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O PRINCIPIA (003)

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  • Hélio Carvalho
    1/a é proporcional a m DEFINIÇÃO III. A VIS INSITA, OU FORÇA INATA DA MATÉRIA, É UM PODER DE RESISTÊNCIA, PELO QUAL TODO CORPO, DEPENDENDO DE QUANTO
    Mensagem 1 de 6 , 25 de mai


      1/a é proporcional a m
      DEFINIÇÃO III.

      A VIS INSITA, OU FORÇA INATA DA MATÉRIA, É UM PODER DE RESISTÊNCIA, PELO QUAL TODO CORPO, DEPENDENDO DE QUANTO DESTE PODER ELE TEM, ESFORÇA-SE PARA PERSISTIR EM SEU ESTADO PRESENTE, SEJA ESTE DE REPOUSO, OU DE MOVIMENTO UNIFORMEMENTE AVANTE EM LINHA RETA. 

      Esta força é sempre proporcional ao corpo de quem é a força: e nada difere da inatividade da massa, apenas na nossa maneira de concebê-la. Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição; e o exercício desta força pode ser considerado tanto uma resistência como um impulso; é uma resistência, na extensão que o corpo, para manter o seu estado presente, resiste à força exercida nele; é um impulso, na extensão que o corpo, não cedendo facilmente à força exercida nele por um outro, esforça-se para mudar o estado do outro. A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim.
      Esta Definição III é fonte de muita confusão. Alguns, por não entenderem o que ele quis dizer e/ou por preconceito,  disseram, baseados nesta definição, que Newton definiu massa como sendo uma resistência a mudança do movimento. 

      O QUE EU ACHO QUE NEWTON QUIS DIZER:

      Sim, o que ele está definindo nesta Definição III é uma resistência a mudança do movimento (não ao movimento em si mas a sua mudança - aceleração). Absurdamente, dizem que isto é a definição de massa. Aqui não é uma definição de massa. A massa foi definida na Definição I, logo o que Newton está fazendo aqui é apresentar outra coisa e usando a massa, JÁ DEFINIDA, como elemento para definir esta outra grandeza. 
      A vis insita (força inata) NÃO é de fato uma força na definição moderna de força. O conceito de força estava sendo formado ainda e Newton usa esta palavra ("VIS") para várias coisas, como veremos em outras definições. Até hoje a palavra "força" é eventualmente usada na física para designar coisas que não são de fato uma força. Por exemplo, força eletromotriz (que é uma tensão elétrica dada em volt) e força magnetomotriz (que é dada em ampère-espira).
      Não podemos olhar este texto com preconceitos relacionados a nossa experiência terrestres onde forças de atrito tem um papel fundamental no nosso dia a dia. O que se fala aí em cima NÃO tem nada a ver com nosso conhecido atrito.

      "É UM PODER DE RESISTÊNCIA". Em Latim está "potentia resistendi" que na versão em inglês que eu tenho ficou "power of resisting". Gostei do fato de que esta tradução para o português traduziu para "poder" e não "potência" para evitar mais confusões. Este poder não é a grandeza da mecânica chamada "Potência".
      Ele está dizendo que existe "uma resistência" a mudança de movimento, "uma resistência" a magnitude da aceleração. Por isto acho que o que representa melhor esta grandeza que está sendo apresentada nesta Definição III é 1/a que é proporcional a massa quando a força aplicada é fixada (definida e independente). Pois "aceleração" é a medida da mudança de estado de movimento.
      Ele acha que isto é inerente ao corpo, "todo corpo ESFORÇA-SE para persistir em seu estado"  (nisto eu discordo dele - explico abaixo).

      Ele diz na continuação, "Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição...". Isto pode trazer confusões com as forças de atrito. Então é bom frisar: o corpo pode até "esforçar-se" para não mudar seu estado mas ele muda, mesmo que ele tenha a massa do sol e receba uma força de um sopro de uma criança. Esta massa sairá de seu estado de inércia assim que receber este sopro, instantaneamente. A diferença será na magnitude da aceleração. Ela MUDA que qualquer forma seu estado de movimento.

