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John Zerzan-Amor   Lista de mensagens  
Responder | Encaminhar Mensagem #3843 de 4005 |
Re: [umanovacultura] John Zerzan-Amor

Olá Felipe

Eu gostei deste texto. Contém alguns termos que eu tenho discutido
ultimamente, a respeito do afeto e do que significa amar.

Para algumas pessoas, amar significa uma experiência de ganho, de
lucro afetivo. É uma barganha. Contanto que eu esteja ganhando alguma
coisa, eu amo. Quando eu não mais ganhar, eu deixo de amar. Da mesma
forma, pessoas ficam juntas enquanto isso providenciar alguma
vantagem. Mas na medida em que isso se torna sequer um pouco
desvantajoso, se separam, dizendo: "Aí já está dando prejuízo, não
compensa". Talvez seja por causa dessa mentalidade, dessa indisposição
de amar independente do que você esteja ganhando com isso
(dadivosamente), que relacionar-se afetivamente é algo cada vez mais
efêmero.

E o que mais se ouve por aí é: "você tem que pensar primeiro em você",
ou "você tem que se amar em primeiro lugar". Um conselho aparentemente
muito sábio, mas que em geral tem servido apenas para fortalecer a
mentalidade descrita acima. Por um outro lado, faz algum sentido que
também exista nesse mundo as pessoas que "amam demais". Colo abaixo um
trecho do livro "Mulheres que amam demais":

"Quando estarmos apaixonados significa sofrimento; quando a maior
parte das nossas conversas com amigas íntimas é sobre ele, os seus
problemas, o que ele pensa, os seus sentimentos... quando quase todas
as nossas frases começam por «ele...», estamos a amar de mais.
Quando lhe desculpamos o mau humor, o mau gênio, a indiferença ou os
atribuímos a uma infância infeliz e tentamos tornar-nos sua terapeuta,
estamos a amar demasiado.
Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as passagens
que achamos que o ajudariam, estamos a amar demasiado.
Quando não gostamos das suas características básicas, dos seus valores
e comportamentos, mas os suportamos pensando que se formos apenas
atraentes e suficientemente apaixonadas ele se modificará por nós,
estamos a amar de mais.
Quando a nossa relação põe em risco o nosso bem-estar emocional e até,
talvez, a nossa saúde física e a nossa segurança, estamos sem dúvida a
amar de mais.
Apesar de toda a dor e insatisfação, amar demasiado é uma experiência
tão comum para tantas mulheres que acabamos por chegar a acreditar que
essa é a forma como devem ser as relações íntimas. Muitas de nós
amamos de mais, mesmo que tenha sido apenas uma vez, e para muitas de
nós a situação foi recorrente. Algumas de nós tornamo-nos tão
obcecadas pelo nosso parceiro e pela relação que mal somos capazes de
funcionar.
Neste livro vamos deitar um olhar duro às razões pelas quais tantas
mulheres, à procura de alguém que as ame, parecem encontrar
inevitavelmente, em vez disso, companheiros doentios e que não amam.
Iremos explorar por que razão, quando nos apercebemos de que uma
relação não se adequa às nossas necessidades, temos, contudo, tanta
dificuldade em terminá-la. Veremos que amar se transforma em amar de
mais quando o nosso parceiro é inadequado, desatencioso e
indisponível, e mesmo assim não podemos prescindir dele... aliás ainda
o queremos e necessitamos mais dele. Viremos a entender como querer o
amor, desejar o amor, se torna uma dependência.
Dependência é uma palavra assustadora. Recorda imagens de viciados em
heroína a enfiarem agulhas nos braços e a levarem, obviamente, vidas
autodestrutivas. Não gostamos da palavra e não queremos aplicar o
conceito à forma como nos relacionamos com os homens. Mas muitas,
muitas de nós, têm sido «drogadas de homens», e tal como qualquer
outro dependente temos de aceitar a gravidade do nosso estado antes de
podermos recompor-nos."

