Prezados,
Por sugestão do Sr. Gustavo Eulálio, venho apresentar-me ao grupo da lista Tupi.
Sou compositor e professor da Escola de Música da UFBa e tenho me interessado
pela língua tupi.
Ainda não sou capaz de escrever nesta língua por isso peço desculpas desde já.
Gostaria de saber se alguém pode me dar informações de onde encontrar lendas e
mitos indígenas e se alguém sabe se os nossos índios tem uma palavra específica
para música. Quero dizer, algumas culturas tem o que nós ocidentais chamaríamos
de música mas eles não a consideram como tal. Ela faz parte de uma série de
atividades grupais ou serve como meio de localização etc...
Agradeço qualquer informação.
Atenciosamente,
Ricardo M. Bordini.
Pessoal,
A lista Tupi está (já há alguns dias) utilizando um novo
dispositivo criado pela Onelist que permite à lista filtrar as mensagens
de forma a evitar que arquivos anexados passem adiante. Isto quer dizer
que apenas o texto das mensagens passará pela lista.
Fiz isto apenas para garantir um requisito que já havia para a
lista: Não enviar arquivos anexados nem mail HTML.
Qualquer dúvida ou observação, me escrevam.
Gustavo Eulalio
tupi-owner@onelist.com
On: Sun, 4 Jul 1999 01:48:30 -0300
Ricardo Mazzini Bordini wrote:
=---------=---------=---------=---------=
> Sou compositor e professor da Escola de Música da UFBa e tenho me
> interessado pela língua tupi.
Bem-vindo à lista.
> Ainda não sou capaz de escrever nesta língua por isso peço desculpas desde já.
> Gostaria de saber se alguém pode me dar informações de onde encontrar lendas
> e mitos indígenas
Também ainda não falo muito não. Tenho estado muito ocupado e os
estudos da língua têm ficado parados. Quanto às lendas e mitos, talvez
encontre algo na seguinte página: http://www.painet.com.br/~joubert/
> e se alguém sabe se os nossos índios tem uma palavra específica para
> música.
Não tenho idéia.
--
~~~~~~~~ Gustavo Eulalio ~~~~~~ guga@... ~~~~~~~~
~~~~~ "Machines should work, people should think." IBM ~~~~~
/"\
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X ASCII RIBBON CAMPAIGN - AGAINST HTML MAIL
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Bom Dia
Estou iniciando estudos sobre a lingua tupi e gostaria de saber se a palavra
"kaüi" é tupi e o que significa. Também preciso de nomes de dicionários
existentes,
tanto em português como em inglês.
tupi@onelist.com wrote:
> --------------------------- ONElist Sponsor ----------------------------
>
> How many communities do you think join ONElist each week?
> http://www.onelist.com
> More than 5,000! Create yours now!
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> ------------------------------------------------------------------------
> Para tirar as suas duvidas sobre a lista, vá a http://pagina.de/tupi
> ------------------------------------------------------------------------
>
> There are 2 messages in this issue.
>
> Topics in today's digest:
>
> 1. Arquivos Anexados
> From: Gustavo Eulalio <guga@...>
> 2. Re: apresenta=?ISO-8859-1?Q?=e7=e3o?=
> From: Gustavo Eulalio <guga@...>
>
>
_______________________________________________________________________________
>
_______________________________________________________________________________
>
> Message: 1
> Date: Mon, 05 Jul 1999 12:19:12 -0300
> From: Gustavo Eulalio <guga@...>
> Subject: Arquivos Anexados
>
> Pessoal,
>
> A lista Tupi está (já há alguns dias) utilizando um novo
> dispositivo criado pela Onelist que permite à lista filtrar as mensagens
> de forma a evitar que arquivos anexados passem adiante. Isto quer dizer
> que apenas o texto das mensagens passará pela lista.
> Fiz isto apenas para garantir um requisito que já havia para a
> lista: Não enviar arquivos anexados nem mail HTML.
>
> Qualquer dúvida ou observação, me escrevam.
> Gustavo Eulalio
> tupi-owner@onelist.com
>
>
_______________________________________________________________________________
>
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>
> Message: 2
> Date: Mon, 05 Jul 1999 12:19:13 -0300
> From: Gustavo Eulalio <guga@...>
> Subject: Re: apresenta=?ISO-8859-1?Q?=e7=e3o?=
>
> On: Sun, 4 Jul 1999 01:48:30 -0300
> Ricardo Mazzini Bordini wrote:
> =---------=---------=---------=---------=
> > Sou compositor e professor da Escola de Música da UFBa e tenho me
> > interessado pela língua tupi.
>
> Bem-vindo à lista.
>
> > Ainda não sou capaz de escrever nesta língua por isso peço desculpas desde
já.
> > Gostaria de saber se alguém pode me dar informações de onde encontrar lendas
> > e mitos indígenas
>
> Também ainda não falo muito não. Tenho estado muito ocupado e os
> estudos da língua têm ficado parados. Quanto às lendas e mitos, talvez
> encontre algo na seguinte página: http://www.painet.com.br/~joubert/
>
> > e se alguém sabe se os nossos índios tem uma palavra específica para
> > música.
