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umanovacultura · Uma nova cultura

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#1147 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Qui, 27 de Jul de 2006 7:32 pm
Assunto: Digam que é mentira , meu Deus !
fabioxoliveira
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Os decadentes e medíocres senadores brasileiros enlouqueceram, se confirmada a notícia !
 
Senado aprova lei que aluga Amazônia às empresas privadas
Lei de Gestão de Florestas Públicas entrega áreas da maior floresta do mundo ao capital internacional

 
Ambientalista protesta no senado contra Lei de gestão de Florestas Públicas
Ambientalista protesta no senado contra Lei
de gestão de Florestas Públicas
 
A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve.

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário. Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

Por favor alguém diga que é mentira !
Eu não posso não quero acreditar !
 
J Ricardo
 
Desnacionalização – Apesar do projeto exigir que apenas empresas sediadas no país possam explorar as florestas, nada impede que tais empresas sejam controladas pelo capital internacional. “Serão imensas áreas colocadas nas mãos dos cartéis multinacionais de madeireiras e fármacos, pois não haverá fiscalização com a estrutura atual”, denuncia o geólogo. Com o texto do atual projeto, as empresas de capital estrangeiro poderão explorar livremente as florestas públicas.

Propaganda Enganosa – Apesar de não existir qualquer estudo ou planejamento sobre como serão realizadas as concessões, o governo anuncia que a nova lei vai gerar, nos primeiros dez anos, cerca de 140 mil empregos e R$ 1,9 bilhões em impostos para a União. Para Múcio Nobre, isso não passa de propaganda enganosa para empurrar o projeto às populações regionais que sofrerão suas conseqüências.

Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma

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#1148 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Qui, 27 de Jul de 2006 7:32 pm
Assunto: Digam que é mentira , meu Deus !
fabioxoliveira
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Senado aprova lei que aluga Amazônia às empresas privadas
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A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve.

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário. Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

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Propaganda Enganosa – Apesar de não existir qualquer estudo ou planejamento sobre como serão realizadas as concessões, o governo anuncia que a nova lei vai gerar, nos primeiros dez anos, cerca de 140 mil empregos e R$ 1,9 bilhões em impostos para a União. Para Múcio Nobre, isso não passa de propaganda enganosa para empurrar o projeto às populações regionais que sofrerão suas conseqüências.

Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma


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#1149 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Qui, 27 de Jul de 2006 7:36 pm
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A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário. Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

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Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma

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#1150 De: "Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...>
Data: Qui, 27 de Jul de 2006 10:48 pm
Assunto: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
celiahbarc
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Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
Célia
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, July 27, 2006 4:32 PM
Subject: [umanovacultura]Digam que é mentira , meu Deus !

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A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

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Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma


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#1151 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Qui, 27 de Jul de 2006 11:21 pm
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
fabioxoliveira
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Célia,
Gostaria muito de saber a verdade dos fatos. Vamos procurar informações sérias sobre o caso, me ajuda ...tá !
 
bjs, Fábio

"Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...> escreveu:
Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
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Sent: Thursday, July 27, 2006 4:32 PM
Subject: [umanovacultura]Digam que é mentira , meu Deus !

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A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

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#1152 De: "William Dubal" <williamdubal@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 3:51 am
Assunto: A Carta de Maria Santíssima à Humanidade, de 2006.
byebyemother
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24/07/2006

A Carta de Maria Santíssima à Humanidade, de 2006. 
 
 
(O espírito Gustavo Henrique diz, da sua perspectiva:)
 
Entre os convivas que se aglomeravam no grande anfiteatro de nosso domínio espiritual de existência, num número em torno de cinco mil espectadores, contavam-se enormes contingentes de religiosos que, quando encarnados, houveram pertencido à denominação católica de fé, bem como expressiva quantidade de espíritas (principalmente os que aderiram ao kardecismo depois de desencarnados); mas, de uma forma geral, conformavam a grande assembléia aqueles que não se filiavam propriamente a segmentos específicos de religião, mas que se apresentavam devotos e leais ao Governo Oculto do Mundo.
 
Toldada num halo de luz indescritivelmente belo, a nossa adorável mentora espiritual Eugênia tomou o púlpito e, após segundos breves em oração, postou-se em transe. A partir de então, a luminosidade em torno da doce e sábia mestra começou a se intensificar e a se expandir de sua estrutura perispirítica, dilatando-se em direção à platéia, como a envolvê-la, e se voltando, em particular, para a imensa tela instalada em sua retaguarda. Eugênia, naquele instante, parece um anjo transbordante de luz, derramando vibrações de paz e de recolhimento sobre todos que ao evento compareciam.
 
O telão, de aproximados quinze metros de altura, proporcionava, aos ali reunidos, divisar, em envergadura espetacular, a Imagem inenarravelmente tocante da Mãe Santíssima da Humanidade.
 
No instante em que, de fato, Sua Imagem começou a se configurar, a partir de brumas indefinidas que tomavam, paulatinamente, a forma de uma dama vultosa envolta em véu branco, milhares se prostraram de joelhos, quase que automaticamente, chorando em cântaros, enquanto diversos mentores espirituais oravam com funda contrição, revelando este seu estado íntimo, pelas fortes e multicolores irradiações de luz que se lhes desprendiam de seu tórax e crânio.
 
Por fim, quando a Voz da Mãe Soberana fez-se ouvir, límpida e majestosa, ressoando no ambiente gigante, como Ecos do Infinito e do Pleno Poder de Deus, como uma intraduzível onda mística de amor do Criador por toda a Sua criação, as lágrimas foram incontroláveis para todos, embora a maior parte se mantivesse elegantemente serena, de pé, olhos fixos na tela cristalina, que parecia não mais existir, para dar lugar à Presença, em três dimensões e quase quinze metros de altura, da Mãe Maior da Humanidade Terrena.
 

(Eugênia fala:)
 
Naquela tarde, descemos ao plano de Andrômeda - eu e uma pequena plêiade de amigos estimados e nobres. Haveria a manifestação de Nossa Mãe Santa, e, por mercê da Misericórdia Divina, mais uma vez, seria eu a intermediária no Grande Momento.
 
Após nos reunirmos no grande salão de eventos, fui convidada pelo dirigente da assembléia a me postar ao púlpito, de modo que, auxiliada por outros quatorze médiuns já adrede posicionados para o trabalho de doação de forças e de canalização do Mundo Maior, em mesa ovalada pouco atrás de mim, coloquei-me intimamente em oração e em estado psiquicamente passivo, que favorecesse o processo mediúnico. Atrás de minha pessoa, tela de proporções respeitáveis, com um azul de indefinível turquesa, cintilava e tremulava, qual se micropartículas vivas de luz almejassem saltar de seu plano.
 
Após alguns instantes de concentração, senti-me parcialmente ausente do ambiente, tragada pelo magnetismo irresistível da Poderosa Mente de Nossa Mãe Santíssima, focando-Lhe a Imagem, enquanto Ela, misericordiosamente, projetava-Se na direção de minha insignificante estrutura medianímica. Em seguida, passou Nossa Mãe Maior a falar, imagem e som reproduzidos no local público, em medidas grandiosas, atrás de mim, por mecanismo intrincado de captação de padrões mentais, que não me caberia aqui minudenciar.
 
Olhos de um azul invulgar, percucientes e tocantes, como se o amor de todas as mães de todos os tempos neles se houvesse congregado, para preencher e transformar todos os corações, disse Ela, com voz dulcíssima:
 

(Maria Fala:)
 
”Meus muito amados filhinhos:
 
Que a Paz de Deus esteja entre todos, hoje e por toda a eternidade.
 
Muito me apraz este ensejo bendito de confabular com a humanidade terrestre, de que me sinto e de que, de fato, fui investida e encarapitada, pela Divindade, à posição de Mãe Mística, já que, sem dúvida, esta desatinada civilização humana terrena carece, acima de tudo, de uma Figura de Mãe.
 
Há quase dois séculos, venho Me manifestando, mais direta e fluentemente, com o plano físico de vida. Nas últimas ocasiões, entretanto, fiz avisos que calassem fundo, basicamente, ao coração, por ser mais urgente e sempre mais importante falar aos sentimentos do povo. Todavia, pela gravidade do momento histórico que nosso orbe atravessa e pelas características de racionalidade e lógica, intelectualidade e cultura que constituem as vigas mestras da mente popular atual, fez-se-Me indispensável encontrar um meio de transmitir uma mensagem de natureza tal que também alcançasse a inteligência do cidadão médio da contemporaneidade. Assim, embora com prejuízo do sentido profundo do que desejaria comunicar ao mundo, vou fazer uso deste processo de intermediação, para que, através da paupérrima linguagem humana, tente traduzir, palidamente, algumas idéias que não deveriam, em princípio, sofrer uma compressão conceitual ao estreitíssimo espectro semântico de vocábulos e construções fraseológicas do falar humano.
 
O patriarcalismo tomou rumos indesejáveis, com homens e mulheres fazendo-se grosseiramente masculinizados – em aspectos psicológicos dos mais negativos atinentes ao pólo psicossexual viril, tais como agressividade e competitividade exacerbados ao ponto do desequilíbrio. Disto, uma gama infelizmente variada e complexa de corolários se distende, entre eles a hipótese de uma guerra nuclear de grandes proporções, como um Armagedon que pulverizasse a espécie humana, hipótese esta que não foi de todo varrida dos cenários terrícolas, pouco lembrada desde o marco histórico simbólico da ‘Queda do Muro de Berlim’. Poderia já ter acontecido, mas, graças ao atendimento devoto de milhares de corações leais à Minha Pessoa sobre o planeta, respondendo ao meu chamado à oração pela paz no mundo, em Fátima, há já quase noventa anos, tivemos condições de procrastinar o pior, por mecanismos psico-espirituais que resumo no pedido-tríade que apresento ao final desta minha fala epistolar. Ainda é possível, entretanto, que este cataclismo ciclópico ocorra, por caminhos políticos de crise internacional diferenciados dos da segunda metade do século transato. O apocalipse bélico que era provável, mas não certo de ocorrer, e que é ainda perfeitamente plausível considerar-se como hipótese viável de destino coletivo para esta comunidade humana terrena, evidentemente aconteceria não mais pela polarização entre duas superpotências, como no período da denominada ‘Guerra Fria’. O conflito, colossal e gravíssimo, agora, é o que se dá entre os dois blocos de polaridade fratricida: Oriente e Ocidente, como uma espécie de ‘confronto de civilizações’, como têm entendido e denominado os especialistas encarnados. De fato, com tal tensão mastodôntica, a humanidade tem sido conduzida a perigos por ora inimagináveis. Mais que isso, indica esta dicotomização civilizacional, em suas manifestações ‘onipresentes’ do terrorismo, um risco invisível, com engrenagens de etiologia bem mais complexa, sem polarizações muito claras, sem inimigos que possam ser identificados facilmente e, assim, combatidos – explicitando, sem deixar sombra a dúvidas, às percepções mais agudas, ou ao menos aos tinos mais atentos, que não será combatendo inimigos que se vencerá o Mal. O combate, em si, é o Mal. Como sabiamente afirma a chamada ‘psicologia profunda’ no plano físico: ‘torna-se aquilo que se combate’.
 
Destarte, na presente data, pela complexidade das relações entre indivíduos e nações, organizações e movimentos ideológicos, e com o conseqüente aumento de abstração nas manifestações de tais expressões de desagregação, de desconexão com a Essência Divina, a Terra é forçada a entender que o mal não está fora, não está no outro, não está do outro lado da cerca vizinha, não está onde se fala outro idioma ou onde se prega uma religião diferente, mas no reduto do próprio coração humano, atolado no egoísmo, na possessividade e na maldade.
 
É hora de, definitivamente, suspendermos a loucura coletiva de se buscarem culpados e ‘bodes expiatórios’ para os problemas de grupos e pessoas. A perspectiva psicológica da vítima, sumamente infantil, é hoje também potencialmente letal, para indivíduos e coletividades, tanto quanto seria colocarem-se armas de fogo nas mãos de crianças. Ser brutalmente míope quanto aos verdadeiros males da vida, em outras épocas da humanidade, não era tão sério, quando o poder de destruição era mínimo. Hoje, porém, a força de devastação nas mãos do gênero humano – incluindo não só a tecnologia nuclear a que aludi, mas também a bacteriológica, a química, a genética – faz com que imaturidades risíveis convertam-se facilmente em fatalidades irreversíveis e de proporções apocalípticas. E, quanto a esta reflexão capital, importante destacar que o adulto assume responsabilidades; não as transfere – isso considerado em todos os níveis e departamentos de sua consciência e de sua existência. Claro que expedientes racionais, objetivos e mesmo enérgicos podem e até devem ser tomados para conter a fúria, as tendências criminógenas e mesmo os distúrbios mentais de quem faz uso de seu livre-arbítrio para ferir seus irmãos em humanidade. Todavia, tais iniciativas são meramente paliativas – e assim devem ser claramente compreendidas. Somente em remontando às causas profundas (e reais), apenas em descobrindo a verdadeira raiz do Mal, qual seja: a idéia de que não somos UM, poderemos erradicar, efetivamente, da face do planeta, o perigo genocida, atualmente iminente.
 
