia pesada para eleger Rebelo
      Lula entra em campo para eleger Aldo Rebelo
      Tática do desespero
      Planalto joga pesado
      Dirceu critica CPIs, mídia e diz ser "vítima"
      Dirceu acusa mídia de colaborar em golpe branco
      Tarso: 2º turno no PT será entre Berzoini e Pont
      Berzoini e Pont disputam presidência do PT
      "A eleição foi a última chance"
      "Ciretes" fazem campanha na Câmara
      Tal como era antes...?
      Por que o PT errou e Chaui acertou
      A crise da espetacularização
      Quando a unanimidade causa miopia
      As pesquisas e a lógica da mentira
       
      Sociedade da Comunicação
      BNDES destina R$ 3,5 mi em crédito para software
      Web ganha plano de gestão, mas com indefinições
       
      Telecom
      Ministro promete tarifa básica 50% mais barata
      Assinatura para baixa renda pode cair 50%
      Telefone 50% mais barato para quem recebe até três mínimos
      Assinatura pode cair pela metade
      Anatel aprova critérios para conversão de pulsos telefônicos para minutos
      Empresas evitam comentar proposta
      Reajustes abusivos em contas telefônicas serão fiscalizados desde 1997
      Hélio Costa diz que reestruturação na Anatel é ilegal
      Minicom contesta mudanças na agência e não as efetivará
      Reestruturação da Anatel opõe ministro e presidente do órgão
      Costa vê risco de intervenção na BrT
      Hélio Costa consulta advogados sobre possível intervenção na BrT
      Para Costa, intervenção na disputa da BrT é complicada
      Procurador quer fundos de pensão fora da BrT
      Papel da BrT GSM é defender a Brasil Telecom, diz Sacramento
      BrT GSM diz que crescerá sobre a concorrência
      Grupo elabora padrões de segurança para celular
      Sinal livre para telefone popular
      Motorola desenvolve celular abaixo de US$ 30
      GSMA mostra impacto dos impostos na telefonia móvel
       
      Imprensa e Jornalismo
      Estudantes de Jornalismo, uni-vos!
      Devolvam nosso sindicato
      Jornalista é ameaçada pelo governador
       
      Informática
      Representantes do MCT e Sony se encontram para discutir PPB
      Equipe negocia com MIT laptop de 100 dólares
      Palm com Windows
      Palm e Microsoft selam parceria para impulsionar smartphones
      Siebel anuncia iniciativa para windows workflow
      HP revela novos iPaqs e impressora com Wi-Fi
      Como escolher um notebook
      Vírus mata personagens de games
       
      Internet
      Google diz ter busca mais ampla que Yahoo!
      Google anuncia índice com 60 bilhões de páginas
      Processo pode abrir espaço para Amazon.com entrar no país
      Nem ingleses entendem 'podcasting' e 'blogging'
      MSNBC.com lidera audiência de sites de notícias
      Rádio Gradiente Vibe é novidade na web
      Mercado de Bluetooth terá crescimento anual de 28% até 2009
       
      Mercado de Comunicação
      Preço é o grande entrave na negociação da Telecom Italia e Citibank
       
      Comunicação e Educação
      Uma rede de comunicadores pela educação
       
      Audiovisual
      'Conección' cubana
      Espaço Leblon terá amanhã sua última sessão
      Lembranças iluminadas por "O Sol"
      Microsoft e Intel apóiam formato de DVD da Toshiba
       
      Mídia Global
      China defende rígido controle de conteúdos na internet
      BBC investiga acusação de merchandising
       