>
> Não tenho idéia.
>
> --
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>
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PREZADO AMIGO(A):
SE POSSIVEL, LEIA COM ATENÇÃO!!!
A informação à seguir é algo que eu quase deixei escapar entre os dedos.
Afortunadamente, algum tempo depois, eu reli e dei um tempo a mim mesmo para
pensar e estudar este programa.
Meu nome é Nelson Pires e sou advogado, hoje aposentado. No ano passado tive
problemas financeiros; eu endividei minha família, meus amigos e meus
cartões de crédito acumularam uma divida de R$35.000,00 que eu tinha usado
para levar meu novo empreendimento adiante e sustentar minha família de 5
pessoas. Já não suportava as intermináveis reuniões para resolver o
problema.
Sendo cristão, sinceramente eu acreditava que era errado ficar devedor
daquele jeito e rezei fervorosamente por ajuda. Porém, não me deixei abater
por essa afirmação. Este e-mail não é para salvar sua alma. Este e-mail pode
mudar sua vida PARA SEMPRE........FINANCEIRAMENTE!!!!! Em dezembro de 1997
recebi este programa via e-mail. Não mandei ou pedi por isso. Simplesmente
pegaram o meu nome em alguma mala direta. GRAÇAS À DEUS POR ISSO! Após lê-lo
várias vezes para ter a certeza de que estava lendo corretamente, não pude
acreditar no que estava frente aos meus olhos. Diante de mim estava uma
fantástica máquina de fazer dinheiro. Eu poria quanto quisesse para começar,
sem me endividar mais ainda.
Após pegar papel e caneta e fazer os cálculos, conclui que teria, no mínimo,
meu dinheiro de volta. "Porque não? Pior que estava não poderia ficar".
Eu segui as instruções corretamente, enviei 250 e-mails e o dinheiro começou
a chegar; vagarosamente no inicio, mas após 3 semanas eu estava recebendo
mais cartas do que eu poderia abrir em um dia! Após mais ou menos 3 meses o
dinheiro parou de chegar. Tinha feito um registro preciso do dinheiro
recebido e, no final totalizava R$598.494,00!!!!!
Paguei todas as minhas dividas, comprei um carro novo, uma bela casa e
mandei mais 1.000 e-mails, em 3 meses eu recebi R$2.694.218,00!!!!!
POR FAVOR LEIA ATENTAMENTE ESTE PROGRAMA. ELE PODE MUDAR SUA VIDA PARA
SEMPRE!!!!!
Lembre-se disso: ele não funciona se não coloca-lo em pratica. Esta é uma
grande oportunidade com pouquíssimo custo ou risco para você. Se decidir
participar siga exatamente o programa e você estará no caminho da sua
segurança financeira.
Se você é um companheiro cristão e está com problemas financeiros, como eu
estava, considere isto um sinal. Se não é cristão, não faz mal, Deus quer o
bem para todos, isto é algo que mudará sua vida para sempre.
EU FIZ ISTO!!!!!DEUS TE ABENÇOE.
INSTRUÇÕES:
SIGA EXATAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO, E EM 3 MESES RECEBERÁ R$300.000,00
GARANTIDO.
Imediatamente mande R$2,00 para cada uma das seis pessoas da lista abaixo da
seguinte forma: Envolva as notas em um papel opaco e escreva neste papel
"Quero que meu nome seja incluído na sua lista de correspondência", coloque
em um envelope de segurança ( não transparente, simplesmente um envelope
normal ), e envie pelo correio para
cada uma das seis pessoas.
Quando você mandar os R$2,00 para cada uma das seis pessoas da lista, você
precisa escrever no papel que envolve o dinheiro: "Quero que meu nome seja
incluído na sua lista de correspondência" porque esta é a chave do programa!
ISTO É UM SERVIÇO 100% LEGAL, de acordo com a Legislação do Correio que diz
que tudo que é recebido deve ser trocado por um serviço ou produto. Este é o
serviço.
Após ter mandado os R$2,00 para cada uma das 6 pessoas, copie essa carta em um
novo papel, tirando o nome que está no número 1 e mudando os nomes
restantes uma posição acima ( o número dois para o número um, o três para o
dois, e assim por diante ). Então coloque o seu nome e endereço postal no
número seis. Não mude a seqüência dos nomes. Assim todo
mundo ganha. Não tente colocar seu nome em lugar diferente pois não
funciona.
QUANTO MAIS E-MAILS VOCÊ MANDAR, MELHOR SERÁ O RESULTADO.
RELAÇÃO DOS SEIS ENDEREÇOS QUE VOCÊ MANDARÁ O DINHEIRO ( R$2,00 CADA )
1-)FELIPE SALOMÃO - R. Carlos Villalva, 156 ap.153 - CEP 04307-000 -
São Paulo-SP
2-) VÍTOR DE CASTRO FUSARO - R. Mario Campolim, 345 - CEP 18047-600
- Sorocaba-SP
3-)BRUNO NUNES DE ABREU - R. Soares de Avelar, 482 - CEP 04306-020 -
São Paulo-SP
4-) GUILHERME H. N. G. BRONDI - R. Nogueira Martins, 343 ap.32 - CEP
18010-050 - Sorocaba-SP
5-) FÁBIO FERRACINI - R. Elias Ayres do Amaral, 246 - CEP 18081-350
- Sorocaba-SP
6-) EDUARDO BASILE - Cx. Postal 734 - CEP 18001-350 - Sorocaba-SP
COMO FUNCIONA ESTE PROGRAMA!!!! Digamos que você tenha por exemplo 3% de
retorno dos e-mails enviados, o que é uma estimativa bastante conservadora.