Meu Coração se condói em ver a humanidade às raias de resolver todas as magnas e arquimilenares questões que a aturdiam, desde sempre – como a fome, as doenças infecto-contagiosas, os dramas da ignorância e da falta de acesso a meios básicos de cultura e diversão –, e, no entanto, teimando, mesmo assim, em transformar as maiores dádivas do progresso em maldições medonhas, que ameaçam promover a catástrofe máxima do arrasamento dos inapreciáveis patrimônios da civilização, construídos, século sobre século, sobre suor e sangue de incontáveis mártires do trabalho, em todos os povos, culturas e lugares...
 
A despeito do que disse até aqui, entrementes, gostaria de revelar, de antemão, aos caros corações devotos que Me ouvem, que o pior não acontecerá, exatamente pelo motivo de que serei ouvida por muitos dos que receberão esta missiva, que intuirão a importância visceral de Minhas palavras e as aplicarão em suas vidas.
 
Por outro lado, apesar desta ressalva confortadora, quero deixar registrado que muitas tragédias ainda acontecerão, entre catástrofes naturais e conflagrações bélicas, que, no entanto, não terão o poder fatal sobre a sobrevivência da Humanidade em nosso planeta. Tal poder fatal da crise hodierna em paroxismo, contudo, só será revertido a um grau de lesão não-fatal, se os prezados filhinhos que Me receberem esta epístola do coração hastearem e levarem adiante, quais estafetas de Deus, uma bandeira tríplice, que gostaria fosse, fervorosa e disciplinadamente, aplicada:
 
• Oração diária, invocando Minha proteção de Mãe Divina para a Terra, sobretudo no sentido de promoção da paz no mundo. O Lado de Deus ‘Mãe-Bondade-Compreensão’, em Mim representado para este planeta, que favorece, quando mentalizado, se repercutam Minhas vibrações de paz, na freqüência mental do domínio físico de vida, quebrará grandes rochedos de emanações mentais deletérias que impregnam a crosta terrena, favorecedoras da desgraça. Cada alma devota na prática oracional, assim, funcionará como uma antena repetidora viva de Meu Amor e de Minha Paz para o mundo, dissipando as trevas da maldade, com a luz da bondade...
 
• Oração semanal, em grupo, com o mesmo fim. Os grupos têm o poder de gerar uma alavanca psíquica potencializadora da energia mental e espiritual produzida pelos indivíduos. A reunião de inúmeras almas, com o mesmo fito de orar pela paz do globo, maximizará os efeitos almejados de abrandamento do teor atualmente destrutivo da psicosfera planetária.
 
• Divulgação desta mensagem ao maior número possível de pessoas a que cada destinatário tiver alcance. Somente em conseguindo formar uma ‘massa crítica’ de participantes nesta rede fraterna de espiritualidade, lograremos, efetivamente, salvar a civilização terrestre da auto-extinção.
 
Há mais poder em cada criatura do que parece fazer crer a humana cultura materialista e negativista das realidades espirituais, que pervaga e é dominante na dimensão material de existência, nos dias que correm. Que cada um ore, com ardor e sinceridade, todos os dias, procurando viver a bondade e a ternura, a compreensão e a tolerância, dos mínimos aos máximos gestos e iniciativas em seus caminhos. E que, assim, este estado de louvor e de gratidão, pela Vida e por Deus, converta-se num constante hino de amor e de paz, traduzidos em atos de caridade, carinho e solidariedade, em todos os sentidos que tais vocábulos possam ter, no vernáculo humano.
 
Por fim, encerro Minha fala dizendo-lhes que, se Deus permitir, tornarei a falar com vocês, no próximo ano, pelo mesmo meio, e pelo transcurso de vezes, ano a ano, no período de tempo que Ele dilatará, conforme julgar conveniente, mas no espaço do qual, garanto-lhes, concretizar-se-ão muitas das previsões aqui exaradas.
 
Sua Mãe, com todos, bem mais do que poderiam supor possível, irradiada como um Sol de Amor sobre a Terra sombria e fria,
 
Maria.”
 

Terminado o Seu discurso, pus-me a meditar e fui gentilmente conduzida, ajudada por irmãs de caridade de nosso plano, a me recolher, para a natural recomposição psíquica, exigida após o supremo esforço que tais intensos e dramáticos comunicados provocam sobre o hospedeiro mediúnico. Passados alguns dias, então, programei-me a trazer a missiva arrebatadora de Nossa Mãe Venerável ao plano físico, por meio da psicografia, da forma como agora realizo, para usufruto e bem gerais, sobremaneira pelos graves alertas que o texto da Mãe Excelsa enfeixa.
 
Irmã em Cristo, Jesus e Maria Cristo,
 
Eugênia.
 

(Psicografia do médium Benjamin Teixeira, realizada na reunião mediúnica fechada de 11 de julho de 2006. Revisão de Delano Mothé.)
 
Extraído do site : Salto Quântico http://www.saltoquantico.com.br/index.php

 

#1153 De: gaio <contem1kb@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 10:17 am
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
contem1kb@...
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Texto da lei:

http://www.acaprena.org.br/hp/index.asp?p_codmnu=3&p_codnot=901


--
Gaio
CABio \\ UFAL
"Quebrando a Dormência: Enraizando em Terra Seca"

#1154 De: Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 12:23 pm
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
saopaulobras...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Não tenho muitas informações, mas parece que o Greenpeace achou a proposta exequível...
 
Acho que o melhor é analisar o caso detalhadamente, mas é complexo. Mas sinceramente não acho que a Ministra Marina Silva iria propor algo em favor da destruição da Floresta.

Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...> escreveu:
Célia,
Gostaria muito de saber a verdade dos fatos. Vamos procurar informações sérias sobre o caso, me ajuda ...tá !
 
bjs, Fábio

"Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...> escreveu:
Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
Célia
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, July 27, 2006 4:32 PM
Subject: [umanovacultura]Digam que é mentira , meu Deus !

ATENÇÃO !
ACABEI DE RECEBER ... SERÁ VERDADE, MEU DEUS ?
 
Os decadentes e medíocres senadores brasileiros enlouqueceram, se confirmada a notícia !
 
Senado aprova lei que aluga Amazônia às empresas privadas
Lei de Gestão de Florestas Públicas entrega áreas da maior floresta do mundo ao capital internacional

 
Ambientalista protesta no senado contra Lei de gestão de Florestas Públicas
Ambientalista protesta no senado contra Lei
de gestão de Florestas Públicas
 
A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve.

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

Por favor alguém diga que é mentira !
Eu não posso não quero acreditar !
 
J Ricardo
 
Desnacionalização – Apesar do projeto exigir que apenas empresas sediadas no país possam explorar as florestas, nada impede que tais empresas sejam controladas pelo capital internacional. “Serão imensas áreas colocadas nas mãos dos cartéis multinacionais de madeireiras e fármacos, pois não haverá fiscalização com a estrutura atual”, denuncia o geólogo. Com o texto do atual projeto, as empresas de capital estrangeiro poderão explorar livremente as florestas públicas.

Propaganda Enganosa – Apesar de não existir qualquer estudo ou planejamento sobre como serão realizadas as concessões, o governo anuncia que a nova lei vai gerar, nos primeiros dez anos, cerca de 140 mil empregos e R$ 1,9 bilhões em impostos para a União. Para Múcio Nobre, isso não passa de propaganda enganosa para empurrar o projeto às populações regionais que sofrerão suas conseqüências.

Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma

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#1155 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 12:30 pm
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
fabioxoliveira
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Márcio,
 
Muitos petistas não honraram com a nossa histórica confiança. Por quê haveríamos de confiar na ministra Marina da Silva? Olha que sempre votei no PT e acreditei no projeto de transformação do nosso país. Veja a website abaixo da Associação Catarinense de Preservação da Natureza :
 
 
A lei de gestão de florestas públicas está nessa website, nos seus mínimos detalhes.
 
abs, Fábio Oliveira


Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...> escreveu:
Não tenho muitas informações, mas parece que o Greenpeace achou a proposta exequível...
 
Acho que o melhor é analisar o caso detalhadamente, mas é complexo. Mas sinceramente não acho que a Ministra Marina Silva iria propor algo em favor da destruição da Floresta.

Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...> escreveu:
Célia,
Gostaria muito de saber a verdade dos fatos. Vamos procurar informações sérias sobre o caso, me ajuda ...tá !
 
bjs, Fábio

"Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...> escreveu:
Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
Célia
 
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Sent: Thursday, July 27, 2006 4:32 PM
Subject: [umanovacultura]Digam que é mentira , meu Deus !

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ACABEI DE RECEBER ... SERÁ VERDADE, MEU DEUS ?
 
Os decadentes e medíocres senadores brasileiros enlouqueceram, se confirmada a notícia !
 
Senado aprova lei que aluga Amazônia às empresas privadas
Lei de Gestão de Florestas Públicas entrega áreas da maior floresta do mundo ao capital internacional

 
Ambientalista protesta no senado contra Lei de gestão de Florestas Públicas
Ambientalista protesta no senado contra Lei
de gestão de Florestas Públicas
 
A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve.

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

Por favor alguém diga que é mentira !
Eu não posso não quero acreditar !
 
J Ricardo
 
Desnacionalização – Apesar do projeto exigir que apenas empresas sediadas no país possam explorar as florestas, nada impede que tais empresas sejam controladas pelo capital internacional. “Serão imensas áreas colocadas nas mãos dos cartéis multinacionais de madeireiras e fármacos, pois não haverá fiscalização com a estrutura atual”, denuncia o geólogo. Com o texto do atual projeto, as empresas de capital estrangeiro poderão explorar livremente as florestas públicas.

Propaganda Enganosa – Apesar de não existir qualquer estudo ou planejamento sobre como serão realizadas as concessões, o governo anuncia que a nova lei vai gerar, nos primeiros dez anos, cerca de 140 mil empregos e R$ 1,9 bilhões em impostos para a União. Para Múcio Nobre, isso não passa de propaganda enganosa para empurrar o projeto às populações regionais que sofrerão suas conseqüências.

Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma

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#1156 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 12:33 pm
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
fabioxoliveira
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Célia,
Veja a website abaixo da Associação Catarinense de Preservação da Natureza :
 
 
A lei de gestão de florestas públicas está nesse website, nos seus mínimos detalhes.
 
abs, Fábio Oliveira

"Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...> escreveu:
Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
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A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve.

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

Por favor alguém diga que é mentira !
Eu não posso não quero acreditar !
 
J Ricardo
 
Desnacionalização – Apesar do projeto exigir que apenas empresas sediadas no país possam explorar as florestas, nada impede que tais empresas sejam controladas pelo capital internacional. “Serão imensas áreas colocadas nas mãos dos cartéis multinacionais de madeireiras e fármacos, pois não haverá fiscalização com a estrutura atual”, denuncia o geólogo. Com o texto do atual projeto, as empresas de capital estrangeiro poderão explorar livremente as florestas públicas.

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Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma

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#1157 De: gaio <contem1kb@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 12:28 pm
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
contem1kb@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Eu li um tanto sobre ela e têm pontos positivos e negativos. Depende, também, da avaliação que se é feita... O problema não é necessariamente o texto da lei, mas as formas que as leis são aplicadas no Brasil, principalmente com a inclusão de instâncias fiscalizadoras que NUNCA funcionam

On 7/28/06, Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...> wrote:
Não tenho muitas informações, mas parece que o Greenpeace achou a proposta exequível...
 
Acho que o melhor é analisar o caso detalhadamente, mas é complexo. Mas sinceramente não acho que a Ministra Marina Silva iria propor algo em favor da destruição da Floresta.

Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...> escreveu:
Célia,
Gostaria muito de saber a verdade dos fatos. Vamos procurar informações sérias sobre o caso, me ajuda ...tá !
 
bjs, Fábio

"Celia H.Barcellos" < celiahbarc@...> escreveu:
Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
Célia
 
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Sent: Thursday, July 27, 2006 4:32 PM
Subject: [umanovacultura]Digam que é mentira , meu Deus !

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Os decadentes e medíocres senadores brasileiros enlouqueceram, se confirmada a notícia !
 
Senado aprova lei que aluga Amazônia às empresas privadas
Por www.sindsef-sp.org.br 07/02/2006 às 17:45
Lei de Gestão de Florestas Públicas entrega áreas da maior floresta do mundo ao capital internacional

 
Ambientalista protesta no senado contra Lei de gestão de Florestas Públicas
Ambientalista protesta no senado contra Lei
de gestão de Florestas Públicas
 
A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve.

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário Com uma faixa escrita "Não à privatização", o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. "Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira", afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas "Florestas Nacionais", unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. "Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais", afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da "hipoteca da floresta". Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. "São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais", denuncia Nobre.

Por favor alguém diga que é mentira !
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Desnacionalização – Apesar do projeto exigir que apenas empresas sediadas no país possam explorar as florestas, nada impede que tais empresas sejam controladas pelo capital internacional. "Serão imensas áreas colocadas nas mãos dos cartéis multinacionais de madeireiras e fármacos, pois não haverá fiscalização com a estrutura atual", denuncia o geólogo. Com o texto do atual projeto, as empresas de capital estrangeiro poderão explorar livremente as florestas públicas.

