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12024Re: [bh-vibe] Bom texto....

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  • andre wakko
    23 de nov de 2005
      é um bom texto, mas a questão vai muito além disso das
      drogas...
      acho q já foi postado aqui ou an rraurl uma reportagem
      sobre uma festa q teve no japão me parece, onde nem
      cigarro podia fumar, ou coisa do tipo...tava todo
      mundo sentado numa festa super prendida...não só por
      causa das drogas (é logico q neguinho loko fica lá
      dançando 2 dias direto) mas também pelo peso q isso se
      tornou no evento, e convenhamos, é só pensar em como
      nasceu as festas raves q chegamos a outras conclusões
      de várias vertentes q movem a cena, e quando somos
      puritanos estamos particiapando de um movimento de
      exclusão mais do que concientização, porque acaba
      virando pré conceito...e é triste ver q a glaera só
      começa a pensar sobre o abuso das outras pessoas no
      uso das drogas quando isso começa a pesar no bolso
      delas...

      enfim... todo mundo quer salvar o seu... e sempre
      dentro de um contrasenso desses existe uma política
      envolvida...

      :o]





      --- dj luiz gustavo <djluizgustavo@...>
      escreveu:


      ---------------------------------
      Folha de São Paulo, segunda-feira, 21 de novembro de
      2005