Nas minhas duas tentativas eu tive mais de 3% de retorno.
Quando você envia 250 e-mails, 7 pessoas lhe mandam R$2,00
Essas 7 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 52 pessoas lhe enviam R$2,00
Essas 52 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 350 pessoas lhe mandam R$2,00
Essas 350 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 2.925 pessoas lhe mandam
R$2,00
Essas 2.925 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 21.937 pessoas lhe mandam
R$2,00
Essas 21.937 pessoas enviam 250 e-mails cada uma e 164.527 pessoas lhe
mandam R$2,00
Neste ponto seu nome sai da lista, mas você recebeu R$397.664,00. Isto
funciona sempre, mas depende de quantos e-mails você envia. No exemplo acima
você enviou 250 e-mails.
Se você enviar 500 e-mails, você receberá R$821.420,00.
Por favor, confira todos esses cálculos você mesmo; tenha certeza que estão
corretos. Com este tipo de retorno você tem que fazer isto!!!Faça uma vez e
depois faça novamente. Somente tenha certeza de que você mandou R$2,00 para
cada uma das seis pessoas da lista acima, em envelopes não transparentes,
embrulhados num papel, dizendo que quer ser colocado em nossa lista de
endereços ( ISTO É QUE DÁ A LEGALIDADE DESTE SISTEMA ).
TODOS JUNTOS PODEREMOS PROSPERAR!!!!!!!!NÃO PERCA TEMPO.
OBS: Não é preciso enviar os 250 e-mails de uma só vez. Vá enviando aos
poucos. Em pouco tempo você terá enviado todos. Lembre-se que você decide
quantos e-mails enviar. Quanto mais , melhores chances de obter resposta.
JAMAIS MUDE A SEQUENCIA DOS NOMES.
Agora que você percebeu como funciona o SISTEMA DE AJUDA MÚTUA, imprima o
texto acima, colocando o seu nome no nº6, e envie rapidamente.
Não esqueça de enviar R$2,00 à cada uma das pessoas da relação, dizendo que
quer ser colocado na nossa lista de endereços.
BOA SORTE!!!!!
Acabei de me inscrever na lista de discussão, mas estou um tanto perdida por
aqui...tenho estudado a língua tupi há um ano e meio e gostaria muito de trocar
idéias com pessoas que também estão tentando resgatar um pouco das nossas
raízes.
Ola amigos!
Recebi recentemente um e-mail do "como fazer dinheiro facil" de um tal
Nelson Pires
Fico irritadissimo com estas picaretagens.
Gostaria de saber se isto e permitido.
Antonio César Ferreira
Stora Sällskapets väg 12 phone: 08 646 3055
127 31 Stockholm e-mail: cesar.f@...
Sweden
On: Sat, 17 Jul 1999 10:59:16 +0200
Antonio César wrote:
=---------=---------=---------=---------=
> Recebi recentemente um e-mail do "como fazer dinheiro facil" de um tal
> Nelson Pires
>
> Fico irritadissimo com estas picaretagens.
>
> Gostaria de saber se isto e permitido.
Não é permitido não, Antonio César. A pessoa que fez isso já foi
desligada da lista e denunciada à Onelist.
Aproveito para avisar a quem estiver pensando em fazer o mesmo
que o outro senhor, que outro(s) suspeito(s) já está(ão) sendo
monitorado(s).
--
~~~~~~~~ Gustavo Eulalio ~~~~~~~~~ guga@... ~~~~~~~~
~~~~~~~ "O Pateta usa teclado. O Mickey Mouse", anônimo ~~~~~~~
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Acredito que este pequeno grupo venha a ser um grande contributo para se evitar
a perenidade da lingua Tupi.Achei que a minha maneira de contribuir seria
participar da lista e por isso me inscrevi. Nao pratico a lingua emuito pouco
dela conheco. Nao tenho qualquer experiencia (pratica ou teorica). No entanto,
sem cultura, sem passado, sem historia e sem folclore, nao ha futuro
sustentavel. Parabens para quem teve a iniciativa da lista, e espero que, dentro
das minha limitacoes, eu tambem possa colaborar. Um grande abraco a todos. Jose
Honorato.
Pessoaaaal! Esta lista - como a maioria das listas ONElist - anda meio
parada ultimamente... será q todo mundo saiu de férias?
Dr. Jones,
Brazil
'nX wD' Snb
Férias não, mas meu computador velho pifou de vez, e tive que comprar uma
novo. Estou me acostumando . . .
