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12444[Function] Sambada feia

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  • Hugo Siqueira
    24 de jan de 2007
      PS - O link para o artigo do portal ParouTudo.com é: http://paroutudo.com/colunas/ricardolucas/070117.htm

      O texto está reproduzido abaixo. É importante ler o artigo e conhecer o posicionamento do dono do club, procurado pelo portal.

      hugo siqueira - bsb

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      A não ser que eu tenha entendido mal e meninos também não possam beijar meninas, não me convidem, nem pagando, para conhecer o novo club que abriu em Goiânia: Fiction.

      Para inteirar-se do assunto, leia aqui, http://paroutudo.com/colunas/ricardolucas/070117.htm
      , matéria do Ricardo Lucas para o Parou.Tudo, antes de prosseguir. É um “não vale a pena ver de novo” que se repete de tempos em tempos na programação de casas noturnas, de Goiânia a São Paulo, passando, claro, pela Capital federal. Ou ninguém se lembra do Filó?

      Há um medo, infundado, de alguns donos e produtores, de que heteros não vão a lugares em que os gays são “visíveis”. Talvez uns 10% dos machões prefiram ir tomar cerveja na porta de alguma loja de conveniência, só eles. Não farão falta. Até as brigas talvez acabem.

      Mas voltando ao Fiction. Nome sugestivo. “Deixem-nos pagar seus ingressos e consumir suas bebidas, desde que, claro, finjam ser heteros ou assexuados”. Quero distância daqueles que não querem crescer com o mundo. E deles o próprio mundo cuida. Morrem de sua própria burrice.

      Não custa lembrar sempre que praticamente toda a música eletrônica e os fundamentos da discotecagem foram criados e surgiram entre marginalizados, principalmente nos guetos negros, gays, latinos e operários. E que, além disso, existe uma tal PLUR, que traduzindo do inglês é “Paz, Amor, Unidade e Respeito”. A sigla, criada na época das raves, tornou-se um lema da cena eletrônica.

      Na Start, sucesso no reveillon de Brasília, há anos ouço comentários do tipo: “Ah, mas tem muito gay…” Tem mesmo, assim como tem muito playboy, muita patricinha, muito hetero… Tem de tudo. Isso se chama diversidade. Não é uma festa gay, não é uma festa hetero, não é uma festa de playboy. É uma festa de reveillon. Com gente. Gente que se beija. E a Start lota mais a cada edição…

      Projetos de sucesso, não voltados especificamente ao público gay, como Discotech e Hertz, ambos no Espaço Galeria, M.O.V.E. e Frenética, no Dulcina, têm como maior atrativo a diversidade do público e são totalmente friendly. A Oficina Dancing, de freqüência majoritária gay, começa em fevereiro um projeto às sextas, voltado para a música eletrônica. Quer buscar um novo público. O caminho é esse mesmo. Unir, e não dividir.

      Excessos acontecem em qualquer festa. Mas independem de sexo, cor, religião ou de orientação sexual. É um dos papéis da segurança evitar que excessos ocorram. Sejam carinhos muito explícitos entre heteros ou gays, sejam brigas, seja discriminação.

      Eu quero beijar meu namorado (que ainda não tenho) no club sim! Andar de mãos dadas, abraçar, falar baixinho no ouvido, passar as mãos nas suas costas, dançar junto, brincar com seus cabelos… Todas essas coisas doces ou “nojentas” que o carinha do lado também faz com a namorada dele. O segurança está ali é para não deixar que ninguém venha nos incomodar.

      Se eu for impedido, mesmo que de forma educada, e a conversa não resolver, só me resta chamar a polícia. E não pisar lá nunca mais. Além, claro, de escrever um artigo como esse, pois essas coisas além de ilegais precisam ser sabidas.

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      No último sábado o ParouTudo foi conferir o novíssimo clube eletrônico Fiction, que está bombando na noite de Goiânia. Entramos em contato com a gerência da casa antes de desembarcar na cidade, mas fomos informados que não poderíamos realizar a cobertura porque a boate já está sendo “fotografada demais”. Mesmo assim, pagamos para ver.

      O clube é legal, moderno. Mas não ‘moderninho’. Apesar do estilo musical e da grande presença de gays, este repórter presenciou a seguinte cena: um casal de gays estava curtindo com os amigos até que, cansados, sentaram-se e trocaram carinho – apenas um selinho. Em poucos segundos um segurança os abordou e disse que era proibido o beijo na boate. Indagado sobre o porquê, o segurança apenas sorriu e prosseguiu dizendo que era proibido.

      Por telefone, o ParouTudo procurou o dono do estabelecimento, que confirmou a proibição. “A casa se reserva o direito de não querer ser tachada como casa gay e por isso proibimos o beijo”, explica Cristiano Caramaschi. Na noite há 15 anos, Cristiano justifica que a abordagem é feita com educação, mas que se faz necessária uma vez que em suas palavras: “Goiânia é uma cidade provinciana, atrasada, preconceituosa em um mundo preconceituoso”.

      Na capital goiana, uma lei municipal que pune a discriminação contra homossexuais foi aprovada pelos vereadores na Câmara Municipal, mas vetada pelo prefeito da cidade Íris Resende e voltou para as mãos dos vereadores. “Quando sancionada, a lei prevê multa e fechamento de estabelecimentos que pratiquem a homofobia. Por enquanto, o que se tem feito é recorrer ao Artigo 5º da Constituição Federal, que diz que todos são iguais perante a lei e que é proibido discriminar”, explica Léo Mendes, secretário de Comunicação da Associação Brasileira de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros - ABGLT.

      Para que alguma coisa seja feita, segundo Mendes, é preciso que quem foi discriminado formalize a queixa. “Temos o advogado do Centro de Referência que pode orientar, sem custos, a pessoa que sofreu preconceito”. Aí sim parte-se para as manifestações e protestos.

      Segundo o goiano Brunno, que foi à boate Fiction em uma quarta-feira, havia muitos homossexuais, mas todos se sentindo muito controlados. “No dia que tem muitos gays eles ficam em cima vigiando”, conta. O proprietário Cristiano confirmou o fato, disse que não tem nada contra, mas que na quinta mesmo já ouviu ‘comentários maldosos de outros freqüentadores e por isso faz questão de avisar que ‘os gays podem ir, mas não podem beijar’. Bom, quem vai querer um convite desses?

      Enquanto não há lei específica, o melhor seria que o público GLS reagisse e não ficasse omisso a esse tipo de postura. “A má fama na mídia e o prejuízo com o boicote dos clientes forçariam a mudança de postura da casa”, acredita Léo.

      Nota 10 para os DJs brasilienses Collares e Marçal que comandaram a noite. Mas se eles arrebentam e são daqui, melhor ficar por Brasília mesmo.

      (matéria de Ricardo Lucas, para o portal www.ParouTudo.com.br)

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      [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]