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89354Re: [ciencialist] Fwd: Paradoxo da luz...uma luz

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  • Hélio Carvalho
    11 de set 19h31min
    Victor,

    Estou sem tempo agora para te responder. Te responderei em breve.

    Por enquanto te passo apenas uma ilustração com os devidos créditos:
    Alinhar imagem

    Para ver os créditos desta ilustração vá em:

    Helio



    De: "José Victor jvoneto1@... [ciencialist]" <ciencialist@...>
    Para: ciencialist@...; Hélio Carvalho <helicar_br@...>
    Enviadas: Sábado, 9 de Setembro de 2017 20:54
    Assunto: Re: [ciencialist] Fwd: Paradoxo da luz...uma luz

     
    Hélio e todos,
     
    Preciso fazer um contraponto às últimas declarações do Hélio, o qual tem, claro, todo direito deste mundo em fazê-las, e da melhor maneira que lhe aprouver; o que revela a assinatura de suas convicções. Só não sei que convicções são essas, e embasadas em quê, que autoriza expressar um pejorativismo aloprado em relação não só ao MPC mas a outras teorias, de que não gosta,  independentemente de se elas são ou não respaldadas pelo TE, o famoso  Titio Experimento, corroborando pressupostos e previsões teóricas. Mas não faço críticas a isso.
     
    Focarei nos assuntos de seu post.
     
    “Esta teoria tem a vantagem de ir contra a bosta do MPC.”
     
