Sei que isso anda parado há tempos, mas mesmo não sabendo a opinião
comuma esse respeito, mas levando em conta a ajuda que o grupo me deu
assim que terminei de ler Meu Ismael e o mundo parecia mesmo não ter
mais sentido, creio que este tenha se tornado o objetivo disto aqui.
Infelizmente, não vieram mais novatos como eu para receberem ajuda.
Tenho certeza que se isto tivesse acontecido, o grupo teria voltado a
se comunicar pelo menos por mais um tempo.
Mas o que queria mesmo era convidá-los a visitar o ¡BLASFÊMIA!, grupo
do Yahoo com cara de Quinn e várias cogitações a serem analisadas.
Grande abraço a todos!
LABES
http://br.groups.yahoo.com/group/blasfemia
É, não estou tendo tempo para fazer muito pelo Uma Nova Cultura agora. Tenho trabalhado muito no Antizero, mas continuo aqui. Ando lendo A Ilha, do Huxley, um ótimo livro que inflizmente não teve a atenção que merece. Nele Huxley parece oferecer uma opção, coisa que não faz nos outros livros. Estou preparando uma tradução de um texto do Michael Crichton (escritor de Prey) sobre ambientalismo. Espero poder lançar o texto aqui e no Blasfêmia assim que puder. Abraços.
Janos Biro.
Marcelo Labes <mmlabes@...> wrote:
Sei que isso anda parado há tempos, mas mesmo não sabendo a opinião comuma esse respeito, mas levando em conta a ajuda que o grupo me deu assim que terminei de ler Meu Ismael e o mundo parecia mesmo não ter mais sentido, creio que este tenha se tornado o objetivo disto aqui. Infelizmente, não vieram mais novatos como eu para receberem ajuda. Tenho certeza que se isto tivesse acontecido, o grupo teria voltado a se comunicar pelo menos por mais um tempo. Mas o que queria mesmo era convidá-los a visitar o ¡BLASFÊMIA!, grupo do Yahoo com cara de Quinn e várias cogitações a serem analisadas.
Michael Crichton, escritor de Prey (mas mais conhecido pelo Jurrasic Park) escreveu um ótimo artigo chamado Ambientalismo como religião, que eu acho que abre novos precedentes para nossa discussão, que já não ocorre faz um bom tempo. Eu traduzi o texto, o que não foi fácil, para torná-lo disponível para todos. Para ler, siga o link do antizero:
O texto sobre ambientalismo como religiäo abre nossos olhos para o fato de que,como diz seu autor,as lutas ambientais,os protestos,etc,daqueles que se dizem ambientalistas,nada mais é do que política disfarçada.E política forte.
Como na religiäo e na política,os ambientalistas nada mais fazem do que estabelecerem regras nas quais todos podem alcançar a plenitude e dogmas que näo podem ser combatidos;discutidos.
Resta nos afastarmo nos do idealismo ambiental e fazermos nós mesmos algo que nos seja mais viável ,seja quanto a natureza,ao ser humano em geral,ao próximo,etc.
Sim, foi isso mesmo que eu também entendi do texto. É engraçado notar a diferença e a semelhança com Daniel Quinn, eu até mesmo me confundi no começo. E se alguém tiver mais um comentário sobre a interpretação do texto, por favor não deixe de fazer. Depois disso, acho que podemos falar um pouco sobre o que fazer com isso. Uma coisa que acho importante: uma vez que a idéia tenha sido compreendida, é preciso que ela entre em ação. Como, saindo na rua e espancando ambientalistas? Não, mas defendendo a verdade sempre que for preciso, numa roda de conversa, numa sala de aula, em qualquer lugar onde o assunto surgir. Se quiserem também, podem mostrar o texto a pessoas com interesse na área ou que trabalhem com o meio-ambiente, os direitos estão liberados para intuítos não-comerciais. O texto também não deixa de ser uma crítica religiosa, por isso cuidado com os dogmáticos. Falando nisso, me desculpe pelos erros de digitação, eu corrigi hoje.
Rafael
Sousa <rafascm@...> wrote:
O texto sobre ambientalismo como religiäo abre nossos olhos para o fato de que,como diz seu autor,as lutas ambientais,os protestos,etc,daqueles que se dizem ambientalistas,nada mais é do que política disfarçada.E política forte.
Como na religiäo e na política,os ambientalistas nada mais fazem do que estabelecerem regras nas quais todos podem alcançar a plenitude e dogmas que näo podem ser combatidos;discutidos.
Resta nos afastarmo nos do idealismo ambiental e fazermos nós mesmos algo que nos seja mais viável ,seja quanto a natureza,ao ser humano em geral,ao próximo,etc.
Não há como negar que o ambientalismo é a religião dos ateus urbanos.
É pra onde se tem de fugir quando os prédios não nos permitem mais
olhar distante, quando os assassinatos aumentam, os assaltos
aumentam, os sequestro... Então pensamos: “Eis a solução!”, com=
o se a
solução fosse verde.
As questões políticas podem ter sido bem abordadas, como o
ambientalismo ser fruto de interesses. Alguém, apenas, me diga o que
acontece no mundo, contra ou a favor da terra, que não seja por
interesse. Alguma novidade? A sustentabilidade, por exemplo, é um
desses grandes mitos quiméricos, em que se pode gastar muito
comprando Natura porque o xampu é feito de folhas de pitangueira
extraídas numa área de desenvolvimento sustentável. Mesmo que o xampu
venha em garrafas de plástico que não podem ser recicladas, mesmo que
não venha com instruções do que fazer com a garrafa, mesmo que não
tenhamos noção de que lauril éter sulfato de sódio é utilizado para
limpar chão de oficinas. Mesmo assim, ficamos incondicionalmente
emocionados com desenvolvimento sustentável. Alguma novidade?
Lamento, apenas, o discurso humanista de Crichton.
Infelizmente não tenho como ir atrás de dados duvidosos, como o
aumento das camadas polares, por exemplo. Ou da infeliz derrubada do
DDT. Aliás, parece-me claro que DDT não mata pássaros. Mas ao
contrário do que parece pensar Crichton, fazemos parte de um sistema
em que somos todos parte de um todo, onde um depende do outro. Matam-
se as ditas pragas e aos poucos a população de pássaros diminui.
Lastimável, apenas, achei a visão inocentemente humanista do autor.
Há, e isto está claro, uma ovação grandiosa à ciência moderna, que
nos faz viver mais do que séculos atrás, é verdade. Ciência esta que
nos permite desmatar grandes áreas virgens e não sucumbirmos mais às
ditas pragas – porque é do uso banalizado do solo que conseguimos
despertar vírus ali quietos há milhões de anos.
Ora, o que podemos chamar de qualidade de vida?
Se as pessoas morriam com 40 anos de idade, se quatro em cinco
crianças morriam, se mães morriam no parto, se as pessoas não tinham
saneamento básico, o fato tira a culpa do homem pela degradação do
planeta?
Imaginar que podemos necessitar de florestas inteiras para aquecermos
nossas lareiras não nos dá o direito de chorarmos mágoas
ambientalistas, é verdade. Mas que direito tínhamos de cortar mais
árvores do que precisávamos? E onde está o dever internalizado de
tirar e repor aquilo que usamos na natureza?
Ainda que o ambientalismo soe como religião, ainda assim creio não
tratar-se de algo ruim. Se uma religião é feita de mitos, que
mitifiquem a natureza. O que poderia dar tão errado como o monoteísmo
judaico-cristão que nos dá o direito de matarmos o resto do planeta
porque ele não tem alma?
Espero respostas para discussão.
Grande abraço,
LABES
CARPE DIEM!
FORÇA SEMPRE!
Que bom que você percebeu isso sobre o texto, Marcelo. Ele realmente é excessivamente "advogado do diabo", afinal, não há nada de errado em se preocupar com o ambiente, o problema é o método. Com certeza, nosso maior conforto, mesmo nosso maior número ou maior tecnologia não justifica a destruição de outras vidas, mas tem justificado até hoje. Por que? Por que decidimos que isso vale mais que qualquer outra coisa? Não adianta pedir por "direitos da natureza". Não é uma questão de direitos, porque, sinceramente, esse negócio de "direitos e deveres" é uma utopia, nunca funcionou, talvez jamais funcione. É uma instituição humana baseada no idealismo (e não funciona precisamente por esse fato). Eu quero falar de outra coisa. Coisas que os universitários ACHAM que descobrem nos seus cursos de Humanas, mas até mesmo os doutores não descobrem. É preciso mais que uma mudança de idéias, é preciso uma meta-mudança. Uma
mudança na idéia de mudança. E isto não é nada fácil de dizer, porque eu não estou citando nenhum filósofo. Precisamos parar de reproduzir os mesmos argumentos, as mesmas discussões, os mesmos ataques, as mesmas tentativas de mudança. Precisamos perceber que se algo já foi escrito sobre isso, não foi muito bem desenvolvido ainda, e não faz parte da memória cultural. Precisamos construir a solução, e não mais procurá-la.
O que eu digo é que não houve melhoria de qualidade vida para os seres humanos. Não importa se temos mais de tudo aquilo que já foi citado, isto não representa qualidade de vida, há uma compreensão idealista sobre o que vem a ser a vida. O que nosso desenvolvimento aumentou foi a qualidade de nossa sociedade, do nosso ideal de sociedade (carros mais rápidos, prédios mais altos, etc). E segundo Durkheim, o que é bom pra sociedade é bom para nós. Isto é um erro, reproduzido diariamente nas escolas e universidades. É só sair um pouco da linha de raciocínio capenga que nos foi imposta para perceber que uma superestrutura "melhor" não faz dos seus componentes coisas melhores. Mesmo porque o ideal do que seria melhor parte da própria visão restrita desses componentes internos. A um tempo atrás eu postei algo nesse sentido, de que seria inútil tentar melhorar a sociedade como um todo, porque ela não pode ser compreendida como um todo.
Mas enfim, o tempo está acabando. E quanto menos tempo temos, mais radical precisa ser a nossa ação. Fazer algo agora ou deixar nossos folhos lidarem com problemas ainda maiores? É pegar ou largar...
Janos Biro
Marcelo Labes <mmlabes@...> wrote:
Não há como negar que o ambientalismo é a religião dos ateus urbanos. É pra onde se tem de fugir quando os prédios não nos permitem mais olhar distante, quando os assassinatos aumentam, os assaltos aumentam, os sequestro... Então pensamos: “Eis a solução!”, com= o se a solução fosse verde.
As questões políticas podem ter sido bem abordadas, como o ambientalismo ser fruto de interesses. Alguém, apenas, me diga o que acontece no mundo, contra ou a favor da terra, que não seja por interesse. Alguma novidade? A sustentabilidade, por exemplo, é um desses grandes mitos quiméricos, em que se pode gastar muito comprando Natura porque o xampu é feito de folhas de pitangueira extraídas numa área de desenvolvimento sustentável. Mesmo que o xampu venha em garrafas de plástico que não podem ser recicladas, mesmo que
não venha com instruções do que fazer com a garrafa, mesmo que não tenhamos noção de que lauril éter sulfato de sódio é utilizado para limpar chão de oficinas. Mesmo assim, ficamos incondicionalmente emocionados com desenvolvimento sustentável. Alguma novidade?
Lamento, apenas, o discurso humanista de Crichton.
Infelizmente não tenho como ir atrás de dados duvidosos, como o aumento das camadas polares, por exemplo. Ou da infeliz derrubada do DDT. Aliás, parece-me claro que DDT não mata pássaros. Mas ao contrário do que parece pensar Crichton, fazemos parte de um sistema em que somos todos parte de um todo, onde um depende do outro. Matam- se as ditas pragas e aos poucos a população de pássaros diminui.
Lastimável, apenas, achei a visão inocentemente humanista do autor. Há, e isto está claro, uma ovação grandiosa à ciência moderna, que nos faz viver mais do que séculos atrás, é verdade. Ciência esta que nos permite
desmatar grandes áreas virgens e não sucumbirmos mais às ditas pragas – porque é do uso banalizado do solo que conseguimos despertar vírus ali quietos há milhões de anos. Ora, o que podemos chamar de qualidade de vida? Se as pessoas morriam com 40 anos de idade, se quatro em cinco crianças morriam, se mães morriam no parto, se as pessoas não tinham saneamento básico, o fato tira a culpa do homem pela degradação do planeta? Imaginar que podemos necessitar de florestas inteiras para aquecermos nossas lareiras não nos dá o direito de chorarmos mágoas ambientalistas, é verdade. Mas que direito tínhamos de cortar mais árvores do que precisávamos? E onde está o dever internalizado de tirar e repor aquilo que usamos na natureza? Ainda que o ambientalismo soe como religião, ainda assim creio não tratar-se de algo ruim. Se uma religião é feita de mitos, que mitifiquem a natureza. O que poderia dar tão errado como o monoteísmo
judaico-cristão que nos dá o direito de matarmos o resto do planeta porque ele não tem alma?
Espero respostas para discussão.
Grande abraço, LABES
CARPE DIEM! FORÇA SEMPRE!