      No final ele fala de maneira magistral da relatividade (Relatividade de ordem zero - a chamada "Relatividade de Galileu"): "A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim."

      MINHA (OUSADA) CRÍTICA AO NEWTON:

      Não é necessário existir nada para que nada aconteça.  Para persistir no estado de movimento basta que nada aconteça.
      Ou seja, não acontecer nada é ficar como está, e ficar como está é permanecer em seu estado atual de movimento.

      Um corpo não precisa de nada para continuar como está.
      Não precisa de uma "vis inertia" interna a ele para continuar como está.

      Nas próximas Definições vou aprofundar mais este assunto.

      Falarei também (no capítulo O PRINCIPIA (005)) da diferença que Newton dá para as palavras "Força" e "Esforço".
      Não percam os próximos capítulos.

      *** Subsídios em: 

      --> "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural: A Lei de inércia"; Raquel Balola; Universidade de Lisboa; Faculdade de Letras; Mestrado em Estudos Clássicos.
      repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5363/2/ulfl109993_tm.pdf
      Onde cita --> COHEN, I. Bernard, "Quantum in Se Est: Newton‘s Concept of Inertia in Relation to Descartes", Notes and Records of the Royal Society of London, Vol. 19, N.º 2, Dez., 1964, pp. 131-155.

      Felicidades,
      Hélio





    • Pesky Bee
      Falo agora uma única frase que poderá complicar sobremaneira a discussão de vocês sobre esse topicarálho: E o Bóson de Higgs nessa história, como fica?
      Mensagem 2 de 6 , 26 de mai
        Falo agora uma única frase que poderá complicar
        sobremaneira a discussão de vocês sobre esse
        topicarálho:
         
             E o Bóson de Higgs nessa história, como fica?
         
        *PB*
         
         
         
        Sent: Thursday, May 25, 2017 4:44 PM
        Subject: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)
         




        1/a é proporcional a m
        DEFINIÇÃO III.

        A VIS INSITA, OU FORÇA INATA DA MATÉRIA, É UM PODER DE RESISTÊNCIA, PELO QUAL TODO CORPO, DEPENDENDO DE QUANTO DESTE PODER ELE TEM, ESFORÇA-SE PARA PERSISTIR EM SEU ESTADO PRESENTE, SEJA ESTE DE REPOUSO, OU DE MOVIMENTO UNIFORMEMENTE AVANTE EM LINHA RETA.

        Esta força é sempre proporcional ao corpo de quem é a força: e nada difere da inatividade da massa, apenas na nossa maneira de concebê-la. Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição; e o exercício desta força pode ser considerado tanto uma resistência como um impulso; é uma resistência, na extensão que o corpo, para manter o seu estado presente, resiste à força exercida nele; é um impulso, na extensão que o corpo, não cedendo facilmente à força exercida nele por um outro, esforça-se para mudar o estado do outro. A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim.
        Esta Definição III é fonte de muita confusão. Alguns, por não entenderem o que ele quis dizer e/ou por preconceito,  disseram, baseados nesta definição, que Newton definiu massa como sendo uma resistência a mudança do movimento.
         
        O QUE EU ACHO QUE NEWTON QUIS DIZER:
         
        Sim, o que ele está definindo nesta Definição III é uma resistência a mudança do movimento (não ao movimento em si mas a sua mudança - aceleração). Absurdamente, dizem que isto é a definição de massa. Aqui não é uma definição de massa. A massa foi definida na Definição I, logo o que Newton está fazendo aqui é apresentar outra coisa e usando a massa, JÁ DEFINIDA, como elemento para definir esta outra grandeza.
        A vis insita (força inata) NÃO é de fato uma força na definição moderna de força. O conceito de força estava sendo formado ainda e Newton usa esta palavra ("VIS") para várias coisas, como veremos em outras definições. Até hoje a palavra "força" é eventualmente usada na física para designar coisas que não são de fato uma força. Por exemplo, força eletromotriz (que é uma tensão elétrica dada em volt) e força magnetomotriz (que é dada em ampère-espira).
        Não podemos olhar este texto com preconceitos relacionados a nossa experiência terrestres onde forças de atrito tem um papel fundamental no nosso dia a dia. O que se fala aí em cima NÃO tem nada a ver com nosso conhecido atrito.
         