    Para mim, argumentos que supostamente vão contra alguma teoria, não deveriam, por isto, constituir-se em argumento para desqualificá-la, aplicando-lhe de bate-pronto  um baita adjetivo não cheiroso como o acima, não só à teoria especificamente, mas ao sistema de conhecimentos a que a tal dá causa; em verdade, penso que semelhantes atributos de qualidade  não deveriam sair da cabeça das pessoas; mas que às vezes saem... apenas em razão de o argumentador achar que a teoria está errada, ou mais, que não atende a 100% do que é observado na Natureza, ou mesmo por não “bater” com o sistema presente em seu quadro de referências pessoais... como o famigerado bom senso,  ao qual,  em algum escorregão da vida, recorremos.  Por uma razão bastante simples, como, aliás, tem se verificado ao longo da história da ciência, e não apenas recentemennte, no curto período de vida do MPC: é que, procurando conhecer a história da ciência, com enfoque nas  teorias que lhe dão corpo, algumas obviedades ficam claras, como as seguintes, no que tange ao que entendo como teoria científica:
    a)     Uma teoria é apenas um modelo para explicar o Universo, no todo ou em parte.
    b)    Uma teoria, obrigatoriamente, consiste de uma série de pressupostos-os princípios físicos, que existem por si só, independentemente de quaisquer outros, e que não podem ser explicados, não podem ser provados, ou infirmados. Estão alí, como elementos básicos, elementares. Os conceitos de tempo, ponto, calor só flui do corpo mais quente para o mais frio, entre muitos outros, são exemplos conhecidos.  Outra característica dos princípios físicos encontrados na natureza é que não tangenciam nossas mentes, que não evoluíram para alcançar a essência deles. E nada se pode fazer quanto a isso. Não importa o quanto inteligentes ou geniais possamos ser.  Nossas limitações e tradições deveriam ser um banco de dados rumo a essa compreensão. Mas sempre achamos que não.
    c)      Os princípios – que dão causa a hipóteses ou pressupostos de uma teoria, que vive e se alimenta disso – devem gerar um universo de regras matemáticas que definem quantidades, que devem ser confrontadas com as observações. Do balanço entre os resultados das observações, se as observações(e medidas) foram feitas de maneira competente, a teoria pode ser adotada, provisoriamente, ou não.
    d)    As hipóteses usadas na montagem de uma teoria devem ser poucas e não devem conter – a não ser em número tão mínimo quanto possível – elementos arbitrários. Os famosos “ad hoc”.
    e)     Exemplo: ué, esta maçã caiu em minha cabeça, assanhando minha cabeleira. E a Lua, que está rodando em torno da Terra, também não estaria caindo em direção a esta, não está caindo sobre mim em razão de, enquanto cai,  é puxada também para diante, mas que, ao fim e ao cabo, a cada instante está caindo e seguindo adiante no instante seguinte, de maneira perene? E as causas, não seriam as forças presentes nesse tipo de movimento rotatório, governado por forças centrais, como a centrípeta?
    Assim, com base em um pensamento luminoso desse tipo, assumindo que cair, somente sob a influência da gravidade – queda livre -   Newton gerou uma teoria de enorme sucesso. Pois tal coisa configura-se como um princípio físico simples. Einstein percebendo, pela primeira vez,  que “corpos em queda livre não sentem o próprio peso”,  inaugurou outra enxurrada de conhecimentos que, como as criações de Newton, mudaram o mundo, em todos os sentidos; e não só no sentido científico. Em contrapartida, um princípio estabelecido por alguma autoridade, que nada tenha de princípio, é um erro de avaliação, baseado  no eu penso e eu acho, que é uma decorrência do famoso e altamente falível “senso comum”. Um deles: “corpos pesados caem mais rápido que corpos menos pesados”; isto  era o que defendia Aristóteles. Uma bola de chumbo e uma pena, caem um bem ligeiro e o outro quase parando. Tal “princípio” é, também, fruto da observação, claro.  Mas sem atentar para essencialidades obstrutivas, como a influência aerodinâmica do ar. Se  formos comparando a queda de um kg de chumbo com a queda de outros corpos, primeiro de mesmo material mas de pesos diferentes, depois, com outros corpos de formas e pesos diferentes, nas mesmas condições que aquele grande pensador grego, já encontramos diferenças preocupantes, tipo: se os corpos tiverem pesos diferentes, mas forem pontiagudos – de modo a  sofrerem uma menor resistência do ar – as observações já começam a mudar.  Parecem cair, agora, praticamente da mesma maneira. Se largados no mesmo instante, podem chegar ao solo ao mesmo tempo. Mas ter o gênio de Galileu, nesse mister, era uma coisa que Aristóteles não tinha. Poderia até bater-lhe noutra área, filosófica, por exemplo. Não discuto isso. Mas só Galileu olhou a máxima aristotélica com outros olhos e outra perspectiva e...  mostrou, pela primeira vez, que a teoria aristotélica estava errada – como outras, também de sua lavra, também estavam -  pois baseava-se num pressuposto errado. Em verdade sua hipótese era um “desPrincipio” da Natureza... Que, apesar disso, se manteve firme por séculos e mais séculos, amém. Até topar com meu herói, Galileu. Declaração de autoridade seja de quem seja só dá nisso. Todos “criditam”. Uma teoria nada mais é do que uma criação da mente humana. Há alguns anos, quando eu era menos ignorante do que sou hoje, tinha a noção errada de que não era assim.
    Os ingredientes “explicar e descrever com precisão o maior número possível de observações bem como fazer previsões sobre a natureza de observações futuras” são elementos indispensáveis a qualquer teoria física.
    Mas até onde vai meu entendimento a prescrição (e não sei se esse entendimento é unânime):
    a)     “...com precisão o maior número possível de observações” não precisa ser integralmente atendida para que uma teoria seja considerada boa;
    b)     já a prescrição   “...bem como fazer previsões”, deve, sim, fazê-las de modo a que não restem dúvidas, dentro do próprio contexto da teoria em consideração, observados seus limites de validade. Sobre isto, há carradas de palavras a serem ditas. As principais teorias da atualidade, de sucesso,  a TN, a RG e a MQ estão dentro do contexto ora comentado. Segundo penso, claro. Como exemplo, reporto-me às teorias alternativas à RG, muitas delas consideradas belas, elegantes matematicamente, mas que, por partirem de pressupostos diferentes, como o princípio de Mach, que força a consideração de um potencial escalar em seu bojo,não obtiveram êxito. Não se sustentaram pelo seguinte: explicam um categoria limitada de observações e fazem previsões que não se sustentam, além de irem de encontro a conhecimentos obtidos em vista de  observações atuais. A melhor delas foi, de longe, a de Brans-Dick, hoje abandonada. Mas foi a que mais aproximou-se da RG, ficando a apenas poucos “metros de distância”...Já as demais passaram a léguas. E, não paradoxalmente,  por conta dessa teoria, a ciência e a tecnologia receberam enormes benefícios  e avanços considereráveis. Sobretudo a tecnologia.
     