Kendall
----- Original Message -----
From: dtmaster <dtmaster@...>
To: <tupi@onelist.com>
Sent: Wednesday, August 04, 1999 9:17 AM
Subject: Re: [tupi] Digest Number 61
> From: "dtmaster" <dtmaster@...>
>
> Pessoaaaal! Esta lista - como a maioria das listas ONElist - anda meio
> parada ultimamente... será q todo mundo saiu de férias?
>
>
> Dr. Jones,
> Brazil
> 'nX wD' Snb
>
>
>
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>
> ONElist members are using Shared Files in great ways!
> http://www.onelist.com
> Are you? If not, see our homepage for details.
>
> ------------------------------------------------------------------------
> Duvidas? Visite: http://pagina.de/tupi
> Ou envie um e-mail para: tupi-owner@onelist.com
>
On: Wed, 4 Aug 1999 11:17:05 -0300
dtmaster wrote:
=---------=---------=---------=---------=
> Pessoaaaal! Esta lista - como a maioria das listas ONElist - anda meio
> parada ultimamente... será q todo mundo saiu de férias?
Cara,
No meu caso, é falta de tempo mesmo. Não tenho tido muito
contato com material em tupi ultimamente. Precisamos mesmo estimular
algum movimento aqui. Alguma idéia?
[]'s
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-------- Gustavo Eulalio --------- guga@... --------
------ "Ima^go estas pli grava ol scio." Albert Einstein ------
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On: 4 Aug 1999 11:37:09 -0000
jose.botelho wrote:
=---------=---------=---------=---------=
> Acredito que este pequeno grupo venha a ser um grande contributo para
> se evitar a perenidade da lingua Tupi.Achei que a minha maneira de
> contribuir seria participar da lista e por isso me inscrevi. Nao
> pratico a lingua emuito pouco dela conheco. Nao tenho qualquer
> experiencia (pratica ou teorica). No entanto, sem cultura, sem passado,
> sem historia e sem folclore, nao ha futuro sustentavel. Parabens para
> quem teve a iniciativa da lista, e espero que, dentro das minha
> limitacoes, eu tambem possa colaborar. Um grande abraco a todos. Jose
> Honorato.
Bem-vindo à lista, José Honorato. É bom saber que você se
interessa tanto assim. Obrigado pelo apoio.
Obrigado também pelos parabéns, eu criei a lista, achava que o
tupi tinha pouco espaço na internet e resolvi criar a lista não só pra
praticar o meu tupi (que estava começando a estudar na época -- ainda
não evolui muito por falta de tempo pros estudos da língua), mas também
pra estimular a proliferação de material sobre o assunto na rede.
Abraços,
--
~~~~~~~ Gustavo Eulalio ~~~~~~~~~ guga@... ~~~~~~~
~~~~~~ "Minha língua é minha pátria.", Fernando Pessoa ~~~~~~
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Eu sugiro que aqueles que saibam de alguma historia sobre os falam a língua
Tupi que passe para a gente que não sabe. Também seria interessante saber
aspectos culturais nativos do idioma Tupi, sua extensão geográfica, e
difusão.
Eu só posso dar algumas informações sobre os Yanomamis.
Mas de acordo com os dados contidos no livro Women of the Forest, dos
autores Yolanda Murphy e Robert F. Murphy (Columbia University Press, New
York, Second Edition, 1985; páginas: 26, 29, e 78), o idioma Tupi é falado
em "focos isolados nas florestas dos rios Araguaia, Xingú, Tapajós, e
Ucaiali, assim como no Paraguai e Guiana Francesa. A maioria do povo da
língua Tupi foram destruídos por doença e guerra, ou assimilaram na cultura
cabocla e fazem parte da população do vale do Amazonas."
Os autores falam de um grupo de nativos chamado Mundurucú, localizados
entre os rios Tapajós e Das Tropas, às margens do rio Cururú, no sul do
estado do Pará, na fronteira com Mato Grosso. Mundurucú é um idioma que
deriva do Tupi, e é relacionado ao idioma dos indios Curuaya do rio Xingu.
E este é um pequeno aspecto do idioma Tupi.
Alguém tem mais?
Ariane Dalla Déa
tocantin@...
Saudações!
Ao ingressar na lista de discussões sobre a língua tupi enviei uma
mensagem inicial, conforme o recomedado. Percebi que não houve retorno,
mas mesmo assim, envio algumas informações com a esperança de que as
mesmas sejam de bom proveito aos aprendizes da referida língua.
Sou aluna da Universidade de São Paulo e estudante de tupi antigo.
Talvez as informações que se seguem não sejam inéditas, pois a mídia se
encarregou de divulgá-las há algum tempo.
Sobre o estudo do tupi antigo, o professor-doutor da Universidade de
São Paulo Eduardo de Almeida Navarro publicou em 1998 a primeira edição
do "Método Moderno de Tupi Antigo" (Editora Vozes). Curso prático e
dinâmico, cuja eficiência tem sido testada e aprovada no próprio curso
de Letras da universidade, o livro circula em 1999 na sua já segunda
edição e pode ser encontrado nas boas livrarias. Ao contrário das obras
do Padre Lemos Barbosa, o novo método aborda o tupi antigo de forma
didática e estimuladora. Ótimo para quem deseja iniciar os estudos da
língua tupi e resgatar um pouco das nossas raízes.