Propaganda Enganosa – Apesar de não existir qualquer estudo ou planejamento sobre como serão realizadas as concessões, o governo anuncia que a nova lei vai gerar, nos primeiros dez anos, cerca de 140 mil empregos e R$ 1,9 bilhões em impostos para a União. Para Múcio Nobre, isso não passa de propaganda enganosa para empurrar o projeto às populações regionais que sofrerão suas conseqüências.

Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. "Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios", afirma

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#1158 De: "Walter Antonio Pereira" <wpereira1951@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 6:26 pm
Assunto: Convite
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É só clicar no link:

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"Tudo o que existe é composto de pequenas partes que se relacionam, como uma grande rede. E é a interdependência entre elas que mantém tudo em harmonia."

"Tudo que vive está relacionado." (Hiram Firmano)

"A Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo".
Trecho da Carta do Cacique Seatle

Obrigado

Walter Antonio Pereira

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#1159 De: Senhora do Caos <catubodva@...>
Data: Sex, 28 de Jul de 2006 11:22 pm
Assunto: Re: Resumo 445
catubodva
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Manda, ué!
Desculpe se fui ambígua, parece que é uma coisa a me corrigir.

umanovacultura@... escreveu:
Existem 3 mensagens sobre este tópico.

Tópicos contidos neste resumo:

1. Re: Re: Ismael
De: Walter Antonio Pereira
2. nova editora livros bons e baratos - Editora Deriva
De: Gibão
3. musica inspiradora
De: Gibão


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Mensagem: 1
Data: Wed, 26 Jul 2006 16:00:39 +0000 (GMT)
De: Walter Antonio Pereira
Assunto: Re: Re: Ismael

Junia, desculpe mas não entendi.
Mando ou não o livro?
Grato
Walter

Junia escreveu:
Já mandei! eu não vi que o tópico é o nome do livro, então
desconsidera a pergunta sobre o título que te fiz, certo?

Um abraço a todos!

Junia


--- Em umanovacultura@..., Posithink
escreveu
>
> EU QUERO!
>
> endereço eletronico ou correio?
>
> se for eletronico
> disordem@g...
>







Walter Antonio Pereira

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"A civilização sempre dependeu da ÁGUA, AGORA
a recíproca é verdadeira."


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[Esta mensagem continha anexos]



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Mensagem: 2
Data: Wed, 26 Jul 2006 19:58:12 -0300 (ART)
De: Gibão
Assunto: nova editora livros bons e baratos - Editora Deriva

Vejam só a nova editora que está surgindo inspirada na iniciativa do coletivo sabotagem e projeto periferia.

Eu apoio essa ideia distribuindo-a e fazendo revisao de textos.

abraços

Giba

Eis o link
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/07/358561.shtml


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[Esta mensagem continha anexos]



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Mensagem: 3
Data: Wed, 26 Jul 2006 20:02:58 -0300 (ART)
De: Gibão
Assunto: musica inspiradora

Forças da Natureza Joao Nogueira Quando o sol
Se derramar em toda a sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar
O barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as 'ervas daninhas'
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval



( vou tentar baixar na net)



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#1160 De: "Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...>
Data: Sáb, 29 de Jul de 2006 1:12 am
Assunto: Re: Re: Digam que é mentira , meu Deus !
celiahbarc
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
É Fábio, quanto mais convivo com as pessoas, mais aprecio as plantas...
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, July 28, 2006 9:33 AM
Subject: Re: [umanovacultura] Re: Digam que é mentira , meu Deus !

Célia,
Veja a website abaixo da Associação Catarinense de Preservação da Natureza :
 
 
A lei de gestão de florestas públicas está nesse website, nos seus mínimos detalhes.
 
abs, Fábio Oliveira

"Celia H.Barcellos" <celiahbarc@...> escreveu:
Oi Fábio, como é que não vi discussão alguma nas listas de meio ambiente?
 
Célia
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, July 27, 2006 4:32 PM
Subject: [umanovacultura]Digam que é mentira , meu Deus !

ATENÇÃO !
ACABEI DE RECEBER ... SERÁ VERDADE, MEU DEUS ?
 
Os decadentes e medíocres senadores brasileiros enlouqueceram, se confirmada a notícia !
 
Senado aprova lei que aluga Amazônia às empresas privadas
Lei de Gestão de Florestas Públicas entrega áreas da maior floresta do mundo ao capital internacional

 
Ambientalista protesta no senado contra Lei de gestão de Florestas Públicas
Ambientalista protesta no senado contra Lei
de gestão de Florestas Públicas
 
A chamada Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovada pelo senado na noite do dia 1 de fevereiro. Cerca de 39 senadores votaram a favor do projeto que entrega florestas da Amazônia à exploração privada, contra apenas 14 parlamentares que se posicionaram contrário ao projeto. Um senador se absteve

A lei 62/05 prevê concessão de florestas para a exploração privada por até 40 anos. Só nos primeiros dez anos de vigência, o Ministério do Meio Ambiente prevê a concessão de uma área de 13 milhões de hectares de florestas públicas às empresas.

O projeto foi enviado ao Congresso em 2005 pela Presidência da República. Aprovado pela Câmara, ele recebeu algumas pequenas emendas no senado e volta agora para os deputados. Caso seja aprovado pela Câmara com essas alterações, o Projeto de Lei vai para a sanção do presidente Lula. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a ministra Marina Silva em pessoa contatou o ex-presidente Fernando Henrique durante a votação para conseguir o apoio da bancada do PSDB ao projeto.

Protesto – A única voz dissonante durante a votação no senado veio do plenário Com uma faixa escrita “Não à privatização”, o geólogo e ambientalista Múcio Nobre protestava contra o projeto. “Vocês, senadores não têm o direito de aprovar isso sem debater com a sociedade brasileira”, afirmava o geólogo enquanto era detido e retirado da sessão.

Para Múcio Nobre, o projeto do governo representa um verdadeiro perigo à Amazônia. Além de conceder concessão das chamadas “Florestas Nacionais”, unidade de conservação devidamente demarcada e controlada pelo governo, põe para alugar também terras públicas sem qualquer tipo de controle ou fiscalização. “Terras públicas envolvem muita coisa além de florestas nacionais”, afirma Nobre ao Jornal do Sindsef-SP.

O geólogo também denuncia o artigo 29 do Projeto de Lei Complementar, que cria a figura da “hipoteca da floresta”. Isso permitira que uma empresa vencedora de uma concessão de exploração de florestas públicas, ao requerer um empréstimo ou financiamento em um banco, dê como garantia a própria concessão.

Além disso, as terras que serão disponibilizadas para concessão muitas vezes coincidem com áreas indígenas, como as terras indígenas yanomami em Roraima e no Amazonas. “São terras em que vivem comunidades indígenas e que são florestas nacionais”, denuncia Nobre.

Por favor alguém diga que é mentira !
Eu não posso não quero acreditar !
 
J Ricardo
 
Desnacionalização – Apesar do projeto exigir que apenas empresas sediadas no país possam explorar as florestas, nada impede que tais empresas sejam controladas pelo capital internacional. “Serão imensas áreas colocadas nas mãos dos cartéis multinacionais de madeireiras e fármacos, pois não haverá fiscalização com a estrutura atual”, denuncia o geólogo. Com o texto do atual projeto, as empresas de capital estrangeiro poderão explorar livremente as florestas públicas.

Propaganda Enganosa – Apesar de não existir qualquer estudo ou planejamento sobre como serão realizadas as concessões, o governo anuncia que a nova lei vai gerar, nos primeiros dez anos, cerca de 140 mil empregos e R$ 1,9 bilhões em impostos para a União. Para Múcio Nobre, isso não passa de propaganda enganosa para empurrar o projeto às populações regionais que sofrerão suas conseqüências.

Por fim, o ambientalista ressalta que não são apenas as madeireiras que ameaçam a Amazônia. “Desmatamento não é provocado apenas pelas madeireiras, mas também pelo avanço das plantações agrícolas, como a soja e a expansão da pecuária que o governo federal não controla de forma integrada com seus respectivos ministérios”, afirma

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#1161 De: "Walter Antonio Pereira" <wpereira1951@...>
Data: Dom, 30 de Jul de 2006 3:47 am
Assunto: CARTA DA TERRA
wpereira1951
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Repassem esse importante documento

 

Carta da Terra>>

PREÂMBULO >>

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que ynós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.>>

Terra, Nosso Lar>>

A humanidade é parte de um vasto universo ersonname ProductID="em evoluï¿§ï¿£o. A Terra" w:st="on">em evolução. A Terraersonname>, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.>>

A Situação Global>>

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.>>

Desafios Para o Futuro>>

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.>>

Responsabilidade Universal>>

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humada e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relaçao ao lugar que ocupa o ser humano na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.>>

PRINCÍPIOS>>

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA>>

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.>>

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.>>

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.>>

4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.>>

Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessario:>>

I. INTEGRIDADE ECOLÓGICA>>

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de formas que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.>>

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo prazoy, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.>>

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal a assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.>>

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.>>

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA>>

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a .Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não-contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.>>

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.>>

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.>>

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.>>

IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ>>

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus própios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.>>

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.>>

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de de sofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c.Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.>>

16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.>>

O CAMINHO ADIANTE>>

Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.>>

Fonte: http://www.mma.gov.br/port/sdi/ea/documentos/index.htm

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#1162 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Dom, 30 de Jul de 2006 5:33 pm
Assunto: Por que, meu Deus ?
fabioxoliveira
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" PAI, PERDOA-OS , POIS ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM ! " PORQUE, MEU DEUS, TAMANHA IGNORÂNCIA ? PORQUE, MEU DEUS, PERMITES TANTAS ATROCIDADES ?
 
 
CARTA O BERRO. ..........repassem.

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function wRSS() { var er = /^(http:\/\/noticias.uol.com.br\/ultnot\/)([a-z]*\/)?(.*)/i; var RSS = location.href.replace (er, "http://rss.noticias.uol.com.br/ultnot/$2index.xml"); document.write(''); document.write(' '); } wRSS();
 


 Internacional

30/07/2006 - 12h27
Mulheres abraçaram os filhos em Qana durante ataque para tentar protegê-los da morte
BEIRUTE (AFP) - As mulheres abraçaram os filhos para protegê-los da morte, mas este último e inútil escudo não foi suficiente no abrigo de Qana, uma cidadezinha que já havia sofrido há 10 anos um bombardeio israelense que matou uma centena de civis.

Os corpos de mães, vestidas com calças compridas estampadas de flores, estavam deitados no chão, com os olhos aterrorizados; morreram estreitando os filhos nos braços, comprovou a correspondente da AFP.

Do prédio situado no sopé de uma colina recentemente terminado, resta apenas um terceiro andar num equilíbrio precário.

O proprietário, um plantador de tabaco conhecido como Abbas Hachem, adaptou um porão no prédio, onde se haviam refugiado vizinhos e dezenas de portadores de deficiência mental e física. Havia 63 pessoas lá, entre elas 34 crianças, afirmou à AFP Fares Attiyah, encarregado do abastecimento do abrigo.

"Vi mulheres em posição fetal, coladas à parede, pensando que o tabique as protegeria quando, na realidade, aconteceu o contrário. Sua escolha foi fatal, essas paredes caíram sobre elas", conta entre soluços Naim Rakka, responsável pela equipe da Defesa Civil enviado ao local.

Segundo ele - o que não pôde ser comprovado com fontes independentes - houve uma primeira bomba e depois uma outra que implodiu o edifício.

Voluntários trabalhavam com as mãos para tirar debaixo das ruínas os corpos cobertos de poeira. Tiravam corpos de crianças de pijama e os cobriam com um cobertor levando-as depois a uma casa ao lado.

"Houve um primeiro bombardeio à 01H00 local (22H00 GMT de sábado). Algumas pessoas deixaram o prédio e, minutos depois, um segundo bombardeio que só deixou escombros. Havia 63 pessoas, das famílias Chalhub e Hachem", confirmou Ghazi Aidibi.

"Depois do bombardeio, a poeira cobria tudo. Não se via mais nada. Consegui sair com duas crianças e tudo desabou. Há vários membros de minha família dentro e acho que não há sobreviventes", declarou comovido Ibrahim Chalhub, de 26 anos.

"O bombardeio foi tão intenso que ninguém podia se mover. As tarefas de resgate só começaram com a manhã adiantada", declarou ele, um dos poucos sobreviventes.

"Tirei meu filho e deixei meu marido, Mohammad Chalhub, um paraplégico de 35 anos, no prédio porque não podia carregá-lo. Mas quando fui tirar minha filha que havia deixado no abrigo já era muito tarde, o prédio estava destruído", contou Rabab.

Alguns vizinhos não poupavam as expressões de ira contra os americanos. O presidente George W. "Bush bebe seu whisky enquanto nós contamos o número de mortos", gritava histérico um morador que perdeu vários familiares. Outros chamavam os israelenses de "assassinos".

Em meio às tarefas de resgate no local, onde várias dezenas de casas estavam destruídas, a aviação israelense prosseguia os bombardeios nos arredores de Qana, segundo a jornalista da AFP.

