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34Ele ainda é Jeová-Jireh

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  • Marketing - Kelly Lopes
    30 de mar de 2003
      Ele ainda é Jeová-Jireh
       
              Eu havia dirigido por horas. Estava cansado, com fome, abatido e com febre. Satanás havia
      se levantado contra minha vida em grande fúria. A estrada estava muito perigosa. A neve caía feito
      pedra e o carro patinava no gelo. Ultrapassar os caminhões então, era a maior aventura. Nunca
      imaginei que o Kentucky fosse tão diferente dos desenhos animados. E pior, o restinho de dinheiro
      que tinha estava reservado para o resto da viagem. Precisava descansar, comer, orar, desabafar...
      O Dale não podia nos hospedar, sua casa era pequena e não falamos nada sobre nossa dificuldade.
      Conversamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos embora.
              A bela paisagem do campo recoberto de neve não me chamava mais a atenção. Tudo o que 
      eu pensava era: “O que estou fazendo aqui, meu Deus?”. Descemos em direção a cidade e decidi:
      “Chega! Vou embora!”. O Moacir foi para um fast-food e a Daniella e eu para um restaurante bem
      próximo dali. Eu estava decidido! Liguei para os meus pais e desabafei um pouco. Disse que deixaria
      meus amigos de viagem e voltaria para o Brasil no primeiro vôo. Eu havia desistido covardemente.
      Faltavam dois ou três seminários para ministrar e os pastores estavam me esperando, mas nada
      disso me motivava.
              Entrei no restaurante, sentei, reclinei a cabeça na mesa e comecei a chorar. Chorava
      compulsivamente. Daniella me alertava quanto aos pastores à minha espera e tentava me animar
      dizendo que Deus tinha um plano nisso tudo. Mas eu não conseguia pensar em nada. Não sabia
      como orar. Minha fé estava no chão. Só conseguia imaginar que Deus havia esquecido de mim
      naquele lugar tão distante de casa...
              Então, com o restinho de forças que tinha, orei. Disse estas poucas palavras ao Senhor:
      “Senhor Jesus, se Tu estás comigo e se foi o Senhor que me enviou à este país, ouve minha oração
      e manda-me o sustento necessário para este dia. Amém!”
              Em meio à minha oração, chega o irmão do Dale. “Olá Troy!” – disse a Dani. Ela contou-lhe
      apenas que estávamos de passagem e que iríamos embora depois de comer. Troy perguntou por que
      não esperávamos até amanhecer. Disse-nos que a estrada estava muito perigosa e que devíamos pousar
      ali mesmo, no Kentucky. Antes mesmo que respondêssemos alguma coisa, ele acrescentou: “Vamos fazer
      assim, tenho que buscar minha filhinha, mas volto prá pegar vocês. Vocês vão passar a noite em minha
      casa. Tenho uma grande casa e vocês podem ficar conosco o tempo que quiserem!”
              Quase não consegui conter as lágrimas. O Senhor havia enviado um anjo em nosso auxílio. Em
      meio a um deserto, pude ver a providência imediata do Senhor. Troy pagou nosso almoço e levou-nos
      para sua casa. Era uma casa realmente grande. A sala tinha um grande piano de calda no meio. Havia
      um mini-estúdio com dezenas de guitarras. Eu estava no paraíso. Troy e sua esposa eram simpáticos,
      amáveis e muito atenciosos. Naquela noite tomei um banho demorado de banheira e pude dormir num
      quarto mais que aconchegante, com lareira e muitas velas aromáticas. Pela manhã, despertei com os
      raios de sol invadindo o lugar. Levantei-me e fui à janela. Desta vez pude admirar as montanhas ainda
      cobertas de neve, e no silêncio daquela manhã, orei. Agradeci a providência divina e pedi perdão por
      duvidar daquele que estava comigo na palma de Suas mãos. Foi aí que o cheiro do ‘breakfast’ invadiu o
      quarto e tive que pedir licensa ao Senhor (rs), mas prometi conversar muito mais depois do café.
              A Bíblia nos fala em Colossenses 3:2 – “Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas
      coisas terrenas.” Tenho certeza que você conhece um submarino. Os submarinos têm um dispositivo