A mentira e a verdade são dois lados da mesma ausência de sentido www.antizero.cjb.net
Janos,
Tenho de confessar que Meu pé de laranja lima me fez infeliz. Que
Mundo de Sofia me fez infeliz. Que A náusea me fez estranhamente mais
infeliz ainda. Que Kafka não ajudou muito. Mas Quinn é, sem dúvida, o
grande malfeitor de minha vida. Isso tudo numa visão abrangente,
aquela que poderemos ter, imaginando que o “conhecimento faz doerR=
21;. E
sabemos que faz sim. Por isso tudo não sinto-me culpado em
classificar o pessoal do Blasfêmia ou do Uma nova cultura como “o
pessoal de nossa espécie”, a nossa espécie em si.
Não sei o quanto de egoísmo há nisso, e se for demais espero mesmo
uma condenação de tua parte, que foste a pessoa que me ajudou num
necessário restabelecimento, assim que uma grande crise humanitária
me pegou desprevenido. Coisa de quem tem em mãos algo com o qual não
tem idéia de como lutar. Mas quero falar do jornaleco.
Tenho trabalhado num projeto de pesquisa. Vinha trabalhando, pois
desde que tive a idéia de fundar o Blasfêmia jornal, isso se tornou
muito mais importante do que um diploma que vai me valer no máximo um
bom emprego no governo federal, pesquisando excentricidades
literárias para o poder público. Mas esse jornal, Janos, tem muito de
mim. Tem muitas das respostas até então desencontradas. Não sinto-me
culpado por ter plagiado (ou quase) Quinn e seu East Mountain News.
Não. Isso porque aquele jornal, que não sei bem do que se tratava,
era uma fonte de compensação, de egoísmo, como confessa o próprio
autor. Assim, o nosso jornal é para ser o contrário. Uma democracia
restrita, como é o grupo de discussão, mas ainda uma democracia
tribal, em que se você conseguir se incluir, você fará parte de um
ideal comum de praticamente negar o mundo que o cerca e grande parte
de suas leis autoritárias.
Demorei uma semana a explicar a Kazim do que se tratava. Mas para
Edward, um “amigo extensão de mim”que vive no Rio Grande do Sul=
,
demorei apenas cinco minutos. Edos trabalha num jornal em sua cidade
e se ofereceu para fazer a diagramação para mim. Disse a ele que a
nossa maior recompensa, no momento, seria a leitura do jornal, sua
divulgação. Então ouvi um “mas com o maior prazer”, que me fez =
entrar
numa rápida paranóia. Ainda com noções de mercado, de propaganda, de
mais um monte de coisas que podem incluir a mídia. Pensei
então “caralho! Isso pode mesmo dar certo.”
Quero que dê certo, porque preciso que dê certo e imagino que um
grande número de pessoas, sócios ou não, precisam desse sucesso. Mas
quero que faças parte disso, Janos. Ainda não sei nem a resposta à
pergunta se se trata ou não de uma tentativa desesperada de se fazer
perceber pelo mundo e já te coloco no meio da história. Isso fica por
tua conta analisar e aderir ou não.
Agora, quanto ao texto e tua resposta, precisamos analisar – caso
isso ainda não tenha sido feito – o meio da meta-mudança. E de que
forma inseriríamos nossa empreitada nisso? Não penso em falar de
política e todos esses clichês. Talvez do que precise seja achar uma
forma de falar de clichês, que seja uma nova forma, com uma nova
visão.
Também não quero mais, daqui a um tempo, reproduzir ou melhorar
idéias ismaelitas. Mas, em conjunto, reunido às pessoas com quem me
importo e incluo nesse negócio, desenvolver novos pontos de vista,
novas verdades absolutas sobre as verdades absolutas que temos hoje e
que sabemos tratarem-se, em sua grande maioria, de verdadeiras
mentiras.
Estaríamos, dessa forma, construindo uma solução para a parcela da
sociedade a que pertencem os de nossa espécie?
Muitas perguntas, Janos... e a mais pura e sincera ambição, embora
creia que esta não seja a palavra certa para descrever esse
sentimento de amizade e carinho para com as pessoas que não desejo
ver sofrerem com o resto do mundo. Resto que pode mudar também. Só
precisam(os) de um empurrãozinho.
Grande abraço,
LABES
CARPE DIEM!
FORÇA SEMPRE!
--- Em umanovacultura@..., Janos Biro <janosbiro@y...>
escreveu
> Que bom que você percebeu isso sobre o texto, Marcelo. Ele
realmente é excessivamente "advogado do diabo", afinal, não há nada
de errado em se preocupar com o ambiente, o problema é o método. Com
certeza, nosso maior conforto, mesmo nosso maior número ou maior
tecnologia não justifica a destruição de outras vidas, mas tem
justificado até hoje. Por que? Por que decidimos que isso vale mais
que qualquer outra coisa? Não adianta pedir por "direitos da
natureza". Não é uma questão de direitos, porque, sinceramente, esse
negócio de "direitos e deveres" é uma utopia, nunca funcionou, talvez
jamais funcione. É uma instituição humana baseada no idealismo (e não
funciona precisamente por esse fato). Eu quero falar de outra coisa.
Coisas que os universitários ACHAM que descobrem nos seus cursos de
Humanas, mas até mesmo os doutores não descobrem. É preciso mais que
uma mudança de idéias, é preciso uma meta-mudança. Uma mudança na
idéia de mudança. E isto não é nada fácil de dizer, porque eu
> não estou citando nenhum filósofo. Precisamos parar de reproduzir
os mesmos argumentos, as mesmas discussões, os mesmos ataques, as
mesmas tentativas de mudança. Precisamos perceber que se algo já foi
escrito sobre isso, não foi muito bem desenvolvido ainda, e não faz
parte da memória cultural. Precisamos construir a solução, e não mais
procurá-la.
>
> O que eu digo é que não houve melhoria de qualidade vida para os
seres humanos. Não importa se temos mais de tudo aquilo que já foi
citado, isto não representa qualidade de vida, há uma compreensão
idealista sobre o que vem a ser a vida. O que nosso desenvolvimento
aumentou foi a qualidade de nossa sociedade, do nosso ideal de
sociedade (carros mais rápidos, prédios mais altos, etc). E segundo
Durkheim, o que é bom pra sociedade é bom para nós. Isto é um erro,
reproduzido diariamente nas escolas e universidades. É só sair um
pouco da linha de raciocínio capenga que nos foi imposta para
perceber que uma superestrutura "melhor" não faz dos seus componentes
coisas melhores. Mesmo porque o ideal do que seria melhor parte da
própria visão restrita desses componentes internos. A um tempo atrás
eu postei algo nesse sentido, de que seria inútil tentar melhorar a
sociedade como um todo, porque ela não pode ser compreendida como um
todo.
>
> Mas enfim, o tempo está acabando. E quanto menos tempo temos, mais
radical precisa ser a nossa ação. Fazer algo agora ou deixar nossos
folhos lidarem com problemas ainda maiores? É pegar ou largar...
>
> Janos Biro
>
> Marcelo Labes <mmlabes@y...> wrote:
> Não há como negar que o ambientalismo é a religião dos ateus
urbanos.
> É pra onde se tem de fugir quando os prédios não nos permitem mais
> olhar distante, quando os assassinatos aumentam, os assaltos
> aumentam, os sequestro... Então pensamos: “Eis a solução!
”, com=
> o se a
> solução fosse verde.
>
> As questões políticas podem ter sido bem abordadas, como o
> ambientalismo ser fruto de interesses. Alguém, apenas, me diga o
que
> acontece no mundo, contra ou a favor da terra, que não seja por
> interesse. Alguma novidade? A sustentabilidade, por exemplo, é um
> desses grandes mitos quiméricos, em que se pode gastar muito
> comprando Natura porque o xampu é feito de folhas de pitangueira
> extraídas numa área de desenvolvimento sustentável. Mesmo que o
xampu
> venha em garrafas de plástico que não podem ser recicladas, mesmo
que
> não venha com instruções do que fazer com a garrafa, mesmo que não
> tenhamos noção de que lauril éter sulfato de sódio é utilizado para
> limpar chão de oficinas. Mesmo assim, ficamos incondicionalmente
> emocionados com desenvolvimento sustentável. Alguma novidade?
>
> Lamento, apenas, o discurso humanista de Crichton.
>
> Infelizmente não tenho como ir atrás de dados duvidosos, como o
> aumento das camadas polares, por exemplo. Ou da infeliz derrubada
do
> DDT. Aliás, parece-me claro que DDT não mata pássaros. Mas ao
> contrário do que parece pensar Crichton, fazemos parte de um
sistema
> em que somos todos parte de um todo, onde um depende do outro.
Matam-
> se as ditas pragas e aos poucos a população de pássaros diminui.
>
> Lastimável, apenas, achei a visão inocentemente humanista do autor.
> Há, e isto está claro, uma ovação grandiosa à ciência moderna, que
> nos faz viver mais do que séculos atrás, é verdade. Ciência esta
que
> nos permite desmatar grandes áreas virgens e não sucumbirmos mais
às
> ditas pragas – porque é do uso banalizado do solo que
conseguimos
> despertar vírus ali quietos há milhões de anos.
> Ora, o que podemos chamar de qualidade de vida?
> Se as pessoas morriam com 40 anos de idade, se quatro em cinco
> crianças morriam, se mães morriam no parto, se as pessoas não
tinham
> saneamento básico, o fato tira a culpa do homem pela degradação do
> planeta?
> Imaginar que podemos necessitar de florestas inteiras para
aquecermos
> nossas lareiras não nos dá o direito de chorarmos mágoas
> ambientalistas, é verdade. Mas que direito tínhamos de cortar mais
> árvores do que precisávamos? E onde está o dever internalizado de
> tirar e repor aquilo que usamos na natureza?
> Ainda que o ambientalismo soe como religião, ainda assim creio não
> tratar-se de algo ruim. Se uma religião é feita de mitos, que
> mitifiquem a natureza. O que poderia dar tão errado como o
monoteísmo
> judaico-cristão que nos dá o direito de matarmos o resto do planeta
> porque ele não tem alma?
>
> Espero respostas para discussão.
>
> Grande abraço,
> LABES
>
> CARPE DIEM!
> FORÇA SEMPRE!
>
>
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Desejo muito boa sorte com seu projeto, atualmente eu tenho trabalhado basicamente com "entretenimento" (diversas coisas que coloco no meu site), o que parece ser contraditório, não? Não, porque acho que minha visão impregna tudo que eu faço, por isso não acho inútil. Mas, confesso, falta ação da minha parte. Eu gostaria de não ser tão lento e isolado. No que eu puder ajudar conte comigo. Este caminho parece ser interessante...
A mentira e a verdade são dois lados da mesma ausência de sentido www.antizero.cjb.net
Quero convidar todos que ainda não entraram no blasfemia para
conferir e parcipar da discussao lá também, porque o Marcelo Labes
tem feito um bom trabalho. Confiram.
http://br.groups.yahoo.com/group/blasfemia
Para aqueles que não leram, este é o texto que eu escrevi para o Blasfêmia numero 1, a respeito da Mudança (no sentido mais amplo do termo). Deculpe o atraso. O blasfêmia numero está para sair, vai tratar das Universidades.
Em busca de uma mudança
Precisamos ser mais humildes". Isto vale para nós todos. Achamos que sabemos demais, que temos as respostas, que o que mais falta é ação, que o que mais falta é vontade, e não conhecimento. Sabemos que o barco está afundando, mas será que sabemos realmente porquê? "Porque a água está entrando". Isto não é resposta, isto é o mesmo que dizer que a porta está fechada porque não está aberta. É lógico, mas não explica nenhuma causa. E esse parece ser o tipo de
resposta que as pessoas têm para os problemas mais graves e antigos do mundo: "É assim porque somos maus", "É assim porque somos egoístas". Pior, todos julgam ter a solução na ponta da língua: "Quando formos bons, tudo ficará bem, só depende de nós", "Quando pararmos de ser egoístas”, “Quando pararmos de desperdiçar recursos”, “Quando tivermos mais amor à natureza e às outras pessoas", ou seja, quando a água parar de entrar no barco, ele pára de afundar... Esse é o tipo de discurso óbvio que devemos evitar, porque ele não constitui resposta, ele serve exatamente para enterrar a resposta com camadas espessas de simplicidade e fé cega. Precisamos parar de tentar dar o segundo passo e começar a nos preocupar com o primeiro passo, que não demos ainda. Ainda estamos no processo de pensar se justifica andar, e querem nos impedir de pensar sequer nisso. Vamos ser um pouco mais humildes e considerarmos que os caminhos que foram pensados até hoje são muito poucos, e a maioria deles quando
ainda não se sabia muito sobre o mundo. Não podemos julgar que nós conhecemos O Caminho, nem que nós possamos mostrá-lo a alguém tão facilmente. Seria uma contribuição mostrar primeiramente que é possível que haja um caminho, já que não tentamos de tudo ainda, que algo só pode ser feito se começarmos a pensar diferente. As pessoas não gostam de pensar em novos caminhos, elas apenas defendem os velhos, talvez porque não acreditem que seja possível haver outro caminho. Talvez por isso o niilismo dos que mais entendem este. Mas se elas tivessem as justificativas para procurar outro, elas poderiam começar a fazê-lo, e só assim poderiam sequer ter a chance de encontrá-lo. Porque fazendo o que fazem agora: caridade, “conscientização ambiental”, protestos moderados e todos os paliativos que o sistema admite, e às vezes até incentiva; tudo isto é inútil. Temos que dar um tempo no “como” e começar a olhar um pouco mais para o porquê. Por que "comunidades alternativas" e
"mobilizações sociais" são inúteis? Porque elas se baseiam numa única "grande idéia" que acaba se confundindo com crença, ideologia, ou sentimentalismo; uma idéia que não é capaz de mudar o sistema porque sempre se encaixa nele, mesmo que com atritos; o ataca inofensivamente, causando no máximo arranhões. Para fazer algo efetivo é preciso esquecer tudo que já foi feito, tudo que já foi pensado e previsto. É preciso a criatividade dos artistas. Muitos dos "revolucionários" ficam presos às suas utopias, aos seus sonhos sobre como vai ser depois que ele conseguir aquilo que não começou ainda. Muitos deles conseguem manter alguns efeitos positivos dentro das mesmas causas negativas. É como abrir a janela para sentir o ar fresco que vem de fora, sem no entanto sair.