Qana já foi cenário de um sangrento bombardeio israelense durante a operação "Vinhas da Ira" no dia 18 de abril de 1996, na qual morreram 105 civis que haviam se refugiado num posto da ONU e outros 300 ficaram feridos.

enviado por Maria Luiza Tonelli


30/07/2006 - 11h10

Massacre em Qana
 
Javier Otazu Beirute, 30 jul (EFE).- O massacre de Qana, onde teme-se que 55 pessoas tenham morrido, causou o cancelamento da visita da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ao Líbano e levou às ruas de Beirute milhares de manifestantes que destruíram a sede da ONU na capital libanesa.

Segundo a Cruz Vermelha libanesa, que recolheu o testemunho de um xeque (autoridade religiosa) de Qana, no sul do Líbano, havia 63 pessoas no edifício bombardeado pela aviação israelense, das quais apenas oito foram resgatadas com vida no começo da manhã.

Às 14h (8h de Brasília), o porta-voz da Cruz Vermelha libanesa, George Katani, disse à Efe que os serviços de resgate de várias instituições tinham recolhido 25 cadáveres, 16 deles de crianças.

As televisões libanesas e árabes mostraram várias imagens destas crianças que jaziam inertes entre os escombros, quase todas de pijama, pois supostamente foram surpreendidas durante o sono pelos bombardeios.

"Filme isto para os europeus e os americanos. É isto a civilização que nos trazem?", gritava para as câmeras da emissora "LBC" um homem com uma menina morta em seus braços.

"Isto é um açougue, um açougue", gritavam mulheres da cidade, situada a cerca de 20 quilômetros de Tiro.

O ministro do Interior do país, Ahmed Fatfat, disse que o edifício era utilizado como abrigo no povoado, outras vezes duramente castigado por bombardeios.

Em um tentativa de se eximir da culpa pela tragédia, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse hoje que o Exército, por meio de panfletos, tinha avisado os moradores de Qana para deixar a cidade devido à iminência de bombardeios, posto que o comando israelense alega que o Hisbolá utiliza a localidade como base de operações.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, ao saber das notícias do bombardeio em Qana, cancelou a visita que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, iria fazer ao Líbano.

"Não há espaço neste dia triste para nenhuma discussão que não seja um cessar-fogo imediato e incondicional, assim como uma investigação internacional dos massacres israelenses no Líbano já", disse Siniora aos jornalistas.

A visita de Rice não tinha sido oficialmente anunciada, mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tinha dito ontem que enviaria Rice à região para falar com israelenses e libaneses sobre uma possível solução para a crise.

Os EUA, alinhados com Israel, se recusam, por enquanto, a exigir um cessar-fogo imediato como princípio de qualquer tipo de negociação, como pede o Líbano.

Pouco antes do meio-dia, enquanto organizações humanitárias e jornalistas se deslocavam o mais rápido possível para Qana para investigar o ocorrido, milhares de manifestantes saíam para o centro de Beirute para manifestar sua raiva convocados espontaneamente pelo Hisbolá.

Os manifestantes se concentraram em frente à sede a ONU em Beirute, um edifício moderno, envidraçado e rodeado por muros de concreto, o que não impediu a invasão de dezenas de pessoas, que destruíram vidros, palmeiras, computadores, cadeiras e mesas.

Os funcionários da ONU, que na hora estavam dentro do prédio, tiveram que buscar refúgio nos porões. A destruição só acabou quando o presidente do Parlamento, Nabih Berri, ocasional aliado do Hisbolá nestes dias, pediu calma aos manifestantes pelo bem do Líbano.

A manifestação continuou nos arredores do edifício e pelas ruas de Beirute.

"Nasrallah, destrua Tel Aviv", "Morte à América", "Todos somos a Resistência", gritavam os manifestantes, muitos dos quais carregavam cartazes com mensagens como "Que culpa têm as crianças?" ou "Suas bombas inteligentes matam crianças".




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#1163 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Dom, 30 de Jul de 2006 8:34 pm
Assunto: LOUCURA TOTAL
fabioxoliveira
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Acabei de salvar essa fotos de uma website, mas por pouco não as perdi pois foi retirado do ar. Veja a situação no Líbano ! Divulguem para todo Brasil !
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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#1164 De: Fabio Oliveira <fabioxoliveira@...>
Data: Dom, 30 de Jul de 2006 8:36 pm
Assunto: LOUCURA TOTAL
fabioxoliveira
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Acabei de salvar essa fotos de uma website, mas por pouco não as perdi pois foi retirado do ar. Veja a situação no Líbano ! Divulguem para todo Brasil !
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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Música para ver e ouvir: You're Beautiful, do James Blunt

#1165 De: "Tails Apnea" <tailsapnea@...>
Data: Seg, 31 de Jul de 2006 6:40 pm
Assunto: Re: Re: Ismael
tailsapnea@...
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Ae não consigo enviar um email pra vc no uol, da pra vc mandar aqui: tailsapnea@...

Em 26/07/06, Walter Antonio Pereira <wpereira1951@...> escreveu:
Junia, desculpe mas não entendi.
Mando ou não o livro?
Grato
Walter

Junia < catubodva@...> escreveu:
Já mandei! eu não vi que o tópico é o nome do livro, então
desconsidera a pergunta sobre o título que te fiz, certo?

Um abraço a todos!

Junia


--- Em umanovacultura@..., Posithink <disordem@g...>
escreveu
>
> EU QUERO!
>
> endereço eletronico ou correio?
>
> se for eletronico
> disordem@g...
>







Walter Antonio Pereira
 
 
"A civilização sempre dependeu da ÁGUA, AGORA
a recíproca é verdadeira."


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#1166 De: Senhora do Caos <catubodva@...>
Data: Ter, 1 de Ago de 2006 12:56 pm
Assunto: En: [amigosdaterreiradatribo] Mostra de vídeos Independentes!!!
catubodva
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Pessoal das redondezas de Porto Alegre, RS: recebi esta mensagem, que repasso feliz!
Parece ser um programa bom, diferente, com conteúdo! heheheh, tudo que mais queremos numa metrópole com suas diversões ralas e pré-selecionadas.
 
Tomara que sim!
Vamos?
 
Junia

Pedro DCamillis <pedro.terreira@...> escreveu:
Para: triburaz@...
De: "Pedro DCamillis" <pedro.terreira@...>
Data: Fri, 28 Jul 2006 14:22:36 -0300
Assunto: [amigosdaterreiradatribo] Mostra de vídeos Independentes!!!

 

Maiores informações:
Catarse - Coletivo de Comunicação / (051) 3012.5509
Com Pedro / 9826.4685 ou Têmis / 8412.5220
 
 



--
Pedro por Catarse Coletivo de Comunicação

CONTATOS:
pedro.catarse@...
51.9826.4685
catarse@...
www.coletivocatarse.blogspot.com
51.3012.5509



--
Pedro pela Tribo

CONTATOS:
Pedro De Camillis
pedro.terreira@...
pedro@...
51.9826.4685

Terreira da Tribo
Dr. João Inácio, 981 - Navegantes
oinois@...
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é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso chuva para florir...'
Almir Sater


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#1167 De: Senhora do Caos <catubodva@...>
Data: Ter, 1 de Ago de 2006 1:27 pm
Assunto: En: (jardimdharma)Confirmando NOVIDADES em Agosto
catubodva
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Este tipo de coisa pode ser mero esoterismo para alguns, tanto para quem oferece, quanto para quem busca. Para mim é a usupação idiota de um conhecimento secular. Bem, deve haver pessoas de bem se valendo destas práticas. Mas ser 'de bem' não resolve nenhum problema atualmente, eu acho que querer purificar lama apenas os lótus e os agarapés, este tipo de planta, conseguem. Não sei como é que pode uma cultura deteriorar tudo, tudo que encontra, banalizando mesmo o que nasceu para crescer no silêncio e na sombra calma de um lugar sossegado. Limpar a lama das empresas, por exemplo... Reiki nas empresas?! Pode trazer benefícios, mas é bem suspeito.
 
Dia desses li numa das mensagens deste grupo (não me ocorre quem fez a colocação, e vou 'mentir' um pouco nas palavras pois não as lembro corretamente, se alterei demais a substância é favor me dar um toque) que era melhor voltarmos a falar de coisas concretas em vez de abarcar a religião.
O mundo está em guerra e é uma questão de tempo que acordemos nós também com cheiro de pólvora chamuscando os narizes. Numa situação desta urgência, o melhor a fazer é debater ações, de fato. O texto sobre o Mapeamento de Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis me deu muito o que pensar, e estou formulando uma resposta. Acho que podemos fazer coisas boas e subversivas com o investimento que oferecem, independente de estarmos sendo fiscalizados ou não. Basta pensarmos que ele não precisa ser passível da necesidade perene dos recursos oficiais: podemos pensar num Território Auto-Sustentável! heheheh... (como oferecer um serviço de benefício a longo prazo não lhe dê retorno financeiro nenhum e ainda ficar feliz por isso? Resolver isso dentro de si é a chave da ratoeira com a qual pretendem nos capturar) ;-))) 
Mas é assunto para outra mensagem.
 
Me digam o que acham de programas como este que recebi, e suas influências no pensamento subconsciente, como pseudo-narcotização, e banalização da capacidade de perceber a própria alma sem intermédios. Acho que devemos pensar no lado de dentro também, para azeitar o eixo conduzente das nossas vidas. Quem está em dia consigo mesmo tem uma resistência maior a fantasiar.
 
Lembremos disto quando estivermos debatendo algum assunto e não encontrarmos fim em meioa abalburdia vocálica.
 
 
 
jardimdharma <jardimdharma@...> escreveu:
De: "jardimdharma" <jardimdharma@...>
Para: "catubodva" <catubodva@...>
Assunto: Confirmando NOVIDADES em Agosto
Data: Fri, 28 Jul 06 15:06:50 Hora oficial do Brasil

BOLETIM INFORMATIVO AGOSTO 2006
Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan - Estilo Yang Tradicional
http://www.sbtcc.org.br Email:sbtcc@...
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Com conteúdo que abrange desde a Introdução ao I Ching, Estudo das Escolas de Feng Shui, Os Caminhos das Nove Estrelas, Feng Shui na Empresa, A aplicação do feng Shui em escritórios, lojas, hotéis, etc, Orientações para consultoria e apresentação de projeto.
Professora: Maria Teresa Saldanha Arquiteta e Urbanista pelas Faculdades Integradas Bennett/RJ - Diretora do Instituto Brasileiro de Feng Shui
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Local: SBTCC: Rua José Maria Lisboa, 612 - sala 07 - Investimento: R$220,00 (duzentos e vinte reais) - SÓ DEZ INSCRIÇÕES - TRAGA UM AMIGO E GANHE UM SUPER DESCONTO!!
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#1168 De: Janos Biro <janosbiro@...>
Data: Ter, 1 de Ago de 2006 5:52 pm
Assunto: Re: En: (jardimdharma)Confirmando NOVIDADES em Agosto
janosbiro
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Notas iniciais: pensamentos desconexos, não levem para o pessoal ou para o assunto do e-mail anterior, apenas idéias paralelas (geralmente eu escrevo assim, alguns entendem mal)

Acho injusto dizer que "discutir religião" se limita ou mesmo se compara a aplicar conhecimentos secular ou esoterismo às empresas, vida pessoal, enfim, tudo que é auto-ajuda. Pelo contrário, eu concordo que precisamos de ações concretas. Mas acho que ações concretas surjem muito mais facilmente, até naturalmente, uma vez que você tenha atuado concretamente com suas idéias. Também penso que muitas ações que parecem extremamente efetivas se mostram inúteis quando analisadas a fundo. Assim, quem parou para pensar tenta alertar quem age de estar se precipitando ou indo para um lado duvidoso, quem age acusa quem pensa de ser teórico demais, de não ir a lugar algum pensando ou falando (Daniel Quinn respondeu isso de forma irônica: Jesus e outros "maroc shistóricos" não mudou o mundo com suas ações, mas com meras palavras. Era a idéia sendo difundida, e não os fatos históricos, que podem muito bem não ser reais). De alguma maneira, precisamos eliminar essa divisão. Não importa se o que você faz é teórico ou prático, ambos se completam, entenda o outro lado e a pessoa que está do outro lado, discuta com ela ou aja com ela, mas entre contato, não simplesmente critique.

Eu acredito que certas idéias rondando e influenciando as mentes e as ações civilizadas, que desbocam principalmente na religião, são ainda "impenetráveis", isto é, eles passaram muito tempo pensando em como se tornar imortal. Obviamente não conseguiremos afetá-la atirando escuro, nem sequer "criticando pela margem" como tem sido feito. Minha idéia é que precisamos de uma crítica séria e profunda sobre o fenômeno religioso, ou seremos vítimas indefesas dele. Tal crítica ainda está caminhando, as pessoas em geral, mesmo as inteligentes, ainda aceitam idéias centrais do fundacionalismo religioso (como a existência de uma série única de leis universais, por exemplo, ou monoteísmo). Não sou contra a superstição ou as sabedorias práticas de bem estar. Só precisamos saber indentificar se o fundamento insustentável está presente numa crença ou não. Se estiver, é é uma crença letal. As vezes a crença se disfarça de inofensiva, e isso é que dá trabalho, pois precisamos nos aprofundar na crença. Mas uma vez que as pessoas não se entreguem a qualquer crença tão rápido, o problema será evitado.

