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12443[Function!] Sambada feia

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  • Hugo Siqueira
    24 de jan de 2007
      A não ser que eu tenha entendido mal e meninos também não possam beijar meninas, não me convidem, nem pagando, para conhecer o novo club que abriu em Goiânia: Fiction.

      Para inteirar-se do assunto, leia aqui, matéria do Ricardo Lucas para o Parou.Tudo, antes de prosseguir. É um “não vale a pena ver de novo” que se repete de tempos em tempos na programação de casas noturnas, de Goiânia a São Paulo, passando, claro, pela Capital federal. Ou ninguém se lembra do Filó?

      Há um medo, infundado, de alguns donos e produtores, de que heteros não vão a lugares em que os gays são “visíveis”. Talvez uns 10% dos machões prefiram ir tomar cerveja na porta de alguma loja de conveniência, só eles. Não farão falta. Até as brigas talvez acabem.

      Mas voltando ao Fiction. Nome sugestivo. “Deixem-nos pagar seus ingressos e consumir suas bebidas, desde que, claro, finjam ser heteros ou assexuados”. Quero distância daqueles que não querem crescer com o mundo. E deles o próprio mundo cuida. Morrem de sua própria burrice.

      Não custa lembrar sempre que praticamente toda a música eletrônica e os fundamentos da discotecagem foram criados e surgiram entre marginalizados, principalmente nos guetos negros, gays, latinos e operários. E que, além disso, existe uma tal PLUR, que traduzindo do inglês é “Paz, Amor, Unidade e Respeito”. A sigla, criada na época das raves, tornou-se um lema da cena eletrônica.

      Na Start, sucesso no reveillon de Brasília, há anos ouço comentários do tipo: “Ah, mas tem muito gay…” Tem mesmo, assim como tem muito playboy, muita patricinha, muito hetero… Tem de tudo. Isso se chama diversidade. Não é uma festa gay, não é uma festa hetero, não é uma festa de playboy. É uma festa de reveillon. Com gente. Gente que se beija. E a Start lota mais a cada edição…

      Projetos de sucesso, não voltados especificamente ao público gay, como Discotech e Hertz, ambos no Espaço Galeria, M.O.V.E. e Frenética, no Dulcina, têm como maior atrativo a diversidade do público e são totalmente friendly. A Oficina Dancing, de freqüência majoritária gay, começa em fevereiro um projeto às sextas, voltado para a música eletrônica. Quer buscar um novo público. O caminho é esse mesmo. Unir, e não dividir.

      Excessos acontecem em qualquer festa. Mas independem de sexo, cor, religião ou de orientação sexual. É um dos papéis da segurança evitar que excessos ocorram. Sejam carinhos muito explícitos entre heteros ou gays, sejam brigas, seja discriminação.

      Eu quero beijar meu namorado (que ainda não tenho) no club sim! Andar de mãos dadas, abraçar, falar baixinho no ouvido, passar as mãos nas suas costas, dançar junto, brincar com seus cabelos… Todas essas coisas doces ou “nojentas” que o carinha do lado também faz com a namorada dele. O segurança está ali é para não deixar que ninguém venha nos incomodar.

      Se eu for impedido, mesmo que de forma educada, e a conversa não resolver, só me resta chamar a polícia. E não pisar lá nunca mais. Além, claro, de escrever um artigo como esse, pois essas coisas além de ilegais precisam ser sabidas.

      Hugo Siqueira
      www.function.com.br

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