O que está sendo descrito aí é uma patologia comum hoje em dia, que é
a "co-dependência", isto é, apaixonar-se por alguém que é dependente,
isto é, que tem uma dependência doentia de alguma droga ou algum
comportamento auto-destrutivo, pois é geralmente isso que impede a
pessoa de amar. Que seja o amor ao trabalho e ao lucro, tão comum hoje
em dia. O tema de quase todo drama dos EUA é o pai que por se dedicar
demais ao trabalho não encontra tempo para a esposa e os filhos. É
comum, para muitas mulheres, a idéia de que o amor dela pode
substituir a falta de amor dele, na expectativa irrealista que a
pessoa se cure "por você", o que geralmente só ocorre em filmes.

Uma coisa não anula a outra. Na verdade uma coisa é consequência da
outra. Na sociedade existe uma espécie de exportação dos danos do
declínio do afeto para a mulher. O homem que não ama ainda assim é
amado, para isso basta ter algum dinheiro. Ele paga para não sentir o
efeito de sua própria falta de amor.

Sobre o texto mesmo, eu teria duas "correções" a fazer. Primeiro, o
nome do neurocientista que foi citado é António Damásio, não Antonio
Demasio. E, pelo que eu li dele, ele não defende a dicotomia
mente-corpo, ao contrário, ele também defende que a consciência não é
separada do corpo, tanto que seu livro mais lido é "O erro de
Descartes". Descartes foi quem "oficializou" essa divisão, se bem que
Damásio erra pelo outro lado, tentando identificar todo comportamento
humano com algum comportamento cerebral.

E Freud, bem, pelo que eu entendo, Freud defendeu que nós seríamos
felizes sem a civilização, mas ele nunca criticou a civilização. Ao
invés disso, ele achou que era necessário controlar os "instintos" do
homem, ou senão a civilização seria destruída. Isto é "a civilização e
seus descontentes", mas não é o fim do prazer, ao contrário, é o fim
do contentamento. O homem civilizado, tendo um descontentamento
insolúvel, torna-se também consumidor insaciável de prazer. Muitas
pessoas relacionaram a satisfação dos impulsos primários com o
hedonismo, mas é o inverso. Quem está contente não quer sempre mais,
só o descontentamento leva à busca de felicidade. A visão de mundo que
parte de Freud é uma visão que privilegia a busca pelo prazer, pois é
somente quando separado do prazer que o indivíduo se revolta. Isto é,
o hedonismo é compatível com a civilização, com a castração dos
impulsos, na medida em que isso gera fome por experiências orgásticas,
a fome por afeto, a fome por beleza, que também são patologias
parecidas com a co-dependência. A fome por OUTRAS COISAS é que
colocaria a civilização em risco. E não, como já foi sugerido, uma
simples alternativa para saciar os mesmos desejos, quando esses
desejos que nós chamamos de instintivos podem também ser, como nos
lembrou o Cássio, construções culturais, aquilo que nós gostaríamos
que fosse instintivo, mas que na verdade é resultado de nossa extrema
carência, causada pela própria civilização.

Espero não ter sido muito obscuro, entrei aqui em outros temas que já
discutimos um pouco, e este pode render muita coisa.

Abraços e obrigado pelo texto.

