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35Ele ainda opera milagres

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  • L. Rogério - Mr. Click® Design
    6 de abr de 2003

      Ele ainda opera milagres

              O dia havia sido cansativo, mas as excursões ao SESC eram as mais divertidas. Pela primeira
      vez na vida entrava em um cinema. Lembro-me que minha herança assembleiana condenava-me a
      todo instante, mesmo sendo um longa de Tom & Jerry. Ao chegar em casa, exausto, pus os fones-
      de-ouvido e como todo adolescente de minha época, deitei e curti o melhor dos anos 80. Em questão
      de minutos comecei a sentir uns calafrios e uma cãimbra que nunca havia sentido antes. O que parecia
      uma espécie de gripe, em poucos dias se tornaria meu maior pesadelo.
              As dores e a moleza pelo corpo já eram sintomas claros, quando minha mãe decidiu levar-me ao 
      médico. O Dr. Pedro não sabia ao certo qual a enfermidade, mas receitou um banho de ervas medicinais,
      pois acreditava ser hepatite. Enquanto aguardava o resultado final, passei os dois dias seguintes com
      uma dieta ridícula a base de chá, bolachas e alguns alimentos leves. Mas logo o Dr. Pedro retornara a
      ligação e, preocupado, pediu que fôssemos ao consultório. Nessa fase, já havia perdido minha coordenação
      motora e tinha muita dificuldade para me locomover. Resultado do exame: Leptospirose. Enquanto o
      Dr. Pedro aconselhava minha mãe a levar-me urgentemente para o Hospital Emílio Ribas (já que meu quadro
      era de risco e a enfermidade estava avançada), os olhos dela encheram-se de lágrimas. As explicações
      quanto à origem da doença já não eram ouvidas, muito menos o endereço ou as demais recomendações
      do doutor, apenas o desafio daquele incrédulo quando minha mãe testemunhou crer num Deus que curava
      qualquer enfermidade: "Essa aí dona Rufina, nem Deus..." - disse o médico.
              Ao invés de correr para o hospital, mamãe correu para a igreja. Não sabia o que fazer, só a quem
      recorrer. O coral entoava uma canção que dizia: "Com a minha voz clamo ao Senhor... Com a minha voz
      ao Senhor suplico. Diante dEle a queixar-me eu estou... Diante dEle exponho a minha aflição." O Salmo
      142 tornou-se nosso bálsamo aquele dia. Começou então uma batalha de oração pela minha vida através
      da igreja e de meu pastor, Gessé Ribeiro.
              Lembro-me que meu pai, um grande colecionador de artigos curiosos, guardava muitos de seus
      recortes em livros e revistas. Mas dentro do dicionário havia um que, curiosamente, chamava-me a
      atenção. Era uma nota sobre um astro famoso de Hollywood que havia morrido por causa da Leptospirose.
      Nunca imaginei que o Mickey Mouse pudesse me trazer tantos problemas. Mas enfermidades de grandes
      proporções não eram novidades em minha vida. Eu havia nascido sem a coordenação da cabeça, ela
      pendia prá um lado e pro outro e não parava no lugar. Mamãe apresentou-me ao Senhor e fui curado pelo
      seu poder, embora ainda tenha minhas dúvidas se a tenho no lugar (rs). Dias depois um exame detectou
      disritmia cerebral e os médicos receitaram Gardenal até os 12 anos, quando eu poderia então fazer um
      cirurgia, ainda que de risco. O mesmo Jesus operou e nunca apresentei qualquer seqüela. Mas essa enfer-
      midade agora me deixava um tanto preocupado, afinal eu estava urinando sangue! O vírus do leptospira
      havia dissolvido meu aparelho digestivo.
              Recorremos então a uma médica muito conceituada, que aconselhou: "Não existe nesse mundo um
      remédio para o seu filho dona. Não dê a ele sequer uma aspirina. A única coisa que poderia salvar sua vida,
      seria expelir todo o vírus em menos de 24 horas, o que é humanamente impossível, dado o quadro clínico de
      seu filho.". Na verdade ela não havia contado tudo...
              Já em casa aquela madrugada, chega o casal Bezerra, muito amigo nosso e da tal doutora. Era muito
      tarde e apesar de amigos, achamos estranho aquela visita. Eu não levantava prá nada. Já estava quase sem
      os movimentos básicos e só conseguia ir ao banheiro com um pouco de esforço, na tentativa de lutar contra
      a enfermidade. Mas o casal vinha a pedido da médica, avisar que aquela noite seria provavelmente a minha
      última. Após um período de choro compulsivo de minha mãe, pude sentí-la me acariciando à beira da cama.
      Eu não sabia nada do que estava acontecendo, só eles.
              Então, numa última esperança, chamaram a Irmã Maria José, profeta de Deus, dirigente do Círculo de
      Oração, cheia de poder, Palavra e unção. Lembro-me claramente da cena a seguir. Sem saber de nada, Irmã
      Maria entrou na sala, deu uma pisada que estremeceu o chão e bradou com grande veemência: "Espírito de
      morte, vá embora dessa casa e agora!!!". Não vou te dizer que senti algo dentro de mim como um arrepio ou
      coisa e tal, mas com toda a certeza fui curado naquele exato momento. Em menos de quinze dias eu estava
      na sala da médica testificando o milagre e recebendo alta. Aleluia!
              "Não há morte sem pecado, e não há sofrimento sem iniqüidade" - ensinavam os fariseus no tempo de
      Jesus. As pessoas acreditavam que o sofrimento atingia apenas aqueles que o mereciam. Foi assim com Jó e
      foi assim com os discípulos ao pergutarem: "Quem pecou Jesus, ele ou seus pais?". Jesus responde o "por que"
      de seus discípulos com um elucidante "prá que": "Nem ele, nem seus pais" - disse Jesus, "mas para que se
      manifestem nele as obras de Deus".
              Aquela semana foi de total importância para mim. Há algum tempo atrás eu havia tentado aprender os
      primeiros acordes com meu pai e até mesmo sozinho, mas nada de tocar. E por algum motivo, naquela semana
      os acordes pareciam saltar das páginas daquele método e com muita facilidade tomavam conta de meus dedos.
      Com o auxílio de algumas cifras, em poucos meses eu já eram um dos músicos do grupo de jovens. Desde então,
      meu ministério teve início e nunca mais os acordes apartaram-se de minhas mãos e a Palavra de meus lábios.
              Hoje entendo que todas as tentativas do diabo para acabar com minha vida foram frustradas. Ele sabia
      das promessas quanto ao meu ministério e estava decidido a me destruir. Mas a mão do Senhor foi mais forte
      e conduziu-me até aqui, neste dia, simplesmente para te dizer:
       
              "Ele ainda opera milagres!"
       
      Deus te abençoe,
       
      L. Rogério
      Ministério Kelly Lopes de Louvor e Adoração
      www.KellyLopes.com.br

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