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10078Re: sonar

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  • Ivo Michalick
    13 de set de 2004
      Daniel,

      Você está corretíssimo! Me lembro quando levei o Robinho para tocar
      em Manaus: 10 minutos no set dele e a dona do clube (que por
      coincidência se chamava Hype...) veio me pedir para colocar logo o
      debê do Daniel Maia (que eu também havia levado e foi ADORADO pelo
      público, tanto que depois o levei de novo), pra "bombar" a pista.
      Lógico que não aceitei, mas o próprio Robinho sentiu na pele o que é
      tocar House para um público que nunca foi exposto ao estilo, e
      escolheu dar uma "acelerada" no set. Mas aí olha que coisa curiosa:
      depois veio muita gente de lá me pedir set do Robinho e de DJs de
      House em geral, mostrando muita curiosidade sobre o estilo. E quando
      levei o Claudio Manuel/Angelis Sanctus (do Pragatecno/Salvador) para
      tocar por lá umas semanas depois a receptividade do público para o
      House já foi um pouco melhor.

      A Lane, amiga nossa de Manaus que trabalhou conosco por lá na época e
      este ano passou uma longa temporada aqui em BH, quando chegou aqui
      virou "houseira de carteirinha", e diz que morre de saudade das
      festas House de BH...

      []´s

      Ivo

      --- Em bh-vibe@..., daniel d <danield@p...> escreveu
      > eu acho que nao eh soh isso nao.
      > eventos grandes atraem um publico que na sua maioria nao sao pessoas
      > que conhecem bem musica eletronica. e pra quem nao conhece, eh mais
      facil
      > comecar com a musica mais pesada, mais direta. por isso o techno e
      o db,
      > que sao estilos naturalmente mais rapidos e pesados que o house,
      geralmente
      > se dao melhor nesse tipo de evento. o house tem uma caracteristica
      mais
      > alegre, mais lenta ('devagar e sempre', como escreveu o camilo
      > rocha em uma de suas colunas :P).
      >
      > isso nao significa que house seja musicalmente
      > melhor q techno ou db ou outro estilo ; eu só acho que ele não é
      tão facilmente
      > assimilado quanto os outros. é uma música com mais detalhes, mais
      > texturas, instrumentos, enfim, mais orgânica.
      >
      > não há um 'grande nome' do house no brasil justamente porque os djs
      de
      > house não
      > tem a visibilidade que o dj de outros estilos tem. ou seja, uma
      coisa leva
      > a outra ; não há um
      > grande nome, então o house fica fora dos grandes eventos e raves.
      > e na real, nem é só aqui no brasil nao. quando voce pergunta pra
      qualquer
      > pessoa qual dj ela
      > conhece, sempre vem a tona nomes como carl cox, laurent garnier,
      tiesto,
      > sasha...
      > ou seja, raramente é um dj de house.
      >
      > >Acho que o problema é que no Brasil o house ainda não tem nenhum
      > >grande nome, tipo Marky, Anderson, Maumau, etc. E são esses grandes
      > >nomes que acabam 'educando' o público para um determinado tipo de
      som.
      > >Por mais que eu goste, por exemplo, do Pareto, que foi eleito o
      melhor
      > >DJ de house ano passado no site da Érika Palomino, 99,9% dos
      > >mauricinhos nunca ouviram falar dele. Mas todos conhecem o Marky.
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