Janos Biro

2009/7/11 stanciolif <stanciolif@...>:
>
>
> Para quem nao leu e para quem ja leu debater.
>
> Amor
> por John Zerzan
>
> A vertigem da Tecno-modernidade é um invasiva sensação de insignificancia, o
> que
> tambem é certamente registrado no nivel do que é sentido diretamente, e não
> apenas pensado.
> Já em 1984 Frederic Jameson se referiu a um "declinio do afeto" na sociedade
> pós-moderna, uma paralisia ou afastamento emocional. Existe uma dissolução
> ou
> nivelamente tomando caminho para dentro do terreno mais vital do ser humano.
> Nosso estado afetivo é a exata textura e timbre de nossas vidas . Nada é
> mais
> imediato para nós do que nossos sentimentos. Isto é fundamental, nos da a
> "sensação" que temos do mundo, é o que atualmente nos conecta com a
> realidade.
> Emoções são artefatos culturais, mais ainda do que idéias. Nesta direção
> Lucien
> Febvre (1938, 1941) convocou uma história das sensibilidades, e Anne
> Vincent-Buffault (1986) contribuiu com Histoire des Larmes (Historia das
> Lagrimas).
> Estão nossas paixões no centro de nossa existência? Cada cultura possui seu
> proprio ambiente emocional, cada luta politica é uma luta afetiva. A luta
> contra o
> percurso da civilização certamente esta inclusa. As coisas são sentidas
> antes de
> serem pensadas ou acreditadas, portanto, a hegemonia - ou a sua eliminação -
> tem
> seu inicio no sentimento.
>
> O primeiro livro de Adam Smith, The Theory of Moral Sentiments (1759), viu
> nas
> emoções a linha que tecia a união da fabrica social. nada disso é uma
> descoberta
> extraordinaria, porém muitas vezes agimos como se o campo do afeto não fosse
> de
> relevância real.
> A razão e a reflexão são relativamente expressões refinadas das próprias
> paixões.
> Antonio Demasio fornece a noção de que a "consciencia começa como um
> sentimento, um tipo especial de sentimento para ser claro, um sentimento de
> saber"
> Sua sugestão reacende a divisão mente-corpo, tão essencial para a vida na
> sociedade de massas.Tantas divisões debilitantes: Humanos da natureza,
> trabalho
> do divertimento, a divisão entre as pessoas. Tambem somos afastados das
> sensações fisicas, da experiencia direta.
>
> Sentimentos são personificados, mas o que acontece ao contexto desta
> personificação? O isolamento cresce a largos passos e os laços sociais
> permanecem frágeis. Amizades são transferidas para "amizades" de rede
> sociais
> de internet, e as casas onde moram apenas uma pessoa são uma porcentagem
> cada vez maior de todas as casas. Onde é o lar? O assunto está disperso e o
> social não existe mais, de acordo com Baudrillard.
> Sentimos tudo isso, mesmo que a superficialidade da cultura dominante
> trabalhe
> para deformar e superficializar nossas emoções centrais a sua propria
> imagem.
> Este centro é seu próprio encorporamento, provavelmente o mais forte reduto
> da
> resistência. Por outro lado, numa amarga ironia, poderiamos nao estar em
> tamanha
> condição de não-saúde. poderiamos nao estar tao aflitivamente de alertas a
> destruição de corações deste vazio moderno. Poderiamos naão estar em tamanha
> ansiedade , em tamanha dor.
>
> O livro The Affective Turn (2007) reflete pelo seu titulo a atual
> consciência da
> centralidade da emoção como cultura. Apresentado pelo comunista Michel
> Hardt, é,
> de qualquer forma, muito mais um exemplo do paradigma dominante do que uma
> correção util. O comprometimento esquerdista com o progresso industrial é
> uma
> parte importante do ataque violento contra a natureza intima. É um problema,
> não
> uma solução.
>
> Personificamos uma continua historia de amor e sofrimento, levando o
> testemunho
> do que tem nos movimentado. O amor, como Kierkegaard enfatizou, é a base de
> todo o significado na vida , como a conhecemos. Temos amor e cuidados antes
> de
> aprendermos a formular qualquer coisa em linguagem. Como Martin Amis colocou
> (The Times, 11/6/06), "O amor vem a ser a unica parte de nos que é solida,
> enquanto o mundo vira de cabeça pra baixo e a tela se apaga."
> Mas a falencia do advento do amor nas sociedades contemporâneas é tão obvio
> quanto é doloroso, como foi recontado variadamente nas novelas de Michael
> Houllebecq, por exemplo.
> O anarco-novelista Tom Robbins tem enfatizado a questão de "como você faz o