Embora eu me considere um teórico, eu também faço ações concretas, geralmente de divulgação de idéias. Porém algumas delas não vale a pena dvulgar ou discutir aqui, são bem simples: descubra como divulgar a idéia e divulgue. Sobre atitudes pessoais, também é bem simples. Uma vez que alguém tenha compreendido que não é superior a qualquer outro animal, é impossível que ela não mude de atitude. Se não mudou, é porque não compreendeu de verdade isso ainda, é o que penso. Então me esforço para que as pessoas compreendam, procurando formas mais efetivas de fazê-las perceber isso, sem doutriná-las é claro, o que seria completamente inútil a longo prazo.

Eu por exemplo estou distribuindo um cd com vídeos que acredito carregarem uma mensagem deste tipo. Também exibo filmes numa evento de vídeo-debate na minha faculdade. De vez em quando escrevo uma "mensagem" na rua, geralmente em forma de interrogação. Quanto a formar grupos, isso é possível e desejável, mas extremamente perigoso. A união faz a força, e a burrice. Pessoas quando pensam em lote geralmente pensam muito pouco. Além disso os grupos de hoje em dia costumam a se organizar para ações paliativas. Não sou contra essas ações, apenas prefiro não usar meu tempo com isso.

Desculpem por essa caótica intromissão, eu tenho tido pouco tempo, tenho estado nas nuvens, eu espero poder ajudar o Nova cultura a encontrar seu caminho no meio dessa escuridão. Mas eu não vou ser um líder, não tenho vocação para líder, vocês tem que seguir com as próprias pernas, o que vocês fizerem será de sua inteira resposabilidade.

Um abraço a todos

Senhora do Caos <catubodva@...> escreveu:
Este tipo de coisa pode ser mero esoterismo para alguns, tanto para quem oferece, quanto para quem busca. Para mim é a usupação idiota de um conhecimento secular. Bem, deve haver pessoas de bem se valendo destas práticas. Mas ser 'de bem' não resolve nenhum problema atualmente, eu acho que querer purificar lama apenas os lótus e os agarapés, este tipo de planta, conseguem. Não sei como é que pode uma cultura deteriorar tudo, tudo que encontra, banalizando mesmo o que nasceu para crescer no silêncio e na sombra calma de um lugar sossegado. Limpar a lama das empresas, por exemplo... Reiki nas empresas?! Pode trazer benefícios, mas é bem suspeito.
 
Dia desses li numa das mensagens deste grupo (não me ocorre quem fez a colocação, e vou 'mentir' um pouco nas palavras pois não as lembro corretamente, se alterei demais a substância é favor me dar um toque) que era melhor voltarmos a falar de coisas concretas em vez de abarcar a religião.
O mundo está em guerra e é uma questão de tempo que acordemos nós também com cheiro de pólvora chamuscando os narizes. Numa situação desta urgência, o melhor a fazer é debater ações, de fato. O texto sobre o Mapeamento de Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis me deu muito o que pensar, e estou formulando uma resposta. Acho que podemos fazer coisas boas e subversivas com o investimento que oferecem, independente de estarmos sendo fiscalizados ou não. Basta pensarmos que ele não precisa ser passível da necesidade perene dos recursos oficiais: podemos pensar num Território Auto-Sustentável! heheheh... (como oferecer um serviço de benefício a longo prazo não lhe dê retorno financeiro nenhum e ainda ficar feliz por isso? Resolver isso dentro de si é a chave da ratoeira com a qual pretendem nos capturar) ;-))) 
Mas é assunto para outra mensagem.
 
Me digam o que acham de programas como este que recebi, e suas influências no pensamento subconsciente, como pseudo-narcotização, e banalização da capacidade de perceber a própria alma sem intermédios. Acho que devemos pensar no lado de dentro também, para azeitar o eixo conduzente das nossas vidas. Quem está em dia consigo mesmo tem uma resistência maior a fantasiar.
 
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Antizero
"Não entre em pânico!"

MSN: janosbirozero@...

Terapia de vidas passadas: http://janosbiro.blogspot.com/


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#1169 De: "Walter Pereira" <wpereira1951@...>
Data: Qua, 2 de Ago de 2006 10:22 pm
Assunto: A dimensão do cuidado!
wpereira1951
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A dimensão do cuidado
(Amarildo Ferrari)
O que é “cuidado”? Leonardo Boff nos dá s seguinte definição:

Cuidado significa, então, desvelo, solicitude, diligência, zelo, atenção, bom trato... estamos diante de uma atitude fundamental, de um modo de ser mediante o qual a pessoa sai de si e centra-se no outro com desvelo e solicitude[1].

No modo-de-ser-cuidado a natureza não é vista como objeto de exploração e dominação. Há relação de com-vivência. Ela deixa de ser “sujeito-objeto” para tornar-se um “sujeito-sujeito”. Os seres são vivenciados e entendidos como sujeitos e sua presença junto de nós é uma presença existencial. Eles têm vida, valores, são símbolos de uma Realidade maior e desconhecida que os criou. A natureza tem voz e emite mensagens de beleza, encantamento e grandeza. Ser humano e natureza tem uma relação de comunhão, tornando-se interdependentes e entrelaçados[2]

Cuidar das coisas implica ter intimidade, senti-las dentro, acolhê-las, respeitá-las, dar-lhes sossego e repouso. Cuidar é entrar em sintonia com, auscultar-lhes o ritmo e afinar-se com ele. A razão analítico-instrumental abre caminho para a razão cordial, o ‘sprit de finesse’, o espírito de delicadeza, o sentimento profundo. A centralidade não é mais ocupada pelo logos, razão, mas pelo pathos, sentimento [3].

Quando assumimos a dimensão do cuidado em nossas vidas, vivemos verdadeiramente a experiência do valor que não nos permite agir utilitariamente ou egoisticamente. Abrimo-nos à alteridade. Conforme Ricardo Timm de Souza alteridade é “a absoluta intocabilidade ética da condição de ‘outro’ do Outro, daquele que não se reduz ao Mesmo, que não se deixa totalizar de forma alguma” (DE SOUZA, Ricardo Timm , 1996).

Esta alteridade na relação Homem-natureza só pode acontecer de forma satisfatória quando o ser humano se despir de sua ação totalizante, centralizadora e exploradora. Uma relação de respeito, holística e de responsabilidade mútua, torna-se a re-ligadora de uma comunhão criacional à muito tempo perdida.



[1] BOFF, Leonardo.  Saber cuidar. Ética do humano: compaixão pela terra.  Petrópolis: Vozes, 2000, p. 91.
[2] Ibidem, p. 95.
[3] Ibidem, p. 96.

 

”A sabedoria é nula se não for transformativa.”

 

 Ajude a diminuir a degradação ambiental. É a sua vida que está

      acabando! Participe, estude, discuta com seus amigos e familiares.

 

LEIA NO:

 

www.floraisecia.com.br  na coluna ECOLOGIA meus últimos artigos.

 

www.territorioselvagem.org.br  na coluna Novidades  / Cuide do corpo e da natureza

 

www.postoecologico.com.br  estou respondendo suas dúvidas sobre meio

                                                    ambiente.

 

Jornal O Dário de Teresópolis de 02/08/06 – página 2

 

Não se omita. Faça sua parte. Divulgue esse trabalho.

 

Se você quiser ler ISMAEL, Um Romance da Condição Humana escreva para meu e-mail, que envio grátis.

 

”Não há nada mais difícil como introduzir uma nova ordem de coisas.”

     Maquiavel em 1502.

 
Walter Antonio Pereira
 
 

“A civilização sempre dependeu da ÁGUA, AGORA
a recíproca é verdadeira.”

#1170 De: Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...>
Data: Qui, 3 de Ago de 2006 12:51 pm
Assunto: Re: En: (jardimdharma)Confirmando NOVIDADES em Agosto
saopaulobras...
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Vocês já leram Gramsci, Ele tem uma ótima contribuição sobre como as idéias se adequam as necessidades históricas e como a Igreja, através da Ordem Jesuíta sabia muito bem disso e como adequavam a organização Igreja Católica aos tempos. Sempre quando o Janos fala sobre idéias eu me lembro deste autor.

Janos Biro <janosbiro@...> escreveu:
Notas iniciais: pensamentos desconexos, não levem para o pessoal ou para o assunto do e-mail anterior, apenas idéias paralelas (geralmente eu escrevo assim, alguns entendem mal)

Acho injusto dizer que "discutir religião" se limita ou mesmo se compara a aplicar conhecimentos secular ou esoterismo às empresas, vida pessoal, enfim, tudo que é auto-ajuda. Pelo contrário, eu concordo que precisamos de ações concretas. Mas acho que ações concretas surjem muito mais facilmente, até naturalmente, uma vez que você tenha atuado concretamente com suas idéias. Também penso que muitas ações que parecem extremamente efetivas se mostram inúteis quando analisadas a fundo. Assim, quem parou para pensar tenta alertar quem age de estar se precipitando ou indo para um lado duvidoso, quem age acusa quem pensa de ser teórico demais, de não ir a lugar algum pensando ou falando (Daniel Quinn respondeu isso de forma irônica: Jesus e outros "maroc shistóricos" não mudou o mundo com suas ações, mas com meras palavras. Era a idéia sendo difundida, e não os fatos históricos, que podem muito bem não ser reais). De alguma maneira, precisamos eliminar essa divisão. Não importa se o que você faz é teórico ou prático, ambos se completam, entenda o outro lado e a pessoa que está do outro lado, discuta com ela ou aja com ela, mas entre contato, não simplesmente critique.

Eu acredito que certas idéias rondando e influenciando as mentes e as ações civilizadas, que desbocam principalmente na religião, são ainda "impenetráveis", isto é, eles passaram muito tempo pensando em como se tornar imortal. Obviamente não conseguiremos afetá-la atirando escuro, nem sequer "criticando pela margem" como tem sido feito. Minha idéia é que precisamos de uma crítica séria e profunda sobre o fenômeno religioso, ou seremos vítimas indefesas dele. Tal crítica ainda está caminhando, as pessoas em geral, mesmo as inteligentes, ainda aceitam idéias centrais do fundacionalismo religioso (como a existência de uma série única de leis universais, por exemplo, ou monoteísmo). Não sou contra a superstição ou as sabedorias práticas de bem estar. Só precisamos saber indentificar se o fundamento insustentável está presente numa crença ou não. Se estiver, é é uma crença letal. As vezes a crença se disfarça de inofensiva, e isso é que dá trabalho, pois precisamos nos aprofundar na crença. Mas uma vez que as pessoas não se entreguem a qualquer crença tão rápido, o problema será evitado.

Embora eu me considere um teórico, eu também faço ações concretas, geralmente de divulgação de idéias. Porém algumas delas não vale a pena dvulgar ou discutir aqui, são bem simples: descubra como divulgar a idéia e divulgue. Sobre atitudes pessoais, também é bem simples. Uma vez que alguém tenha compreendido que não é superior a qualquer outro animal, é impossível que ela não mude de atitude. Se não mudou, é porque não compreendeu de verdade isso ainda, é o que penso. Então me esforço para que as pessoas compreendam, procurando formas mais efetivas de fazê-las perceber isso, sem doutriná-las é claro, o que seria completamente inútil a longo prazo.

Eu por exemplo estou distribuindo um cd com vídeos que acredito carregarem uma mensagem deste tipo. Também exibo filmes numa evento de vídeo-debate na minha faculdade. De vez em quando escrevo uma "mensagem" na rua, geralmente em forma de interrogação. Quanto a formar grupos, isso é possível e desejável, mas extremamente perigoso. A união faz a força, e a burrice. Pessoas quando pensam em lote geralmente pensam muito pouco. Além disso os grupos de hoje em dia costumam a se organizar para ações paliativas. Não sou contra essas ações, apenas prefiro não usar meu tempo com isso.

Desculpem por essa caótica intromissão, eu tenho tido pouco tempo, tenho estado nas nuvens, eu espero poder ajudar o Nova cultura a encontrar seu caminho no meio dessa escuridão. Mas eu não vou ser um líder, não tenho vocação para líder, vocês tem que seguir com as próprias pernas, o que vocês fizerem será de sua inteira resposabilidade.

Um abraço a todos

Senhora do Caos <catubodva@...> escreveu:
Este tipo de coisa pode ser mero esoterismo para alguns, tanto para quem oferece, quanto para quem busca. Para mim é a usupação idiota de um conhecimento secular. Bem, deve haver pessoas de bem se valendo destas práticas. Mas ser 'de bem' não resolve nenhum problema atualmente, eu acho que querer purificar lama apenas os lótus e os agarapés, este tipo de planta, conseguem. Não sei como é que pode uma cultura deteriorar tudo, tudo que encontra, banalizando mesmo o que nasceu para crescer no silêncio e na sombra calma de um lugar sossegado. Limpar a lama das empresas, por exemplo... Reiki nas empresas?! Pode trazer benefícios, mas é bem suspeito.
 
