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MOVIMENTO NEGRO OBAT ALÁ DE LAG ES (SC)

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  • Paulo Roberto
    Movimento Negro Obatalá resgata cultura africana e afro-brasileiraLages, 02/04/2012, Correio Lageano O Movimento Negro Obatalá surgiu em 1988, na época
    Mensagem 1 de 1 , 5 de abr de 2012




      Movimento Negro Obatalá resgata cultura africana e afro-brasileira

      Lages, 02/04/2012, Correio Lageano

       

       

       


      Movimento Negro Obatalá surgiu em 1988, na época chamava-se Pastoral do Negro e era ligado a igreja católica. Desenvolvia várias atividades, entre elas o teatro. Uma das peças do grupo teatral foi tão bem sucedida que participou na década de 90 do Festival de Teatro de Lages (Fetel). Naquele ano foram premiados pelo melhor ator e melhor sonoplastia. Na mesma década o Movimento realizou uma assembleia e decidiu separar-se da Pastoral do Negro e formar outro grupo.

       

       


      Em 2009 através da realização de um projeto, o Obatalá Movimento Negro foi selecionado como um dos postos culturais de Lages. Com um trabalho voltado para a educação e realizado nas escolas, o grupo pretende valorizar a autoestima do afro descendente e destacar a importância que o povo africano teve para a nossa nação. “Foram cinco milhões de negros que viveram quatro séculos de escravidão. As crianças precisam saber da importância que o povo africano teve para o Brasil”, explicou a coordenadora do Obatalá, Sônia Maria da Rocha Pereira.

       


      Um dos projetos do Movimento que acontece há três anos foi realizado quinta-feira. Foram selecionadas 10 crianças de seis escolas públicas tanto municipais quanto estaduais. O Obatalárecebeu recursos para realizar a ação durante três anos, este ano poderá ser o último já que o custo é alto para realizar este tipo de atividade.

       

       


      Durante todo o dia, as crianças conheceram quem foi Zumbi dos Palmares e através do teatro foram apresentadas as personalidades afrodescendentes que tiveram ou ainda tem destaque, como Machado de Assis. Os estudantes também receberam uma pasta com a biografia destas personalidades.

       

       

       

      Aprenderam a montar um quilombo e ainda participaram de uma gincana, com caça palavras, cruzada, entre outras atividades voltadas ao tema. Receberam café da manhã, almoço e café da tarde. “Estamos cumprindo a lei 10630/03 que trata da obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira e africana em todas as disciplinas”, afirmou Sônia.

       

       


      A aluna da escola municipal Professor Trajano, Milene Gabriele Mendes, de 10 anos, gostou das atividades. “Nós aprendemos como os negros chegaram aqui, que viveram muito tempo como escravos, aprendi coisas que eu nem imaginava”, disse a garota. 

       

       

       

      Já a aluna do Vidal Ramos, Thaylla Hosanna Cabral, de 10 anos, disse que quis participar das atividades e que gostou de fazer novas amizades. “Conheci muitas pessoas diferentes, foi muito bom. Aprendi também que os negros eram escravos, mas que hoje têm os mesmos direitos que qualquer pessoa. Somos todos iguais”, lembrou a estudante.
       

       

       

      Foto: Silviane Mannrich












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