        "É UM PODER DE RESISTÊNCIA". Em Latim está "potentia resistendi" que na versão em inglês que eu tenho ficou "power of resisting". Gostei do fato de que esta tradução para o português traduziu para "poder" e não "potência" para evitar mais confusões. Este poder não é a grandeza da mecânica chamada "Potência".
        Ele está dizendo que existe "uma resistência" a mudança de movimento, "uma resistência" a magnitude da aceleração. Por isto acho que o que representa melhor esta grandeza que está sendo apresentada nesta Definição III é 1/a que é proporcional a massa quando a força aplicada é fixada (definida e independente). Pois "aceleração" é a medida da mudança de estado de movimento.
        Ele acha que isto é inerente ao corpo, "todo corpo ESFORÇA-SE para persistir em seu estado"  (nisto eu discordo dele - explico abaixo).
         
        Ele diz na continuação, "Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição...". Isto pode trazer confusões com as forças de atrito. Então é bom frisar: o corpo pode até "esforçar-se" para não mudar seu estado mas ele muda, mesmo que ele tenha a massa do sol e receba uma força de um sopro de uma criança. Esta massa sairá de seu estado de inércia assim que receber este sopro, instantaneamente. A diferença será na magnitude da aceleração. Ela MUDA que qualquer forma seu estado de movimento.
         
        No final ele fala de maneira magistral da relatividade (Relatividade de ordem zero - a chamada "Relatividade de Galileu"): "A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim."
         
        MINHA (OUSADA) CRÍTICA AO NEWTON:

        Não é necessário existir nada para que nada aconteça.  Para persistir no estado de movimento basta que nada aconteça.
        Ou seja, não acontecer nada é ficar como está, e ficar como está é permanecer em seu estado atual de movimento.

        Um corpo não precisa de nada para continuar como está.
        Não precisa de uma "vis inertia" interna a ele para continuar como está.
         
        Nas próximas Definições vou aprofundar mais este assunto.
         
        Falarei também (no capítulo O PRINCIPIA (005)) da diferença que Newton dá para as palavras "Força" e "Esforço".
        Não percam os próximos capítulos.
         
        *** Subsídios em:

        --> "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural: A Lei de inércia"; Raquel Balola; Universidade de Lisboa; Faculdade de Letras; Mestrado em Estudos Clássicos.
        repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5363/2/ulfl109993_tm.pdf
        Onde cita --> COHEN, I. Bernard, "Quantum in Se Est: Newton‘s Concept of Inertia in Relation to Descartes", Notes and Records of the Royal Society of London, Vol. 19, N.º 2, Dez., 1964, pp. 131-155.
         
        Felicidades,
        Hélio
         




      • Hélio Carvalho
        Que se dane! ... O conceito de massa ligado ao Boson de Higgs ficou ultrapassado depois da definição de massa dada por Newton (na Definição I do
        Mensagem 3 de 6 , 26 de mai

          Que se dane!

          :-)
          :-)

          O conceito de massa ligado ao Boson de Higgs ficou ultrapassado depois da definição de massa dada por Newton (na Definição I do Principia)!!!

          :-)
          :-)
          Helio


          De: "'Pesky Bee' peskybee2@... [ciencialist]" <ciencialist@...>
          Para: ciencialist@...
          Enviadas: Sexta-feira, 26 de Maio de 2017 9:54
          Assunto: Re: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)

           
          Falo agora uma única frase que poderá complicar
          sobremaneira a discussão de vocês sobre esse
          topicarálho:
           
               E o Bóson de Higgs nessa história, como fica?
           