Dia desses li numa das mensagens deste grupo (não me ocorre quem fez a colocação, e vou 'mentir' um pouco nas palavras pois não as lembro corretamente, se alterei demais a substância é favor me dar um toque) que era melhor voltarmos a falar de coisas concretas em vez de abarcar a religião.
O mundo está em guerra e é uma questão de tempo que acordemos nós também com cheiro de pólvora chamuscando os narizes. Numa situação desta urgência, o melhor a fazer é debater ações, de fato. O texto sobre o Mapeamento de Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis me deu muito o que pensar, e estou formulando uma resposta. Acho que podemos fazer coisas boas e subversivas com o investimento que oferecem, independente de estarmos sendo fiscalizados ou não. Basta pensarmos que ele não precisa ser passível da necesidade perene dos recursos oficiais: podemos pensar num Território Auto-Sustentável! heheheh... (como oferecer um serviço de benefício a longo prazo não lhe dê retorno financeiro nenhum e ainda ficar feliz por isso? Resolver isso dentro de si é a chave da ratoeira com a qual pretendem nos capturar) ;-))) 
Mas é assunto para outra mensagem.
 
Me digam o que acham de programas como este que recebi, e suas influências no pensamento subconsciente, como pseudo-narcotização, e banalização da capacidade de perceber a própria alma sem intermédios. Acho que devemos pensar no lado de dentro também, para azeitar o eixo conduzente das nossas vidas. Quem está em dia consigo mesmo tem uma resistência maior a fantasiar.
 
Lembremos disto quando estivermos debatendo algum assunto e não encontrarmos fim em meioa abalburdia vocálica.
 
 
 




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#1171 De: Senhora do Caos <catubodva@...>
Data: Qui, 3 de Ago de 2006 3:50 pm
Assunto: En: Oficininha para Crianças
catubodva
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Olha aí, bem legal, para começarmos a entrar em contato com nossas raízes anímicas.
 
Junia

rodasdalua <rodasdalua@...> escreveu:
Data: Wed, 2 Aug 2006 11:43:46 -0300 (ART)
De: rodasdalua <rodasdalua@...>
Assunto: Oficininha para Crianças
Para: "rodasdalua@..." <rodasdalua@...>

OFICININHA PARA CRIANÇAS
com histórias, cantigas e danças de roda
 
A atividade lúdica é o aspecto mais autêntico do comportamento infantil. O contato com a arte cênica, a poesia, a música e a dança proporciona à criança, novas formas de lidar com a imaginação.
Pensando nisso, o grupo Rodas da Lua criou a "oficininha",
para meninos e meninas, de 5 a 12 anos
Em círculo, as crianças vão vivenciar e criar brincadeiras coletivas voltadas para o desenvolvimento da imaginação, da habilidade motora e da experimentação criativa.
Encontros mensais, aos sábados
próxima data:
12 de agosto de 17h às 18h30
valor: R$ 10,00
 
      os responsáveis podem deixar as crianças conosco
ou participar da oficina
 
 
Espaço Rodas da Lua
SHCGN 706/7, Bl D, Ent 12, 1º andar 
informações com Andrea 34084065 ou Rita 99828576
visite nosso site
rodasdalua.org.br
 

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'É preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso chuva para florir...'
Almir Sater


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#1172 De: Janos Biro <janosbiro@...>
Data: Qui, 3 de Ago de 2006 5:27 pm
Assunto: Re: En: (jardimdharma)Confirmando NOVIDADES em Agosto
janosbiro
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Não li. Sei muito pouco. Quer comentar um pouco sobre ele?

Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...> escreveu:
Vocês já leram Gramsci, Ele tem uma ótima contribuição sobre como as idéias se adequam as necessidades históricas e como a Igreja, através da Ordem Jesuíta sabia muito bem disso e como adequavam a organização Igreja Católica aos tempos. Sempre quando o Janos fala sobre idéias eu me lembro deste autor.

Janos Biro <janosbiro@...> escreveu:
Notas iniciais: pensamentos desconexos, não levem para o pessoal ou para o assunto do e-mail anterior, apenas idéias paralelas (geralmente eu escrevo assim, alguns entendem mal)

Acho injusto dizer que "discutir religião" se limita ou mesmo se compara a aplicar conhecimentos secular ou esoterismo às empresas, vida pessoal, enfim, tudo que é auto-ajuda. Pelo contrário, eu concordo que precisamos de ações concretas. Mas acho que ações concretas surjem muito mais facilmente, até naturalmente, uma vez que você tenha atuado concretamente com suas idéias. Também penso que muitas ações que parecem extremamente efetivas se mostram inúteis quando analisadas a fundo. Assim, quem parou para pensar tenta alertar quem age de estar se precipitando ou indo para um lado duvidoso, quem age acusa quem pensa de ser teórico demais, de não ir a lugar algum pensando ou falando (Daniel Quinn respondeu isso de forma irônica: Jesus e outros "maroc shistóricos" não mudou o mundo com suas ações, mas com meras palavras. Era a idéia sendo difundida, e não os fatos históricos, que podem muito bem não ser reais). De alguma maneira, precisamos eliminar essa divisão. Não importa se o que você faz é teórico ou prático, ambos se completam, entenda o outro lado e a pessoa que está do outro lado, discuta com ela ou aja com ela, mas entre contato, não simplesmente critique.

Eu acredito que certas idéias rondando e influenciando as mentes e as ações civilizadas, que desbocam principalmente na religião, são ainda "impenetráveis", isto é, eles passaram muito tempo pensando em como se tornar imortal. Obviamente não conseguiremos afetá-la atirando escuro, nem sequer "criticando pela margem" como tem sido feito. Minha idéia é que precisamos de uma crítica séria e profunda sobre o fenômeno religioso, ou seremos vítimas indefesas dele. Tal crítica ainda está caminhando, as pessoas em geral, mesmo as inteligentes, ainda aceitam idéias centrais do fundacionalismo religioso (como a existência de uma série única de leis universais, por exemplo, ou monoteísmo). Não sou contra a superstição ou as sabedorias práticas de bem estar. Só precisamos saber indentificar se o fundamento insustentável está presente numa crença ou não. Se estiver, é é uma crença letal. As vezes a crença se disfarça de inofensiva, e isso é que dá trabalho, pois precisamos nos aprofundar na crença. Mas uma vez que as pessoas não se entreguem a qualquer crença tão rápido, o problema será evitado.

Embora eu me considere um teórico, eu também faço ações concretas, geralmente de divulgação de idéias. Porém algumas delas não vale a pena dvulgar ou discutir aqui, são bem simples: descubra como divulgar a idéia e divulgue. Sobre atitudes pessoais, também é bem simples. Uma vez que alguém tenha compreendido que não é superior a qualquer outro animal, é impossível que ela não mude de atitude. Se não mudou, é porque não compreendeu de verdade isso ainda, é o que penso. Então me esforço para que as pessoas compreendam, procurando formas mais efetivas de fazê-las perceber isso, sem doutriná-las é claro, o que seria completamente inútil a longo prazo.

Eu por exemplo estou distribuindo um cd com vídeos que acredito carregarem uma mensagem deste tipo. Também exibo filmes numa evento de vídeo-debate na minha faculdade. De vez em quando escrevo uma "mensagem" na rua, geralmente em forma de interrogação. Quanto a formar grupos, isso é possível e desejável, mas extremamente perigoso. A união faz a força, e a burrice. Pessoas quando pensam em lote geralmente pensam muito pouco. Além disso os grupos de hoje em dia costumam a se organizar para ações paliativas. Não sou contra essas ações, apenas prefiro não usar meu tempo com isso.

Desculpem por essa caótica intromissão, eu tenho tido pouco tempo, tenho estado nas nuvens, eu espero poder ajudar o Nova cultura a encontrar seu caminho no meio dessa escuridão. Mas eu não vou ser um líder, não tenho vocação para líder, vocês tem que seguir com as próprias pernas, o que vocês fizerem será de sua inteira resposabilidade.

Um abraço a todos

Senhora do Caos <catubodva@...> escreveu:
Este tipo de coisa pode ser mero esoterismo para alguns, tanto para quem oferece, quanto para quem busca. Para mim é a usupação idiota de um conhecimento secular. Bem, deve haver pessoas de bem se valendo destas práticas. Mas ser 'de bem' não resolve nenhum problema atualmente, eu acho que querer purificar lama apenas os lótus e os agarapés, este tipo de planta, conseguem. Não sei como é que pode uma cultura deteriorar tudo, tudo que encontra, banalizando mesmo o que nasceu para crescer no silêncio e na sombra calma de um lugar sossegado. Limpar a lama das empresas, por exemplo... Reiki nas empresas?! Pode trazer benefícios, mas é bem suspeito.
 
Dia desses li numa das mensagens deste grupo (não me ocorre quem fez a colocação, e vou 'mentir' um pouco nas palavras pois não as lembro corretamente, se alterei demais a substância é favor me dar um toque) que era melhor voltarmos a falar de coisas concretas em vez de abarcar a religião.
O mundo está em guerra e é uma questão de tempo que acordemos nós também com cheiro de pólvora chamuscando os narizes. Numa situação desta urgência, o melhor a fazer é debater ações, de fato. O texto sobre o Mapeamento de Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis me deu muito o que pensar, e estou formulando uma resposta. Acho que podemos fazer coisas boas e subversivas com o investimento que oferecem, independente de estarmos sendo fiscalizados ou não. Basta pensarmos que ele não precisa ser passível da necesidade perene dos recursos oficiais: podemos pensar num Território Auto-Sustentável! heheheh... (como oferecer um serviço de benefício a longo prazo não lhe dê retorno financeiro nenhum e ainda ficar feliz por isso? Resolver isso dentro de si é a chave da ratoeira com a qual pretendem nos capturar) ;-))) 
Mas é assunto para outra mensagem.
 
Me digam o que acham de programas como este que recebi, e suas influências no pensamento subconsciente, como pseudo-narcotização, e banalização da capacidade de perceber a própria alma sem intermédios. Acho que devemos pensar no lado de dentro também, para azeitar o eixo conduzente das nossas vidas. Quem está em dia consigo mesmo tem uma resistência maior a fantasiar.
 
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#1173 De: Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...>
Data: Qui, 3 de Ago de 2006 8:13 pm
Assunto: Re: En: (jardimdharma)Confirmando NOVIDADES em Agosto
saopaulobras...
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Vou preparar algo.


Janos Biro <janosbiro@...> escreveu:
Não li. Sei muito pouco. Quer comentar um pouco sobre ele?

Márcio Lopes de Faria <saopaulobrasileira@...> escreveu:
Vocês já leram Gramsci, Ele tem uma ótima contribuição sobre como as idéias se adequam as necessidades históricas e como a Igreja, através da Ordem Jesuíta sabia muito bem disso e como adequavam a organização Igreja Católica aos tempos. Sempre quando o Janos fala sobre idéias eu me lembro deste autor.

Janos Biro <janosbiro@...> escreveu:
Notas iniciais: pensamentos desconexos, não levem para o pessoal ou para o assunto do e-mail anterior, apenas idéias paralelas (geralmente eu escrevo assim, alguns entendem mal)

Acho injusto dizer que "discutir religião" se limita ou mesmo se compara a aplicar conhecimentos secular ou esoterismo às empresas, vida pessoal, enfim, tudo que é auto-ajuda. Pelo contrário, eu concordo que precisamos de ações concretas. Mas acho que ações concretas surjem muito mais facilmente, até naturalmente, uma vez que você tenha atuado concretamente com suas idéias. Também penso que muitas ações que parecem extremamente efetivas se mostram inúteis quando analisadas a fundo. Assim, quem parou para pensar tenta alertar quem age de estar se precipitando ou indo para um lado duvidoso, quem age acusa quem pensa de ser teórico demais, de não ir a lugar algum pensando ou falando (Daniel Quinn respondeu isso de forma irônica: Jesus e outros "maroc shistóricos" não mudou o mundo com suas ações, mas com meras palavras. Era a idéia sendo difundida, e não os fatos históricos, que podem muito bem não ser reais). De alguma maneira, precisamos eliminar essa divisão. Não importa se o que você faz é teórico ou prático, ambos se completam, entenda o outro lado e a pessoa que está do outro lado, discuta com ela ou aja com ela, mas entre contato, não simplesmente critique.

Eu acredito que certas idéias rondando e influenciando as mentes e as ações civilizadas, que desbocam principalmente na religião, são ainda "impenetráveis", isto é, eles passaram muito tempo pensando em como se tornar imortal. Obviamente não conseguiremos afetá-la atirando escuro, nem sequer "criticando pela margem" como tem sido feito. Minha idéia é que precisamos de uma crítica séria e profunda sobre o fenômeno religioso, ou seremos vítimas indefesas dele. Tal crítica ainda está caminhando, as pessoas em geral, mesmo as inteligentes, ainda aceitam idéias centrais do fundacionalismo religioso (como a existência de uma série única de leis universais, por exemplo, ou monoteísmo). Não sou contra a superstição ou as sabedorias práticas de bem estar. Só precisamos saber indentificar se o fundamento insustentável está presente numa crença ou não. Se estiver, é é uma crença letal. As vezes a crença se disfarça de inofensiva, e isso é que dá trabalho, pois precisamos nos aprofundar na crença. Mas uma vez que as pessoas não se entreguem a qualquer crença tão rápido, o problema será evitado.