       
      Política de Rádio e TV
      Hélio Costa prevê mais outorgas com digitalização
      27/09/2005, 17h22
      Uma das vantagens da implantação da TV e do rádio digital no País será o aumento das outorgas de televisão no primeiro caso e o descontingenciamento por parte da Anatel das outorgas de rádio, uma vez que haveria um re-arranjo do espectro de rádio a partir de sua digitalização. O ministro da Comunicações, Hélio Costa, em sua participação na audiência pública no Senado nesta terça, 27, considerou que, no momento, os investimentos para a digitalização do rádio, apesar de infinitamente mais baixos que os necessários para digitalizar a televisão, ainda são muito altos: "um estimulador digital para o transmissor de rádio custa em torno de R$ 90 mil, mas há diversos grupos trabalhando na possibilidade de reduzir este valor para no máximo R$ 10 mil". Segundo Costa, o número de canais de televisão poderá ser significativamente aumentado, além da possibilidade de multi-transmissão (quatro canais digitais ao invés de um canal analógico). "Como acontece nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, após a transição do sistema analógico para o digital, os canais originalmente outorgados serão devolvidos ao poder concedente", afirmou o ministro. Curiosamente, ao responder a um questionamento do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) sobre o prazo de implantação da TV digital, o ministro afirmou que "ao contrário do que acontece nos Estados Unidos", onde, através de um decreto, o presidente da República determinou que a partir de uma determinada data não haveria mais transmissão analógica, o prazo será muito grande, e as transmissões analógicas deverão continuar por muito tempo, de forma a não prejudicar as pessoas de menor poder aquisitivo que gastam muito dinheiro para comprar um aparelho de televisão. Se isso se verificar, os "novos canais disponíveis" não devem chegar tão cedo.
      Geradoras e retransmissoras
      O senador Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG), que é o suplente do senador Hélio Costa no Senado, questionou o ministro em relação à possibilidade de transformar as atuais retransmissoras de televisão em geradoras no futuro, "pelo menos em parcela do tempo, como acontece com as atuais retransmissoras na região amazônica". Costa afirmou que existe no ministério uma proposta em estudo para que isso possa ser viabilizado, "mas vai depender da Anatel" verificar concretamente esta possibilidade.
      Repetindo um erro que era constantemente cometido pelo ex-ministro Eunício de Oliveira, Hélio Costa também confunde o papel da Anatel na definição dos Planos Básicos. A responsabilidade da agência se restringe à disponibilidade de canais para transmissão de televisão tanto no Plano Básico de Televisão - PBTV (as geradoras) e o Plano Básico de Retransmissão de Televisão - PBRTV. A classificação como canal gerador ou retransmissor se prende a outras determinações como possibilidades mercadológicas (o mercado local, por exemplo, comporta uma ou mais geradoras comerciais?). Desde que não haja aumento de potência (normalmente as geradoras são mais potentes que as retransmissoras), não haverá interferência entre elas. Ou seja, a Anatel não tem nada a dizer sobre a possibilidade de transformar retransmissoras em geradoras. Como o gerenciamento do espectro (e dos planos de TV e de retransmissão de TV) são de responsabilidade da agência, sempre que o Ministério das Comunicações solicita, a Anatel publica uma consulta para que os interessados se manifestem. O aumento do número de canais geradores, a partir de determinados critérios pode, inclusive, ser uma das determinações da nova Lei Geral de Comunicações Eletrônica, em estudo na Casa Civil. Carlos Eduardo Zanatta - TELA VIVA News
       

       
      Rádio
      Doze emissoras de rádio testam sinal digital
      28/9/2005
      Em caráter experimental, 12 emissoras de rádio de seis capitais começaram a transmitir sua programação em sinal digital nesta segunda-feira (26/09). A autorização para testes foi concedida pelo Ministério das comunicações por um período de seis meses, que poderá ser prorrogado. O Brasil é o quarto país do mundo a adotar o novo sistema em transmissões AM e FM, atrás de México, Canadá e Estados Unidos.
      Emissoras do Sistema Globo de rádio, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Eldorado adotaram a nova tecnologia de transmissão nas cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Segundo Edilberto de Paula Ribeiro, presidente da Associação das Emissoras de rádio e televisão do Estado de São Paulo (Aesp), algumas delas ainda estão regulando o equipamento, mas "o conteúdo da rádio digital será transmitido com uma qualidade de áudio muito melhor do que no rádio analógico".
      Ribeiro comparou o ganho, para o usuário, com o da transição dos telefones celulares analógicos para os digitais. E explicou que os cidadãos não perceberão diferença nas rádios, já que é necessário possuir um aparelho digital para captar a nova tecnologia.
      Mas quem usa rádio analógico não será prejudicado, segundo Ribeiro, porque haverá transmissão simultânea dos dois tipos de sinais. "Nós não vamos mudar de freqüência, vai ser a mesma sintonia, sem nenhuma alteração", acrescentou.
      O presidente da Aesp disse acreditar que em 30 dias chegarão às lojas os aparelhos com capacidade para sintonizar as rádios digitais. Eles estarão disponíveis nos automóveis a partir do ano que vem.
      No futuro, o sistema digital permitirá disponibilizar informações escritas em um visor no próprio rádio, o que esta poderá ser uma importante forma de acesso à informação para os portadores de deficiências auditivas. "Você poderá fornecer o nome do cantor, o nome da música, informações de temperatura, até mesmo informações de trânsito ou cotações de moedas, informações do que estiver ocorrendo", exemplificou. World Telecom
       