          *PB*
           
           
           
          Sent: Thursday, May 25, 2017 4:44 PM
          Subject: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)
           




          1/a é proporcional a m
          DEFINIÇÃO III.

          A VIS INSITA, OU FORÇA INATA DA MATÉRIA, É UM PODER DE RESISTÊNCIA, PELO QUAL TODO CORPO, DEPENDENDO DE QUANTO DESTE PODER ELE TEM, ESFORÇA-SE PARA PERSISTIR EM SEU ESTADO PRESENTE, SEJA ESTE DE REPOUSO, OU DE MOVIMENTO UNIFORMEMENTE AVANTE EM LINHA RETA.

          Esta força é sempre proporcional ao corpo de quem é a força: e nada difere da inatividade da massa, apenas na nossa maneira de concebê-la. Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição; e o exercício desta força pode ser considerado tanto uma resistência como um impulso; é uma resistência, na extensão que o corpo, para manter o seu estado presente, resiste à força exercida nele; é um impulso, na extensão que o corpo, não cedendo facilmente à força exercida nele por um outro, esforça-se para mudar o estado do outro. A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim.
          Esta Definição III é fonte de muita confusão. Alguns, por não entenderem o que ele quis dizer e/ou por preconceito,  disseram, baseados nesta definição, que Newton definiu massa como sendo uma resistência a mudança do movimento.
           
          O QUE EU ACHO QUE NEWTON QUIS DIZER:
           
          Sim, o que ele está definindo nesta Definição III é uma resistência a mudança do movimento (não ao movimento em si mas a sua mudança - aceleração). Absurdamente, dizem que isto é a definição de massa. Aqui não é uma definição de massa. A massa foi definida na Definição I, logo o que Newton está fazendo aqui é apresentar outra coisa e usando a massa, JÁ DEFINIDA, como elemento para definir esta outra grandeza.
          A vis insita (força inata) NÃO é de fato uma força na definição moderna de força. O conceito de força estava sendo formado ainda e Newton usa esta palavra ("VIS") para várias coisas, como veremos em outras definições. Até hoje a palavra "força" é eventualmente usada na física para designar coisas que não são de fato uma força. Por exemplo, força eletromotriz (que é uma tensão elétrica dada em volt) e força magnetomotriz (que é dada em ampère-espira).
          Não podemos olhar este texto com preconceitos relacionados a nossa experiência terrestres onde forças de atrito tem um papel fundamental no nosso dia a dia. O que se fala aí em cima NÃO tem nada a ver com nosso conhecido atrito.
           
          "É UM PODER DE RESISTÊNCIA". Em Latim está "potentia resistendi" que na versão em inglês que eu tenho ficou "power of resisting". Gostei do fato de que esta tradução para o português traduziu para "poder" e não "potência" para evitar mais confusões. Este poder não é a grandeza da mecânica chamada "Potência".
          Ele está dizendo que existe "uma resistência" a mudança de movimento, "uma resistência" a magnitude da aceleração. Por isto acho que o que representa melhor esta grandeza que está sendo apresentada nesta Definição III é 1/a que é proporcional a massa quando a força aplicada é fixada (definida e independente). Pois "aceleração" é a medida da mudança de estado de movimento.
          Ele acha que isto é inerente ao corpo, "todo corpo ESFORÇA-SE para persistir em seu estado"  (nisto eu discordo dele - explico abaixo).
           
          Ele diz na continuação, "Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição...". Isto pode trazer confusões com as forças de atrito. Então é bom frisar: o corpo pode até "esforçar-se" para não mudar seu estado mas ele muda, mesmo que ele tenha a massa do sol e receba uma força de um sopro de uma criança. Esta massa sairá de seu estado de inércia assim que receber este sopro, instantaneamente. A diferença será na magnitude da aceleração. Ela MUDA que qualquer forma seu estado de movimento.
           