Não estou dizendo que ações pequenas ou locais são inúteis, elas não são, mas não podem ser feitas de modo aleatório ou repetitivo. Se não forem feitas na raiz, e de forma ampla, flexível, contínua e aberta, não podem modificar o sistema. Podem no máximo trazer alguma satisfação às vidas dos idealistas. Continua sendo válido que "toda grande jornada começa com um pequeno passo" e o fato de que toda grande mudança de pensamento da humanidade (mesmo que não tenha sido pra uma direção muito boa) sempre começa com pessoas isoladas, com pequenos grupos, e leva tempo para se espalhar. "Se não sabe o que está fazendo, faça devagar", é um bom conselho. Por mais que nosso tempo seja curto, ações mal pensadas não mudarão nada. Os mitos costumam a nos falar muito sobre o que é proibido, mas nunca nos explicam porquê. Suas justificativas são a repressão e a
punição. O que precisamos agora são idéias novas, que sejam boas o suficiente para substituir as velhas, e de veículos de propagação que não sejam tão fúteis quanto propagandas nem tão pouco acessíveis quanto filmes cult. É preciso humildade para aceitar que ninguém aqui pode chegar com uma resposta pronta e dizer "é exatamente isso que temos que fazer para mudar o mundo". Não nos faltam heróis, ou intervenções divinas, ou dinheiro e poder nas mãos dos justos, ou qualquer outra dessas coisas. Construímos a civilização nos opondo a forças naturais muito mais poderosas que o que enfrentamos agora, graças a uma certa capacidade humana. Se há uma coisa que pode nos impedir de conseguir a mudança, essa coisa não é a falta de vontade, de ação ou de valores; é precisamente a falta daquilo que nós temos de mais característico, e nesse caso nossa extinção teria uma boa justificativa: se nada mudar, vai ser porque falhamos naquilo que fazemos de melhor: pensar.
Janos Biro
A mentira e a verdade são dois lados da mesma ausência de sentido www.antizero.cjb.net
Depois de um bom tempo de silêncio, um texto de Daniel Quinn sobre o
diálogo:
Sobre o diálogo (Daniel Quinn)
Dialogar é pensar com duas mentes ao invés de uma.
Dialogar é falar com alguém como você fala consigo mesmo. Você não tem
porque ficar bravo com você mesmo quando está falando sozinho. Você
não tem razão para perder a paciência ou fingir que sabe algo que você
realmente não sabe.
A disposição para entrar num diálogo implica numa disposição para
aprender, mas disposição para aprender não implica na sua burrice ou
ignorância. Eu acho que sou apto a conhecer e esperto, e que tenho
grandes e importantes idéias para partilhar com os outros, mas estou
completamente aberto ao diálogo, mesmo com pessoas que sabem muito
pouco ou que tiveram pouco tempo para desenvolver suas próprias idéias.
Falsa modéstia e falsas pretensões são igualmente obstrutivas para o
diálogo.
Quando eu digo que estou aberto ao diálogo, quero dizer que estou
aberto a aprender algo de uma conversação. O que eu aprendo não vem
necessariamente dos outros falantes ou de suas palavras sozinhas, pode
vir da experiência como um todo.
Não é necessário sentir que você tem algo a aprender de alguém para
ter um diálogo. O que é necessário é que vocês dois estejam abertos
para a possibilidade de aprender alguma coisa ao final.
Pessoas que estão sempre aprendendo estão sempre prontas para o
diálogo. Pessoas que sentem que já sabem de tudo ou que tem medo de
aprender não conseguem travar um diálogo.
O diálogo só pode começar entre pessoas que se respeitam, que sabem os
limites do seu conhecimento, e que podem confortavelmente acomodar
estes limites um para o outro.
Não deveria ser pensado que "diálogo é maravilhoso" e "discussão é
inútil". Cada uma tem seu lugar. Em termos simples, aqui está a
diferença entre elas:
No diálogo, as pessoas estão focadas em aumentar seu conhecimento.
Numa discussão, as pessoas estão focadas em colocar suas visões e
descobrir as visões dos outros, geralmente na esperança de ver as suas
visões ganhar aceitação.
(Traduzido por Janos Biro)
www.antizero.cjb.net
Quero chamar a atenção para o site do sete sigma.
Entrem, dêem uma olhada, e depois me digam se estão
interessados em fazer um grupo e colocar algum
trabalhos lá também.
http://www.setesigma.cjb.net/
=====
A mentira e a verdade são dois lados da mesma ausência de sentido
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http://br.info.mail.yahoo.com/
Grande texto, ótima tradução, Janos. Espero que os membros do grupo
sintam-se à vontade, agora, com esta leitura, para voltar a
compartilhar idéias. É por isso que estamos aqui, creio.
--- Em umanovacultura@..., "janosbiro"
<janosbiro@y...> escreveu
> Depois de um bom tempo de silêncio, um texto de Daniel Quinn sobre o
> diálogo:
>
> Sobre o diálogo (Daniel Quinn)
>
> Dialogar é pensar com duas mentes ao invés de uma.
>
> Dialogar é falar com alguém como você fala consigo mesmo. Você não
tem
> porque ficar bravo com você mesmo quando está falando sozinho. Você
> não tem razão para perder a paciência ou fingir que sabe algo que
você
> realmente não sabe.
>
> A disposição para entrar num diálogo implica numa disposição para
> aprender, mas disposição para aprender não implica na sua burrice ou
> ignorância. Eu acho que sou apto a conhecer e esperto, e que tenho
> grandes e importantes idéias para partilhar com os outros, mas estou
> completamente aberto ao diálogo, mesmo com pessoas que sabem muito
> pouco ou que tiveram pouco tempo para desenvolver suas próprias
idéias.
>
> Falsa modéstia e falsas pretensões são igualmente obstrutivas para o
> diálogo.
>
> Quando eu digo que estou aberto ao diálogo, quero dizer que estou
> aberto a aprender algo de uma conversação. O que eu aprendo não vem
> necessariamente dos outros falantes ou de suas palavras sozinhas,
pode
> vir da experiência como um todo.
>
> Não é necessário sentir que você tem algo a aprender de alguém para
> ter um diálogo. O que é necessário é que vocês dois estejam abertos
> para a possibilidade de aprender alguma coisa ao final.
>
> Pessoas que estão sempre aprendendo estão sempre prontas para o
> diálogo. Pessoas que sentem que já sabem de tudo ou que tem medo de
> aprender não conseguem travar um diálogo.
>
> O diálogo só pode começar entre pessoas que se respeitam, que sabem
os
> limites do seu conhecimento, e que podem confortavelmente acomodar
> estes limites um para o outro.
>
> Não deveria ser pensado que "diálogo é maravilhoso" e "discussão é
> inútil". Cada uma tem seu lugar. Em termos simples, aqui está a
> diferença entre elas:
>
> No diálogo, as pessoas estão focadas em aumentar seu conhecimento.
>
> Numa discussão, as pessoas estão focadas em colocar suas visões e
> descobrir as visões dos outros, geralmente na esperança de ver as
suas
> visões ganhar aceitação.
>
> (Traduzido por Janos Biro)
> www.antizero.cjb.net
O que eu posso ver?
O que, de fato, eu posso ver agora?
Bom... vamos tentar...
Camisa suja. Pacote de biscoito químico sobre a mesa.
Bem ao alcance de minhas mãos, que irão, após pegar
algumas, sujar o teclado.
Não posso ver a musica, mas posso ouvi-la.
Avril Lavigne. Esse era o novo CD que eu nunca havia
ouvido. E à mim soa muito agradável o som.
Faz-me lembrar de coisas sentimentais. Dos sentimentos
em si.
E por coincidência, o meu coração dói.
Mas dói mesmo. Uma dor real, não uma dor sentimental.
Talvez seja mesmo uma simples coincidência.
Mas eu estou tentando esquecer um pouco do que
realmente acontece.
Talvez fugindo do que um dia ia acabar acontecendo.
A partilha esta próxima. Os dois times se encontraram
para a grande batalha!
Ser ou não ser?
Estar ou não estar?
Não são as únicas questões!
São muitas outras...
Se por um lado, tenho a Vanguarda fazendo meus olhos
brilharem, por outro esta a normalidade.
De fato, poderia ser o ultimo texto meu a ser
publicado, por isso escrevo com a cautela de um
cirurgião.
Ambos os caminhos podem ser tomados, e ambos
deixar-me-iam feliz o bastante para me firmar pelo
resto dos meus dias. Pelo menos até os 70 anos, que
será o ultimo de minha vida nesse mundo.
Mas a verdade e que me sinto só. Apesar de bem
apoiado, me sinto só.
E não só isso. Existem também, as malditas “fichas”
que estão apostadas em mim.
Sentiria-me como um traidor... Alias, eu não me
sentiria assim, mas esses apostadores assim
crucificariam-me.
E por serem bons apostadores, talvez me sentiria um
perdedor.
Já é tarde da noite. A musica ainda toca. O biscoito
químico não acaba.
Sei o que devo fazer amanhã.
E é isso que me mata aos poucos! É essa certeza de
saber o que vai acontecer amanhã.
Não é de hoje, inclusive poderia, junto a este,
ressuscitar um antigo texto escrito por mim mesmo,
quando assistia uma aula de Ciência Política, com a
convencida e esnobe professorinha de óculos ridículos,
porem com ar de européia.
Falava sobre essa monotonia. Sobre acordar e saber o
que fazer.
Sobre manter os compromissos devidamente anotados em
uma agenda qualquer.
Ter um relógio...
Aliás! Quer saber? À partir de hoje (18 de Agosto de
2004 – quase dia 19) não usarei mais relógio!
Bendito o homem que dizia: “Nunca confie em um homem
que usa relógio”. Provavelmente referia-se aos
burocratas.
E hoje mesmo, sinto-me um dos melhores.
Pronto! Agora posso continuar sem o uso dessa maquina.
Sinto-me mais leve, de fato. Mas é cedo para
contar-lhes dos benefícios...
Talvez sejam colhidos, assim como contados
futuramente.
(http://www.ezln.org)
Contaram-me sobre os dois caminhos...
Mas desconfio poder direcionar os dois para um mesmo
pólo.
Uma não caminha com o outro. São heterogêneos e
talvez, nesse momento*, eu tenha chegado onde,
definitivamente, queria chegar quando iniciei esta.
Sentar na frente dessa maquina e organizar musicas e
vídeos é a única coisa que tenho feito com maestria.
Se já não fui exonerado do meu posto de trabalho nº 2,
já devo estar bem próximo disso.
Mas na verdade, pouco me importo.
De burocracia estou farto. Tão farto, a ponto de nem
apresentar-me para dar um motivo para justificar
minhas faltas.
E para falar a verdade, o emprego nº 2 tem se mostrado
uma bela pós-graduação em “como ser, você mesmo, um
CHATO burocrata”.
Dava-me muito bem. Era (ou ainda sou) um dos melhores.
Mesmo sem saber dar uns sorrisos forçados eles até que
gostavam da minha pessoa, que diziam ser “exótica”.
Eu pouco ligo (ou ligava...). De uns tempos para cá,
eu “brincava” (literalmente falando) de ser o “dono da
ordem”.
Afinal, uma carga elevada de “Poder” em minhas mãos
poderiam SIM se transformar em arma que usaria contra
eles mesmo, meros humanos... Meros mortais... Meros
humanos...
E tem mais... Digo, ainda, que sabia atirar. Sabia
quando atirar e em quem atirar.
Eu ria quando as audiências acabavam. Ria e falava a
mim mesmo: “É isso aí, Eduardo! Conseguiu ser mais
rígido do que da ultima vez! Parabéns”.
Acho que o abandono tem me feito refletir sobre a
minha real função, não só na hierarquia funcional de
um órgão, que, teoricamente, serviria para dirimir
conflitos civis, como também entre a sociedade como um
todo.
Digo...
Como um todo não... Já que tem muita gente que nem
sabe da minha existência.
Muita gente mesmo!
Graças a um fenômeno muito simples que acontece quando
pessoas se juntam em sociedade. Individualismo!
Indiferença! E tem mais... mas não me lembro de todos
esses fenômenos (mas sei da existência de cada um!)