    Isto posto, volto agora a comentários sobre o MPC, objeto de seu post. É uma colcha de retalhos? É. Está na categoria de boa teoria segundo as prescrições acima?  Não. Pois não explica todas as observações já feitas, falhando em algumas, digamos, cruciais, e gerando o indesejável: mais retalhos,remendos ou  hipóteses adicionais para as explicações. Além de não garantir previsões confiáveis, ou testáveis.
    Mas, apesar das feiuras a ela atribuídas é, de longe, a melhor que temos. Costumo dizer que é o patinho feio da família de teorias que pretendem ser-lhe uma alternativa viável. Há boas propostas? Há. Mas, mesmo nessas propostas alternativas há senões e hipóteses, ainda que calcadas em estudos sérios, que precisam ser verificadas, também. Exemplo: o trabalho do astrônomo H. Arp, aceito com simpatia por parcela grande de astrônomos competentes, no mundo inteiro, inclusive brasileiros, como D.Soares, cosmólogo daqui, que se notabiliza pela cautela, e pelo respeito ao MPC, e também por outras teorias sobre as quais é um crítico de saudáveis posições intelectuais, como deve ser em ciência; mesmo concordando que algo nelas precisa ser mudado.
    Afinal, o MPC é um trabalho de décadas, de suor e dificuldades, muitos  vai e vem, muita devoção à ciência.  Ainda assim, o MPC está se segurando. Há estudos atuais, resultado de observações, que parecem apontar noutras direções, em relação às energia e matéria estranhas(escuras, sem racismos...) que precisam ser postuladas para ajustar certas curvas observacionais. Eu, particularmente, considero o seguinte, a respeito(mas é apenas opinião pessoal, baseado apenas no razoável que tenho lido, entre prós e contras):
    a)     Completo desconhecimento de aspectos do comportamento da Natureza. Para justificar certos dados astronômicos observados é preciso considerar que há energia e matéria presentes no Universo, que nunca foram observados, nunca apareceu em nenhuma das observações e ninguém suspeitou.
    b)    Aí surgem as perguntas: não são detectados em razão de não termos tecnologia suficiente ou realmente os desvios observados,em relação à teoria que falhou em prevê-los, devem-se a outras causas, entre tantas outras consideradas “impossíveis” no Universo?
    Ou, ainda, nossa mente não desenvolveu o suficiente para penetrar esses “mistérios”?
    Os teóricos e pesquisadores do Universo, baseados no MPC, estão atrás dessas respostas. É o que inferimos, buscando a literatura que registra e informa sobre esses trabalhos. E como nenhuma teoria, por melhor que seja, é definitiva, e, mesmo estando na categoria de boa é considerada apenas provisória, podendo, um dia, ser substituída em parte ou totalmente, como ocorre com a TN, que é insuperável em em seus domínios físicos de validade. And so on.
    c)     O Professor Roberto da Andrade Pereira, em seu livro Teoria da Relatividade Especial, diz algo muito significativo: não existem teorias  erradas,  mas teorias inadequadas (a um dado contexto). (O grifo é meu).  Da mesma maneira que a TN e a MQ são inadequadas ao macro e a RG ao micro ou ao interior de um BN, áreas de influência que definem e estabelecem suas limitações, o MPC seguramente está numa dessas categorias, com o bônus negativo de que não sabemos, sequer,  o que a torna tão inadequada. Pois não temos qualquer noção do que seja uma matéria escura, que não pode ser vista, não interage com qualquer tipo de radiação. Ou se algum outro fenômeno “impossível”, entre os possíveis muitos do Universo, podem esclarecer as lacunas que ela, MPC, não consegue preencher atualmente, com os recuros científicos de pesquisas disponíveis, embora bastante avançados. Uma boa descrição do que é isto, encontra-se  em
     e,
     
    entre outras publicações do ramo. Muito material de qualidade a respeito dessas coisas e dos senões associados vocês encontrarão nos excelentes e didáticos artigos de D.Soares, todos acessáveis a partir do link:
     
     
    Do exposto, justifico as razões pelas quais me parece bastante indevida,  mais do que inadequada, declaração como a que proferiu, em relação ao MPC. But, repito, é um direito vosso. Ainda que, em minha ótica, seja totalmente desmerecido e injusto. Mas ninguém vai morrer por isto, sossegue.
     
    “Mas faz isto de uma forma que não me agrada. Continua defendendo um universo em evolução (ou degradação). “
     
    Infelizmente, em ciência, isso de agradar ou não agradar é absolutamente irrelevante. Uma teoria não é inadequada ou o contrário em vista de eu me “agradar ou desagradar “dela , ou das coisas que dela dizem ou deixam de dizer. Isto não importa. Uma teoria é pelo que faz, pelo que consegue descrever, pelo que pode prevê, com resultados experimentais condizentes com o que prevê.  É isto que dá segurança e confiabilidade.  Nada mais, além disso.
     
    Numa infinitamente lenta evolução . Além disto, inventa Quasi-Partículas, cada uma com complicadas e próprias propriedades.
     
    Mas, e há alguma partícula atômica ou subatômica que, mesmo não inventadas, não sejam complicadas e com propriedades próprias?
     
    Se existir alguma assim, mande um kg dessas para mim, que compro, de bom grado...
     
    Eu acho bem mais plausível (mais natural para a natureza) um universo eterno que na média e em larga escala é estável e homogêneo.
     