          No final ele fala de maneira magistral da relatividade (Relatividade de ordem zero - a chamada "Relatividade de Galileu"): "A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim."
           
          MINHA (OUSADA) CRÍTICA AO NEWTON:

          Não é necessário existir nada para que nada aconteça.  Para persistir no estado de movimento basta que nada aconteça.
          Ou seja, não acontecer nada é ficar como está, e ficar como está é permanecer em seu estado atual de movimento.

          Um corpo não precisa de nada para continuar como está.
          Não precisa de uma "vis inertia" interna a ele para continuar como está.
           
          Nas próximas Definições vou aprofundar mais este assunto.
           
          Falarei também (no capítulo O PRINCIPIA (005)) da diferença que Newton dá para as palavras "Força" e "Esforço".
          Não percam os próximos capítulos.
           
          *** Subsídios em:

          --> "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural: A Lei de inércia"; Raquel Balola; Universidade de Lisboa; Faculdade de Letras; Mestrado em Estudos Clássicos.
          repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5363/2/ulfl109993_tm.pdf
          Onde cita --> COHEN, I. Bernard, "Quantum in Se Est: Newton‘s Concept of Inertia in Relation to Descartes", Notes and Records of the Royal Society of London, Vol. 19, N.º 2, Dez., 1964, pp. 131-155.
           
          Felicidades,
          Hélio
           






        • Pesky Bee
          Capturo na mensagem abaixo que o Hélio Carvalhófilo acredita que a nova teoria sobre massa deveria ser chamada de BÓSTON de Higgs e foi devidamente cagada
          Mensagem 4 de 6 , 26 de mai
            Capturo na mensagem abaixo que o Hélio Carvalhófilo
            acredita que a nova teoria sobre massa deveria ser chamada de
             
            BÓSTON  de Higgs
             
            e foi devidamente cagada (digo, evacuada) pelos físicos atuais.
            E óia que a coisa pode ser mais complicada ainda!
             
            Daqui a uma década a cambada irá descobrir que os bósons de
            Higgs são apenas a manifestação de uma partícula mais
            elementar ainda, os Cagalhões de Higgs!
             
            Já estou fazendo um estoque extra de papel higiênico para
            receber essa nova teoria, hahahahahahaha
             
            *PB*
             
             
            Sent: Friday, May 26, 2017 10:56 AM
            Subject: Re: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)
             
             
            Que se dane!
             
            :-)
            :-)
             
            O conceito de massa ligado ao Boson de Higgs ficou ultrapassado depois da definição de massa dada por Newton (na Definição I do Principia)!!!

            :-)
            :-)
            Helio


            De: "'Pesky Bee' peskybee2@... [ciencialist]" <ciencialist@...>
            Para: ciencialist@...
            Enviadas: Sexta-feira, 26 de Maio de 2017 9:54
            Assunto: Re: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)
             
             
            Falo agora uma única frase que poderá complicar
            sobremaneira a discussão de vocês sobre esse
            topicarálho:
             
                 E o Bóson de Higgs nessa história, como fica?
             
            *PB*
             
             
             
            Sent: Thursday, May 25, 2017 4:44 PM
            Subject: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)
             




            1/a é proporcional a m
            DEFINIÇÃO III.

            A VIS INSITA, OU FORÇA INATA DA MATÉRIA, É UM PODER DE RESISTÊNCIA, PELO QUAL TODO CORPO, DEPENDENDO DE QUANTO DESTE PODER ELE TEM, ESFORÇA-SE PARA PERSISTIR EM SEU ESTADO PRESENTE, SEJA ESTE DE REPOUSO, OU DE MOVIMENTO UNIFORMEMENTE AVANTE EM LINHA RETA.