Não há ainda qualquer material sobre o livro na internet, mas há (em
andamento) a formação de uma ONG, com o nome de "Tupi Aqui" e o
objetivo de divulgar a língua falada na ocasião da chegada de Pedro
Álvares Cabral ao Brasil em 1500. Para o próximo ano, quando este país
"comemora" os 500 anos da chegada dos portugueses, será lançado um
dicionário de tupi antigo com fontes de textos quinhentistas (José de
Anchieta, Antônio de Araújo, Luís Figueira), assim como uma fita
cassete/cd-rom com gravações das lições do "Método Moderno de Tupi
Antigo".
Espero ter contribuído de alguma forma com a lista. (Dizem que ela
anda meio parada...)
Um abraço a todos.
Roberta
_____________________________________________________________
Do You Yahoo!?
Free instant messaging and more at http://messenger.yahoo.com
On: Fri, 6 Aug 1999 02:58:30 -0300 (ART)
R K wrote:
=---------=---------=---------=---------=
> Ao ingressar na lista de discussões sobre a língua tupi enviei uma
> mensagem inicial, conforme o recomedado. Percebi que não houve retorno,
> mas mesmo assim, envio algumas informações com a esperança de que as
> mesmas sejam de bom proveito aos aprendizes da referida língua.
Culpa minha, a falta de retorno. Eu costumo responder às
mensagens de introdução dos novos assinantes. Desculpe.
> Sobre o estudo do tupi antigo, o professor-doutor da Universidade de
> São Paulo[,] Eduardo de Almeida Navarro publicou em 1998 a primeira
> edição do "Método Moderno de Tupi Antigo" (Editora Vozes).
É o livro por onde comecei a estudar. Por causa disso criei esta
lista. Já tive a oportunidade de falar com o prof. Navarro através do
e-mail de um seu amigo (aluno?) que repassava as mensagens. Ele me falou
inclusive da ONG que estava querendo criar.
> [...] será lançado um
> dicionário de tupi antigo com fontes de textos quinhentistas (José de
> Anchieta, Antônio de Araújo, Luís Figueira), assim como uma fita
> cassete/cd-rom com gravações das lições do "Método Moderno de Tupi
> Antigo".
Fiquei sabendo há pouco tempo que foi lançado um dicionário de
tupi por Joubert di Mauro (http://www.painet.com.br/joubert). Não tive a
oportunidade de dar uma olhada, porém. Joubert tem um curso de tupi na
internet.
[]'s
--
~~~~~~~~ Gustavo Eulalio ~~~~~~~~~~ guga@... ~~~~~~~~
~~ "Caia a faca no melão ou o melão na faca, o melão sofrerá" ~~
~~ Provérbio chinês ~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
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Já enviei esta referência outra vez à lista...
creio sê-la bastante útil...
também indico buscarem no site do CIMI
www.cimi.org.br
onde encontrarão referências e indicações de outros links...
existem trabalhos muito interessantes do Benedito Prezia sobre língus
indígenas...é só ir pro "Jornal Porantim" nesta página...
SAMPAIO, Teodoro. O tupi na geografia nacional. São Paulo :Editora
Nacional, 1987. 360p.
RODRIGUES,Aryon Dall'Igna. Línguas brasileiras, para o conhecimento
das línguas indígenas. São Paulo : Loyola, 1986.134p.
BARBOSA, A. Lemos. Curso de tupi antigo. Rio de Janeiro : Livraria
São José, 1956.
______________ Pequeno vocabulário Português-Tupi. Rio de Janeiro
:Livraria São José, 1970.
EDELWEISS, Frederico. Tupis e guaranis, estudos de Etnonímia e
Lingüística.Salvador : Museu do Estado da Bahia, 1947. 220p.
____________________ O caráter da segunda conjugação tupi. Salvador
:Universidade da Bahia & Livraria Progresso, 1958. 157 p.
___________________ Estudos Tupis e Guaranis. Rio de Janeiro :
Brasiliana,1969. 304p.
___________________ Lições de Etimologia Tupi. Salvador : UFBA,
1986.40p.
Espero que seja útil a você e aos demais integrantes da lista.
Augusto
Pessoal, eu criei uma página com os livros listados aqui. Quem
quiser dar uma olhada, visite: http://guganet.8m.com/tupi/livros.html
Quem tiver algo a acrescentar ou corrigir, é só dizer.
[]'s
--
------- Gustavo Eulalio ---------- guga@... -------
----- "Antes, eu não era perfeito. Me faltava modéstia." -----
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Meus caros colegas:
Seguindo a sugestão de uma colega desta lista, achei interessante remeter
para vocês um texto em espanhol retirado de um site da internet. Sei que o
texto é longo, mas acredito que seja muito interessante e compensador pela
riqueza da análise feita pelo autor e sobretudo por nos mostrar o quanto a
lingua Guarani, falada atualmente por cerca de 90% dos paraguaios, tem
realmente tanta semelhança com o nosso Tupi. Através do estudo do Guarani
moderno podemos entender melhor o Tupi e sobretudo preencher alguma lacuna
de tratados atualizados sobre o nosso nheengatu.