Embora eu me considere um teórico, eu também faço ações concretas, geralmente de divulgação de idéias. Porém algumas delas não vale a pena dvulgar ou discutir aqui, são bem simples: descubra como divulgar a idéia e divulgue. Sobre atitudes pessoais, também é bem simples. Uma vez que alguém tenha compreendido que não é superior a qualquer outro animal, é impossível que ela não mude de atitude. Se não mudou, é porque não compreendeu de verdade isso ainda, é o que penso. Então me esforço para que as pessoas compreendam, procurando formas mais efetivas de fazê-las perceber isso, sem doutriná-las é claro, o que seria completamente inútil a longo prazo.

Eu por exemplo estou distribuindo um cd com vídeos que acredito carregarem uma mensagem deste tipo. Também exibo filmes numa evento de vídeo-debate na minha faculdade. De vez em quando escrevo uma "mensagem" na rua, geralmente em forma de interrogação. Quanto a formar grupos, isso é possível e desejável, mas extremamente perigoso. A união faz a força, e a burrice. Pessoas quando pensam em lote geralmente pensam muito pouco. Além disso os grupos de hoje em dia costumam a se organizar para ações paliativas. Não sou contra essas ações, apenas prefiro não usar meu tempo com isso.

Desculpem por essa caótica intromissão, eu tenho tido pouco tempo, tenho estado nas nuvens, eu espero poder ajudar o Nova cultura a encontrar seu caminho no meio dessa escuridão. Mas eu não vou ser um líder, não tenho vocação para líder, vocês tem que seguir com as próprias pernas, o que vocês fizerem será de sua inteira resposabilidade.

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Este tipo de coisa pode ser mero esoterismo para alguns, tanto para quem oferece, quanto para quem busca. Para mim é a usupação idiota de um conhecimento secular. Bem, deve haver pessoas de bem se valendo destas práticas. Mas ser 'de bem' não resolve nenhum problema atualmente, eu acho que querer purificar lama apenas os lótus e os agarapés, este tipo de planta, conseguem. Não sei como é que pode uma cultura deteriorar tudo, tudo que encontra, banalizando mesmo o que nasceu para crescer no silêncio e na sombra calma de um lugar sossegado. Limpar a lama das empresas, por exemplo... Reiki nas empresas?! Pode trazer benefícios, mas é bem suspeito.
 
Dia desses li numa das mensagens deste grupo (não me ocorre quem fez a colocação, e vou 'mentir' um pouco nas palavras pois não as lembro corretamente, se alterei demais a substância é favor me dar um toque) que era melhor voltarmos a falar de coisas concretas em vez de abarcar a religião.
O mundo está em guerra e é uma questão de tempo que acordemos nós também com cheiro de pólvora chamuscando os narizes. Numa situação desta urgência, o melhor a fazer é debater ações, de fato. O texto sobre o Mapeamento de Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis me deu muito o que pensar, e estou formulando uma resposta. Acho que podemos fazer coisas boas e subversivas com o investimento que oferecem, independente de estarmos sendo fiscalizados ou não. Basta pensarmos que ele não precisa ser passível da necesidade perene dos recursos oficiais: podemos pensar num Território Auto-Sustentável! heheheh... (como oferecer um serviço de benefício a longo prazo não lhe dê retorno financeiro nenhum e ainda ficar feliz por isso? Resolver isso dentro de si é a chave da ratoeira com a qual pretendem nos capturar) ;-))) 
Mas é assunto para outra mensagem.
 
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Música para ver e ouvir: You're Beautiful, do James Blunt

#1174 De: Gibão <gilbertoedgar2005@...>
Data: Sex, 4 de Ago de 2006 11:04 pm
Assunto: entrevista com Paul Watson: ação direta vegana em alto mar Sea Shepherd
gilbertoedgar2005@...
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Alimentar crianças com peixes, focas e baleias é abuso infantil'
Sea Shepherd: O capitão do "Farley Mowat", Paul Watson responde a perguntas de Renato Pichler, presidente da União Vegetariana Européia.

31 de janeiro de 2006.

Renato Pichler: Tem havido um grande interesse na sua confrontação com a indústria baleeira japonesa. Eu sei que você não pode entrar em detalhes, mas poderia nos resumir sua mais recente experiência?

Capitão Paul Watson: Nós partimos no dia 8 de dezembro de Melbourne, sentido sul, para a costa da Antarctica. Quando encontramos a frota baleeira japonesa no dia 21 de dezembro ela começou a se dirigir em velocidade para o norte e para o oeste ao longo de 600 milhas (966 km). Nosso encontro ocorreu no Natal durante um temporal. Novamente ela se afastou em velocidade, desta vez por onze dias numa área de 2.500 milhas (4.023 km ). Voltamos a segui-la até nos encontrarmos de novo no dia 8 de janeiro. No dia seguinte interceptamos o navio de suprimentos "Oriental Bluebird" e exigimos sua saída do santuário Southern Whale. Em virtude de sua recusa viramos nosso barco a estibordo em sua direção chocando-nos assim com eles. Fomos atrás deles até saírem do santuário.
A frota japonesa afastou-se por mais umas 700 milhas (1.127 km) a oeste e nós no seu encalço enquanto nosso combustível assim o permitiu, depois tivemos que navegar para o porto mais próximo - 2600 milhas (4.184 km) até Cape Town, África do Sul.
No total nossa perseguição cobriu cerca de 4.000 milhas (6.437 km) evitando assim a caça por 15 dias. Os japoneses admitiram que isto causou um impacto nas suas quotas, o que faz com que nossa intervenção tenha valido a pena.
O mais importante é que os baleeiros nos temem e isto é a chave para que nós os paralisemos por completo. Necessitamos de um barco mais rápido para dezembro de 2006. Se conseguirmos alcançá-los poderemos paralisá-los todos os dias salvando assim centenas de baleias.
O Greenpeace tinha um barco veloz que acompanhava a frota baleeira, mas ela é limitada quanto à tática. Eles não intervém. Em vez disso testemunham a matança e documentam a morte das baleias.
Esta é a grande diferença entre o Greenpeace e o Sea Shepherd. Nós não viemos para a Antarctica para protestar e presenciar a morte das baleias. Nós viemos para garantir que a lei internacional de preservação seja respeitada via paralisação das atividades ilegais dos baleeiros e nos orgulhamos pelo fato de não termos visto nenhuma baleia morrer. Os japoneses não se atreveriam matar baleias na nossa presença, pois sabem que iríamos nos atirar contra eles para salvá-las. Afinal, nós afundamos nove baleeiros desde 1979.


Renato Pichler: O que levou você a ter um interesse tão grande em mamíferos marinhos? E quando foi que você decidiu dedicar sua vida a eles?

Capitão Paul Watson: Eu cresci numa aldeia de pescadores na costa leste canadense. Aos 8 anos eu até salvei duas lagostas e as criei como bichinhos de estimação. Aos 10 anos eu tinha um amigo castor que foi morto por armadilhas e eu retaliei seguindo as linhas das armadilhas, destruindo-as e libertando os animais. Ainda criança eu fui membro do clube da bondade, um grupo que encorajava as crianças a serem boas para com os animais. Aos 18 anos eu fui co-fundador de um grupo chamado "Comitê Não Faça uma Onda" que em 1972 se tornou a "Fundação Greenpeace". Em 1977 eu saí do Greenpeace e fundei a "Sociedade Pastor de Conservação Marinha" Sea Shepherd Conservation Society. Ela não é um grupo de protesto. É um grupo intervencionista. Nos opomos a exploração ilegal que tem como alvo a vida marinha.


Renato Pichler: Quando foi a primeira vez que você zarpou sob a 'Sea Shepherd Foundation' e qual foi sua primeira missão?
 
Capitão Paul Watson: Eu fundei a "Sociedade Pastor de Conservação Marinha" em 1977. Adquirimos nosso primeiro barco, o "Sea Shepherd" em outubro de 1978 e a nossa primeira campanha ocorreu em 1979 quando intervimos contra a matança das focas canadenses. Nossa segunda campanha se deu em junho e julho de 1979 quando caçamos, colidimos e inutilizamos o baleeiro pirata "Sierra" fora da costa portuguesa.


Renato Pichler: Apareceu um relatório dizendo que a comida a bordo do seu navio era vegana. Todos os tripulantes são veganos ou eles "apenas" se adaptam à ocasião?

Capitão Paul Watson: Nem todos os tripulantes são veganos nem mesmo vegetarianos, mas eles viram veganos quando estão em alguma missão. Em 2002 nós nos tornamos a primeira expedição vegana a viajar para a Antarctica. Muitos tripulantes que foram expostos por meses a fio ao nosso cardápio vegano, se converteram ao veganismo e sentiram os benefícios à sua saúde. Achamos engraçado quando neste ano um porta-voz japonês da industria baleeira nos tachou de "veganos perigosos" e "acrobatas circenses". Estes foram os rótulos mais estranhos que já recebemos e olha que xingamentos nunca faltaram.
O primeiro barco da fundação foi o "Sea Shepherd", era uma embarcação vegetariana, isto em 1978.


Renato Pichler: Por qual razão você pessoalmente não come carne/peixe?

Capitão Paulo Watson: Minha primeira preocupação foi para com os peixes. Eu sou um conservacionista dos mares e sempre me impressionou de maneira estranha o fato de abatermos um numero tão grande de seres marinhos. As pessoas não tolerariam uma matança nestas proporções de animais selvagens. Peixes são essencialmente carne de arbusto. Muitas pessoas acham deplorável que os povos da África Ocidental matem e comam gorilas, chimpanzés, leões e girafas da selva e ao mesmo tempo acham certo capturar e matar tubarões, peixes-espada, atum e outras espécies marinhas.
Muitas espécies de peixes vivem por muitos anos. O Hipoglosso vive 150 anos.

O Hoplosthesus atlanticus só chega a maturidade sexual após os 45 anos. A lagosta chega aos 200 anos. E nós nos preocupamos tão pouco em ceifar a vida de um jovem peixe ou na flor da idade por um sanduíche de atum ou uma salada de lagosta.
Mais de 50% da pesca é usada como alimento para os animais. Nós transformamos vacas, carneiros, galinhas e porcos nos maiores carnívoros aquáticos. Além disto ser perversamente anti-natural também contribui para a diminuição maciça da vida marinha. Conseqüentemente não como carne para salvar os peixes.
Minha esposa é vegana há vinte anos e como sou eu quem cozinha, aprendi a ser um bom cozinheiro vegano. Na minha opinião as refeições veganas são mais variadas, mais imaginativas e mais saborosas do que as feitas de carne e peixe.


Renato Pichler: Os alarmes já estão soando em relação à pesca desvairada e apesar disso ela continua aumentando a cada mês. É óbvio que algumas espécies de peixes estão no limite da erradicação e também está claro que em alguns casos já é tarde até mesmo para uma moratória. Quais são suas idéias sobre "pesca sustentável"?

Capitão Paul Watson: Não existe tal coisa "pesca sustentável". Eu detesto esta palavra "sustentável". Ela justifica qualquer coisa. Não existe nenhuma pesca comercialmente sustentável em nenhum lugar do mundo.
A pesca humana erradicou 90% dos peixes dos oceanos. Isto é uma insanidade e nós temos que por um fim a esta maciça exploração comercial destas populações aquáticas.


Renato Pichler: Como você vê esse boom da indústria da fazenda aquática? Este esquema poderia aliviar um pouco a pressão sobre o encolhimento das espécies de peixes?

Capitão Paul Watson: De maneira nenhuma. Para se criar um salmão numa fazenda aquática é preciso pescar uns cinqüenta peixes nos mares. A "aquacultura" de camarões no Equador destruiu vastos estuários e manguezais, locais onde naturalmente habitavam populações inteiras de peixes.
Fazendas marinhas atraem predadores marinhos que são alvejados em grande numero pelos fazendeiros por serem "pestes".
A "aquacultura" não é a solução para o problema, ao contrário é mais um fardo e um stress para a as espécies de peixes nos mares.


Renato Pichler: Muitas pessoas alimentam-se menos de carne vermelha, mas aumentam o consumo de peixe. Alguns até acreditam que a humanidade está condenada sem peixes. Qual a sua opinião sobre isto?

Capitão Paul Watson: Os peixes sim, certamente estão condenados por causa da humanidade. Nós estamos literalmente pilhando as espécies de peixes para a beira da extinção e para além disto também. Eu sempre achei engraçado que as pessoas que comem peixes se achem vegetarianas. Peixes não são vegetais. São animais. Animais selvagens.


Renato Pichler: Sabe-se atualmente que os animais que estão no topo da cadeia alimentar sofrem uma contaminação recorde com o grande número de agentes venenosos. Como você vê o fato de no Japão (onde carne de baleia é servida até para crianças em idade escolar), na Noruega e alguns outros paises, esta carne contaminada acabe sendo consumida nos jantares?

Capitão Paul Watson: Alimentar crianças com peixes, focas e baleias é abuso infantil. As crianças das ilhas de Faro tem a concentração mais alta de mercúrio no cérebro do que qualquer outro grupo de crianças na Terra devido ao seu alto consumo de baleias Piloto. Quanto mais acima o animal estiver na cadeia alimentar, maior a toxicidade. Nos Estados Unidos recomenda-se à crianças e mulheres grávidas que não consumam atum. Se não é sadio para crianças e mulheres grávidas então porque seria para homens e mulheres não grávidas?


