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12088Re: [bh-vibe] Mais um texto...musica eletronica X droguinhas

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  • Pablo Maia
    14 de dez 12h05min
      o broda, é claro que num é coincidência: INdagado sobre qual a influência (negativa) de jogos eletronicos no futuro dos jovens, o presidente da Nintendo, no início dos anos oitenta, disse o seguinte: "se esses jogos fizessem mal, daqui a dez anos as pessoas estariam em quartos escuros, ouvindo músicas repetitvas e tomando comprimidos mágicos". O que vc acha?

      num lembro a fonte, tentarei achá-la...

      agora, quando vc diz: "...resgata valores hippies de paz e harmonia em tempos de tanta guerra e violência. A música eletrônica encaixa-se perfeitamente como trilha sonora."

      vc tb está generalizando. encaixa perfeitamente? já tentou cnovencer alguém que não gosta de e-music que ela é uma trilha perfeita pra valores de paz e harmonia? pensa bem.

      velho, pra mim, tentar não generalizar e tentar não comparar é que é ilusório... estatísitca é isso: coleta as amostras e faz-se o resultado global. num to dizendo que todo rapper é bandido nem que e-music é coisa de drogado. mas cá prá nós, pra perder a fama, teria que ser menos esparro né?

      o mais importante vc só mencionou e não dissertou à respeito: olha só o faturamento do tráfico... e aí, será que o alto escalão está preocupado com a nossa saúde ou com o bolso deles?

      PAz





      Alessandro - BHZ <alreis@...> escreveu:
      Amantes da música eletrônica, uni-vos!



      Ultimamente, tenho estudado e refletido sobre o assunto dos entorpecentes sob uma perspectiva mais ampla e abrangente. O tema das drogas no mundo envolve também cultura, contra-cultura, política, o contexto sócio-histórico, mídia, direitos humanos, dinheiro, etc.

      Poderia citar muitos exemplos que me obrigaram a refletir, como o faturamento anual do tráfico que gira em torno de US$ 500 bilhões ao ano, enquanto que os bancos lavam US$ 400 milhões ao dia. A repressão da maconha nos EUA está intimamente ligada a disputas políticas (sugiro o documentário GRASS, recentemente lançado pela revista Superinteressante). As drogas escolhidas pela juventude e o contexto social, as propagandas de cerveja e suas cifras, etc. Dentro de tantos assuntos que poderia abordar nesta ampla linha de raciocínio, decidi discorrer sobre um tema bem específico: música eletrônica, sociedade e ecstasy.

      Acredito que a música eletrônica esteja relacionada com o contexto sócio-cultural contemporâneo, já que engloba tecnologia, informática, Internet e rapidez de batidas para pessoas da geração fast-food. Não acredito que o surgimento do ecstasy, com todos os seus efeitos, seja mera coincidência. Uma droga que acelera indivíduos acostumados com o ritmo rápido da vida e causa efeitos duradouros em quem sente tudo de forma efêmera. Possibilita uma empatia intensa àqueles acostumados as relações frias e insensíveis do cotidiano.

      Uma droga pertencente a um dos movimentos de contra-cultura atuais, que resgata valores hippies de paz e harmonia em tempos de tanta guerra e violência. A música eletrônica encaixa-se perfeitamente como trilha sonora. Portanto, acredito que o ecstasy comporta valores atuais e efeitos que estão relacionados com a sociedade contemporânea.

      Coincidência? Com certeza não! O mercado das drogas vende o que a demanda exige. Esta é descoberta através de pesquisas de mercado. A demanda de seus clientes depende do contexto social, cultural e econômico. Conseqüentemente, o mercado de drogas funciona como qualquer outro, ou seja, oferta versus procura.

      Porém, a música eletrônica não é apenas a trilha sonora da história das drogas atuais e da sociedade contemporânea. Isto é apenas uma parte e não o todo. A música eletrônica também engloba talento, criatividade, vida, sensibilidade, arte, expressão e inovação.

      Eu sou totalmente contra qualquer tipo de rótulo e/ou generalização relacionada ao uso de drogas. Por exemplo, eu não acredito que todo fã de reggae fume maconha, todo roqueiro seja alcoólatra, todo caminhoneiro tome anfetaminas para dirigir em grandes jornadas e nem que todo amante de música eletrônica tome ecstasy. Toda a unanimidade é burra!

      Fico contente ao navegar pelo Orkut e avistar comunidades como: "Eu só vim pra dançar", "Anti-glamourização das drogas", "Plur my Ass", "Não à mídia negativas das raves", "No chacota", "No drugs just eletronic", entre outras que refletem uma juventude que não se encaixa só no perfil, como já ouvi por aí, "música eletrônica só se ouve bem louco...".

      Fico mais feliz ainda ao saber que muitos estudiosos da minha área têm pesquisado um novo perfil de indivíduos, os jumpers. "Os puladores" são aqueles que freqüentam eventos de música eletrônica só para "pular", ou seja, dançar. Já ouvi falar de estudos que comprovam que, sob certas circunstâncias, a música eletrônica não é apenas ouvida e sim sentida pelo nosso corpo, através de freqüências específicas, como as emitidas pelos subgraves.

      E reservo um grande final: o Dia Municipal da Música Eletrônica. A vereadora Soninha Francine, também colunista deste site, teve este projeto aprovado e decretado na Câmara Municipal de São Paulo. Agora, todo último domingo de setembro é o Dia Municipal da Música Eletrônica.

      O universo da música eletrônica tem drogas como qualquer outra cultura ou estilo de vida. Mas a e-music é muito, muito, muito mais do que apenas isso.

      Para mais detalhes sobre o Dia Municipal da Música Eletrônica: Clique aqui

      Marcelo Alvares
      marceloalvares@...

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