Roberto Harrop Galvão
Recife, Pernambuco (Paranãbuca)
EL GUARANÍ.
Relación naturaleza-lenguaje a través de la informática.
Por Enrique González
Facultad de Ciencias Políticas y Sociales.
Universidad Nacional de Cuyo.
Mendoza. Argentina.
UN DICCIONARIO EXPERTO
LA INFORMATICA ABRE NUEVOS SENDEROS
HACIA LA COMPRENSION DE LOS ORÍGENES DE LA LENGUA
INTRODUCCIÓN
Un automóvil que permite trasladarse con comodidad y rapidez, es en cierta
forma una prolongación de nuestras piernas. Ningún elemento mecánico es allí
arbitrario, ni siquiera lo suntuario, todo lo que allí encontramos responde
a necesidades reales, físicas o sicológicas. Así nace y se perfecciona un
automóvil, respondiendo a exigencias de uso que no excluye ni las cosas
indispensables ni las pretensiones de nuestro ego. A través del tiempo
nuevas exigencias, impensados problemas y fallas de funcionamiento lo fueron
enriqueciendo. Si en algún momento se agregó algo no necesario, se desechó
poco después de su aplicación, también aquí ocurre algo así como "la
supervivencia de lo más apto". Supongamos por un momento que más allá de
Andrómeda una civilización avanzada recibe como regalo anónimo un automóvil
en perfecto estado de funcionamiento, acompañado de un completo manual de
instrucciones para su uso y además, un mapa estelar que ubica en el espacio
nuestro planeta celeste. Si esa máquina cae en manos de un ser con espíritu
científico, por consiguiente curioso, lograría descubrir allí una inagotable
información sobre nosotros. Nuestra estructura física, altura, peso,
temperatura, forma de visión, descubrirían también que tenemos dos brazos
con manos y dedos, dos piernas, la manera de sentarnos, de caminar, de mover
la cabeza... podrían calcular la gravedad de la Tierra, el tamaño del
planeta, el aire, la visibilidad, la temperatura máxima y mínima del suelo,
su textura, su dureza... El límite de estos descubrimientos estaría dado
solamente por la capacidad de observación y la inteligencia del receptor del
regalo. Para esos seres, este automóvil dejaría de ser sólo una máquina que
permite trasla darse con facilidad y velocidad de un lugar a otro para ir
más allá y describir al usuario y al ambiente que lo rodea.
Una lengua es una herramienta que permite exteriorizar, comunicar ideas y
transmitir conocimiento. Una lengua es la forma sonora o visual de nuestro
pensar. Una lengua es el vehículo que hace posible la comunicación. A
diferencia de los animales y las plantas, somos viajeros sin equipaje,
partimos siempre de "conocimiento nulo", llegamos al mundo sin memoria, sin
saber, todo es necesario adquirirlo desde cero. La lengua hizo posible que
llegáramos a la luna porque nos permitió transmitir el conocimiento
adquirido y acumulado por otros durante siglos. Eso es la lengua para
nosotros: una herramienta para transmitir y perpetuar el conocimiento.
Cambiemos ahora el automóvil por un diccionario con correcta traducción a la
lengua de aquellos seres imaginarios que viven más allá de Andrómeda y
enviémoslo allá. Esa lengua terráquea podría decirles mucho de sí misma y de
la gente que la utiliza, bastaría solamente saber "qué" y "cómo" preguntar.
La lengua, en cierta forma describe al pueblo que la utiliza. Nos interesa
la lengua y su origen, queremos que ella nos hable de sí misma. ¿Cómo
hacerlo? Las posibilidades son muchas, pero nos limitaremos simplemente a
mostrar cómo estamos resolviendo los problemas que se presentan. Un
diccionario será nuestro único objeto de estudios.
METODOLOGÍA
No hay nada más ordenado que un diccionario, ese es su mayor mérito, pero
en este caso, para nuestra tarea, ésta es su mayor desventaja. Necesitamos
ante todo agrupar palabras para compararlas, ésta es la única manera de
descubrir vínculos, por consiguiente es indispensable que el diccionario
abandone su estructura fija para que se reagrupe de muchas maneras
diferentes. Reconozcamos que esta tarea se acerca a lo imposible. Hay otra
desventaja: el exceso de información de un diccionario. Todo aquello que no
se relaciona con lo buscado distrae, es indispensable entonces despojar al
diccionario de todo lo innecesario cada vez que se haga un análisis
determinado. Miguel Angel prefería la escultura a la pintura. Él decía que
el exceso de mármol en un bloque oculta una imagen en su interior, por
consiguiente, bastaba con quitar los trozos innecesarios para liberar
aquella escultura que ya estaba presente allí, una obra de arte que el
exceso de material impide ver. Esta es una imagen poética cargada de
significado. Es posible que en nuestro caso ésto sea algo más que una analogía.