Tenho uma amiga que gosta de cidades. Porem eu tenho
mais do que razoes para ODIAR cada milímetro de
concreto manipulado pelo homem.
Tenho ódio de concreto e da carne que o cerca. Das
pessoas que vivem trancafiadas em seus cômodos seguros
do perigo que nós mesmos representamos ser!
(risos frenéticos!!!)
E ainda tentam provar que o homem não é o lobo do
próprio homem!
(risos...)
E enquanto pessoas acham ser melhor para suas vidas se
divertir e se reproduzir (na maioria dos casos só
praticar!) eu fico aqui, como um imbecil, encontrando
falhas que estão prontos para qualquer IDIOTA
enxergar, mas não enxergam por mera comodidade!
Placebos medíocres!
Vermes que irão nascer e morrer sem ao menos serem
reconhecidos!
Mas que quando colocados em sociedade são capazes de
destruírem tudo ao seu redor!
Sem compromisso com o tempo, agora, eu posso falar. E
ir além disso. Eu posso subir um degrau e colocar-me
acima de vocês sim.
E dane-se! (desculpem profundamente meus termos...
quem conhece-me sabe que não uso tais termos!)
Sou apenas mais um em meio a multidão! Quem será capaz
de observar-me por um único momento*?
O mundo continuará girando e matando.
E sempre irão existir os chamados “subversivos”. (não
que eu seja um!)
Mas o fato é que “A Ação faz a Vanguarda!”, disse o
ícone Marighella.
Ou em outras palavras, somos todos a Vanguarda que a
historia espera escrever no futuro!
Dorme, em cada um de nós a mudança.
Ou se acorda, ou continua-se a dormir.
Eis SIM a grande questão!
Enfim... vamos ver se esta será a ultima vez...
Eduardo Costa - Vegan Staff (www.meninobom.blig.com.br)
__________________________________________________
Do You Yahoo!?
Tired of spam? Yahoo! Mail has the best spam protection around
http://mail.yahoo.com
Olá Eduardo e todos os novos membros, sejam
bem-vindos.
Gosto do jeito que você escreve (sim, li seu blog) e
estou feliz de ter você aqui. Continue participando.
Estou preparando uma tradução do texto "But what can I
do?" (Mas o que eu posso fazer?), escrito para as
pessoas que acabaram de ler Quinn e ficam
inevitavelmente com essa pergunta na cabeça.
Enquanto isso, encontrei um artigo interessante sobre
Quinn no site www.defato.com (o que é raro em
português):
http://www.defato.com/12_17_2003/artigos.htm
Também encontrei a parte introdutória (parte 1 a 8) do
livro Ismael, do Quinn, no site Coletivo Folha:
http://www.geocities.com/coletivofolha/ismael.htm
Até mais
--- Eduardo Costa <veganstaff@...> escreveu:
---------------------------------
O que eu posso ver?
O que, de fato, eu posso ver agora?
Bom... vamos tentar...
Camisa suja. Pacote de biscoito químico sobre a mesa.
Bem ao alcance de minhas mãos, que irão, após pegar
algumas, sujar o teclado.
Não posso ver a musica, mas posso ouvi-la.
Avril Lavigne. Esse era o novo CD que eu nunca havia
ouvido. E à mim soa muito agradável o som.
Faz-me lembrar de coisas sentimentais. Dos sentimentos
em si.
E por coincidência, o meu coração dói.
Mas dói mesmo. Uma dor real, não uma dor sentimental.
Talvez seja mesmo uma simples coincidência.
Mas eu estou tentando esquecer um pouco do que
realmente acontece.
Talvez fugindo do que um dia ia acabar acontecendo.
A partilha esta próxima. Os dois times se encontraram
para a grande batalha!
Ser ou não ser?
Estar ou não estar?
Não são as únicas questões!
São muitas outras...
Se por um lado, tenho a Vanguarda fazendo meus olhos
brilharem, por outro esta a normalidade.
De fato, poderia ser o ultimo texto meu a ser
publicado, por isso escrevo com a cautela de um
cirurgião.
Ambos os caminhos podem ser tomados, e ambos
deixar-me-iam feliz o bastante para me firmar pelo
resto dos meus dias. Pelo menos até os 70 anos, que
será o ultimo de minha vida nesse mundo.
Mas a verdade e que me sinto só. Apesar de bem
apoiado, me sinto só.
E não só isso. Existem também, as malditas “fichas”
que estão apostadas em mim.
Sentiria-me como um traidor... Alias, eu não me
sentiria assim, mas esses apostadores assim
crucificariam-me.
E por serem bons apostadores, talvez me sentiria um
perdedor.
Já é tarde da noite. A musica ainda toca. O biscoito
químico não acaba.
Sei o que devo fazer amanhã.
E é isso que me mata aos poucos! É essa certeza de
saber o que vai acontecer amanhã.
Não é de hoje, inclusive poderia, junto a este,
ressuscitar um antigo texto escrito por mim mesmo,
quando assistia uma aula de Ciência Política, com a
convencida e esnobe professorinha de óculos ridículos,
porem com ar de européia.
Falava sobre essa monotonia. Sobre acordar e saber o
que fazer.
Sobre manter os compromissos devidamente anotados em
uma agenda qualquer.
Ter um relógio...
Aliás! Quer saber? À partir de hoje (18 de Agosto de
2004 – quase dia 19) não usarei mais relógio!
Bendito o homem que dizia: “Nunca confie em um homem
que usa relógio”. Provavelmente referia-se aos
burocratas.
E hoje mesmo, sinto-me um dos melhores.
Pronto! Agora posso continuar sem o uso dessa maquina.
Sinto-me mais leve, de fato. Mas é cedo para
contar-lhes dos benefícios...
Talvez sejam colhidos, assim como contados
futuramente.
(http://www.ezln.org)
Contaram-me sobre os dois caminhos...
Mas desconfio poder direcionar os dois para um mesmo
pólo.
Uma não caminha com o outro. São heterogêneos e
talvez, nesse momento*, eu tenha chegado onde,
definitivamente, queria chegar quando iniciei esta.
Sentar na frente dessa maquina e organizar musicas e
vídeos é a única coisa que tenho feito com maestria.
Se já não fui exonerado do meu posto de trabalho nº 2,
já devo estar bem próximo disso.
Mas na verdade, pouco me importo.
De burocracia estou farto. Tão farto, a ponto de nem
apresentar-me para dar um motivo para justificar
minhas faltas.
E para falar a verdade, o emprego nº 2 tem se mostrado
uma bela pós-graduação em “como ser, você mesmo, um
CHATO burocrata”.
Dava-me muito bem. Era (ou ainda sou) um dos melhores.
Mesmo sem saber dar uns sorrisos forçados eles até que
gostavam da minha pessoa, que diziam ser “exótica”.
Eu pouco ligo (ou ligava...). De uns tempos para cá,
eu “brincava” (literalmente falando) de ser o “dono da
ordem”.
Afinal, uma carga elevada de “Poder” em minhas mãos
poderiam SIM se transformar em arma que usaria contra
eles mesmo, meros humanos... Meros mortais... Meros
humanos...
E tem mais... Digo, ainda, que sabia atirar. Sabia
quando atirar e em quem atirar.
Eu ria quando as audiências acabavam. Ria e falava a
mim mesmo: “É isso aí, Eduardo! Conseguiu ser mais
rígido do que da ultima vez! Parabéns”.
Acho que o abandono tem me feito refletir sobre a
minha real função, não só na hierarquia funcional de
um órgão, que, teoricamente, serviria para dirimir
conflitos civis, como também entre a sociedade como um
todo.
Digo...
Como um todo não... Já que tem muita gente que nem
sabe da minha existência.
Muita gente mesmo!
Graças a um fenômeno muito simples que acontece quando
pessoas se juntam em sociedade. Individualismo!
Indiferença! E tem mais... mas não me lembro de todos
esses fenômenos (mas sei da existência de cada um!)
Tenho uma amiga que gosta de cidades. Porem eu tenho
mais do que razoes para ODIAR cada milímetro de
concreto manipulado pelo homem.
Tenho ódio de concreto e da carne que o cerca. Das
pessoas que vivem trancafiadas em seus cômodos seguros
do perigo que nós mesmos representamos ser!
(risos frenéticos!!!)
E ainda tentam provar que o homem não é o lobo do
próprio homem!
(risos...)
E enquanto pessoas acham ser melhor para suas vidas se
divertir e se reproduzir (na maioria dos casos só
praticar!) eu fico aqui, como um imbecil, encontrando
falhas que estão prontos para qualquer IDIOTA
enxergar, mas não enxergam por mera comodidade!
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Vermes que irão nascer e morrer sem ao menos serem
reconhecidos!
Mas que quando colocados em sociedade são capazes de
destruírem tudo ao seu redor!
Sem compromisso com o tempo, agora, eu posso falar. E
ir além disso. Eu posso subir um degrau e colocar-me
acima de vocês sim.
E dane-se! (desculpem profundamente meus termos...
quem conhece-me sabe que não uso tais termos!)
Sou apenas mais um em meio a multidão! Quem será capaz
de observar-me por um único momento*?
O mundo continuará girando e matando.
E sempre irão existir os chamados “subversivos”. (não
que eu seja um!)
Mas o fato é que “A Ação faz a Vanguarda!”, disse o
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Ou em outras palavras, somos todos a Vanguarda que a
historia espera escrever no futuro!
Dorme, em cada um de nós a mudança.
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Enfim... vamos ver se esta será a ultima vez...
Eduardo Costa - Vegan Staff
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A mentira e a verdade são dois lados da mesma ausência de sentido
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http://br.acesso.yahoo.com/
Com o objetivo de apresentar-me, talvez isso sirva
para tal proposta.
Segue um texto escrito em um passado não muito
distante:
A proposta foi aceita, mesmo não tendo sido oferecida,
o que se segue, estava no Blog da irmã dela, que hoje
estava lendo com maior afinco.
Um “teste”(?) peculiar, pois visa, antes de tudo,
abrir o seu ser. E me lembro que em certo momento*
estávamos falando sobre a misteriosa arte de escrever
e nos mostrar de formas que não gostaríamos de
parecer...
Não sei quem o autor dessas perguntas, mas sei de onde
peguei, mas não vou citar, pois não sei se ela (irmã
dela..) gostaria...
Pois bem... vou faze-lo... quem quiser fazer, sinta-se
a vontade de copia-lo...
- ATUALMENTE -
[ Roupas atuais] Calça jeans, sapato, colete “Old is
Cool”, camisa e gravata.
[ Humor atual ] Humor? Irônico!
[ Música atual] Colligere
[ Gosto atual ] Chá de Morango com açúcar mascavo.
[ Maquiagem atual ] Maquiagem esconde o que você
realmente é! Maquiagem SUX!
[ Cabelo atual ] Raspado, pois facilita na lavagem e
sempre esta arrumado.
[ Agoniação atual] Pensamentos subversivos.
[ Cheiro atual ] De livro abandonado na estante.
[ Figura da área de trabalho atualmente]
Metralhadoras.
[ Livro que estou lendo atualmente] O Anticristo –
Nietzsche (4º Vez)
[ CD no CD Player atualmente] Colligere
[ DVD no aparelho atualmente] ??? Do Earth Crisis, se
o tivesse!
[ Atual cor do esmalte ] ??? Mas parei de roer unha no
final do ano passado.
[ Bebida atual] Guaraná Natural que de Natural só tem
o nome!
[ Preocupação atual ] Mamãe vai me deixar...
- ÚLTIMA PESSOA -
[ Que toquei] Mamãe.
[ Com a qual falei ] Cristina (Secretaria)
[ Que abracei ] Mamãe (hoje é aniversario dela!)
[ Mandou msn intantânea] Para “ela”.
[ Gritou com ] Rodrigo.
[ Beijou] Mamãe.
- F A V O R I T OS -
[ Comida ] Livre de crueldade, mas com um pouco de
química.
[ Cor ] Azul
[ Album ] ??? (não entendi...mas de Foto, talvez...)
[ Sapatos ] Qualquer um, desde que sintético.
[ Bombons ] Livre disso a muito tempo!
[ Animal ] Em defesa deles, racionais ou não.
[ Show de TV] “Tenho coisas melhores a fazer do que
sentar e foder a minha mente” – Ian
[ Filme ] “A vida é bela”.
[ Música ] Hip-Hop Free Style, Hard Core Sincero, MPB,
Clássica, Etc..
[ Vegetal ] “O que seria de mim sem eles?”
[ Fruta ] Pêssego.
[ Cartoon ] Pica-Pau disse: “Pra que se preocupar com
a amanha se ele acaba depois de amanha?”
- VOCÊ É -
[ Compreensivo ] Me esforço.
[ Cabeça aberta ] Já fui bem mais, hoje para alguém
entrar aqui e mudar algo tem que estar preparado!
[ Arrogante ] Por que não ser?
[ Inseguro ] Por onde costumo caminhar, sou seguro.
Inseguro em novos caminhos.
[ Interessante ] Só “ela” pode responder...
[ Alternativo ] Proponho elas, mas não as sigo como
proposto.
[ Faminto ] Só quando estou com B-12 no sangue.