    Aí é que reside a questão: todas essas descobertas teóricas, todas as estruturas matemáticas que dão suporte à teoria, estão na base, precisamente, de que o Universo, em larga escala, é homogêneo  e isotrópico. Então, para um Universo que não é assim, outras teorias precisariam ser cridas. E, suspeito, não seriam nada agradáveis, do ponto de vista da extraordinária simplicidade - embora em tal contexto algumas bem complicadas matematicamente – das atuais, baseadas nos princípios acima.  Um ponto aqui tem as mesmas propriedades e status de qualquer outro, em qualquer lugar. Um comprimento não depende da direção em que é medido.
    Mas nenhuma  das dúvidas a respeito  serão deslindadas à base das crenças, dos muitos eu penso e eu acho, da vontade pessoal, ou coisa que o valha. Em verdade, talvez nem o sejam nunca, ao menos nesta e nas próximas 10 gerações. Mas a mesa está posta, os pratos são muitos e bem atrativos. A questão é escolher aquele que melhor se adeque ao contexto geral.
     
    Viva a reciclagem e abaixo a Entropia absoluta.
     
    Sobre o significado do viva à reciclagem. É salutar, sempre.  Mas pergunto sobre Entropia absoluta: e existe entropia relativa? Se descobrir uma dessas, tem meu apoio para um Nobel.
     
    Sds,
     
    Victor.

    2017-07-19 0:18 GMT-03:00 Hélio Carvalho helicar_br@... [ciencialist] <ciencialist@...>:
     
    Victor,

    Esta teoria tem a vantagem de ir contra a bosta do MPC.

    Mas faz isto de uma forma que não me agrada. Continua defendendo um universo em evolução (ou degradação).
    Numa infinitamente lenta evolução . Além disto, inventa Quasi-Partículas, cada uma com complicadas e próprias propriedades.

    Eu acho bem mais plausível (mais natural para a natureza) um universo eterno que na média e em larga escala é estável e homogêneo.

    Viva a reciclagem e abaixo a Entropia absoluta.

    Helio


    De: "José Victor jvoneto1@... [ciencialist]" <ciencialist@.... br>
    Para: ciencialist@...
    Enviadas: Terça-feira, 18 de Julho de 2017 15:12
    Assunto: [ciencialist] Fwd: Paradoxo da luz...uma luz

     
    Olá,
    Era para ser encaminhado ao Prof.DSoares, mas apressadamente enviei prá  Ciencialist.

    Mas como estou certíssimo do interêsse de alguns de vocês por esses assuntos, então está valendo.

    comentários?

    Victor.

    ---------- Mensagem encaminhada ----------
    De: José Victor <j.victor.neto@...>
    Data: 18 de julho de 2017 12:26
    Assunto: Paradoxo da luz...uma luz
    Para: ciencialist@...


    Caro Professor,

    um link que trás dois estudos de interêsse direto para você-o alvo é precisamente a cosmologia e as questões cruciais em torno do MPC

    http://www. inovacaotecnologica.com.br/ noticias/noticia.php?artigo= solucionado-paradoxo-da-luz& id=010115170718&ebol=sim#. WW4ixoTyvb0

    Os dois últimos parágrafos,  que copio e colo a seguir, é de interêsse imediato para você, pois pode ser uma luz,,,no deslinde da questão do redshift intrínseco bem como o conteudo  do link no final,que comenta sobre sobre as velhas dúvidas sobre se o Universo expande-se de forma acelerada ou se se comporta de outra forma. Dúvidas salatures, buscas importantes e incessantes, e corroboram as suas opiniões a respeito do tema. Uma beleza. 

    "...Além disso, a teoria não se aplica apenas a líquidos e sólidos transparentes, mas também ao gás interestelar, com sua densidade muito baixa. Segundo Partanen, usando um cálculo cinemático simples é possível demonstrar que a perda de energia causada pelo efeito de transferência de massa no gás interstelar torna-se proporcional à energia do fóton e à distância percorrida pela luz.
    "Isso requer novas simulações com parâmetros realistas para a densidade do gás interestelar, as propriedades do plasma e a temperatura. Atualmente, a lei de Hubble é explicada pelo efeito Doppler se tornando maior a partir de estrelas mais distantes. Isso efetivamente dá suporte à hipótese da expansão do Universo. Na teoria da luz [que inclui] a massa dos polaritons esta hipótese não é necessária, uma vez que o deslocamento para o vermelho se torna automaticamente proporcional à distância da estrela ao observador," explicou o professor Jukka Tulkki.
    Abraços.
    Victor. 






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