      O rádio renovado com força digital
      27/9/2005
      O rádio brasileiro chega aos 83 anos com novidades tecnológicas que lhe garantem manter um importante espaço no cardápio da mídia e na vida dos cidadãos. Desde que a primeira transmissão de rádio ocorreu no Brasil, no alto do Corcovado, no Rio, durante as comemorações do Centenário da Independência, muitas coisas mudaram no país e no mundo. O som pioneiro, de tantos chiados, naquele 7 de setembro de 1922 foi do discurso do então presidente Epitácio Pessoa, comprovando que, apesar das mudanças havidas nas décadas seguintes, a política personalista já prevalecia naquele tempo.
      A iniciativa de colocar o Brasil no ranking da vanguarda do rádio coube a Edgar Roquette Pinto, que em 1923 lançou a primeira emissora brasileira, a Rádio Sociedade, do Rio. Hoje, em tempos de mensalão e de Café com o presidente, milhares de rádios levam informação, cultura e lazer para milhões de brasileiros, rebatendo previsões de que o surgimento da televisão e da internet acabaria com esse maravilhoso veículo de comunicação.
      E mais: se domingo, 25 de setembro, dia do 121º aniversário do nascimento de Roquette Pinto (Rio, 1884-1954), foi mais uma vez comemorado o Dia da Radiodifusão, desta vez há motivos concretos para festas, já que finalmente chegou ao Brasil, após vários adiamentos, o rádio digital - fórmula capaz de dar nova e incrível força às emissoras AM.
      O jornalismo, constantemente presente nas rádios desde os anos 1930, também ganha com a novidade. As rádios Bandeirantes, Jovem Pan e Eldorado, de São Paulo, o Sistema Globo de Rádio (CBN e Globo) e o grupo gaúcho RBS começaram na segunda-feira (26/9) os testes de transmissão digital. Inicialmente, a experiência autorizada pelo Ministério das Comunicações está restrita às regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. O governo deu às rádios pioneiras uma concessão provisória de seis meses, mas com possibilidade de prorrogação. Outras empresas já fazem planos.
      Comerciais e comunitárias
      Pelo novo sistema, é possível ouvir emissoras AM sem as indesejadas interferências. Ou seja: com a qualidade de som de um rádio FM ou de um CD. A moderna fórmula permite também distribuir o áudio com informações no formato de texto: autor e intérprete de músicas, principais notícias, previsão do tempo, situação do trânsito e outros serviços.
      Os novos aparelhos de rádio digital, que estarão à venda dentro de um mês, mostrarão essas informações num visor. Será ainda possível acompanhar a imagem de shows pelo visor, tornando o rádio multimídia: rádio, TV e internet. A previsão é de que o avanço prosseguirá nos próximos cinco anos, rumo à consolidação comercial da novidade.
      O presidente da Associação das Emissoras de Rádio do Estado de São Paulo (AESP), Edilberto de Paula Ribeiro, explica que a tecnologia agora adotada no Brasil é a IBOC - sigla de in band on channel. Tal sistema permite difundir os sinais analógico e digital na mesma faixa, sem a necessidade de alocar novos canais para a digitalização. Segundo Edilberto, a fórmula agora usada no Brasil é democrática, pois pode ser operada tanto no modelo digital como no analógico. Não haverá, assim, a aposentadoria dos antigos aparelhos que os brasileiros utilizam há muitos anos.
      Outros padrões de rádio digital já usados no mundo são o europeu - DAB (digital audio broadcasting) para FM e DRM (digital radio mondiale) para AM - e o japonês ISDB (integrated services digital broadcasting) ou ISDB-T (terrestrial).
      O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani, comenta que a transmissão digital, já existente nos Estados Unidos, México e Canadá, é uma tendência mundial irreversível e representa uma nova era para o rádio brasileiro: "Essa nova tecnologia permitirá um renascimento da música na rádio AM", diz.
      Francisco Paes de Barros, atual diretor da Rádio Capital, de São Paulo, com mais de 30 anos de experiência no comando das rádios Globo, Record, América, Excelsior (atual CBN) e 9 de Julho, explica que o rádio brasileiro precisava de um grande estímulo, e isto ocorreu com a chegada do sistema digital: "O rádio é um fantástico veículo de comunicação, com história marcante em todo o país. A introdução da nova tecnologia representa um avanço capaz de beneficiar não só o lado musical do rádio, mas também o do jornalismo. Está provado que o rádio instrui e informa as pessoas nos momentos mais importantes".
      Impossível deixar de concordar com Paes de Barros. Já no início da década de 1930, foi pelos microfones da Rádio Record que o locutor César Ladeira incentivava as tropas paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1961, quando Jânio Quadros renunciou à presidência e ministros militares ameaçavam impedir a posse do vice-presidente João Goulart, foi constituída no Rio Grande do Sul a Rede da Legalidade, a partir da Rádio Guaíba, exigindo respeito à Constituição.