[ Amigável ] Posso ser, mas posso ser o seu pior
pesadelo.
[ Esperto ] Perceptivo, eu diria.
[ Temperamental ] Não. Controle funciona e deve ser
usado.
[ Infantil ] Na minha infância. No momento vivo a
minha “meninice”.
[ Independente ] Hmmm vou experimentar isso nos
próximos meses...
[ Trabalhador ] Naquilo que acredito ser o trabalho,
SIM!
[ Organizado ] A minha bagunça é a minha organização.
[ Saudável ] Tirando os conservantes e agrotóxicos,
tento mastigar os integrais.
[ Emocionalmente estável] Hoje sim, amanha talvez...
[ Dificil ] Em que sentido? Sou difícil, mas me
“ganhe” com uma critica bem feita.
[ Atraente ] 1.84 m., Olhos verdes, Loiro, 80 Kg. E
que se dane isso!
[ Entediado facilmente ] Não se pode perder um segundo
do grande show da vida. NUNCA.
[ Bagunceiro ] Diria... Minha organização.
[ Responsável ] Definitivamente terei que provar isso!
[ Obsessivo ] Quero me manter vivo, inerentemente a
minha escolha.
[ Raivoso ] Tomei minhas vacinas e até hoje tentam me
controlar. Raiva desse show!
[ Triste ] Não comigo, mas com meus semelhantes.
[ Feliz] Felicidade é deter o poder, e eu detenho o
poder sobre os meus atos. Feliz, portanto.
[ Hyper ] Mercado?
[ Confiante ]Não espero muito para o final do show.
- QUEM VOCÊ QUER -
[ Estapear ] Qualquer um que esteja bêbado, afinal, é
mais fácil.
[ Abraçar ] “Ela”
[ Parecer com ] Aquele que atirou a primeira pedra.
[ Conversar Offline ] “O que será que ele quis dizer
com ‘offline’”?
- QUEM -
[Faz vc dar gargalhadas] Ninguém.
[Faz vc sorrir] Cavalo Banguela, vulgo Marechal de
Souza.
[lhe dá um sentimento estranho quando vc o vê ]
Flavia.
[tem uma queda por? muito!] “Ela”
[tem uma queda por você?] Se “Ela” esta comigo,
acredito que deva ter. Mas sei que não só “ela”.
10 bandas/artistas que vc tem escutado muito
ultimamente:
1. Projeto Manada.
2. Slim
4. Colligere
5. Quinto Andar
6. Chico Buarque, o de Holanda
7. Variuz
8. A Traitor Like Judas
9. Dashboard Confessional
10. Purification
09 coisas pelas quais vc anseia:
1. Poder estar com ela a qualquer momento*
2. Destruir o seu Deus Dinheiro.
3. Matar aqueles que matam.
4. Me formar na UFRJ.
5. Me Pós-graduar na Espanha.
6. Pedalar rumo ao sol.
7. Conhecer o Chile.
8. Desvendar os mistérios da Igreja Católica.
9. Estar na linha de frente das manifestações sociais.
08 coisas que vc gosta de usar:
1. Piercing.
2. Suspensório.
3. Roupa de ciclista.
4. Bicicleta para ir trabalhar.
5. Gravata.
6. Casaco com toca.
7. Coisas camufladas.
8. Aliança.
07 coisas que te chateiam:
1. A distancia.
2. Não ter um exercito próprio.
3. Ter que dormir e perder tempo.
4. Ser tímido.
5. Ser confundido com “maconheiro”.
6. A falta de compromisso dos outros.
7. A alienação imposta.
06 frases que vc diz muito ultimamente: (só frases
não, palavras também)
1. “Você não tem envergadura moral nem ética para
levantar esse questionamento”.
2. “Bom Dia/Tarde/Noite”
3. “A Razão é a defesa para os homens, assim como as
presas para um leão”
4. “Quinto Andar é isso!”
5. “Na moral...”
6. “Vai haver uma proposta de acordo, ou os senhores
vão querer ver a maquina do Estado funcionar?”
05 coisas que vc faz todo dia:
1. Acordo.
2. Vejo meus e-mails.
3. Escrevo para “ela”.
4. Discuto com alguém.
5. Apresento propostas.
04 pessoas com as quais vc quer passar mais tempo:
1. Com “ela”.
2. Com meus amigos.
3. Com os minhas advogadas.
4. Marem.
03 filmes que vc não cansa de assistir:
1. Em nome da Rosa
2. Clube da Luta
3. Stigmata
02 séries de tv que vc assiste:
1. Isso é para perdedores, primordialmente, de tempo!
2. É... realmente eu tenho coisas melhores a fazer.
01 Pessoa com a qual vc passaria o resto da sua vida:
1. Uma possibilidade? Talvez com “ela”.
Fim...
Terminei de responder essas perguntas, que eu mesmo,
me predispus a responde-las.
São informações que cedi, por mera, liberalidade.
Informações abstratas, mas que algumas pessoas não se
importarão com o que existe além delas.
Afinal, poderíamos, certamente, conhecer alguém se
soubéssemos essas informações que cedi acima.
E se pensa, que com essas informações passou a
conhecer mais ou menos do que o de costume, ledo
engano seu.
Você tem as informações sim, mas que distantes da
pessoa (EU!), não formam um nexo causal de existência.
Palavras perdidas na tela do seu computador, ou na
folha impressa.
Enfim... Isso não vale de nada. Foram apenas perguntas
“pré-moldadas” que qualquer um poderia responder. Não
sou resposta para suas perguntas “enlatadas”, sou SIM
pergunta para sua resposta estagnada, antes de tudo,
na sua existência.
Mas tudo bem... Hoje é quinta-feira, e domingo passado
não vi o “pé de cachimbo”, muito menos se ele era de
ouro ou não.
E desde Domingo, fatos estranhos. Minimamente comuns,
porem estranhos.
Ontem mesmo, fiquei abismado ao ver um fato ocorrido,
e ouvir umas explicações para isso.
Ante uma breve informação sobre mitologia grega e o
inicio da existência da Igreja Católica, aquele rapaz
tira do bolso esquerdo, no meio da aula, um cordão
onde havia duas imagens de dois santos dessa igreja,
oferecendo-lhe para sua amiga que se sentava a sua
frente.
Eu, impregnado por uma duvida, perguntei-lhe o motivo
que o levou a oferecer tal “presente” para a moça.
Devo ressaltar, que antes de tirar o cordão do bolso,
ela perguntou a moça, se ela era católica.
E, finalmente, ante sua resposta positiva, sacou o
cordão do bolso, a lhe entregou.
Perguntei, então, porque havia feito aquilo, e ele,
com uma naturalidade espontânea, respondeu-me que ele
mesmo havia ganhado o tal cordão da mãe de sua
namorada, mas que jamais poderia usar, visto que sua
mão o recriminaria por isso.
Na hora em que ouvi sua resposta, fiquei em silencio.
E ele, abaixou a cabeça, como se tivesse envergonhado.
Mas não pude deixar de quebrar o silencio dizendo:
“Rodrigo, você esta me dizendo que não usará o seu
presente, pois sua mãe irá proibir você de usar um
‘presente’ católico? Qual a religião de sua mãe?”
Não demorou muito, ele levantou sua cabeça e disse sua
mãe seguir a religião evangélica.
Cheguei a comentar alguma coisa com ele, mas a critica
“bruta” mesmo ficou guardada aqui dentro de mim.
Ele, que sonha em ser um historiador e político,
aceitando, sem ao menos se questionar, as imposições
religiosas de sua família. Até onde esse rapaz não
estaria sendo guiado pelos costumes que a própria
sociedade criou?
Se não existe força o suficiente para lutar contra as
correntes internas, como propor mudanças externas?
Enfim... Alienado! Foi o que lhe disse em alto e bom
som.
Logo ele, que queria ser político! Político e de
“esquerda”!
Sempre dizia estar ao lado dos ideais do PCdoB, e que
futuramente estaria filiado a tal partido, mesmo tendo
ele, um dia desses, ido para o curso com a camisa de
um político de PFL.
E o pior de tudo, ao ser questionado pelo motivo de
estar trajando tal camisa, ele disse que o político
era amigo dele, e que estava dando um “apoio” a sua
candidatura na Câmara dos Vereadores.
Entre tantos fatos estranhos, esse talvez tenha
ocupado um lugar especial.
Peculiar também foi a pergunta que esse mesmo jovem me
fez, no horário do intervalo.
Confesso, que na hora, as respondi sem muito pensar,
mas depois fiquei pensando nas perguntas e cheguei a
conclusão de que não poderia ter chegado em resposta
mais “bem dada”.
Pergunta 1: “O que você pensa sobre os adolescentes
que morrem?”
Resposta: “São como todos os outros humanos que não
souberam jogar o jogo!”
Pergunta 2: “E o que você pensa sobre os adolescentes
suicidas?”
Resposta: “São pessoas como quaisquer outras que
desistiram do jogo!”
Ao chegar em casa, pensei.
A analogia feita por mim, no momento (impensado) entre
Vida e Jogo foi ideal.
Já não é a primeira vez que faço isso. Mas dessa vez a
analogia “caiu feito uma luva”.
Pois veja, a vida é um jogo. Com regras.
Quebre as regras e esta fora. Não que você tenha
perdido, mas simplesmente esta fora do jogo.
Porem, existe o aspecto objetivo, que é exatamente
este que estamos tratando. Esse em que EU, Eduardo,
sou o jogador, e o aspecto subjetivo, onde EU, Humano,
sou o jogador.
Hmmm... Complexa ficou a dissertação!
Mas não difícil!
Qualquer um que nasce, tem o direito de jogar.
Direito?
Não. Não! Expressei-me mal.
Cada um que nasce, tem a OBRIGAÇÃO de jogar.
Seja ele humano ou não. (Mas essa é uma outra
questão... Questão em que, não sendo humano, o animal
estaria sob as regras de nós, humanos. Porque?
Simplesmente por sermos egoístas o suficiente para,
mesmo tendo descoberto que o Sol é o centro do
Universo, fazer o mundo girar em torno de nós mesmos)
As regras são ditadas, ou foram, pela natureza. (Bem
lá no inicio...)
Isso falando subjetivamente.
Objetivamente, a Constituição Federal de 1988.
Quebre as regras e estará fora.
Existe escolha de não jogar?
Bem... Um dia já podemos escolher...
A escolha é muito bem descrita por Daniel Quinn.
A escolha entre “pegadores” e ‘largadores”.
Nós? Sim... os pegadores. Os donos da razão, e os
únicos capazes de ativa-la.
Mas para não tornar esse assunto mais complexo do que
já é, resumiremos da seguinte forma (além de trazer o
questionamento para seu lado mais objetivo possível).
Não quer jogar? Saia!
Você pode sair.
A porta?
A morte!
Em outras palavras, se mate se não quiser jogar,
certo?
Mas existe, ainda, uma outra questão...
Você é capaz de se matar?
Bom... reporto-me as palavras gritadas em Colligere,
quando ouve-se:
“Olhe para essas mãos que não tem força para arrancar
os próprios olhos”
Apenas para ilustrar o que eu vou escrever.
Seriamos, nós humanos, realmente capazes de sair do
jogo?
Teríamos, realmente, a escolha de não querer jogar?
É...não somos, realmente, capazes disso.
A nossa vontade inerente de estar respirando não nos
deixaria arrancar, efetivamente, os nossos próprios
olhos.
Mas é claro que, objetivamente falando, aperte o
gatilho de um revolver e saia do jogo. Mas lembro que
isso, é um fato material. Algo tão objetivo, que
transcende o nosso próprio corpo, e passa a
responsabilidade para aquele projétil de chumbo.
O que eu pensaria de alguém que morreu? – foi a
pergunta inicial, lembra-se?
Morreu, perdeu!
E concluo com a minha própria tese (congruente ao
silogismo) de que, viver, nada mais é do que morrer, e
se morrer é perder, e se perdemos ao morrer, o que é
viver, senão perder.
E mais...
O que é viver, senão a certeza de que não somos
capazes de jogar?
O que é viver, senão a certeza de que somos
perdedores? E que nunca fomos os “pegadores” segundo
Quinn!
Bem vindo ao jogo, perdedor!
XX EDWARD XX
_______________________________________________________
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http://br.acesso.yahoo.com/
Eu tenho um motivo para não ser arrogante, Eduardo.
Arrogância não é produtivo. Uma pessoa arrogante está
sempre deixando de ver um dos lados das coisas, o que
por sua vez o faz se tornar ainda mais arrogante. É um
ciclo vicioso, e como todo cilco vicioso, acaba em
catástrofe. Apesar de que Nietzsche seja genial (eu
também li Anticristo e vários outros), discordo
profundamente da sua tese, e digo mais: Um ex-membro
desse grupo tinha idéias como estas. Ele não foi
expulso, saiu porque não tinha mais argumentos. Ele
também adorava Nietzsche, e também fazia história! Se
quiser, leia as mensagens passadas. Minhas conversas
com ele foram as mais produtivas. Enquanto
discutíamos, eu esclarecia para mim mesmo algumas
coisas que não conseguiria formular sozinho. Quando
você diz que a vida é UM jogo, está negando Quinn. Ele
claramente diz que a vida é composta, não de um jogo,
mas de jogos (estórias, na metáfora dele), e quem
acredita na teoria do jogo único é aquele que
acreditou no que a mãe cultura (ou cultura-mãe) disse.