      TENDÊNCIAS/DEBATES

      Raves, sem sensacionalismo
      ANDRÉ BARCINSKI e CAMILO ROCHA

      Há pouco mais de um mês, o jornal "O Liberal", de
      Belém (PA), publicou uma
      reportagem informando que as raves (festas de música
      eletrônica, realizadas
      ao ar livre) estavam proibidas no Pará. Segundo a
      reportagem, a Divisão de
      Polícia Administrativa, com aval do delegado-geral
      Luiz Fernandez, decidiu
      não conceder mais nenhuma autorização para a
      realização de festas de música
      eletrônica.
      --------------------------------------------------------------------------------
      Associar raves à ilegalidade é humilhação para os
      profissionais que vivem
      delas e cumprem seu dever como cidadãos
      --------------------------------------------------------------------------------
      O delegado justificou assim sua decisão: "primeiro,
      porque o público é, na
      maioria, de menores de 18 anos; segundo, porque é uma
      festa que não tem
      horário para começar nem terminar; e, terceiro, porque
      os organizadores não
      têm um sistema de segurança eficiente".
      Ora, não seria o caso de proibir todas as festas que
      apresentassem as mesmas
      características, e não somente as festas eletrônicas?
      Se uma festa de música
      eletrônica cumprir todas as determinações da lei,
      mesmo assim ela seria
      proibida? A julgar pela decisão do delegado, sim.
      Fica a dúvida: o que está em julgamento, a música
      eletrônica ou a
      competência dos organizadores de raves? Se a mesma
      lógica da polícia
      paraense fosse aplicada, por exemplo, aos recentes
      casos de violência entre
      torcidas de futebol, a solução seria simples: fechar
      os estádios e proibir o
      futebol no país.
      A proibição das raves no Pará foi o mais recente de
      muitos ataques das
      autoridades contra a música eletrônica.
      Em diversas cidades do país, como Florianópolis (SC),
      São Paulo e Rio de
      Janeiro, as festas têm sido alvo de atenção redobrada
      dos órgãos
      competentes. Inúmeras batidas policiais têm sido
      realizadas em festas, na
      busca por traficantes e usuários. As apreensões de
      ecstasy -uma droga
      sintética, produzida especialmente na Europa- têm
      crescido a cada ano,
      embora ainda sejam ínfimas perto das apreensões de
      outros tipos de droga.
      A imprensa também tem coberto, com grande destaque, a
      cena eletrônica, quase
      sempre de maneira desfavorável. Festas de música
      eletrônica estão sendo
      representadas na mídia de forma sensacionalista.
      Chegaram a chamar raves de
      "território livre para o consumo de drogas". Como
      qualquer generalização,
      essa é injusta e simplista. É o mesmo que dizer que
      todo fã de reggae é
      maconheiro ou que todo fã de rap é bandido.
      A grande maioria dos freqüentadores de raves vai às
      festas porque gosta de
      música eletrônica. Raves são festas pacíficas, nas
      quais muito raramente se
      vê uma briga.
      A cena de música eletrônica no Brasil forma um mercado
      grande, que inclui
      não somente promotores de festas mas donos de casas
      noturnas, DJs,
      produtores, gravadoras, divulgadores, revistas,
      programas de rádio, equipes
      de som e luz, enfim, muitas pessoas que vivem e
      dependem dela. A cena
      eletrônica gera empregos, sustenta famílias e
      movimenta a economia.
      Associá-la à ilegalidade é uma humilhação para todos
      os profissionais que
      vivem dela, pagam impostos e cumprem seu dever como
      cidadãos.
      Por que, então, a sociedade tem uma imagem tão
      desfavorável da cena
      eletrônica? Segundo Murilo Battisti, psicólogo e
      pesquisador da Unifesp, que
      há seis anos estuda casos relacionados ao uso de
      ecstasy e drogas
      sintéticas, a cobertura da mídia é desproporcional ao
      real tamanho do
      problema. "O ecstasy é um problema sério, mas, se
      fizéssemos um ranking do
      perigo que representa, ele estaria numa posição muito
      inferior até mesmo a
      outras drogas anfetamínicas, como pílulas de
      emagrecimento. O uso de ecstasy
      sequer aparece nos estudos epidemiológicos de grande
      abrangência realizados
      no país."
      Battisti sustenta a opinião, defendida também por
      muitas pessoas da cena
      eletrônica, de que a sociedade, ao concentrar suas
      energias na luta contra o
      ecstasy, está deixando de lado os problemas mais
      sérios, notadamente o abuso
      de álcool. "O ecstasy, talvez por ser uma droga
      urbana, cara (um comprimido
      custa, em média, 40 reais), criou uma certa aura de
      modernidade, e isso é
      atraente para a mídia." Pesa também o fato de que o
      perfil dos usuários e
      traficantes de ecstasy é muito particular -geralmente
      jovens universitários
      de classe média alta, e isso, claro, é notícia.
      É importante ressaltar que os promotores de eventos de
      música eletrônica são
      totalmente favoráveis às ações da polícia e a um
      aumento da fiscalização e
      vigilância nas festas.
      Isso ficou claro durante um recente encontro em São
      Paulo, no qual cerca de
      30 pessoas, representando casas noturnas, agências de
      DJs e núcleos de
      festas se reuniram para discutir o problema. A opinião
      foi unânime: está
      cada vez mais difícil trabalhar com música eletrônica
      no Brasil. Hoje,
      muitos donos de fazendas e sítios, locais preferidos
      para as festas,
      simplesmente se recusam a alugar suas propriedades
      para qualquer evento de
      música eletrônica; prefeituras se negam a conceder
      alvarás; agências de DJs
      têm visto uma queda significativa em seus negócios por
      causa da diminuição
      do número de festas; e clubes têm registrado uma
      preocupante queda de
      público.
      Todos concordaram que é necessária uma aproximação
      maior entre as
      autoridades e a cena eletrônica, para que se possa
      trabalhar conjuntamente,
      visando tanto uma fiscalização maior das festas quanto
      uma campanha de
      conscientização em relação ao perigo das drogas.
      Afinal, as pessoas mais
      interessadas em ter uma cena limpa, sem drogas e livre
      de problemas com a
      polícia são aquelas que dependem da música eletrônica
      para sobreviver.
      --------------------------------------------------------------------------------
      André Barcinski, 37, é jornalista e promotor de
      eventos. Camilo Rocha, 37, é
      jornalista e DJ.


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