            Esta força é sempre proporcional ao corpo de quem é a força: e nada difere da inatividade da massa, apenas na nossa maneira de concebê-la. Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição; e o exercício desta força pode ser considerado tanto uma resistência como um impulso; é uma resistência, na extensão que o corpo, para manter o seu estado presente, resiste à força exercida nele; é um impulso, na extensão que o corpo, não cedendo facilmente à força exercida nele por um outro, esforça-se para mudar o estado do outro. A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim.
            Esta Definição III é fonte de muita confusão. Alguns, por não entenderem o que ele quis dizer e/ou por preconceito,  disseram, baseados nesta definição, que Newton definiu massa como sendo uma resistência a mudança do movimento.
             
            O QUE EU ACHO QUE NEWTON QUIS DIZER:
             
            Sim, o que ele está definindo nesta Definição III é uma resistência a mudança do movimento (não ao movimento em si mas a sua mudança - aceleração). Absurdamente, dizem que isto é a definição de massa. Aqui não é uma definição de massa. A massa foi definida na Definição I, logo o que Newton está fazendo aqui é apresentar outra coisa e usando a massa, JÁ DEFINIDA, como elemento para definir esta outra grandeza.
            A vis insita (força inata) NÃO é de fato uma força na definição moderna de força. O conceito de força estava sendo formado ainda e Newton usa esta palavra ("VIS") para várias coisas, como veremos em outras definições. Até hoje a palavra "força" é eventualmente usada na física para designar coisas que não são de fato uma força. Por exemplo, força eletromotriz (que é uma tensão elétrica dada em volt) e força magnetomotriz (que é dada em ampère-espira).
            Não podemos olhar este texto com preconceitos relacionados a nossa experiência terrestres onde forças de atrito tem um papel fundamental no nosso dia a dia. O que se fala aí em cima NÃO tem nada a ver com nosso conhecido atrito.
             
            "É UM PODER DE RESISTÊNCIA". Em Latim está "potentia resistendi" que na versão em inglês que eu tenho ficou "power of resisting". Gostei do fato de que esta tradução para o português traduziu para "poder" e não "potência" para evitar mais confusões. Este poder não é a grandeza da mecânica chamada "Potência".
            Ele está dizendo que existe "uma resistência" a mudança de movimento, "uma resistência" a magnitude da aceleração. Por isto acho que o que representa melhor esta grandeza que está sendo apresentada nesta Definição III é 1/a que é proporcional a massa quando a força aplicada é fixada (definida e independente). Pois "aceleração" é a medida da mudança de estado de movimento.
            Ele acha que isto é inerente ao corpo, "todo corpo ESFORÇA-SE para persistir em seu estado"  (nisto eu discordo dele - explico abaixo).
             
            Ele diz na continuação, "Um corpo, pela inatividade da massa, não é retirado sem dificuldade do seu estado de repouso ou movimento. Por causa disto, esta vis insita, pode ser chamada, por um nome mais significativo, de vis inertia, ou força de inatividade. Mas um corpo exerce esta força apenas quando uma outra força, exercida sobre ele, esforça-se para mudar sua condição...". Isto pode trazer confusões com as forças de atrito. Então é bom frisar: o corpo pode até "esforçar-se" para não mudar seu estado mas ele muda, mesmo que ele tenha a massa do sol e receba uma força de um sopro de uma criança. Esta massa sairá de seu estado de inércia assim que receber este sopro, instantaneamente. A diferença será na magnitude da aceleração. Ela MUDA que qualquer forma seu estado de movimento.
             
            No final ele fala de maneira magistral da relatividade (Relatividade de ordem zero - a chamada "Relatividade de Galileu"): "A resistência é normalmente atribuída a corpos em repouso, e o impulso àqueles em movimento; mas movimento e repouso, como normalmente concebidos, são diferentes apenas relativamente; tampouco estão realmente em repouso aqueles corpos que comumente se tomam como estando assim."
             