      Os noticiosos das rádios comerciais e das emissoras comunitárias asseguram, hoje em dia, informação a uma grande parcela da população brasileira. E pensar que, em 1950, com a chegada da televisão ao Brasil, e na década de 1990, com a consolidação da internet no mundo, houve pitonisas que anunciassem o iminente fim do rádio...
      Conceitos e lições
      O rádio, de fato, não acaba: ele se transforma. Transforma-se em todos os sentidos: dos antigos e enormes aparelhos com válvulas dos anos 1930 a 50, que ajudavam os cidadãos brasileiros a acompanhar a transmissão pioneira da Copa do Mundo de 1938 e notícias da Segunda Guerra Mundial, ao pequeno rádio de pilha e ao rádio de automóvel. Como decorrência, as mudanças alcançaram também as técnicas de produção e apresentação, e o estilo dos programas.
      O rádio estimula a imaginação. Por isso mesmo, técnicos de som e sonoplastas conseguem milagres com vozes históricas. O rádio brasileiro teve, por exemplo, o tempo das radionovelas e dos programas humorísticos do Rio e de São Paulo, nos anos 1940 e 50, que ajudaram a revelar talentos mais tarde aproveitados na TV. Vão longe os tempos do Repórter Esso, informativo que marcou época. Mas o jornalismo continua vivo no rádio, por mais evidente que seja o critério político de concessão de emissoras e por maior que seja a crise financeira da mídia, responsável pelo enxugamento e empobrecimento de equipes.
      Independente dos recursos financeiros das emissoras, fica à disposição dos bons jornalistas de rádio o velho ensinamento do idealista Fernando Vieira de Melo, responsável pelo sucesso da Rádio Jovem Pan a partir dos anos 1970 e pelo lançamento da Rádio Trianon, na década de 1990. "No caso de não haver certeza de que uma informação é correta, a divulgação precipitada pode provocar danos em pessoas, empresas, instituições e governos. Portanto, se houver dúvida, é melhor segurar a notícia até que haja completa segurança sobre ela", dizia Fernando. Não por acaso, equipes comandadas por ele não incorreram no erro de episódios como o da Escola Base. Fernando faleceu há cinco anos, deixando conceitos, lições e discípulos.
      Assalto radiofônico
      Na década de 1990, o rádio ganhou o reforço da internet. A informática faz com que internautas do Brasil tenham acesso a emissoras do mundo inteiro. Da mesma forma, emissoras brasileiras podem ser sintonizadas na China ou no Quênia, graças a esse avanço da tecnologia. Aliás, determinados portais e sites da internet recorrem aos princípios básicos do rádio para veicular informações de modo instantâneo. Sim: agilidade é o forte do rádio. E, neste detalhe, o rádio é copiado ou serve de apoio aos veículos mais modernos.
      Quando a Rede Globo interrompe sua programação normal para lançar notícia de última hora, por meio de um apresentador ou apresentadora, o lindo rosto de Fátima Bernardes é mera formalidade. Naquele momento prevalece o estilo rádio: a informação, a voz. E isso já é mesmo suficiente, até que, alguns minutos depois, apareçam as imagens do fato.
      A história diz que o rádio começou a ser inventado no fim do século 19, com o alemão Heinrich Hertz, em 1887, e com o italiano Guglielmo Marconi, em 1896. Mas é preciso fazer justiça ao padre brasileiro Roberto Landell de Moura (1861-1928), um gaúcho que fez experiências em Campinas, em 1892. Assim como Alberto Santos Dumont na aviação, Landell de Moura era um homem à frente de seu tempo e sem apoio político e financeiro para divulgar as conquistas.
      Em 1922, por influência de Marconi e de Roquette Pinto, a transmissão pioneira do Corcovado acelerou o surgimento de emissoras brasileiras e permanece como ponto de referência para o rádio digital - do presente e do futuro.
      Resta esperar que, concomitante ao avanço tecnológico, o rádio cumpra à risca um papel democrático e patriótico, resistindo à constante tentação de favorecer caciques da comunicação que fabricam mitos e destroem esperanças. O jornalismo faccioso, evidente em algumas coberturas e colunas de jornais e revistas, assim como em programas de TV, é também claramente percebido em determinadas emissoras de rádio.
      O ouvinte, porém, vai superando a fase de ingenuidade e percebe que, assim como já foi tão enganado por políticos mentirosos, a mentira pode chegar à sua casa ou ao seu carro por meio das ondas hertzianas, as ondas do rádio. Neste caso, diante de qualquer sinal de assalto radiofônico, o cidadão pode virar as costas sem medo de levar tiro: é só mexer o dedo. Isso mesmo: com um simples dedo, mudar de emissora. Ou desligar o aparelho. Luiz Carlos Ramos - Observatório da Imprensa
       
