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11845Derrick Carter

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  • Brayhan Hawryliszyn
    16 de ago de 2005
      To indo feliiiiiiz pro RJ!

      :D

      []s
      Brayhan


      http://www.rraurl.com/cena/entrevista.php?rr_entrevista_id=1698

      Derrick Carter
      Rio e Sampa recebem top houseiro de Chicago nesta
      semana
      15.08.05


      Não brinco quando digo que o rraurl sonda Derrick L.
      Carter para entrevistas há precisos quatro anos.
      Arriscamos e-mails, telefonemas, intermédio de
      agentes, nada. Não é exclusividade da casa. No cume da
      segunda onda de DJs e produtores da house de Chicago,
      uma das cidades que pariram a linhagem mais festiva e
      ensolarada da música eletrônica dançante, o americano
      segue mesmo a linha duro de entrevistar.

      A regra caiu.

      "Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa,
      desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa",
      insiste, assim mesmo, trezentas e cinqüenta e nove mil
      vezes, até perder o fôlego. Foi após ter pedido dois
      minutos para se livrar de um embaraço em casa. Conto
      no relógio, ouço gritos, latidos e choro de criança.
      Um de seus cachorros tinha subido no teto. "Que semana
      caótica!", ele volta, com os dois instantes quase
      beirando dez. "Cachorro, cachorro, bebê, bebê", e vai
      a narrar um cotidiano zoado como que pra um velho
      conhecido. "Odeio entrevistas, nunca dou, mas hoje
      você me pegou animado".

      Pois Derrick, filho dos subúrbios do oeste de Chicago,
      se interessou pela música dançante ainda moleque. Era
      1986 quando começou a investir em produzir, 1987
      quando debutou em lançamento. Os selos detroitianos
      Transmat e KMS foram algumas das primeiras casas dos
      seus discos, mas o destaque inicial chegou mesmo a
      partir dos anos noventa, co-produzindo com amigos como
      Chris Nazuka (e, por vezes, Mark Farina e Luke
      Solomon). Os 2000 já o viam consagrado e tornaram
      obrigatório de imediato o seu primeiro álbum,
      “Squaredancing in a round house”, cujo single “Where u
      at?” emplacou geral.

      Mas não é o Derrick dos estúdios o mais louvado aqui.
      Derrick é DJ – e sinta o impacto e a extensão do termo
      aqui –, Derrick sabe fazer festa. Dá para sentir o
      gostinho em CDs mixados como “Live At Ohm” (que divide
      com Farina); “About now...”, pelo Sixeleven; e “The
      Future Sound Of Chicago Volume Two”, pelo Sound of
      Ministry, subselo da Ministry of Sound. Indicam que
      não é por quaisquer bobagens que é disputado a faca
      por clubes e festivais do mundo todo, incluso o
      Brasil. Esteve por aqui uma única vez, pelo Skol
      Beats. Retorna agora, no próximo fim de semana; desta
      vez, pretende buscar horinhas vagas pra checar lojas e
      engrossar o caldo da sua coleção de vinte mil
      bolachas.

      “Levo geralmente de sessenta a setenta discos quando
      viajo para tocar, com uma boa porcentagem de velharias
      no meio”, conta. Que pérolas? “Olha, as melhores das
      minhas melhores estão na participação que fiz na série
      Choice, do selo Azuli”. Muita coisa de ítalo, tal como
      Klein & M.B.O., Patrick Cowley e Alexander Robotnick,
      além de Rick James, Jamie Principle, Yazoo e A Guy
      Called Gerald.


      Classe
      O apego aos clássicos se reflete também no nome do
      selo que Derrick divide com Luke Solomon: Classic
      Music Company. Nasceu em 1995, sob o lema “queremos
      lançar tudo que possa virar clássico”. E encaixou bem
      nas demandas do circuito houseiro. Os discos do
      Classic são, atualmente, os mais disputados do gênero
      – além dos mais influentes de suas novas escolas, que
      caminham por uma trilha cada vez menos careta, criando
      batidas traiçoeiras à base de uma ginga negona. Ocorre
      aí, para delimitar a idéia, o termo “freak”,
      informalmente traduzido como “jamanta” no Brasil.

      “Nunca ouvi falar nessa coisa de ‘freak’, juro”,
      exclama Derrick. “O que é?”. Descrevo e é instantânea
      a identificação. “Sim, sim, sou ‘freak’. Ainda mais se
      comparado àquela house da Costa Oeste daqui dos
      Estados Unidos. Coisa mais chata. Não inova. São os
      hippies da house. Se eles estão na Era de Aquário,
      devo ser o freak mesmo”, gargalha. “Claro que tem um
      lado tradicional da house que eu amo – o que estou
      falando é bem diferente da house de caras como os
      Masters at Work e o Blaze, que têm todo o meu respeito
      e minha eterna admiração. Mas sério, esse deep
      tech-house da Costa Oeste é uma monotonia só, e eles
      ainda ficam soltando por aí que São Francisco tem o
      monopólio da cena americana, enquanto que aqui em
      Chicago, em Nova York e outras cidades há ótimas
      festas e clubes”, fecha, categórico.

      E com propriedade. Ao longo dos últimos anos, tem
      colaborado através dos seus sets e do Classic em
      definir tendências como o swing house, difundido por
      nomes como Greenskeepers e Mike Dixon, que marcaram
      presença forte em cases por aqui, além da linha click,
      por exemplo, que chegou a alcançar destaque também
      pelo Jacob London. Mas não é assim, como ditador de
      modas, que Derrick vê o selo. “Lançamos músicas das
      quais gostamos, simplesmente, sem pensar se vão ser
      vanguarda amanhã. Pegamos um monte de demos toda
      semana, de toda parte do mundo. Itália, Grécia, tantos
      lugares, até daí do Brasil, como o Prztz”, cita,
      simulando um pum.

      A história do Classic é especialmente curiosa em um
      outro aspecto: ao contrário de outros selos, o
      católogo dos caras começou do número 100 e seguiu, em
      ordem decrescente, em direção ao zero. Cá estamos,
      pois, dez anos após. A promessa é de que o selo
      cessaria junto com a contagem. O último disco, feito
      por Brett Johnson, atingiu a meta final. Seria mesmo o
      fim do Classic?

      “Veja bem...”, sorri. “A gente vai inventar umas
      coisas aí”, no que eu insisto por detalhes. “OK, pode
      contar que não, o Classic não acaba. Só não vou contar
      como continua”, desconversa em favor da permanência do
      mistério.


      A Delírio, em festa que destaca também Louis Osbourne,
      convida Derrick Carter para o Rio de Janeiro no dia 19
      do agosto corrente, sábado. Na capital paulista, a vez
      é do D-Edge, no dia 18, sexta-feira. Informações
      completas estão no guia. Links a seguir.


      Jamille Pinheiro



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      Brayhan Hawryliszyn

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