            MINHA (OUSADA) CRÍTICA AO NEWTON:

            Não é necessário existir nada para que nada aconteça.  Para persistir no estado de movimento basta que nada aconteça.
            Ou seja, não acontecer nada é ficar como está, e ficar como está é permanecer em seu estado atual de movimento.

            Um corpo não precisa de nada para continuar como está.
            Não precisa de uma "vis inertia" interna a ele para continuar como está.
             
            Nas próximas Definições vou aprofundar mais este assunto.
             
            Falarei também (no capítulo O PRINCIPIA (005)) da diferença que Newton dá para as palavras "Força" e "Esforço".
            Não percam os próximos capítulos.
             
            *** Subsídios em:

            --> "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural: A Lei de inércia"; Raquel Balola; Universidade de Lisboa; Faculdade de Letras; Mestrado em Estudos Clássicos.
            repositorio.ul.pt/bitstream/10451/5363/2/ulfl109993_tm.pdf
            Onde cita --> COHEN, I. Bernard, "Quantum in Se Est: Newton‘s Concept of Inertia in Relation to Descartes", Notes and Records of the Royal Society of London, Vol. 19, N.º 2, Dez., 1964, pp. 131-155.
             
            Felicidades,
            Hélio
             






          • Alberto Mesquita Filho
            Pesky Bee: Capturo na mensagem abaixo que o Hélio Carvalhófilo acredita que a nova teoria sobre massa deveria ser chamada de BÓSTON de Higgs e foi
            Mensagem 5 de 6 , 26 de mai
              Pesky Bee:
              Capturo na mensagem abaixo que o Hélio Carvalhófilo acredita que a nova teoria sobre massa deveria ser chamada de
              BÓSTON  de Higgs
              e foi devidamente cagada (digo, evacuada) pelos físicos atuais.
               
              Perfeito!!! Foi exatamente isto o que aconteceu. Os físicos atuais, a exceção do Hélio e raríssimos outros, só fazem cagada.
               
              Haja papel higiênico!!!
               
              [ ]´s
              Alberto
              http://ecientificocultural.com.br
              Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
              coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.
            • Hélio Carvalho
              Grande Alberto, Bom te ver (digo, ouvir, digo, ler) por aqui. Você contribuiu muito para aumentar meu interesse por Newton.Ele realmente foi o maior (o
              Mensagem 6 de 6 , 1 de jun 18h22min
                Grande Alberto,

                Bom te ver (digo, ouvir, digo, ler) por aqui.

                Você contribuiu muito para aumentar meu interesse por Newton.
                Ele realmente foi o maior (o segundo foi Walter Ritz [:-)]).

                Como você já viu, estou colocando aqui minhas impressões e interpretações sobre o PRINCIPIA (em capítulos).
                Gostaria muito, sempre que possível, de sua colaboração (suas interpretações).
                E de outros da lista também.

                Isto me ajudará a aprimorar/corrigir alguns pontos preparando para publicações em outros fóruns.

                Felicidades Alberto,
                Helio






                De: "'Alberto Mesquita Filho' albmesq@... [ciencialist]" <ciencialist@...>
                Para: ciencialist@...; Pesky Bee <peskybee2@...>
                Enviadas: Sexta-feira, 26 de Maio de 2017 19:02
                Assunto: Re: [ciencialist] O PRINCIPIA (003)

                 
                Pesky Bee:
                Capturo na mensagem abaixo que o Hélio Carvalhófilo acredita que a nova teoria sobre massa deveria ser chamada de
                BÓSTON  de Higgs
                e foi devidamente cagada (digo, evacuada) pelos físicos atuais.
                 
                Perfeito!!! Foi exatamente isto o que aconteceu. Os físicos atuais, a exceção do Hélio e raríssimos outros, só fazem cagada.
                 
                Haja papel higiênico!!!
                 
                [ ]´s
                Alberto
                http://ecientificocultural.com.br
                Mas indiferentemente a tudo isso, o elétron não é uma carga elétrica
                coulombiana e a Terra se move. E a história se repetirá.


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