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7353Re: E. de Minas de hoje (continua ção)

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  • dj_marcone
    26 de set de 2003
      opa !
      Eu concordo mais ainda com o ponto de vista do kowalsky , (a falta
      de informação se estende pelo mundo todo)(deve haver mais critério de
      quem escreve), isso para qualquer tipo de informação e principalmente
      a ser vinculado em um veículo de comunicação .
      Blz
      Força sempre
      Marcone Almeida



      --- Em bh-vibe@..., Kowalsky <djkowalsky@t...> escreveu
      > Condordo com o texto do cara aí embaixo.
      > Só tenho uma observação a fazer.
      > O texto fala em separar o joio do trigo, ok, correto - cada tem sua
      forma de
      > separar joio do trigo.
      > Mas eu ainda acho que, mesmo nesse texto, rola uma coisa que eu
      acho fruto
      > de uma falta de informação que se estende pelo mundo todo. Ainda é
      um texto
      > que trata de forma meio obtusa o assunto, embora pareça ter sido
      escrito por
      > alguém que tenha mais contato com a realidade.
      > ...
      > Quando um cara, jornalista ou resenhista ou comentarista do senso
      comum
      > escreve sobre música eletrônica, quase sempre escreve deixando
      entender que
      > música eletrônica é coisa somente de pista, e que existe só aquele
      batida
      > 4x4 sincopada. E me parece, muitas vezes, que quem lê, concordando
      ou não
      > com o que foi escrito, também acha que música eletrônica se resume
      a pista
      > de dança e que o retrato da música eletrônica é batida 4x4
      sincopada.
      > Acho que deve haver muito mais critério por parte de quem escreve,
      mas deve
      > haver também maior capacidade de interpretação e espírito crítico
      por parte
      > de quem lê.
      >
      > Kowalsky
      >
      >
      >
      > On 26/09/2003 08:52, "Flávio" <flaviopp@y...> wrote:
      >
      > > Eles querem que a gente tenha calma...:
      > >
      > > Fora do gueto
      > > “Existe uma valorização exagerada no mercado da música
      > > eletrônica”
      > >
      > > Na semana passada, uma matéria publicada aqui no
      > > ESTADO DE MINAS dominou as conversas entre as pessoas
      > > ligadas à música eletrônica. Na terça, dia 16, o
      > > jornalista Mário Sérgio, profissional tarimbado e
      > > respeitado na imprensa mineira, dono de uma escrita
      > > precisa, teve a infelicidade de, por ossos do ofício,
      > > resenhar três discos lançados no Brasil pela Sum
      > > Records: a coletânea Essential Vol. 1 e álbuns dos DJs
      > > Kevin Saunderson e Chris Liberator. O resultado foi
      > > avassalador. Mário Sérgio não deixou pedra sobre
      > > pedra: detonou as bolachinhas.
      > >
      > > Pronto. Estava armado o barraco. Fãs revoltados
      > > ligaram para a redação do jornal. Outros – ou os
      > > mesmos, nunca se sabe – entupiram a caixa postal do
      > > jornalista com e-mails desaforados. Para alguns
      > > leitores, era inadmissível que um jornal como o ESTADO
      > > DE MINAS publicasse um texto como aquele. Em uma lista
      > > de discussão na internet sobre música eletrônica
      > > sugeriram até que o jornal deveria publicamente se
      > > retratar. Detalhe: através desta coluna! Calma aí,
      > > pessoal.
      > >
      > > O que eu tenho a dizer sobre o texto escrito pelo
      > > colega Mário Sérgio talvez desaponte alguns dos
      > > leitores. Apesar de não concordar com a forma como foi
      > > colocado em sua resenha, compactuo com algumas de suas
      > > idéias. Existe, sim, uma valorização exagerada no
      > > mercado da música eletrônica. Para o Mário Sérgio, “DJ
      > > é apenas um misturador de sons, um animador de pistas
      > > de dança”. Ele está errado? Em parte, não. No fundo,
      > > DJ é isso mesmo, um animador de festas. DJ não é Deus
      > > (Eric Clapton também não, mas isso é outra história),
      > > mas quando Fatboy Slim coloca 150 mil pessoas pra
      > > dançar em uma praia inglesa ou o nosso Anderson Noise
      > > faz chacoalhar o esqueleto de boa parte das 45 mil
      > > pessoas presentes ao Skol Beats deste ano tem-se a
      > > impressão que ali existe algo mais. Chame de
      > > habilidade musical, sensibilidade ou qualquer outra
      > > coisa.
      > >
      > > A grande bola fora do texto do Mário foi confundir DJ
      > > com produtor musical e achar que toda música
      > > eletrônica é baticum. É bom esclarecer que DJ, ao
      > > contrário do que se possa pensar, quase nunca trabalha
      > > com computadores, samplers ou seqüenciadores. Seu
      > > instrumento de trabalho são dois toca-discos de vinil
      > > e um mixer, o tal misturador. DJ não compõe, mas
      > > alguns se arriscam na empreitada. O produtor musical,
      > > esse sim, é o sujeito que lida com as máquinas. E
      > > confundir música eletrônica com bate-estaca é o mesmo
      > > que achar que o rock se resume ao heavy metal,
      > > esquecendo-se (ou desconhecendo-se) ou folk, o blues,
      > > o pop e outras vertentes. A eletrônica é um gênero
      > > vasto, e assim como em outros é preciso saber separar
      > > o joio do trigo.
      > >
      > > Mário Sérgio finaliza seu texto com uma frase que eu
      > > não ouvia desde o século passado: chama a eletrônica
      > > de “o futuro da música”. A eletrônica era o futuro há
      > > 10, 15 anos. Hoje ela é o presente. Goste ou não, ela
      > > faz parte da vida de todos nós, seja através das
      > > batidas de Saunderson e Liberator, seja através de
      > > outros artistas, mais orgânicos, menos artificiais.
      > >
      > > Em matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, dia
      > > 18, o jornalista Guilherme Werneck entrevistou DJs,
      > > produtores, promotores de eventos e o crítico inglês
      > > Simon Reynolds, autor dos livros Generation Ecstasy e
      > > Energy Flash e chegou a conclusão que “o preço pago
      > > pela massificação dos diferentes gêneros eletrônicos
      > > foi acompanhado por um processo de diluição e de
      > > repetição de fórmulas”.
      > >
      > > Afinal, a música eletrônica está em crise? No site
      > > Trabalho Sujo (http://gardenal.org/trabalhosujo/) o
      > > jornalista Alexandre Matias matou a charada: não é o
      > > gênero, e sim o modo com a indústria lida com lida com
      > > ele que está em crise. A eletrônica saiu do gueto.
      > > Popularizou-se. Até que enfim.
      > >
      > >
      > >
      > > Se você não quer mais assinar a lista, mande um e-mail em branco
      para:
      > > bh-vibe-unsubscribe@yahoogroups.com
      > >
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