Intentamos trabajar "manualmente", pero la tarea fue ardua y los frutos
escasos, el diccionario facilita la búsqueda de palabras con determinados
prefijos, pero buscar sufijos se hace imposible y es totalmente absurda la
búsqueda de infijos. Estábamos seguros que la informática podía dar una
respuesta a ésto, necesitamos un diccionario muy especial, un diccionario
capaz de reordenarse para agrupar afijos o trozos internos de raíces o -por
qué no- palabras parecidas. Así nació, después de varios meses de placentero
trabajo un programa de computación al que podríamos llamar: "diccionario
experto", -utilizamos la palabra "experto" y no "inteligente" ya que la
computadora es "rápida", "memoriosa" y tal vez "hábil", pero no inteligente,
sólo donde hay vida hay inteligencia-. Este diccionario busca, separa,
reordena, compara, cuenta, traduce, agrupa, encuentra palabras idénticas o
parecidas, las ordena y las imprime en escasos segundos, no importa lo
complejo de la tarea solicitada. No creemos necesario explicar aquí cómo lo
hicimos, cómo funciona ni cómo realiza las tareas ya que ésto no hace a la
finalidad de esta investigación, por otra parte, este tema sólo puede
resultar interesante para algunos informáticos obsesivos. Aunque la tarea de
reordenar diccionarios parezca fútil y poco científico, no lo es, los
resultados obtenidos son algo más que curiosos. Por otra parte, este
diccionario experto no hace más que cumplir con una tarea primordial de la
ciencia: "encontrar vínculos".
RESULTADOS
La estructura del programa permite la incorporación de cualquier lengua
para su análisis. Deseamos investigar una lengua indígena y para comenzar
nos inclinamos por el guaraní. Una bellísima lengua plagada de curiosas
leyendas sobre la naturaleza, que deja al descubierto un profundo amor y
respeto por todo lo que nos rodea. Sus sonidos nasales y guturales acercan
su prosa a la poesía y a la música. En una primera búsqueda dice el
diccionario que hay casi tantas vocales (12) como consonantes y que todas
sus palabras terminan en vocal, sin ninguna excepción, ésto no es normal,
debe tener un significado. Para saber qué aportaron otras lenguas al
guaraní, le pedimos que busque palabras similares al castellano y nos dice
que "Cavayú" se parece a "caballo" y que ambas palabras significan lo mismo.
Apresuradamente llamaríamos a ésto "neologismo!", pero aquí hay más
información que es necesario leer. El no tener una palabra propia para ese
animal, significa que los guaraníes no conocían el caballo y se utilizó la
palabra castellana porque fueron los españoles quienes lo trajeron. Vemos
que "guasú" significa "grande" y también "venado". Eso quiere decir que el
venado era el animal más grade que conocían. Si buscamos en el diccionario
todos los animales más grandes que el venado, tienen nombres tomados del
castellano, son neologismos. No había en esas tierras ningún animal que
superara el tamaño del venado. En sánscrito, la palabra "fuego" deriva de
"madera contra madera", en guaraní se dice "tatá", significa literalmente
"piedra contra piedra". En ambas lenguas la palabra no sólo identifica un
hecho sino lo describe y nos permite saber que posiblemente en América del
Sur el fuego nació de esta manera y no de otra. Es curioso, con sólo alterar
el orden del diccionario, en una búsqueda diferente, logramos relacionar
palabras, comenzamos a ver hechos que no conocíamos.
En Sánscrito las palabras "luna", "mes", "menstruación", y "madre", que a
primera vista no parecen tener ninguna relación, se denominan con una misma
palabra "ma". Veamos que ocurre en guaraní: "luna" se dice "yasï", y "mes"
también se dice "yasï, "menstruación" se dice "yasï-i" (agua de la luna) y
la palabra "yasï" misma, literalmente significa "nuestra madre". Una extraña
abstracción idéntica entre dos lenguas que no tuvieron, aparentemente,
ningún contacto en tiempo ni en espacio. En arameo "abba" significa
"hombre", "persona", "ser humano", de allí proviene nuestro vocablo "abad".
En Guaraní "avá" también significa "hombre", "persona", "ser humano".
Calificar a ésto como neologismo parece apresurado, allí hay algo más. Ya
que hemos mencionado la palabra "avá" es necesario aclarar que "Guaraní" es
una palabra impuesta por los españoles, esta gente, entre ellos se llamaban
sólo "avá" (hombre) y a su lengua le llamaban "aváñe-ë" (el hablar del hombre).