> amor permanecer?" Devemos concordar com o Eclesiastico (6:16) de que "um
> amigo fiel é um remédio de vida" , mas onde estão os amigos? O acentuado
> declinio da amizade nos EUA nas decadas recentes está bem documentada (por
> exemplo, McPherson, Smith - Lovin and Brashears, American Sociological
> Review,
> Junho 2006).
>
> E é precisamente aqui que a teoria radical falha, ou falha em apresentar.
> Por que é
> o "desejo" ( ou mais alienadamente ainda, a "sedução") que é o foco , e não
> o
> amor?
> Como Bell Hooks descreveu, "quando converso sobre amor com minha geração,
> percebo que isto deixa todos assustados" Ainda que exista tal necessidade
> neste
> deserto do espirito: nossa cultura de desamor acumulado.
>
> O oposto de amor não é a raiva, e sim , a indiferença, carimbo oficial do
> cinismo
> "descolado" posmoderno. Até aqui, tudo tem se ajoelhado diante da existência
> producionista na drenagem tecno-cultural. Entretanto, precisamos convocar a
> profundidade do relacionamento contra a superficialidade dominante, no qual
> tudo é
> tão inconstante e descartavel.
> Uma caracteristica chave é o amor potencial irrealizado da atualidade
> afetiva, em
> nós mesmos e nos outros.
> Existem obviamente potenciais "becos sem saidas" e ciladas no caminho. Por
> exemplo, a arrogancia sexista que muitas vezes acomoda o amor romântico numa
> cultura definidamente masculina-patriarcal. Ou a frequente e mundial negação
> do
> aspecto do amor religioso, e a tendência em retrair a autêntica
> individualidade em
> favor de uma identificação devoradora que nega e nâo aceita os outros.
> Se emoção é um comportamento, o amor é certamente uma ação, assim como um
> processo mental basico.
> O amor é uma chave para o crescimento e fortalecimento emocional que pode
> nos
> levar a uma grande comunhão com o mundo. O amor redime e da significado,
> enfatizando a graça e a dádiva. A dádiva como uma oposição a atualidade
> impiedosa.
> Luce Irigaray expressa habilmente: " A dádiva não tem objetivos, propósitos
> - a
> dadiva é doar. Antes de qualquer divisão entre aquele que doa e o que
> recebe.
> Antes de qualquer identidade que separa o doador do que recebe. Mesmo antes
> da
> propria dádiva."
>
> Falar daquilo que pode ser doado pode nos lembrar o que nos tem sido tirado.
> Na
> decada de 1950 Laurens van der Post encontrou um povo que podia carregar
> tudo
> o que tinham em uma mão. Ele se referiu a "maravilhosa risada dos Bushman,
> que
> sai do centro do ventre, um riso que não se ouve nunca entre civilizados."
> Que proeza, a extinção do prazer de estar vivo na Terra. O objetivo
> psicanalitico de
> Freud foi transformar a miseria neurotica em infelicidade "normal"; E o
> objetivo de
> Lacan é que o analista aprenda a ser um infeliz como todo mundo.
> É impressionante como é extremamente raro a menção de termos como
> sofrimento,
> angustia ou tristeza na literatura da psicologia. Tais questões são
> claremente de
> nenhum interesse teórico, meramente sintomas a serem classificados sob
> descrições "menos emocionais". Simone weil visitou fabricas para entender o
> sofrimento. As fabricas permanecem, a miséria está agora mais generalizada
> numa
> sociedade cada vez mais sintética e deslocada.
>
> Elaine Scarry em seu livro O Corpo e a Dor (1985) viu a tortura como "uma
> miniaturização do mundo, da civilização." Um outro comentário sobre o estado
> da
> sociedade que contém a cada dia mais desastres, ou até mesmos atrocidades
> diárias. A Observação de Chellis Glendinning se aplica: traumas pessoais
> comumente refletem o trauma da propria civilização em si.
> Nos Estados Unidos é um fato que as doenças mentais/emocionais são os
> principais problemas de saúde. E como Melinda Davis tem observado "A
> ansiedade é a peste negra de nossos dias".
> Um ótimo exercício, como eu vejo, é colocar toda as políticas em termos de
> saúde,
> por exemplo, o que em nossa vida social é saudavel ou não-saudavel? Não é
> afinal
> de contas a linha central de tudo?
> O cenario geral é bem conhecido. Ansiedade e estresse debilitam o sistema
> imunologico; 50 por cento das pessoas que possuem uma condição de ansiedade
> também sofrem de depressão profunda. O surto de ansiedade ocorre contra o
> cenario de um aumento da depressão entre todas os países industrializados.
