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7348Re: [bh-vibe] E. de Minas de hoje (continuação)

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  • Tocha
    26 de set de 2003
      Xiiiiiii Falou falou e nao disse nada... e tb nao entendeu a nossa bronca.
      Se o cara nao gostou dos discos, td bem... a nossa bronca foi chamar quem
      gosta de e-music de descerebrado estúpido... isso o que ele "rebateu", a
      gente ja debateu varias vezes aqui...


      Mensagem original

      >Eles querem que a gente tenha calma...:
      >
      >Fora do gueto
      >?Existe uma valorização exagerada no mercado da música
      >eletrônica?
      >
      >Na semana passada, uma matéria publicada aqui no
      >ESTADO DE MINAS dominou as conversas entre as pessoas
      >ligadas à música eletrônica. Na terça, dia 16, o
      >jornalista Mário Sérgio, profissional tarimbado e
      >respeitado na imprensa mineira, dono de uma escrita
      >precisa, teve a infelicidade de, por ossos do ofício,
      >resenhar três discos lançados no Brasil pela Sum
      >Records: a coletânea Essential Vol. 1 e álbuns dos DJs
      >Kevin Saunderson e Chris Liberator. O resultado foi
      >avassalador. Mário Sérgio não deixou pedra sobre
      >pedra: detonou as bolachinhas.
      >
      >Pronto. Estava armado o barraco. Fãs revoltados
      >ligaram para a redação do jornal. Outros ? ou os
      >mesmos, nunca se sabe ? entupiram a caixa postal do
      >jornalista com e-mails desaforados. Para alguns
      >leitores, era inadmissível que um jornal como o ESTADO
      >DE MINAS publicasse um texto como aquele. Em uma lista
      >de discussão na internet sobre música eletrônica
      >sugeriram até que o jornal deveria publicamente se
      >retratar. Detalhe: através desta coluna! Calma aí,
      >pessoal.
      >
      >O que eu tenho a dizer sobre o texto escrito pelo
      >colega Mário Sérgio talvez desaponte alguns dos
      >leitores. Apesar de não concordar com a forma como foi
      >colocado em sua resenha, compactuo com algumas de suas
      >idéias. Existe, sim, uma valorização exagerada no
      >mercado da música eletrônica. Para o Mário Sérgio, ?DJ
      >é apenas um misturador de sons, um animador de pistas
      >de dança?. Ele está errado? Em parte, não. No fundo,
      >DJ é isso mesmo, um animador de festas. DJ não é Deus
      >(Eric Clapton também não, mas isso é outra história),
      >mas quando Fatboy Slim coloca 150 mil pessoas pra
      >dançar em uma praia inglesa ou o nosso Anderson Noise
      >faz chacoalhar o esqueleto de boa parte das 45 mil
      >pessoas presentes ao Skol Beats deste ano tem-se a
      >impressão que ali existe algo mais. Chame de
      >habilidade musical, sensibilidade ou qualquer outra
      >coisa.
      >
      >A grande bola fora do texto do Mário foi confundir DJ
      >com produtor musical e achar que toda música
      >eletrônica é baticum. É bom esclarecer que DJ, ao
      >contrário do que se possa pensar, quase nunca trabalha
      >com computadores, samplers ou seqüenciadores. Seu
      >instrumento de trabalho são dois toca-discos de vinil
      >e um mixer, o tal misturador. DJ não compõe, mas
      >alguns se arriscam na empreitada. O produtor musical,
      >esse sim, é o sujeito que lida com as máquinas. E
      >confundir música eletrônica com bate-estaca é o mesmo
      >que achar que o rock se resume ao heavy metal,
      >esquecendo-se (ou desconhecendo-se) ou folk, o blues,
      >o pop e outras vertentes. A eletrônica é um gênero
      >vasto, e assim como em outros é preciso saber separar
      >o joio do trigo.
      >
      >Mário Sérgio finaliza seu texto com uma frase que eu
      >não ouvia desde o século passado: chama a eletrônica
      >de ?o futuro da música?. A eletrônica era o futuro há
      >10, 15 anos. Hoje ela é o presente. Goste ou não, ela
      >faz parte da vida de todos nós, seja através das
      >batidas de Saunderson e Liberator, seja através de
      >outros artistas, mais orgânicos, menos artificiais.
      >
      >Em matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, dia
      >18, o jornalista Guilherme Werneck entrevistou DJs,
      >produtores, promotores de eventos e o crítico inglês
      >Simon Reynolds, autor dos livros Generation Ecstasy e
      >Energy Flash e chegou a conclusão que ?o preço pago
      >pela massificação dos diferentes gêneros eletrônicos
      >foi acompanhado por um processo de diluição e de
      >repetição de fórmulas?.
      >
      >Afinal, a música eletrônica está em crise? No site
      >Trabalho Sujo (http://gardenal.org/trabalhosujo/) o
      >jornalista Alexandre Matias matou a charada: não é o
      >gênero, e sim o modo com a indústria lida com lida com
      >ele que está em crise. A eletrônica saiu do gueto.
      >Popularizou-se. Até que enfim.
      >
      >
      >
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      "Não pode haver entedimento entre as mãos e o cérebro a não ser que o coração
      aja como mediador." - Do filme Metrópolis - 1927
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