      chamado periscópio. Através dele, a tripulação pode saber como andam as coisas lá na superfície, ou
      seja, o bem estar e a segurança dos que estão lá em baixo depende do que eles vêem lá em cima. Creio
      que da mesma maneira é a nossa vida aqui na terra. Quando nos vemos em aflições e desespero, só
      conseguimos enxergar o que está ao nosso redor. É quase impossível ver além de nossas necessidades.
      A visão torna-se turva e o chão parece ser tirado de nossos pés. Sei que você tem definições talvez
      até piores do que essas, mas quero neste dia te incentivar a olhar para o alto.
              O salmista disse: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o
      socorro?”, ao que ele mesmo responde: “O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra!”
      (Sl. 121:1,2).
              Talvez você já tenha ouvido diversas vezes que o Senhor só nos prova até onde podemos
      suportar (I Co. 10:13) e tenha se questionado: "Será que essa medida está realmente correta?
      Será que já não estou suportando além do que posso? Já não vejo nenhum crescimento espiritual
      em minha vida com essa situação..."
              Sim, eu também penso assim, que quando a prova deixa de te trazer aperfeiçoamento, começa
      a te jogar prá baixo e o nome do Senhor parece até que vai ser envergonhado, é nesse exato momento
      que a luta cessa. Mas quero te lembrar de uma coisa: Quando encontramos um amigo que não víamos há
      muito tempo, notamos claramente as mudanças que aconteceram. O peso, o cabelo, as roupas, o tamanho,
      enfim... tudo aquilo que difere da última imagem que tivemos daquela pessoa. Entretanto, quando estamos
      sempre juntos de alguém diariamente, não notamos qualquer diferença que seja, mesmo que se passem
      anos! E assim é a nossa provação. Você não enxerga nada agora porque está no meio do processo.
      Tão ligado à ele que mal pode saber de onde vem tanta luta e provação. Tão cego e tão desanimado,
      que faltam forças para orar, cantar ou até mesmo chorar. Chegamos a imaginar que já choramos todas
      as lágrimas que existiam em nós.
              Mas eu tenho uma excelente notícia prá você: “Jesus não te esqueceu!”. Como eu posso ter
      certeza disso? Oras, por que você acha que está lendo essa mensagem nesse exato momento?
      Coincidência? Por que acha que conseguiu chegar até aqui de um texto tão longo? Você não tem o
      costume de ler tanto, tem? Coisa do acaso? Não! Isso é mentira do diabo, ele é enganador e astuto.
              Jesus está contigo e não precisa ficar demonstrando isso a todo instante prá você. Você está
      crescendo. Não precisa mais de tantas respostas e demonstrações milagrosas para poder acreditar. Sua
      fé está sendo amadurecida e agora você já pode crer simplesmente porque O ama e não pelo que Ele te
      faz!
              Um bebê quando ainda está engatinhando, recebe toda a atenção dos pais. Quando ele quebra
      algum objeto dentro de casa, a mãe dá uma bela gargalhada e conta prás amigas como ele está
      crescendo e ficando forte. O tempo passa e o bebê já não recebe tanta atenção como antes. E mais,
      agora quando ele faz alguma coisa errada é repreendido e às vezes até apanha para que aprenda a
      viver corretamente. Jesus faz exatamente isso conosco.
              Medite nessa mensagem, busque ao Senhor em oração. Tenha intimidade com Ele. Mostre-Lhe
      seu amor pelo que Ele é e não simplesmente pelo que faz. Depois de toda essa situação, você ficará tão
      apaixonado por Jesus que não haverá espaço prá mais nada, a não ser para as coisas do alto. O evangelho
      vai ocupar tanto do seu dia-a-dia, que você não terá mais tempo prás coisas fúteis.
             
              E lembre-se: “O ímpio foge, embora ninguém o persiga, mas os justos são corajosos e ousados
      como o leão!” Pv. 28:1
       
      Deus abençoe a tua semana em Cristo Jesus,
       
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      L. Rogério
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