> De forma interessante, R.C. Solomon, encherga a depressão como "uma maneira
> de deslocar a si mesmo dos valores pré-estabelecidos de nosso mundo."
>
> No começo de Maio de 2008, diversas notícias vieram a tona sobre a alta
> incidência de dores fisicas crônicas: ao menos 30 por cento da população
> americana esta angustiada. E assim, dando continuidade, do crescente número
> de
> incidentes com armas de fogo e índices de obesidade, agora crianças sofrem
> de
> diabetes e doenças do coração; crianças em mudança de comportamento devido a
> drogas infantis, o enorme crescimento de asma, autismo e alergias; Pais
> matandos
> seus filhos; milhões "encantados" pelo viagra; dezenas de milhares de
> pessoas
> dependentes de remédios para dormir, etc. etc. O cenario total é cada vez
> mais
> patológico e assustador.
> Não é surpresa que encontremos toneladas de livros de auto -ajuda vendidos,
> uma
> intensa preocupação com o bem estar psicológico, e um infinito espetáculo do
> sofrimento emocional via televisão e internet. Observe a sequência das
> revistas
> americanas mais vendidas: Life, people, Us e Self. A redução da perspectiva
> em
> uma sociedade individualista é obvia.
>
> O livro de Cristopher Lasc , Cultura do Narcisismo (1979) citou: " uma
> sensação de
> vazio interior, de raiva infinitamente reprimida". Escrevendo em 2008,
> Patricia
> Parson concluiu que atualmente vivemos "numa condição muito mais fria que o
> narcisismo" (Uma Breve história da Ansiedade).
>
> Como sempre a acomodada sensibilidade do posmodernismo proclama o fim de
> um "self" central, em favor de uma multilpicidade de papéis alternados a
> serem
> encenados. Com os laços sociais atrofiados, existe algo central?
> Dispersados,
> assim como o contato humano, desaparece o contato com a natureza, sentimos
> medo de estarmos sozinhos com nós mesmos. Um modo de vida de distração
> reprime memórias de sofrimento e a espera de um afeto. O que é o Progresso,
> ou
> em outras palavras Modernidade? "É a enorme quantidade de resíduos químicos
> potencialmente letais em nossas células. É estar sentado em frente a uma
> tela de
> televisão ou de um computador num dia lindo. É fazer compras quando se esta
> deprimido. É o sentimento de que algo esta sendo perdido." (Kevin Tucker, O
> Que é
> Totalidade?") Provavelmente é uma surpresa que Descartes, progenitor da
> alienação moderna, identificou o maravilhamento ou admiração como a primeira
> das seis paixões humanas primitivas, no livro As Paixões da Alma (1649).
> Onde está nossa capacidade de uma admiração genuína numa sociedade
> desencantadora?
>
> Posso dizer a vocês que eu fico emocionado pelo canto perserverante dos
> grilos,
> suas fortes vozes de vida assim que o verão se encerra no Noroeste Pacifico.
> É
> sempre um prazer especial ouvir a migração dos gansos logo acima, seus
> gritos
> soam para mim como cães que latem suavemente logo acima. Não existe uma
> consciência que é separada de algo que se experimenta. O que acontece então
> quando tudo é experimentado de forma massiva, em produtos, imagens?
> A diminuição do afeto , como Jameson colocou, é a diminuição de tudo aquilo
> que é
> vivo também. Podemos realmente viver uma vida sem sentido (tecnificada, sem
> encanto, e indireta)?O que é vivo e imadiato não existe numa tela.
> Sabemos em qual direção a saude está. Freud escreveu para Wilhelm Fliess, "
> Felicidade é um anseio pré-historico adiado. Isto é o porque que a riqueza
> fornece
> tão pouca felicidade" (janeiro, 1898).
> A simplicidade contém tudo e na simplicidade tudo é presente. Albert Camus
> acertou bem com esta nota: " Eu cresci com o mar e a pobreza para mim era
> luxuosa; então eu perdi o mar e percebi toda a luxuria cinza e a pobreza
> intolerável."
>
> Tradução daninha
>
> http://ervadaninha.blogger.com.br/
>
>



--
http://antizero.rg3.net



Dom, 12 de Jul de 2009 8:18 pm

janosbiro
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stanciolif
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11 de Jul de 2009
1:40 pm

Olá Felipe Eu gostei deste texto. Contém alguns termos que eu tenho discutido ultimamente, a respeito do afeto e do que significa amar. Para algumas pessoas,...
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12 de Jul de 2009
8:19 pm
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