É engraçado, porque eu convivo com a área de humanas,
e sei que não há lugar onde a mãe cultura é mais forte
do que lá. Lá é onde as mentiras ganham sua forma mais
sublime: a de tese de mestrado, doutorado, publicação
em revista, livro influente, teoria com seu
sobrenome... É mentira avançada, mentira para pegar os
mais preparados, os que tem condições de estudar e
tempo para pensar.
Se há algo que a mensagem de Quinn quis passar é: não
existe só um jogo possível. Outro jogo é possível, que
seja menos ofensivo que esse. Uma estória na qual os
privilegiados não sejam os possuidores, mas os
partilhadores. Onde não simplesmente as regras mudem,
ou onde nós inutilmente nos debatemos contra regras,
mas não contra a causa das regras, que é a
fundamentação do sistema. Se você acredita que não há
como ir além da civilização, ou não deseja isso
realmente, etão sua única "solução" é realmente
morrer, ou viver de niilismo. Mas eu acredito que há
um jogo totalmente novo, pronto pra ser inventado e
construído, do tabuleiro às peças. Quanto às regras?
Não precisamos refazer todas, somente levar em
consideração as coisas que sabemos agora, as coisas
que a mãe-cultura insiste em dizer que são menores que
as suas regras: os fatos. O fato de que a Terra tem
limites de sustentabilidade, e que apesar de que nós
não queiramos ter limites populacionais ou de comida,
os limites de sustentabilidade ainda vão estar lá como
para qualquer ser-vivo. Nossa economia, por exemplo,
foi estabelecida com a crença de a Terra tem
matéria-prima infinita. Acredite se quiser, mas essa
ainda é o axioma da economia. Ninguém pode dizer que
isto não pode ser mudado, eu ouso dizer inclusive que,
inevitavelmente isso será mudado, mesmo que sobrem
apenas 5 humanos na Terra, eles com certeza vão mudar
essa crença estúpida. Acontece que, quanto mais rápido
isso acontecer, melhor. Nós somos os catalizadores
dessa mudança. A quantidade de pessoas que ainda vão
ter que aprender da maneira mais dura que não há como
evitar isso depende de nós. Depende do que estamos
fazendo para alertá-las. Se você é um de nós, mostre
seu trabalho, senão, mostre seu argumento. Eu ficarei
feliz de avaliá-lo sinceramente, abertamente, e pronto
para aceitar meus erros onde quer que os tenha
cometido. Meu único intuíto é a aprimoração das idéias
e a divulgação quando quer que elas sejam razoáveis.
Abraço
Janos Biro
--- Eduardo Costa <veganstaff@...> escreveu:
---------------------------------
Com o objetivo de apresentar-me, talvez isso sirva
para tal proposta.
Segue um texto escrito em um passado não muito
distante:
A proposta foi aceita, mesmo não tendo sido oferecida,
o que se segue, estava no Blog da irmã dela, que hoje
estava lendo com maior afinco.
Um “teste”(?) peculiar, pois visa, antes de tudo,
abrir o seu ser. E me lembro que em certo momento*
estávamos falando sobre a misteriosa arte de escrever
e nos mostrar de formas que não gostaríamos de
parecer...
Não sei quem o autor dessas perguntas, mas sei de onde
peguei, mas não vou citar, pois não sei se ela (irmã
dela..) gostaria...
Pois bem... vou faze-lo... quem quiser fazer, sinta-se
a vontade de copia-lo...
- ATUALMENTE -
[ Roupas atuais] Calça jeans, sapato, colete “Old is
Cool”, camisa e gravata.
[ Humor atual ] Humor? Irônico!
[ Música atual] Colligere
[ Gosto atual ] Chá de Morango com açúcar mascavo.
[ Maquiagem atual ] Maquiagem esconde o que você
realmente é! Maquiagem SUX!
[ Cabelo atual ] Raspado, pois facilita na lavagem e
sempre esta arrumado.
[ Agoniação atual] Pensamentos subversivos.
[ Cheiro atual ] De livro abandonado na estante.
[ Figura da área de trabalho atualmente]
Metralhadoras.
[ Livro que estou lendo atualmente] O Anticristo –
Nietzsche (4º Vez)
[ CD no CD Player atualmente] Colligere
[ DVD no aparelho atualmente] ??? Do Earth Crisis, se
o tivesse!
[ Atual cor do esmalte ] ??? Mas parei de roer unha no
final do ano passado.
[ Bebida atual] Guaraná Natural que de Natural só tem
o nome!
[ Preocupação atual ] Mamãe vai me deixar...
- ÚLTIMA PESSOA -
[ Que toquei] Mamãe.
[ Com a qual falei ] Cristina (Secretaria)
[ Que abracei ] Mamãe (hoje é aniversario dela!)
[ Mandou msn intantânea] Para “ela”.
[ Gritou com ] Rodrigo.
[ Beijou] Mamãe.
- F A V O R I T OS -
[ Comida ] Livre de crueldade, mas com um pouco de
química.
[ Cor ] Azul
[ Album ] ??? (não entendi...mas de Foto, talvez...)
[ Sapatos ] Qualquer um, desde que sintético.
[ Bombons ] Livre disso a muito tempo!
[ Animal ] Em defesa deles, racionais ou não.
[ Show de TV] “Tenho coisas melhores a fazer do que
sentar e foder a minha mente” – Ian
[ Filme ] “A vida é bela”.
[ Música ] Hip-Hop Free Style, Hard Core Sincero, MPB,
Clássica, Etc..
[ Vegetal ] “O que seria de mim sem eles?”
[ Fruta ] Pêssego.
[ Cartoon ] Pica-Pau disse: “Pra que se preocupar com
a amanha se ele acaba depois de amanha?”
- VOCÊ É -
[ Compreensivo ] Me esforço.
[ Cabeça aberta ] Já fui bem mais, hoje para alguém
entrar aqui e mudar algo tem que estar preparado!
[ Arrogante ] Por que não ser?
[ Inseguro ] Por onde costumo caminhar, sou seguro.
Inseguro em novos caminhos.
[ Interessante ] Só “ela” pode responder...
[ Alternativo ] Proponho elas, mas não as sigo como
proposto.
[ Faminto ] Só quando estou com B-12 no sangue.
[ Amigável ] Posso ser, mas posso ser o seu pior
pesadelo.
[ Esperto ] Perceptivo, eu diria.
[ Temperamental ] Não. Controle funciona e deve ser
usado.
[ Infantil ] Na minha infância. No momento vivo a
minha “meninice”.
[ Independente ] Hmmm vou experimentar isso nos
próximos meses...
[ Trabalhador ] Naquilo que acredito ser o trabalho,
SIM!
[ Organizado ] A minha bagunça é a minha organização.
[ Saudável ] Tirando os conservantes e agrotóxicos,
tento mastigar os integrais.
[ Emocionalmente estável] Hoje sim, amanha talvez...
[ Dificil ] Em que sentido? Sou difícil, mas me
“ganhe” com uma critica bem feita.
[ Atraente ] 1.84 m., Olhos verdes, Loiro, 80 Kg. E
que se dane isso!
[ Entediado facilmente ] Não se pode perder um segundo
do grande show da vida. NUNCA.
[ Bagunceiro ] Diria... Minha organização.
[ Responsável ] Definitivamente terei que provar isso!
[ Obsessivo ] Quero me manter vivo, inerentemente a
minha escolha.
[ Raivoso ] Tomei minhas vacinas e até hoje tentam me
controlar. Raiva desse show!
[ Triste ] Não comigo, mas com meus semelhantes.
[ Feliz] Felicidade é deter o poder, e eu detenho o
poder sobre os meus atos. Feliz, portanto.
[ Hyper ] Mercado?
[ Confiante ]Não espero muito para o final do show.
- QUEM VOCÊ QUER -
[ Estapear ] Qualquer um que esteja bêbado, afinal, é
mais fácil.
[ Abraçar ] “Ela”
[ Parecer com ] Aquele que atirou a primeira pedra.
[ Conversar Offline ] “O que será que ele quis dizer
com ‘offline’”?
- QUEM -
[Faz vc dar gargalhadas] Ninguém.
[Faz vc sorrir] Cavalo Banguela, vulgo Marechal de
Souza.
[lhe dá um sentimento estranho quando vc o vê ]
Flavia.
[tem uma queda por? muito!] “Ela”
[tem uma queda por você?] Se “Ela” esta comigo,
acredito que deva ter. Mas sei que não só “ela”.
10 bandas/artistas que vc tem escutado muito
ultimamente:
1. Projeto Manada.
2. Slim
4. Colligere
5. Quinto Andar
6. Chico Buarque, o de Holanda
7. Variuz
8. A Traitor Like Judas
9. Dashboard Confessional
10. Purification
09 coisas pelas quais vc anseia:
1. Poder estar com ela a qualquer momento*
2. Destruir o seu Deus Dinheiro.
3. Matar aqueles que matam.
4. Me formar na UFRJ.
5. Me Pós-graduar na Espanha.
6. Pedalar rumo ao sol.
7. Conhecer o Chile.
8. Desvendar os mistérios da Igreja Católica.
9. Estar na linha de frente das manifestações sociais.
08 coisas que vc gosta de usar:
1. Piercing.
2. Suspensório.
3. Roupa de ciclista.
4. Bicicleta para ir trabalhar.
5. Gravata.
6. Casaco com toca.
7. Coisas camufladas.
8. Aliança.
07 coisas que te chateiam:
1. A distancia.
2. Não ter um exercito próprio.
3. Ter que dormir e perder tempo.
4. Ser tímido.
5. Ser confundido com “maconheiro”.
6. A falta de compromisso dos outros.
7. A alienação imposta.
06 frases que vc diz muito ultimamente: (só frases
não, palavras também)
1. “Você não tem envergadura moral nem ética para
levantar esse questionamento”.
2. “Bom Dia/Tarde/Noite”
3. “A Razão é a defesa para os homens, assim como as
presas para um leão”
4. “Quinto Andar é isso!”
5. “Na moral...”
6. “Vai haver uma proposta de acordo, ou os senhores
vão querer ver a maquina do Estado funcionar?”
05 coisas que vc faz todo dia:
1. Acordo.
2. Vejo meus e-mails.
3. Escrevo para “ela”.
4. Discuto com alguém.
5. Apresento propostas.
04 pessoas com as quais vc quer passar mais tempo:
1. Com “ela”.
2. Com meus amigos.
3. Com os minhas advogadas.
4. Marem.
03 filmes que vc não cansa de assistir:
1. Em nome da Rosa
2. Clube da Luta
3. Stigmata
02 séries de tv que vc assiste:
1. Isso é para perdedores, primordialmente, de tempo!
2. É... realmente eu tenho coisas melhores a fazer.
01 Pessoa com a qual vc passaria o resto da sua vida:
1. Uma possibilidade? Talvez com “ela”.
Fim...
Terminei de responder essas perguntas, que eu mesmo,
me predispus a responde-las.
São informações que cedi, por mera, liberalidade.
Informações abstratas, mas que algumas pessoas não se
importarão com o que existe além delas.
Afinal, poderíamos, certamente, conhecer alguém se
soubéssemos essas informações que cedi acima.
E se pensa, que com essas informações passou a
conhecer mais ou menos do que o de costume, ledo
engano seu.
Você tem as informações sim, mas que distantes da
pessoa (EU!), não formam um nexo causal de existência.
Palavras perdidas na tela do seu computador, ou na
folha impressa.
Enfim... Isso não vale de nada. Foram apenas perguntas
“pré-moldadas” que qualquer um poderia responder. Não
sou resposta para suas perguntas “enlatadas”, sou SIM
pergunta para sua resposta estagnada, antes de tudo,
na sua existência.
Mas tudo bem... Hoje é quinta-feira, e domingo passado
não vi o “pé de cachimbo”, muito menos se ele era de
ouro ou não.
E desde Domingo, fatos estranhos. Minimamente comuns,
porem estranhos.
Ontem mesmo, fiquei abismado ao ver um fato ocorrido,
e ouvir umas explicações para isso.
Ante uma breve informação sobre mitologia grega e o
inicio da existência da Igreja Católica, aquele rapaz
tira do bolso esquerdo, no meio da aula, um cordão
onde havia duas imagens de dois santos dessa igreja,
oferecendo-lhe para sua amiga que se sentava a sua
frente.
Eu, impregnado por uma duvida, perguntei-lhe o motivo
que o levou a oferecer tal “presente” para a moça.
Devo ressaltar, que antes de tirar o cordão do bolso,
ela perguntou a moça, se ela era católica.
E, finalmente, ante sua resposta positiva, sacou o
cordão do bolso, a lhe entregou.
Perguntei, então, porque havia feito aquilo, e ele,
com uma naturalidade espontânea, respondeu-me que ele
mesmo havia ganhado o tal cordão da mãe de sua
namorada, mas que jamais poderia usar, visto que sua
mão o recriminaria por isso.
Na hora em que ouvi sua resposta, fiquei em silencio.
E ele, abaixou a cabeça, como se tivesse envergonhado.
