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marolo

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  • sofia filosofica
    Gente, minhas sementes de marolo ainda não chegaram mas como não quero usar o ácido giberélico ando a pesquisar pela net por uma maneira de quebrar a
    Mensagem 1 de 1 , 17 de mar de 2012
    • 0 Anexo


      Gente,
      minhas sementes de marolo ainda não chegaram mas como não quero usar o ácido giberélico ando a pesquisar pela net por uma maneira de quebrar a dormência da planta de forma mais natural.
      De tanto navegar me deparei com esta reportagem que acredito possa ser de grande utilidade
      Assim que as sementes chegarem vou testar e se der certo comunico a todos.

      Bons ventos

      Ana S.
      _/)


      Segue a entrevista:


      Quebra de dormência em sementes de araticum

      Mudas de araticum 08.04.2007 – Globo Rural

      A reportagem é uma resposta à carta do senhor Osmar Souza Farias, de Barra do Garças, Mato Grosso. Ele já tentou várias vezes fazer mudas de araticum a partir das sementes, mas não teve sucesso.

      O araticum é um fruto do cerrado. Parente da pinha e da graviola, ele também é conhecido como marolo ou panã.

      Numa viagem pelo cerrado mineiro o Nélson Araújo reencontrou alguns agricultores que deram as dicas para resolver o problema.

      Estamos num chapadão da Serra Geral, a caminho do assentamento Americana, que fica no município de Grão Mogol. Na beira da estrada que corta o chapadão tem vários pés de araticum. Aliás, nessa região a fruta é chamada mais de panã.

      Na chegada o abraço apertado de dois agricultores o João Altino Neto e o Cristovino de Oliviera, que entrevistamos sete anos atrás numa reportagem sobre o povo que vive no cerrado da Serra Geral. São os geraizeiros.
      Idéia eu não fazia de quantos filhos Altino tinha – são oito! A cena engraçada fica quando vejo criança saindo em bica da minúscula casinha.
      Num hectare de terra João Altino já cultivava muita coisa: girassol, erva-cidreira, laranja, mamona, acerola, abóbora, coco, maracujá, urucum, jacarandá, mucuna preta, cerpilho, três qualidades de milho.
      O irmão de Altino é Cristovino, que também tem terreno na Lapa. Seguindo o modelo do irmão, com a intuição de caboclo, de tudo plantou um pouco – cobriu cada palmo de chão.
      Hoje João Altino e Cristovino continuam morando em ranchos sem água nem luz, mas já não são mais sem-terra, pois conseguiram um lote num assentamento. João Altino, que ocupava um pedacinho de chão, agora tem 70 hectares, onde procura implantar o mesmo sistema de antes: o agroflorestal, misturando as plantas cultivadas com as nativas. “O que a gente precisava fazer era a sementeira”, diz.
      Unindo a orientação técnica do CAAL (Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas) e o conhecimento tradicional, eles montaram um viveiro. “Foram formadas 1.600 mudinhas de 13 variedades: manga, café, umbu, cajá, acerola, coquinho, jambo, mamão, urucum, foram plantadas umas mudas de moringa”, conta.
      Num canto só tem muda de araticum. Quem explica como faz para a semente do araticum germinar são os irmãos geraizeiros Cristovino e João Altino.

      Globo Rural: É complicado?

      João Altino: Não é complicado. Tem as manhas. Primeiro, tem de selecionar a semente. A gente vai na árvore, colhe o fruto, aquele fruto que é mais sadio, que tem um sabor melhor que os outros, e dele colhe a semente. Não pode guardar por muito tempo. Pode guardar por mais ou menos uns 90 dias.

      Globo Rural: E planta direto?

      João: Planta direto. Só que tem de ter paciência porque vai demorar muito para nascer.

      Globo Rural: Tem algum jeito de acelerar essa germinação?

      João: Tem um jeito de acelerar que é pegar a semente, dar uma raladinha no “olho” dela – a gente chama de olho a parte mais fina da semente – quando acabar de ralar a parte dura tem de botá-la dentro d’água por 24 horas para acelerar o processo de germinação.

      Globo Rural: O que acontece aí?

      João: O que acontece eu não sei, só sei que ela germina mais rápido.

      Nilton Fábio Alves Lopes, agrônomo: Quando você rala a semente embebe mais de água, forma melhor o embrião e germina mais rápido. Naturalmente, a germinação do araticum dura em torno de 237 a 292 dias.

      Cristovino: Tem outro jeito que não precisa ralar a semente. Você a coloca numa vasilha, põe água para ferver e despeja em cima e vai deixar por dois minutos.

      “A semente do araticum é uma semente que se precisa quebrar a dormência para germinar senão ela não vai para frente, senão ela não nasce. Esses dois métodos são dois métodos eficientes, só que no dá água quente é preciso ter um pouco de cuidado porque se passar dos dois minutos ela pode cozinhar o embrião e aí não nasce”, explica Nilton Fábio.
      Quebrada a dormência, as sementes vão para o saquinho com duas partes de terra para uma de esterco. São colocadas pelo menos duas sementes por saquinho, que depois vai ser bem regado.

      Globo Rural: De cada cem sementes quantas vingam?

      João: Isso a gente não tem certeza, mas mais ou menos umas 70, 80, dependendo da seleção da semente.

      Globo Rural: Para germinar demora quanto tempo?

      João: Pode demorar de seis meses a um ano.

      Depois de colocar as sementes na água quente, espere esfriar aos poucos, naturalmente. A mudança brusca de temperatura pode prejudicar a germinação.

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