      Recuperados 70 anos da Rádio Tupi
      28/9/2005
      A data exata já passou: foi no dia 25 de setembro de 1935 que foi inaugurada a rádio Tupi, então o maior empreendimento dos Diários e Emissoras Associados. Entretanto, as comemorações pelos 70 anos ganham fôlego a partir de hoje, quando o Copacabana Palace será ocupado por um jantar comemorativo com direito a shows de Leny Andrade e Orquestra Tabajara, além de uma exposição de 12 painéis com 50 fotos do acervo.
      E as comemorações não param por aí. Criado, inicialmente, para reunir material para as celebrações do 70 aniversário, o Centro de Documentação da rádio Tupi está reunindo e catalogando o acervo da emissora. O trabalho vai levar dois anos. O primeiro passo foi fazer um levantamento do que havia na rádio, seja em fita de rolo ou em cartucho e ver o que ainda estava faltando, já que parte do acervo foi perdido em dois incêndios. Na tentativa de reunir o material, já se começou a aquisição de acervos particulares.
      - Já compramos todo o acervo que nos faltava dos anos 40 e 50 - anuncia Larissa Werneck, diretora do Centro de Documentação. - Neste pacote, o programa especial Audições do Trio de Ouro, formado na época por Herivelto Martins, Dalva de Oliveira e Nilo Chagas, e programa Ary Barroso - 15 anos de Tupi, onde os grandes cantores da época como Ataulfo Alves, Linda Batista, Dorival Caymmi, Aracy de Almeida e Lúcio Alves, se apresentaram com números musicais memoráveis em homenagem a Ary.
      Público e pesquisadores terão acesso a acervo
      A idéia é, no fim da recuperação e catalogação, tornar o acervo disponível ao público e aos pesquisadores. É um acervo precioso. Há registros, por exemplo, do que se passou por anos dentro do chamado "Maracanã dos auditórios", um es

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