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89219Re: [ciencialist] O trem jocaxiano - análise prelim inar

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  • João Carlos Holland de Barcellos
    18 de mai 06h36min
      Victor eu ando meio sem tempo mas  eu acho que vc esta enganado novamente
      PORQUE:

      Quando ele substitui a equacao x=ct   e x=ct'    na equancao [2]
      ele esta considerando a LUZ que é emitida na origem dos referenciais
      entao o tempo T na equacao (4) refere-se a ESTE CASO PARTICULAR
      no qual se esta considerando a onda luminosa ou foton.

      Neste caso os 2 Ts que vc disse que sao diferentes SAO OS MESMOS
      e se refere ao tempo decorrido da propagacao da luz.
      entendeu?

      abs
      jx






      Em 18 de maio de 2017 10:13, José Victor jvoneto1@... [ciencialist] <ciencialist@...> escreveu:


      Jocax,

       

      No último post, onde critiquei os "achados" Kassireanos, pelo que você criticou essa crítica, alegando deturpações conceituais, eu concluí o post prévio com a seguinte observação:

       

      "Obs.: Reanalisando, agora,  a Eq.(4) e a maneira como  chegou a ela, encontrei outras razões para  os equívocos que ele cometeu, além daquelas razões extraidas, por comparação com a TL verdadeira, que fiz e comentei nos primeiro e segundo posts. 

      Bem, você poderia falar sobre isso, também? 

      Quem sabe, você me convença de que estou mesmo errado,trabalhando em bases erradas, ou o que seja. Se estiver, o que fazer?  Saco na viola, e Piripiri como destino. “

       

      Bem, como não tive o prazer de ler mais nada seu, a respeito, volto a tocar no assunto, enfocando uma das outras razões acima ventiladas, para mostrar que Kassir, como outros engendradores de "paradoksus" relativísticos, que pretendem “detonar” este sistema científico simplesmente o fazem baseados em premissas equivocadas, oriundas de uma coisa chamada senso comum. O que é compreensível.

       Enfocarei apenas as relações dadas pelas Eq.(4),objeto de suas críticas às minhas críticas, e Eq.(5), que é a TL correta.

       

      Kassir assevera que, após suas considerações matemáticas, que: 

                     

      t´= = γ[ t-(v/c).t ]            (4),

       

      dando como válida, nesta Eq.(4), a igualdade t = t, e isto como sendo uma consequência da TR e “provando” uma inconsitência. Pois bem, também sob esse viés, ele errou. Não é assim, como afirma. Isto só mostra que o autor não atentou para o conteudo físico da transformação de Lorentz relacionando medidas de tempo feitas em cada cada referencial. Pelo seguinte, repetindo o que afirmei antes:  t não pode ser igual ao t, visto que esse t seria o tempo que a luz despende para percorrer o intervalo Δt=(t-0) segundo R( x/c), enquanto que o t simplesmente é o tempo que o referencial K despende para percorrer o mesmo intervalo, mas   com velocidade relativa v! O que disse no post anterior e repito agora,  foi isto: não são iguais! São duas quantidades diferentes(o mesmo intervalo Δx dividido por c e por v!). Mesmo que v seja tão próximo de c quanto se deseje, ainda assim as divisões(que dão os t´s) não são iguais!

      É a mesma entidade física, portanto, sua medida deve resultar no mesmo valor, qualquer que sido o método de cálculo, desde que válido físicamente. O que não é o caso. Esta é a razão pela qual, na expressão

       

      = γ[ t-(v/c2)x ]       (5)

       

      a operação que ele fez, para obter seu resultado é furado; simplesmente a operação é ilegal, não pode ser feita, e não por razões matemáticas, mas sim por razões de ordem física, a que a matemática precisa se subordinar! Aí está um grosseiro erro conceitual cometido por Kassir e por tantos outros que pretendem refutar a TR. As mesmas incoerências ele comete em todos os seus outros resultados.

       

      Para deixar isso mais claro, vamos fazer umas considerações mais práticas de aplicação das Eqs.(4) e (5); antes, vamos colocar as duas numa forma ainda mais clara. Em todos os eventos, há uma origem comum entre K e K´; todas as medidas são feitas em relação a essa origem comum. Então, t significa: t=(t-0), ou seja intervalo entre os eventos t=0 e t=t; idem, para t´, x e 

       x´ podemos representar, então, a

       

      = γ[ t-(v/c2)x ] fica assim: 

       

      Δ= γ[ Δt-(v/c2)Δx ] (5)´

      e,

      t´= = γ[ t-(v/c).t ] fica assim:

       

      Δt´= = γ[ Δt-(v/c).Δt ]  (4)´.

       

      1ª consideração:

       

      Suponha que, usando os mesmos K e K´, dois eventos que são simultâneos em K, podem, necessariamente, serem simultâneos em K`?

      Vejamos o que dizem as equações (4)´-Kassir e (5)´-TL:

      Se, por hipótese, os eventos são simultâneos em K, isto é, ocorrem ao mesmo tempo segundo o observador em K, então, Δt = 0. Mas, e em  K´?

       

      Segundo a Eq.(4)´-Kassir


                   Δt´=γ(0-(v/c)*0) = 0.


      Ou seja, o observador em K´ veria os eventos ocorrerem também ao mesmo tempo, para  toda e qualquer situação, como requer a física... clássica.

       

      Segundo a Eq.(5)´-/TL


             Δt´= γ[ 0-(v/c2)Δx ]= -(v/c2)Δx,


      que é diferente de zero, a menos que Δx=0.

       

      Portanto, em geral, o observador em K´ leria em seu relógio o valor (em módulo) -(v/c2)Δx!!!. Que pode ser até extremamente, extremamente pequeno demais, mas não zero! E este valor, esta diferença, esta defasagem nas medições, esta dessincronização entre os relógios, só seria zero no caso em que os eventos em K´ ocorressem na mesma posição. Você citaria um caso onde tal coisa pode acontecer?

       

      Na literatura você encontrará, e nem é preciso eu dizer, só estou lembrando, diversas situações físicas onde a não simultaneidade é confirmada experimentalmente.

       

      Ou seja, não há, nos dias de today, nenhum experimento que invalide o conceito de não simultaneidade entre eventos quando observados por observadores em movimento relativo, bem como a validade das TL, as de Lorentz. Pode até ser, como é o caso das experiências nossas do dia a dia, que as diferenças de tempo não possam ser observadas, por extremamente pequenas. Mas essas diferenças estão lá, seja que magnitude tiverem. 

       

      Para um aprofundamento dos inúmeros “paradoksus” que foram criados, ao longo dos últimos 112 anos, suas formulações e suas soluções, veja, por exemplo, as seguintes referências:

      1) Paradoxes in the theory of Relativity, By Yakov P.Terleskii, Moscou;

      2) Special theory of relativity, V.A. Ugarov, MIR Publications, especialmente o Cap.8(pág.286 a 310);

      3) Teoria da Relatividade Especial, Roberto de Andrade Martins-Capítulo 3-Paradoxos Relativísticos(O autor faz a análise de 17 desses “paradoksos”, levantando todos).

       

      Sds,

      Victor.



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