Renato Pichler: Em nosso mundo, onde tudo está interligado, o desaparecimento de uma espécie ocasiona um impacto em várias outras. Quais serão na sua opinião, as conseqüências ecológicas quando uma espécie de baleia após a outra for extinta?
 
Capitão Paul Watson: Se não podemos salvar as baleias, não salvaremos os oceanos e se não formos capazes de salvar os
oceanos não seremos capazes de salvar a nós mesmos.


Renato Pichler: E qual seria seu comentário sobre o fato de baleias, animais não humanos, que estão na Terra bem antes dos seres humanos, serem massacrados com a benção e proteção de algumas nações.

Capitão Paul Watson: A espécie humana é predatória, mas o pior é que ela se comporta de forma desastrosa como se estivesse acima das leis ecológicas e qualquer espécie que não vive de acordo com as leis da ecologia está fadada ao caminho perdido da extinção. Nós temos que viver de acordo com as leis da diversidade, da interdependência e dos recursos finitos. Temos que preservar a diversidade e valorizar a interdependência e compreender que há limites para o crescimento.


Renato Pichler: Como nós vimos a palavra "santuário" não quer dizer muita coisa hoje em dia. Pescadores e caçadores de baleias fazem o que bem entendem. Qual é a probabilidade de se obter apoio internacional para a proteção eficiente de santuários quer seja através de forças neutras (ONGs), policiamento nacional ou pela marinha?

Capitão Paul Watson: Temos leis internacionais e regulamentações o suficiente, porém ninguém as cumpre. Temos centenas de santuários, mas somente alguns poucos merecem este nome. Parece haver falta de vontade ou motivação por parte dos governos para cumprir as leis e proteger os santuários. Corporações de pesca com um poder financeiro significativo acabam comprando políticos e burocratas com facilidade. Existe uma grande motivação financeira de pilhar os oceanos e uma não tão forte para protegê-los.


Renato Pichler: Você é o especialista em vida marinha. Que futuro terão os peixes e mamíferos marinhos em oceanos que são varridos pelas redes dos barcos de pesca e fortemente poluídos por toxinas e pelo barulho? Se é que há algum futuro.
 
Capitão Paul Watson: Não haverá futuro algum, e se não há futuro para a vida marinha então não haverá futuro para nós também. Os oceanos nos dão algo muito mais importante que alimento. Os oceanos nos suprem com 80% do nosso oxigênio. Os oceanos nos fornecem o ar que respiramos. Nós podemos sobreviver sem comer peixe mas não podemos sobreviver sem oxigênio.
A diminuição no número de baleias e peixes junto com o aquecimento global e a camada de ozônio ficando cada vez mais rarefeita, está causando conseqüências irreversíveis no eco-sistema marinho. O oxigênio produzido pelo filo-plancto diminui através do desequilíbrio ecológico provocado pela extinção em massa de peixes ou do extermínio de baleias.
Temos que abolir a exploração comercial da vida marinha. As pessoas devem parar de consumir peixe. Alguns podem ver esta proposta como sendo radical, mas ela é na realidade conservadora. Se continuarmos a saquear cruelmente os mares, eles morrerão ainda na nossa geração.


Renato Pichler: Que mudanças e melhorias você espera ver e quais as recomendações você faria aos consumidores? Como podem os indivíduos ajudar a melhorar a situação? Como poderíamos dar assistência ao Sea Shepherd?

Capitão Paul Watson: A "Sociedade Pastor de Conservação Marinha" é a única sociedade de conservação marinha que promove 100% o não consumo de peixe e animais marinhos. O abuso praticado contra as espécies marinhas pela exploração comercial chegou ao ponto de levar o comércio pesqueiro a beira do colapso econômico. Simplesmente não há peixe o suficiente nos mares para que ele continue alimentando a crescente população humana. As pessoas podem ajudar, e a melhor forma de se fazer isto é contribuindo para que a "Sea Shepherd" possa adquirir um barco novo e mais rápido nos possibilitando assim a neutralizar e fechar a frota baleeira japonesa.


Renato Pichler: Depois de ter alcançado a África do Sul são e salvo - quais são seus planos para o futuro?

 
Capitão Paul Watson: Estamos em campanha para angariar fundos para comprarmos um navio mais rápido, uma embarcação capaz de acompanhar a frota baleeira japonesa. Se pudermos fazer isto, seremos capazes de parar com a matança das baleias. Esta é a nossa prioridade para este ano. Vamos trocar a bandeira da nossa embarcação Farley Mowat e encarregá-la a intervir contra operações de pesca ilegal fora da costa da África Oriental.
Também temos uma embarcação em operação constante nos Galápagos trabalhando em parceria com o Parque Nacional dos Galápagos para intervir contra a caça na Reserva Marinha dos Galápagos.
Enquanto isso na África do Sul, a tripulação do Sea Shepherd estará trabalhando na reabilitação de focas feridas desta parte do oceano e ao mesmo tempo nos opondo a matança de focas na Namíbia para extração de suas peles.


Renato Pichler: Eu tenho certeza que muitos ficariam excitados em te ver e a sua tripulação em portos europeus. Você pretende levantar ancoras para a Europa num futuro próximo?

Capitão Paul Watson: Através dos anos estivemos em portos europeus. Estivemos na Grã-Bretanha, Alemanha, França, Holanda e Mônaco e eu tenho certeza que voltaremos para a Europa num futuro próximo.


Renato Pichler: Capitão Watson, em nome da União Vegetariana Européia agradeço muito de ter nos dado seu tempo para esta entrevista.


Source/Quelle: Sea Shepherd Conservation Society

Link: União Vegetariana Européia



 
Fonte: EVANA - EUROPEAN VEGETARIAN AND ANIMAL NEWS AGENCY

www.evana.org
 


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#1175 De: "Boldrin" <mtboldrin@...>
Data: Dom, 6 de Ago de 2006 2:17 pm
Assunto: Ajude-nos, por favor.
mtboldrin
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 Olá, bom dia.

Somos moradores de uma cidade no interior do estado de São Paulo e gostaríamos de começar um trabalho social. No entanto, estamos levantando informações acerca das escolas herméticas, no sentido de criarmos um programa que se destine ao formato de tais escolas, posto que formam o indivíduo em sua completude, não apenas no formato atual, gerando apenas conhecimento.

Cremos que, nas escolas tais como eram apresentadas, havia debates acerca de ciências atuais (o que era atualizado e mutante a todo o tempo) e regras sociais (com debates acerca de cultura, filosofia e política – também mutante, em parte – , além de comportamento, psicologia social, religião (todas, os seus fundamentos, sem atrelar-se a uma especificamente) e educação pessoal – como todas as suas premissas acerca da leitura do Homem, os quatro perfis humanos, enfim, tudo o que Orfeu e Hermes deixaram no passado).

Salientamos que, embora apoiemos tais iniciativas, não buscamos criar cursos para adultos, nem sites virtuais etc. O que buscamos é criarmos uma escola paralela à vigente, em que crianças de uma casa assistencial sejam orientadas e que venhamos a garantir pessoas da mais excelsa formação e busca.

Se puderem indicar Mulheres e Homens de bem, se possível aqueles senhores bem idosos, que já conversaram com vocês sobre tal tema, ou que já tentaram algo no passado afim ao tema, lojas maçônicas, escolas esotéricas, sites etc etc etc, enfim, qualquer matéria nos será muito valiosa. Isto vale para todo o Brasil: iremos onde for necessário.

Neste primeiro momento, não desejamos nos filiar a escola alguma, mas traçarmos temas, formas de debates, planos pedagógicos, tudo o que possa ser direcionado de pronto, aqui, em nossa comunidade.

Ficamos no aguardo.

Seremos eterna e fraternalmente gratos.

Sucesso!!!

 

Marcos e Rosangela

 


#1176 De: "William Dubal" <williamdubal@...>
Data: Seg, 7 de Ago de 2006 2:19 am
Assunto: FIDEL, 80 ANOS
byebyemother
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05.08.2006
FIDEL, 80 ANOS
 
Por Frei Betto (*)
 
Houvesse uma fábrica de produtos lúdicos destinados ao mercado político, talvez “Onde está Wally?” ganhasse a versão “Onde está a esquerda?”
 
Uma parcela da esquerda sente-se vexada porque não é tão ética quanto propala; outra, porque o socialismo faliu, exceto em Cuba. Na Coréia do Norte predomina um regime totalitário e, na China, o capitalismo de Estado.
 
As carpideiras da falência do socialismo não se perguntam por suas causas nem denunciam o fracasso do capitalismo para os 2/3 da humanidade que, segundo a ONU, vivem abaixo da linha da pobreza. Assim, abraçam o neoliberalismo sem culpa. E o adornam com o eufemismo de “democracia”, embora ele acentue a desigualdade mundial e negue valores e direitos humanos cultuando a idolatria do dinheiro e das armas.
 
O que é ser de esquerda? Todos os conceitos acadêmicos – ideológicos, partidários e doutrinários – são palavras ocas frente à definição de que ser de esquerda é defender o direito dos pobres, ainda que aparentemente eles não tenham razão. Por isso causa arrepio ver quem se diz de esquerda aliar-se à direita.
 
Fidel é um homem de esquerda. Não fez, entre 1956 e 1959, uma revolução para implantar o socialismo. Motivou-o livrar Cuba da ditadura de Batista, resgatar a independência do país e libertar o povo da miséria. Em visita aos EUA logo após a tomada do poder, foi ovacionado nas avenidas de Nova York.
 
A elite cubana resistiu a ceder os anéis para que toda a população tivesse dedos. Apoiada pela Casa Branca, instaurou o terror, empenhada em deter as reformas agrária e urbana e a campanha nacional de alfabetização. Kennedy, festejado como baluarte da democracia, enviou 10 mil mercenários para invadir Cuba pela Baía dos Porcos, em 1961. Foram derrotados. E a Revolução, para se defender, não teve alternativa senão aliar-se à União Soviética.
 
Cuba é o único país da América Latina que logrou universalizar a justiça social. Toda a população de 11 milhões de habitantes goza dos direitos de acesso gratuito à saúde e à educação, o que mereceu elogios do papa João Paulo II em sua viagem à Ilha, em 1998.
 
Seria o paraíso? Para quem vive na miséria em nossos países – e são tantos – a cidadania dos cubanos é invejável. Para quem é classe média, Cuba é o purgatório; para quem é rico, o inferno. Só suporta viver na Ilha quem tem consciência solidária e sabe pensar em si pela ótica dos direitos coletivos. Ou alguém conhece um cubano que deu as costas à Revolução para, em outra parte do mundo, defender os pobres?
 
No trajeto do aeroporto de Havana ao centro da cidade há um outdoor com o retrato de uma criança sorrindo e a frase: “Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana.” Algum outro país do Continente merece semelhante cartaz à porta de entrada?
 
A simples menção da palavra Cuba provoca arrepios nos espíritos reacionários. Cobram da Ilha democracia, como se isso que predomina em nossos países – corrupção, nepotismo, malversação – fosse modelo de alguma coisa. Ora, por que não exigem que, primeiro, o governo dos EUA deixe de profanar o Direito internacional e suspenda o bloqueio e feche seu campo de concentração em Guantánamo?
 
Protesta-se contra os fuzilamentos da Revolução, e faço coro, pois sou contrário à pena de morte. Mas cadê os protestos contra a pena de morte nos EUA e o fuzilamento sumário praticado no Brasil por policiais militares?
 
Cuba é, hoje, o país com maior número de médicos e bailarinos de balé clássico por habitante. E desenvolve um programa para atender, nos próximos 10 anos, 6 milhões de latino-americanos com deficiência visual – gratuitamente.
 
Fidel está recolhido ao hospital. O que acontecerá quando morrer, ele que sobrevive a uma dezena de presidentes dos EUA e a 47 anos de esforços terroristas da CIA para eliminá-lo? O bom humor dos cubanos tem a resposta na ponta da língua: “Como pessoas civilizadas, primeiro trataremos de enterrar o Comandante.” Mas será que o socialismo descerá à tumba com o seu caixão?
 
Tudo indica que Cuba prepara-se para o período pós-Fidel. O que não significa que, como esperam os cubanos de Miami, isso ocorrerá em breve. Em novembro, na Universidade de Havana, o líder revolucionário advertiu que a Revolução pode ser vítima de seus próprios erros e deixou no ar uma indagação: “Quando os veteranos desaparecerem, o que fazer e como fazer?”
 
Às vésperas de seu aniversário, a 13 de agosto, Fidel já começa a expressar seu testamento politico. A maioria dos membros do Birô Político do Partido Comunista tem de 40 a 50 anos, e cada vez mais jovens são chamados a ocupar funções estratégicas. Como 70% da população nasceu no período revolucionário, não há indícios de anseio popular pela volta ao capitalismo. Cuba não quer como futuro o presente de tantas nações latino-americanas, onde a opulência convive com o narcotráfico, a miséria, o desemprego e o sucateamento da saúde e da educação.
 
Feliz idade e pronta recuperação, Comandante.
 
(*) Frei Betto é escritor, autor de “A mosca azul – reflexão sobre o poder” (Rocco), entre outros livros.
 
 
 

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