Mas não pude deixar de quebrar o silencio dizendo:
“Rodrigo, você esta me dizendo que não usará o seu
presente, pois sua mãe irá proibir você de usar um
‘presente’ católico? Qual a religião de sua mãe?”
Não demorou muito, ele levantou sua cabeça e disse sua
mãe seguir a religião evangélica.
Cheguei a comentar alguma coisa com ele, mas a critica
“bruta” mesmo ficou guardada aqui dentro de mim.
Ele, que sonha em ser um historiador e político,
aceitando, sem ao menos se questionar, as imposições
religiosas de sua família. Até onde esse rapaz não
estaria sendo guiado pelos costumes que a própria
sociedade criou?
Se não existe força o suficiente para lutar contra as
correntes internas, como propor mudanças externas?
Enfim... Alienado! Foi o que lhe disse em alto e bom
som.
Logo ele, que queria ser político! Político e de
“esquerda”!
Sempre dizia estar ao lado dos ideais do PCdoB, e que
futuramente estaria filiado a tal partido, mesmo tendo
ele, um dia desses, ido para o curso com a camisa de
um político de PFL.
E o pior de tudo, ao ser questionado pelo motivo de
estar trajando tal camisa, ele disse que o político
era amigo dele, e que estava dando um “apoio” a sua
candidatura na Câmara dos Vereadores.
Entre tantos fatos estranhos, esse talvez tenha
ocupado um lugar especial.
Peculiar também foi a pergunta que esse mesmo jovem me
fez, no horário do intervalo.
Confesso, que na hora, as respondi sem muito pensar,
mas depois fiquei pensando nas perguntas e cheguei a
conclusão de que não poderia ter chegado em resposta
mais “bem dada”.
Pergunta 1: “O que você pensa sobre os adolescentes
que morrem?”
Resposta: “São como todos os outros humanos que não
souberam jogar o jogo!”
Pergunta 2: “E o que você pensa sobre os adolescentes
suicidas?”
Resposta: “São pessoas como quaisquer outras que
desistiram do jogo!”
Ao chegar em casa, pensei.
A analogia feita por mim, no momento (impensado) entre
Vida e Jogo foi ideal.
Já não é a primeira vez que faço isso. Mas dessa vez a
analogia “caiu feito uma luva”.
Pois veja, a vida é um jogo. Com regras.
Quebre as regras e esta fora. Não que você tenha
perdido, mas simplesmente esta fora do jogo.
Porem, existe o aspecto objetivo, que é exatamente
este que estamos tratando. Esse em que EU, Eduardo,
sou o jogador, e o aspecto subjetivo, onde EU, Humano,
sou o jogador.
Hmmm... Complexa ficou a dissertação!
Mas não difícil!
Qualquer um que nasce, tem o direito de jogar.
Direito?
Não. Não! Expressei-me mal.
Cada um que nasce, tem a OBRIGAÇÃO de jogar.
Seja ele humano ou não. (Mas essa é uma outra
questão... Questão em que, não sendo humano, o animal
estaria sob as regras de nós, humanos. Porque?
Simplesmente por sermos egoístas o suficiente para,
mesmo tendo descoberto que o Sol é o centro do
Universo, fazer o mundo girar em torno de nós mesmos)
As regras são ditadas, ou foram, pela natureza. (Bem
lá no inicio...)
Isso falando subjetivamente.
Objetivamente, a Constituição Federal de 1988.
Quebre as regras e estará fora.
Existe escolha de não jogar?
Bem... Um dia já podemos escolher...
A escolha é muito bem descrita por Daniel Quinn.
A escolha entre “pegadores” e ‘largadores”.
Nós? Sim... os pegadores. Os donos da razão, e os
únicos capazes de ativa-la.
Mas para não tornar esse assunto mais complexo do que
já é, resumiremos da seguinte forma (além de trazer o
questionamento para seu lado mais objetivo possível).
Não quer jogar? Saia!
Você pode sair.
A porta?
A morte!
Em outras palavras, se mate se não quiser jogar,
certo?
Mas existe, ainda, uma outra questão...
Você é capaz de se matar?
Bom... reporto-me as palavras gritadas em Colligere,
quando ouve-se:
“Olhe para essas mãos que não tem força para arrancar
os próprios olhos”
Apenas para ilustrar o que eu vou escrever.
Seriamos, nós humanos, realmente capazes de sair do
jogo?
Teríamos, realmente, a escolha de não querer jogar?
É...não somos, realmente, capazes disso.
A nossa vontade inerente de estar respirando não nos
deixaria arrancar, efetivamente, os nossos próprios
olhos.
Mas é claro que, objetivamente falando, aperte o
gatilho de um revolver e saia do jogo. Mas lembro que
isso, é um fato material. Algo tão objetivo, que
transcende o nosso próprio corpo, e passa a
responsabilidade para aquele projétil de chumbo.
O que eu pensaria de alguém que morreu? – foi a
pergunta inicial, lembra-se?
Morreu, perdeu!
E concluo com a minha própria tese (congruente ao
silogismo) de que, viver, nada mais é do que morrer, e
se morrer é perder, e se perdemos ao morrer, o que é
viver, senão perder.
E mais...
O que é viver, senão a certeza de que não somos
capazes de jogar?
O que é viver, senão a certeza de que somos
perdedores? E que nunca fomos os “pegadores” segundo
Quinn!
Bem vindo ao jogo, perdedor!
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Olá,
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Para saber mais sobre compartilhamento de arquivos no grupo, leia:
http://help.yahoo.com/help/br/groups/files
Atenciosamente,
janosbiro <janosbiro@...>
Pensem nos últimos momentos de Gary e Mary Jane Chauncey, um casal
inteiramente dedicado à filha Andréa, de onze anos, confinada a uma
cadeira de rodas devido a uma paralisia cerebral. A família Chauncey
viajava num trem da Amtrak que caiu num rio, depois que uma barcaça
bateu e abalou as estruturas de uma ponte ferroviária, na região dos
pântanos da Louisiana. Quando a água começou a invadir o trem, o
casal, pensando primeiro na filha, fez o que pôde para salvar
Andréa; conseguiram entregá-la, através de uma das janelas, para a
equipe de resgate. E morreram, quando o vagão afundou.
A história de Andréa, de pais cujo último ato heróico foi o de
assegurar a sobrevivência da filha, capta um momento de coragem
quase mítica. Sem dúvida, esse tipo de sacrifício dos pais em
benefício da prole é recorrente na história e pré-história humanas,
e inúmeras vezes mais ao longo da evolução de nossa espécie. Visto
da perspectiva dos biólogos evolucionistas, esse auto-sacrifício dos
pais está a serviço do "sucesso reprodutivo" na transmissão dos
genes a futuras gerações. Mas da perspectiva de um pai que, num
momento de desespero, toma uma decisão como essa, trata-se
simplesmente de amor.
Como se fora uma intuição do objetivo e da força das emoções, esse
ato exemplar de heroísmo dos pais atesta o papel que exercem, na
vida humana, o amor altruístico e as demais emoções que sentimos.
Isso indica que nossos mais profundos sentimentos, as nossa paixões
e anseios são diretrizes essenciais e que nossa espécie deve grande
parte de sua existência `a força que eles emprestam nas questões
humanas. Essa força é extraordinária: só um amor tão forte – na
urgência de salvar uma filha querida – foi capaz de conter o próprio
instinto de sobrevivência dos pais. Do ponto de vista do intelecto,
não há dúvida de que o auto-sacrifício desses pais foi irracional.
Sob a ótica do coração, entretanto, essa era a única atitude a ser
tomada.
Quando investigam porque a evolução da espécie humana deu à emoção
um papel tão essencial em nosso psiquismo, os sociobiólogos
verificam que, em momentos decisivos, ocorreu uma ascendência do
coração sobre a razão. São as nossas emoções, dizem os
pesquisadores, que nos orientam quando diante de m impasse e quando
temos de tomar providências importantes demais para que sejam
deixadas a cargo unicamente do intelecto – em situações de perigo,
na experimentação da dor causada por uma perda, na necessidade de
não perder a perspectiva apesar dos percalços, na ligação com um
companheiro, na forma de uma família. Cada tipo de emoção que
vivemos nos predispõe para uma ação imediata; cada uma sinaliza para
uma direção para uma direção que, nos recorrentes desafios
enfrentados pelo ser humano ao longo da vida, provou ser a mais
acertada. À medida que, ao longo da evolução humana, situações desse
tipo foram se repetindo, a importância do repertório emocional
utilizado para garantir a sobrevivência da nossa espécie foi
atestada pelo fato de esse repertório ter ficado gravado no sistema
nervoso como inclinações inatas e automáticas dos coração.
Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é
lamentavelmente míope. A própria denominação Homo sapiens, a
espécie pensante, é enganosa à luz do que hoje a ciência diz acerca
do lugar que as emoções ocupam em nossas vidas. Como sabemos por
experiência própria, quando se trata de moldar nossas decisões e
ações, a emoção pesa tanto – e às vezes mito mais – quanto à razão.
Fomos longe demais quando enfatizamos o valor e a importância do
puramente racional – do que mede o QI – na vida humana. Para o bem
ou para o mal, quando são as emoções que dominam, o intelecto não
pode nos conduzir a lugar nenhum.
Mas, embora nossas emoções tenham sido sábios guias no longo
percurso evolucionário, as novas realidades com que a civilização
tem se defrontado surgiram com uma rapidez impossível de ser
acompanhada pela lenta marcha da evolução. Na verdade, as primeiras
leis e proclamações sobre ética – o código de Hamarabi, os Dez
Mandamentos dos Hebreus, os Éditos do Imperador Ashoka – podem ser
interpretadas como tentativas de conter, subjugar e domesticar as
emoções. Como Freud observou em O Mal-estar na Civilização, o
aparelho social tem tentado impor normas para conter o excesso
emocional que emerge, como ondas, de dentro da cada um de nós.
Apesar dessas pressões sociais, as paixões muitas vezes solapam a
razão. Essa faceta da natureza humana tem origem na arquitetura
básica do nosso cérebro. Em termos do plano biológico dos circuitos
neurais básicos da emoção, aqueles com os quais nascemos são os que
melhor funcionam para as últimas 50,000 gerações humanas, mas não
para as últimas 500 – e, certamente, não para as últimas cinco. As
lentas e cautelosas forças da evolução que moldaram nossas emoções
têm cumprido sua tarefa ao longo de um milhão de anos. Os últimos
10,000 anos – apesar de terem assistido ao rápido surgimento da
civilização humana e à explosão demográfica de cinco milhões para
cinco bilhões de habitantes sobre a terra – quase nada imprimiram de
novo em nossos gabaritos biológicos para a vida emocional.
Para o melhor ou para o pior, a forma como avaliamos situações
complicadas com que nos deparamos e nossas respostas a elas são
moldadas não apenas por nossos julgamentos racionais ou nossa
história pessoal, mas também por nosso passado ancestral.
Leia sobre emoções no livro de Daniel Goleman:
Inteligência Emocional
Interessante este texto Eduardo, mas será que você
poderia incluir sues próprios pensamentos sobre isso?
Sua conclusão e qula você acha que seja a importância
disto? Eu agradeço desde já. Continue nos mandando
informações.
Janos Biro
--- Eduardo Cechinel Cardoso
<cechinel2004@...> escreveu:
---------------------------------
Pensem nos últimos momentos de Gary e Mary Jane
Chauncey, um casal
inteiramente dedicado à filha Andréa, de onze anos,
confinada a uma
cadeira de rodas devido a uma paralisia cerebral. A
família Chauncey
viajava num trem da Amtrak que caiu num rio, depois
que uma barcaça
bateu e abalou as estruturas de uma ponte ferroviária,
na região dos
pântanos da Louisiana. Quando a água começou a invadir
o trem, o
casal, pensando primeiro na filha, fez o que pôde para
salvar
Andréa; conseguiram entregá-la, através de uma das
janelas, para a
equipe de resgate. E morreram, quando o vagão afundou.
A história de Andréa, de pais cujo último ato heróico
foi o de
assegurar a sobrevivência da filha, capta um momento
de coragem
quase mítica. Sem dúvida, esse tipo de sacrifício dos
pais em
benefício da prole é recorrente na história e
pré-história humanas,
e inúmeras vezes mais ao longo da evolução de nossa
espécie. Visto
da perspectiva dos biólogos evolucionistas, esse
auto-sacrifício dos
pais está a serviço do "sucesso reprodutivo" na
transmissão dos
genes a futuras gerações. Mas da perspectiva de um pai
que, num
momento de desespero, toma uma decisão como essa,
trata-se
simplesmente de amor.
Como se fora uma intuição do objetivo e da força das
emoções, esse
ato exemplar de heroísmo dos pais atesta o papel que
exercem, na
vida humana, o amor altruístico e as demais emoções
que sentimos.
Isso indica que nossos mais profundos sentimentos, as
nossa paixões
e anseios são diretrizes essenciais e que nossa
espécie deve grande
parte de sua existência `a força que eles emprestam
nas questões
humanas. Essa força é extraordinária: só um amor tão
forte – na
urgência de salvar uma filha querida – foi capaz de
conter o próprio
instinto de sobrevivência dos pais. Do ponto de vista
do intelecto,
não há dúvida de que o auto-sacrifício desses pais foi
irracional.
