Em resposta a experiência / teste de membros do IPPB, cujos nomes
omitirei.
--- Em IPPB-GE, "XXXX" escreveu:
> Olá amigos,
> Seguindo a sugestão do Wagner, eu disponibilizei o [relato
> sobre experiência retrocognitiva via ahiuasca]
> Sem querer gerar polêmicas, estou aberto a críticas, sugestões
> e opiniões a respeito do tema que, se depender de mim, poderão
> ser discutidos abertamente aqui mesmo na lista, no começo do
> próximo ano.
Bem, entendo que, se foi bom pra você... foi bom pra você!
Minha experiência com ahiuasca, em quantidade mínima de controle, e
sugestão do próprio Wagner, me mostrou coisas que imaginava: há uma
aceleração vibracional desordenada, onde cada chakra entra num estado
vibracional de frequência diferente. Naõ sei se isso é bom ou mal, se
vale a pena ou não (essa resposta depende de cada um, e do que
conseguirá com o processo), mas me parece um método estranho, que,
alterando as frequências vibracionais / conscienciais das corpóreas e
cerebrais, só pode mesmo levar a uam saída (expulsão) do corpo físico.
Além do mais, encontrei exatamente o que imaginava encontrar, do lado
de lá; com detalhes de controle, e influências tanto projetivas reais
quanto oníricas aceleradas pelo uso do FORTÍSSIMO alucinógeno. O que
me dá subsídios, como pesquisador, para entender porque tantas
pessoas "juram" ter encontrado exatamente o que, no fundo, sempre
gostariam de encontrar. Nesse estado, você é o seu diretor, e isso,
se não invalida a experiência, também não pode ser usada como prova
de autenticidade, por si.
Estou falando TECNICAMENTE, sem entrar em juizo de valor. Se a pessoa
vai fazer ou não uma BOA saída a partir daí, é com ela - assim como é
ela mesma que deve ou não responder, apenas para si mesma, se usou em
caso raro e necessário ou como fuga consciencial, se tem condições de
lidar TAMBÈM com o que o acesso ao inconsciente e suas trevas
psíquicas (inevitável) vai trazer, e se uma substância que é
tecnicamente alucinógena (embora tolerado NESSE país) é um bom preço
a pagar ou não para o seu acesso consciencial.
No caso do XXXXXXXX, parece que foi. Também não é qualquer pessoa,
nem fez uso direto, nem foi um atalho consciencial - e sim uma ajuda
de auto-compreensão para uma pessoa que já era clarividente, e que já
está na lida de dharmas espirituais (e suas boas companhias) há muito
tempo.
Para a média da população, e no ritmo e intenção que procuram, tenho
cá minhas dúvidas.
Ainda falando tecnicamente, do ponto de vista psicanalítico, se o
estado eufórico / espiritual for alcançado por ingestão do que for
(ou por pessoa, ou por toque de alguém, ou qualquer coisa EXTERNA à
consciência dela mesma), isso ainda não é o seu estado íntimo. Logo,
tudo o que subiu, tem que descer.
O acompanhamento próximo de vários casos de psicopatologias graves
ocorridas pouco tempo após a ingestão de daime, como parte de um
processo psíquico iniciado pelo acesso desmedido ao inconsciente, me
faz ver hoje com reservas seu uso por pessoas que não estejam MUITO
BEM equilibradas (no mínimo, anos e anos de lida espiritual séria, ou
alguns anos de terapia).
Ou seja:
Quem pode usar, em geral não precisa muito.
E quem "precisa" muito usar, em geral não deve.
Lázaro
(que usa qualquer substância, desde que a substância não me use)