Carregando ...
Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o conteúdo.

7352Re: [bh-vibe] E. de Minas de hoje (continuação)

Expandir mensagens
  • Alessandro - BH
    26 de set de 2003
      Vale ressaltar q este texto é daquela pessoa q tem a coluna todas as sextas
      no EM...acho q é Jéferson...

      Acho q ele ficou em cima do muro...ora concorda com q o "amiguinho" dele
      falou e ora discordava...

      Ale



      ----- Original Message -----
      From: "Flávio" <flaviopp@...>
      To: <bh-vibe@...>
      Sent: Friday, September 26, 2003 8:52 AM
      Subject: [bh-vibe] E. de Minas de hoje (continuação)


      > Eles querem que a gente tenha calma...:
      >
      > Fora do gueto
      > "Existe uma valorização exagerada no mercado da música
      > eletrônica"
      >
      > Na semana passada, uma matéria publicada aqui no
      > ESTADO DE MINAS dominou as conversas entre as pessoas
      > ligadas à música eletrônica. Na terça, dia 16, o
      > jornalista Mário Sérgio, profissional tarimbado e
      > respeitado na imprensa mineira, dono de uma escrita
      > precisa, teve a infelicidade de, por ossos do ofício,
      > resenhar três discos lançados no Brasil pela Sum
      > Records: a coletânea Essential Vol. 1 e álbuns dos DJs
      > Kevin Saunderson e Chris Liberator. O resultado foi
      > avassalador. Mário Sérgio não deixou pedra sobre
      > pedra: detonou as bolachinhas.
      >
      > Pronto. Estava armado o barraco. Fãs revoltados
      > ligaram para a redação do jornal. Outros - ou os
      > mesmos, nunca se sabe - entupiram a caixa postal do
      > jornalista com e-mails desaforados. Para alguns
      > leitores, era inadmissível que um jornal como o ESTADO
      > DE MINAS publicasse um texto como aquele. Em uma lista
      > de discussão na internet sobre música eletrônica
      > sugeriram até que o jornal deveria publicamente se
      > retratar. Detalhe: através desta coluna! Calma aí,
      > pessoal.
      >
      > O que eu tenho a dizer sobre o texto escrito pelo
      > colega Mário Sérgio talvez desaponte alguns dos
      > leitores. Apesar de não concordar com a forma como foi
      > colocado em sua resenha, compactuo com algumas de suas
      > idéias. Existe, sim, uma valorização exagerada no
      > mercado da música eletrônica. Para o Mário Sérgio, "DJ
      > é apenas um misturador de sons, um animador de pistas
      > de dança". Ele está errado? Em parte, não. No fundo,
      > DJ é isso mesmo, um animador de festas. DJ não é Deus
      > (Eric Clapton também não, mas isso é outra história),
      > mas quando Fatboy Slim coloca 150 mil pessoas pra
      > dançar em uma praia inglesa ou o nosso Anderson Noise
      > faz chacoalhar o esqueleto de boa parte das 45 mil
      > pessoas presentes ao Skol Beats deste ano tem-se a
      > impressão que ali existe algo mais. Chame de
      > habilidade musical, sensibilidade ou qualquer outra
      > coisa.
      >
      > A grande bola fora do texto do Mário foi confundir DJ
      > com produtor musical e achar que toda música
      > eletrônica é baticum. É bom esclarecer que DJ, ao
      > contrário do que se possa pensar, quase nunca trabalha
      > com computadores, samplers ou seqüenciadores. Seu
      > instrumento de trabalho são dois toca-discos de vinil
      > e um mixer, o tal misturador. DJ não compõe, mas
      > alguns se arriscam na empreitada. O produtor musical,
      > esse sim, é o sujeito que lida com as máquinas. E
      > confundir música eletrônica com bate-estaca é o mesmo
      > que achar que o rock se resume ao heavy metal,
      > esquecendo-se (ou desconhecendo-se) ou folk, o blues,
      > o pop e outras vertentes. A eletrônica é um gênero
      > vasto, e assim como em outros é preciso saber separar
      > o joio do trigo.
      >
      > Mário Sérgio finaliza seu texto com uma frase que eu
      > não ouvia desde o século passado: chama a eletrônica
      > de "o futuro da música". A eletrônica era o futuro há
      > 10, 15 anos. Hoje ela é o presente. Goste ou não, ela
      > faz parte da vida de todos nós, seja através das
      > batidas de Saunderson e Liberator, seja através de
      > outros artistas, mais orgânicos, menos artificiais.
      >
      > Em matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, dia
      > 18, o jornalista Guilherme Werneck entrevistou DJs,
      > produtores, promotores de eventos e o crítico inglês
      > Simon Reynolds, autor dos livros Generation Ecstasy e
      > Energy Flash e chegou a conclusão que "o preço pago
      > pela massificação dos diferentes gêneros eletrônicos
      > foi acompanhado por um processo de diluição e de
      > repetição de fórmulas".
      >
      > Afinal, a música eletrônica está em crise? No site
      > Trabalho Sujo (http://gardenal.org/trabalhosujo/) o
      > jornalista Alexandre Matias matou a charada: não é o
      > gênero, e sim o modo com a indústria lida com lida com
      > ele que está em crise. A eletrônica saiu do gueto.
      > Popularizou-se. Até que enfim.
      >
      >
      >
      > Se você não quer mais assinar a lista, mande um e-mail em branco para:
      > bh-vibe-unsubscribe@yahoogroups.com
      >
      >
      >
      > Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
      http://br.yahoo.com/info/utos.html
      >
      >
      >
      >