Sob a ótica do coração, entretanto, essa era a única
atitude a ser
tomada.
Quando investigam porque a evolução da espécie humana
deu à emoção
um papel tão essencial em nosso psiquismo, os
sociobiólogos
verificam que, em momentos decisivos, ocorreu uma
ascendência do
coração sobre a razão. São as nossas emoções, dizem os
pesquisadores, que nos orientam quando diante de m
impasse e quando
temos de tomar providências importantes demais para
que sejam
deixadas a cargo unicamente do intelecto – em
situações de perigo,
na experimentação da dor causada por uma perda, na
necessidade de
não perder a perspectiva apesar dos percalços, na
ligação com um
companheiro, na forma de uma família. Cada tipo de
emoção que
vivemos nos predispõe para uma ação imediata; cada uma
sinaliza para
uma direção para uma direção que, nos recorrentes
desafios
enfrentados pelo ser humano ao longo da vida, provou
ser a mais
acertada. À medida que, ao longo da evolução humana,
situações desse
tipo foram se repetindo, a importância do repertório
emocional
utilizado para garantir a sobrevivência da nossa
espécie foi
atestada pelo fato de esse repertório ter ficado
gravado no sistema
nervoso como inclinações inatas e automáticas dos
coração.
Uma visão da natureza humana que ignore o poder das
emoções é
lamentavelmente míope. A própria denominação Homo
sapiens, a
espécie pensante, é enganosa à luz do que hoje a
ciência diz acerca
do lugar que as emoções ocupam em nossas vidas. Como
sabemos por
experiência própria, quando se trata de moldar nossas
decisões e
ações, a emoção pesa tanto – e às vezes mito mais –
quanto à razão.
Fomos longe demais quando enfatizamos o valor e a
importância do
puramente racional – do que mede o QI – na vida
humana. Para o bem
ou para o mal, quando são as emoções que dominam, o
intelecto não
pode nos conduzir a lugar nenhum.
Mas, embora nossas emoções tenham sido sábios guias no
longo
percurso evolucionário, as novas realidades com que a
civilização
tem se defrontado surgiram com uma rapidez impossível
de ser
acompanhada pela lenta marcha da evolução. Na verdade,
as primeiras
leis e proclamações sobre ética – o código de
Hamarabi, os Dez
Mandamentos dos Hebreus, os Éditos do Imperador Ashoka
– podem ser
interpretadas como tentativas de conter, subjugar e
domesticar as
emoções. Como Freud observou em O Mal-estar na
Civilização, o
aparelho social tem tentado impor normas para conter o
excesso
emocional que emerge, como ondas, de dentro da cada um
de nós.
Apesar dessas pressões sociais, as paixões muitas
vezes solapam a
razão. Essa faceta da natureza humana tem origem na
arquitetura
básica do nosso cérebro. Em termos do plano biológico
dos circuitos
neurais básicos da emoção, aqueles com os quais
nascemos são os que
melhor funcionam para as últimas 50,000 gerações
humanas, mas não
para as últimas 500 – e, certamente, não para as
últimas cinco. As
lentas e cautelosas forças da evolução que moldaram
nossas emoções
têm cumprido sua tarefa ao longo de um milhão de anos.
Os últimos
10,000 anos – apesar de terem assistido ao rápido
surgimento da
civilização humana e à explosão demográfica de cinco
milhões para
cinco bilhões de habitantes sobre a terra – quase nada
imprimiram de
novo em nossos gabaritos biológicos para a vida
emocional.
Para o melhor ou para o pior, a forma como avaliamos
situações
complicadas com que nos deparamos e nossas respostas a
elas são
moldadas não apenas por nossos julgamentos racionais
ou nossa
história pessoal, mas também por nosso passado
ancestral.
Leia sobre emoções no livro de Daniel Goleman:
Inteligência Emocional
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que possamos entrar em contato mais direto. Isso é
extrememente importante e já está passando da hora.
Talvez vocês estejam achando frustrante participar
desse grupo. Eu entendo, isso é comum. O assunto deste
grupo é complexo. Muitos membros talvez ainda nem
saibam direito do que se trata. Isso é de se esperar,
ninguém mais discute Daniel Quinn no Brasil, por
enquanto. E mesmo os grupos internacionais ainda não
estão completamente articulados. O assunto é recente
demais, é mais que recente, ele ainda está nascendo.
Mas as perspectivas são de que talvez isso se torne
cada vez mais conhecido. Eu digo talvez porque não
quero cometer o mesmo erro que o mundo cometeu a
algumas décadas atrás, quando todo mundo achou que o
futuro era comunista. Provisóriamente, penso que o
futuro não pertence ao nosso modo de vida, porque ele
é invariavelmente insustentável. Isso é preocupante,
mas ninguém está se 'ocupando' disto funcionalmente
ainda, ou seja, a ocupação geral ainda é a de auxiliar
o antigo sistema, não de contruir novos. Não estamos
aqui para convencer as pessoas a ter a nossa visão de
mundo, chamando isso de conscientização, como fazem os
remanescentes do socialismo. Estamos aqui para mostrar
para as pessoas as consequências de sua própria visão
de mundo, em sentido muito mais amplo agora. Eu tento
fazer isso por nenhum outro motivo exceto que eu acho
isso razoável. Razoável, algo que vale a pena se
raciocinar sobre. Só isso.
Abraços
Janos Biro
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Olá a todos!
Boa iniciativa. Talvez uma conversa mais "tempo real" leve a discussões mais
enrriquecedoras e motive mais a todos.
Apesar de não usar o MSN com frequencia, disponibilizo aqui para quem
estiver interessado em entrar em contato. Eventualmente estou online, então
poderemos discutir.
MSN: anacarol@... <mailto:anacarol@...>
Abraço a todos!
Ana Carolina
-----Mensagem original-----
De: Janos Biro [mailto:janosbiro@...]
Enviada em: quinta-feira, 2 de setembro de 2004 02:16
Para: umanovacultura@...
Assunto: [umanovacultura] MSN e ICQ
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demais, é mais que recente, ele ainda está nascendo.
Mas as perspectivas são de que talvez isso se torne
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quero cometer o mesmo erro que o mundo cometeu a
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futuro era comunista. Provisóriamente, penso que o
futuro não pertence ao nosso modo de vida, porque ele
é invariavelmente insustentável. Isso é preocupante,
mas ninguém está se 'ocupando' disto funcionalmente
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Abraços
Janos Biro
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Infelizmente acesso a internet aqui do meu serviço, então não tenho nem icq ou msn, mas na medida do possivel mandarei algo para o grupo.
desde ja agradeço...Gabrielxxx
>From: Janos Biro <janosbiro@...> >Reply-To: umanovacultura@... >To: umanovacultura@... >Subject: [umanovacultura] MSN e ICQ >Date: Thu, 2 Sep 2004 02:15:34 -0300 (ART) > >Por favor, todos do grupo que tenham MSN ou ICQ: >respondam essa mensagem e passem seus IDs ou UINs para >que possamos entrar em contato mais direto. Isso é >extrememente importante e já está passando da hora. >Talvez vocês estejam achando frustrante participar >desse grupo. Eu entendo, isso é comum. O assunto deste >grupo é complexo. Muitos membros talvez ainda nem >saibam direito do que se trata. Isso é de se esperar, >ninguém mais discute Daniel Quinn no Brasil, por >enquanto. E mesmo os grupos internacionais ainda não >estão completamente articulados. O assunto é recente >demais, é mais que recente, ele ainda está nascendo. >Mas as perspectivas são de que talvez isso se torne >cada vez mais conhecido. Eu digo talvez porque não >quero cometer o mesmo erro que o mundo cometeu a >algumas décadas atrás, quando todo mundo achou que o >futuro era comunista. Provisóriamente, penso que o >futuro não pertence ao nosso modo de vida, porque ele >é invariavelmente insustentável. Isso é preocupante, >mas ninguém está se 'ocupando' disto funcionalmente >ainda, ou seja, a ocupação geral ainda é a de auxiliar >o antigo sistema, não de contruir novos. Não estamos >aqui para convencer as pessoas a ter a nossa visão de >mundo, chamando isso de conscientização, como fazem os >remanescentes do socialismo. Estamos aqui para mostrar >para as pessoas as consequências de sua própria visão >de mundo, em sentido muito mais amplo agora. Eu tento >fazer isso por nenhum outro motivo exceto que eu acho >isso razoável. Razoável, algo que vale a pena se >raciocinar sobre. Só isso. > >Abraços > >Janos Biro > >===== >http://www.antizero.cjb.net >"Duvidosamente o melhor site sobre nada" - Times > >"Não há uma única maneira certa de viver". Leia Daniel Quinn. http://www.largue.cjb.net > > > > > >_______________________________________________________ >Yahoo! Acesso Grátis - navegue de graça com conexão de qualidade! >http://br.acesso.yahoo.com/
Feedback positivo e feedback negativo
A natureza tem uma maneira muito eficiente de realizar mudanças. Ela
o faz de maneira aparentemente aleatória, ou seja, sem regra ou
preferência alguma, porém o faz lenta e continuamente. Apesar de que
nenhuma espécie dura sempre, seus impactos geralmente são permanentes,
de forma que a as novas espécies são conseqüências da existência das
anteriores. A evolução não só é gradual, mas é integral. O
desenvolvimento de uma espécie é parte de uma mudança que ocorre não
só num objeto isolado, mas em todo o sistema. Se levarmos em
consideração que nossa classificação dos seres da natureza é de tal
forma por causa de nossa percepção, não podemos dizer com certeza onde
estão realmente os limites entre um ser e outro ser. Geralmente nos
enganamos em relação a muitas espécies que considerávamos separadas,
mas que estavam mais ligadas do que imaginávamos. Nas várias vezes que
introduzimos novas espécies num certo meio não fomos capazes de prever
corretamente as conseqüências, que muitas vezes foram prejudiciais,
como no caso dos animais que foram introduzidos para eliminar pestes.
Isto acontece porque a natureza trabalha com um tipo de feedback
negativo. Considere a seleção natural: a sobrevivência do mais apto.
Charles Fort (século XIX) criticou isso como uma afirmação sem
explicação: a seleção natural é a sobrevivência do mais apto a
sobreviver, mas como sabemos se algo está apto a sobreviver?
Observando se ele sobrevive... Na verdade, a natureza parece mais
disposta a fazer uma `exclusão seletiva' daquelas espécies que
alcançam um limite, exatamente como o as suas glândulas fazem com as
substâncias que ela produz. Este limite é a capacidade de
sobrevivência, que é a capacidade de se adaptar ao meio e reproduzir.
O que sobrevive é definido pelo que morre, é não o contrário.
Embora apliquemos o conceito do feedback negativo a alguns aspectos
de nossa vida, a outros aplicamos o conceito contrário: o feedback
positivo. Feedback positivo consiste em aumentar a produção em
resposta a uma má adaptação, ou a pouca capacidade de sucesso. Num
tipo de situação onde atingir o limite, falhar, normalmente significa
diminuir o evento causador, para nós significa aumentá-lo. Podemos
fazer isso diminuindo os efeitos nocivos, o que tem como conseqüência
o aumento da causa em longo prazo, uma vez que a permanência da causa
depende da nossa sobrevivência. Exemplos de feedback positivo em nossa
sociedade podem ser encontrados na maneira com que lidamos com
problemas sociais e econômicos. Estabelecemos parâmetros estáticos
para solucionar problemas dinâmicos. Para resolver um desequilíbrio,
precipitadamente criamos pressão sobre o lado logicamente oposto, e
obtemos em resposta stresses ainda maiores. Nossa incapacidade de
resolver problemas sócio-econômicos acontece pelo mesmo fator das
falhas com os pesticidas naturais: nossas intervenções são
demasiadamente abruptas para a pouca informação que realmente temos
dos fatores relacionados ao problema.
A `solução' seria reduzir o impacto das intervenções para evitar
colapsos grandes, aumentar a flexibilidade para responder aos efeitos
inesperados e não estabelecer modelos de ação, pois a própria
configuração do cérebro humano os faz demasiadamente estáticos. Isto
está diretamente contra as atuais práticas e teorias de administração,
que exigem rigidez, objetivos lineares, rapidez e eficiência. Se isso
serve de defesa, 2 entre 3 negócios que abrem hoje falem em menos de
dois anos. Por outro lado, a venda de manuais de administração cresce
espantosamente. Se eles funcionassem mesmo, não seria de se esperar
que a procura por eles diminuísse com o tempo? A natureza tem uma
história de milhões de anos de sucesso no ramo de mudar as coisas para
melhor, nós não. Janos Biro
www.largue.cjb.net
Não há mais desculpa. O livro Ishmael, inteiro, porém em inglês, foi
incluído na seção da arquivos do Uma Nova Cultura. Visitem a página do
grupo ou o site www.largue.cjb.net, façam download e bom proveito.
Abraços.
O texto ficou muito bom, simples e coerente. Gostei!
Não entendo muito do assunto, mas pelo pouco q sei
acho que é isso mesmo. Talvez possamos aprofundar mais
nesse assunto, acho que é um tema importante e deve
ser discutido.
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