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11304Re: [bh-vibe] Re: Achei esse texto lúcido

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  • andre wakko
    29 de abr de 2005
      a temp é fã do carnaval revolução, e me desculpe se eu
      pareci restringir o merito ao gato negro, é
      simplismente a q tive mais contato, desde um tempo já,
      quando ainda tinha palestras sobre estética, ou ainda
      na epoca quando eu tava no colégio, discutindo e
      aprendendo com a jou, a historia da formação deles e
      tals, ou aidna encontro de stencil... q eu ia
      bisbilhotar estando ali do lado do mr. miagui das
      mágicas,...\ ...(teve festa q arte digital virou flyer
      q virou stencil,etc.)

      mas a verdade é que eles foram o movimento mais
      sólido e duradouro, dessa escala em BH, que eu
      conheço, me corrija se estiver errado, mas desde a
      mansão libertina q isso foi consolidando, no plano das
      idéias,e se tornando cada vez mais físico, e eles
      andam sumidos, com o problema q teve no maleta, e
      depois foi pro santa teresa,..e nem sei em q pé tá
      mais...
      to até devendo dois livros q tão comigo...
      mas por mais que grupos sejam seletivos, o extremismo
      deles seria na verdade ouvir e se abrir buscando os
      ideais que eles em suma buscavam... e isso não é
      tarefa fácil não... era ir uma tarde lá pra aprender
      muita coisa, e se ligar exatamente nesse lance de
      mercado que a folha ressaltou na matéria plausivel, ou
      seja, oq acontece é q a mulecada não tem contato com a
      informação que era salientada por exemplo no gato
      negro, q é importante pra qualqeur coisa q vc for
      fazer em relação construção artística não voltada
      extremamente ao mercado...

      e por aí vai...

      andrewakko






      --- isdrug <wally@...> escreveu:

      ---------------------------------
      Não acho que seja só o Gato Negro e o carnaval
      revolução que investem
      em novas propostas eletrônicas na cidade que fujam do
      mercado...

      Há grupos que fazem algo não tão extremistas como os
      citados mas que
      procuram agir a favor do underground. Um exemplo disto
      foi quando
      tentamos o projeto groovebox.

      E só para lembrar já teve festa do Temp aqui na
      cidade, em uma edição
      do carnaval revolução.

      W.
      --- Em bh-vibe@..., andre wakko
      <andrewakko@y...> escreveu
      > é por essas e outras q eu queria ver um ruído "temp"
      aqui em BH. e
      VIva ao gato negro e o carnaval revolução, que tem
      unido a musica
      eletronica pro outro lado da moela! (mesmo sendo uma
      moela pequenina.)
      >
      > andrewakko
      >
      >
      > Kowalsky <djkowalsky@g...> wrote:
      > Censura é uma lata na boca
      > Livio Tragtenberg
      > 28/04/2005
      > Fonte: Folha de São Paulo
      >
      > O recente episódio envolvendo certas
      "recomendações" contratuais que
      > vetavam o uso de certos tipos de imagens pelos VJs
      num grande festival
      > de música eletrônica em São Paulo expõe a situação
      real da atividade
      > artística em nossos tempos.
      >
      > Finalmente, chegamos à "música eletrônica de pista
      no mundo da Xuxa".
      > Não pode ter imagem de drogas, violência, política,
      mas é para a
      > rapaziada encher a cara...
      >
      > De uma forma geral, os criadores são reféns (uns
      mais felizes do que
      > os outros) dos marqueteiros e de suas estratégias
      publicitárias. O
      > Estado continua ausente da promoção cultural na
      sociedade, porque lhe
      > falta projeto e estratégias. A lei de incentivo
      transformou o artista
      > num "mal necessário" nos planos de marketing. E de
      que artista estamos
      > falando? Que cada vez se aliena mais, num ambiente
      de pose e de
      > escapismo.
      >
      > E, me desculpe a rapaziada, a música eletrônica,
      que surgiu como
      > curtição de uma tribo urbana em busca de novas
      formulações e veiculação
      > para o fazer musical e que criou resultados
      inovadores noutros tempos,
      > caiu na vida e já tem suas festas de peão.
      >
      > Será que esse é o destino único da criação
      artística nos dias de
      hoje?
      > Linha auxiliar de campanha de vendas? Se é assim,
      então pelo menos
      > vamos falar claro.
      >
      > Estive neste mês na Winter Music Conference, em
      Miami (EUA). Lá,
      DJs e
      > assemelhados assumiam alegremente o papel de
      garotos-propaganda de
      > celulares, gadgets e outros equipamentos
      periféricos, que são a razão
      > de ser da cena eletrônica de pista nos EUA. Como
      numa convenção de
      > vendas, DJs faziam demonstrações de equipamentos,
      produtores negociavam
      > pelos corredores de hotéis, onde a grande excitação
      girava em torno de
      > qual tecnologia vai dominar os novos suportes.
      >
      > Nesse ambiente, é natural que uma empresa, na hora
      de promover seu
      > produto, queira relacioná-lo a comportamentos, sons
      e imagens que lhe
      > interessam.
      >
      > Cabe, sim, à rapaziada ficar esperta e perceber
      que está dançando
      > conforme as escolhas musicais desses marqueteiros em
      seus refrigerados
      > escritórios e que eles não têm nenhum compromisso
      com música. Trata-se
      > de negócio.
      >
      > Mas será que a rapaziada está preocupada em ser,
      uma vez mais, massa
      > manipulada de um consumismo cada vez mais sacana?
      Sacana porque inventa
      > comportamentos, símbolos, sons que, através de
      massiva propaganda, faz
      > crer à moçada que esses são os seus valores e modos
      de vida.
      >
      > Quanto à situação dos VJs, à censura travestida de
      linguajar
      > "politicamente correto" e legalista resta constatar
      que precisam ser
      > criados espaços sociais para que se veicule
      realmente música, vídeo
      > etc. E que esses megafestivais de celular, cerveja e
      outros usam sons e
      > imagens apenas como iscas de uma juventude incauta.
      Que acha que se
      > manifesta "com uma lata na boca", slogan que é uma
      versão repaginada
      > daquele antigo "liberdade é uma calça velha de
      jeans". De slogan em
      > slogan desfiamos nossa indigência cultural.
      >
      > [Livio Tragtenberg é compositor]
      >
      > [As partes desta mensagem que não continham texto
      foram removidas]
      >
      >
      >
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