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38O dia em que roubei a Deus

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  • Marketing - Kelly Lopes
    11 de mai de 2003

      O dia em que roubei a Deus

               Dizem que carro, dinheiro e mulher não se emprestam! Tenho convicção absoluta que muitos
      guitarristas são capazes até mesmo de substituir esse último "ítem" por "guitarra"... Paixão essa que
      só mesmo um guitarrista pode entender e talvez explicar, mas compartilhar minha querida Fender com
      meu pai era algo do qual sempre me orgulhei, mesmo porque ela parecia outra em suas mãos. Contudo
      nossa agenda começava a colidir e vimos a necessidade de adquirir uma nova namorada prá ele. Então,
      questionamos nosso pastor se havia algum problema em investir o dinheiro de nosso dízimo na compra
      do instrumento, já que esse seria usado exclusivamente em nossa igreja. Diante da condição e sabendo
      de nossa fidelidade nos dízimos, o pastor não via qualquer problema, e autorizou-nos a adquirir a nova
      guitarra.

              Foi amor à primeira vista. A Gibson era macia... imponente... garota de respeito! Seu 'case'
      aveludado parecia um trono. Costurado a ele, um pano vermelho reluzente caía-lhe como um manto.
      Sentia-me um verdadeiro George Benson segurando a moça. Seus 'mutes' não tinham o som limpo dos
      'lace sensors' da Fender, era meio sujo... meio... sei lá. Ela era única... Mas antes que nosso flerte
      tomasse forma, papai já me encarava aprovando a compra e 'sacava' que sua guitarra tinha um novo
      pretendente.

              Santa-ceia! Dia de apresentar a moça ao meu Pai. Era dia importante. A Gibson seria consagrada
      ao ministério e tinha de estar bonita prá festa. Então, como um cavaleiro a empunhar espada, meu pastor
      ergue a Guigui e conclama: "Irmãos, aqui está o novo instrumento que o irmão Luiz comprou prá igreja
      e..." - "Prá igreja não, pastor! Ela é nossa!" - retifica minha mãe do primeiro banco onde estava assentada.

              Frase no mínimo estranha, olhei prá minha mãe com ar de reprovação e ao mesmo tempo curiosidade.
      O que ela quis dizer com isso? A guitarra era nossa de uma certa maneira, mas porque salientar isso? Não
      sei se o fato dos adolescentes iniciantes da banda já estarem de olho na Guigui... ou o medo de não
      cuidarem bem da moça. Não sei... O que sei é que essa frase desencadearia um processo no reino espiritual
      bem delicado.

              Passados alguns meses, eu já traía descaradamente a Fefê com a Guigui. E após um culto
      abençoadíssimo, fui buscar um CD na casa de uma amiga. Em questão de alguns minutos pude sentir a
      arma do assaltante em minha barriga exigindo as chaves do carro. Nessa hora só pensei na segurança
      de minha amiga, e com calma, entreguei as chaves. Ao cair na real, lembrei de alguém que estava no
      porta-malas do carro: a Guigui!

              Dias se passaram e encontramos o carro intacto, mas a Gibson, nunca mais... Por meses minha
      mãe orava e questionava a Deus o fato do instrumento ter sido comprado para o Seu louvor e que não
      havia justiça nessa história. Com muita convicção e fé, minha mãe asseguráva-nos que a guitarra voltaria
      prás nossas mãos. Mas um fato curioso chamava a atenção: nunca havíamos experimentado uma crise
      financeira tão grande em nosso lar como aquela que se seguiu após esse episódio.

              Dias depois, sem ter notícia da guitarra, estava ministrando um seminário em uma igreja na Zona Sul.
      Entre os assuntos abordados, falava sobre dízimos e ofertas na vida do músico. Foi nesse exato momento
      que o Senhor respondeu as orações de minha mãe, talvez não como ela esperava, mas ao passo que eu
      pregava a Palavra do Senhor, Ele me respondia nossos questionamentos. Pude ouvir a doce voz do Espírito
      a ministrar em meu coração que aquela palavra que mamãe proferiu no dia da santa ceia, havia
      transformado-nos em ladrões! Que descaradamente nós enganamos ao Senhor.

              Mamãe estava assentada no primeiro banco e ao ouvir aquela palavra, compulsivamente chorou de
      arrependimento e ao mesmo tempo gratidão pela resposta do Senhor. Ao final do seminário, conversamos
      muito. Oramos e pedimos perdão por ter "desviado" o dízimo do Senhor e não ter dado a Ele o que lhe era
      devido. Nunca preguei sobre prosperidade financeira, mas há uma lei na Palavra de Deus que é clara e dela
      não podemos escapar. Diz o livro de Malaquias: "Pode um homem roubar a Deus? Contudo vocês estão me
      roubando. E ainda perguntam: 'Como é que te roubamos?' Nos dízimos e nas ofertas." - Mal. 3:8

              A lei mais atacada pelos ímpios e mais ignorada pela maioria dos cristãos, é a razão dos maiores
      problemas financeiros dos crentes! Entendo que essa lei não está ligada à salvação. Por isso, condeno
      àqueles que fazem dela um passaporte para o céu. Mas se até mesmo alguns que não são evangélicos
      entendem essa lei e são dizimistas fiéis, por que fazemos questão de ignorá-la?

              E veja, o Senhor vai mais além e transforma aquilo que no Velho Testamento era chamado de "oferta"
      em "semente". Diz o apóstolo Paulo: "Lembre-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele
      que semeia com fartura, também colherá fartamente. (...) Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão
      ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês
      serão
      enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião." - II Co. 9:6, 10 e 11

              Deus não pode negar a Sua palavra, por isso aqueles que semeiam na obra, mesmo não sendo crentes,
      são abençoados. Isso não lhes dá a vida eterna, mas é uma Lei Espiritual, nunca será quebrada! Oras, se eles
      que não conhecem ao Senhor, entendem essa regra, me pergunto muitas vezes: "Por que nós, que somos
      esclarecidos, não vivemos a totalidade do evangelho sendo féis nos dízimos e nas ofertas?".

              Medite nessa Palavra. Ela é fruto de uma experiência dolorosa, pois até hoje sinto saudades da Guigui...
      Mas tenho convicção que passei por essa experiência para te alertar: seja fiel ao Senhor. Não importa a
      denominação que você frenqüenta ou o que é feito com sua oferta. Faça a sua parte e Deus lhe recompensará
      muito mais.

      Até a próxima... ai que saudade da Guigui...


      L. Rogério
      Ministério Kelly Lopes de Louvor & Adoração
      www.KellyLopes.com.br

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