Una de las raíces más frecuentes es "ïvï", significa "tierra". De ella
derivan abstracciones muy profundas. "Ïvïi" (literalmente "tierrita")
significa "humildad". Es curioso que nuestra palabra "humilde" viene del
latín "humus" que también significa "tierra". "Guaïvï" (literalmente: "que
se parece a la tierra") significa "anciana"; anciana, ïvïrá" (lo que será
tierra) es "árbol o madera"; "ïvïraakape" (madera-cabeza-chata) es
"garrote"; "ïvïrayeré" (madera que gira) es "carreta"; "ïvï-a" (lo que
aparece de la tierra) es "papa"; "ïvïpora" (tierra linda) es "habitante,
gente"; "ïvïhexa" (mirar la tierra) es "modestia"; "ïvïpé" (tierra chata) es
"llanura"; "ïvïvaí" (tierra fea) es "desierto"; "jhakuïvï" (tierra caliente)
es "mala situación", "ïvïjhata" (tierra dura) es "piso"; "ïvïcaräi" (arañar
la tierra) es "arar"; "ïvïtï" (humo de la tierra) es "neblina"; "ïvïcuá"
(agujero de la tierra) es "caverna"; "ïvïririi" (tierra que tirita) es
"terremoto"; "ïvïuu" (tierra que se hunde) es "barro"; "ïvïatambé" (tierra,
dura, chata) es "adobe"; "ïvïtiyurútatá" (tierra, punta, boca, fuego) es
"volcán", otro sinónimo es "tatácuarusú" (literalmente: "pozo con fuego que
crece"). Nos hemos limitado a mostrar sólo unos pocos de los derivados de
"tierra"; algunas de estas palabras son fotografías precisas de la realidad
(volcán, adobe, arar), otras son abstracciones que nacen de una profunda
observación (anciana, humildad, habitante).
El nombre que reciben los animales es casi un sobrenombre familiar que
describe aquellas cualidades más visibles, el guaraní lo hace de una manera
fotográfica: "Piraña" (literalmente: "pez y huir"), no sabemos si es el pez
el que huye o ésta debe ser la actitud a tomar por el observador, pero la
advertencia está. "Pikïpé" es "mojarrita" (pequeño y chato). "Ïsótatáura" es
un gusano peludo, esta palabra está compuesta por tres raíces:
"gusano-fuego-miasis", la palabra no sólo lo describe sino que nos previene
que hay cierto riesgo al tocarlo. "Piráguïrá" es "pez volador", está
compuesta por las palabras "pez" y "pájaro". "caucau" es "ánade" ("cau" es
"borracho"), podemos imaginar el zigzagueante caminar de ese pato. "Ñandú",
(Lit. "ruido y huir"). "Guïrá" es "pájaro" (lit. "lo que descenderá").
"Tapití" (entrepiermas y nariz) es "liebre" , la vemos así, observando
agazapada con su nariz entre sus patas delanteras. "Yakaré", (lit. "sobre el
agua nada más que la cabeza"). "Ïvïrácuatí" ("árbol", "agujero" y "nariz")
es "ardilla", no deja de ser una hermosa instantánea de la ralidad. "Ca-i"
es "mono" (lit. significa "raquítico" o "sequito"). "Acayumá" es "caimán",
(Lit. "cabeza que aparece y gira"). "Ïpé" es "pato" (está formada por "agua"
y "chato"). "Varéru-ä" es "ardilla" (Lit. "que se va a la copa del árbol").
"Tu-icä" es "tucán" (Lit, "pajaro" y "hueso"). "Cururú" es "sapo" (está
compuesta por "lengua" e "hincharse"). "Kïyú" es "grillo" (piojo negro)
"kïpë" (piojo chato) es "ladilla", "kïmbú" es "gorgojo" (piojo y ruido),
"kïrupi-a" (huevo de piojo) es "liendre", "suruví" (entrar violentamente y
esquivar), "piráguá", (que se parece a un pez). Una extraña aritmética de
letras al servicio de la comprensión. Veamos ahora algunos ejemplos curiosos
con la palabra "boca".
"Yurupïté" significa "beso" y está formada por las palabras "yurú" (boca) y
"pité" (chupar). "Yurujhe" (hambre), compuesta por "yurú" (boca) y "he"
"sabor". "Yurumbï-iï" (boca blanda) es "delator" . "Yurucuä" (boca y dedo)
es "pedigüeño". "Yurutie-ï" (boca mala) es "grosero" . "Yuruvaí" (boca fea)
es "guarango". "Yuruyi" (boca quemada) es "cuentero". "Yurujhe-ë" (boca
dulce) es "afable". "Yurucá" (boca y golpe) es "sofrenar". "Yurupeteï" (una
sola boca) es "concordia". Son abstracciones realmente profundas, nacidas de
una suma elemental de palabras muy simples. Prosigamos un poco más con
conceptos más complejos. "Arasá" significa literalmente "atado al tiempo",
se traduce como "haragán". Veamos otras sobre el mismo tema. "Yaguáyucá"
significa "matar perros", quiere decir "vagancia". Aquí el lingüista debe
hacer silencio para dar paso al filósofo. Algunas más. "Acäcuchú" (cabeza
débil) se traduce como "insensatez". "Acasä" (cabeza atada) es "casado" o
"preso". "Jhacä" (rama), "jhacä-o" (podar), "jhacai" (brote). De aquí
podemos deducir fácilmente que la palabra "hacai-o" significa "desgajar",
literalmente, pero su significado real es "indagar". No deja de
sorprendernos la profundidad de este razomaniento. "Hacaioha" (el que saca
los brotes) significa "curioso". Creemos que esto va un poco más allá de un
observación profunda. Otro ejemplo: "hacasa-i" (rama y ojo) significa
"explicación". "Jhaïi" es "semilla", "jhaïio" (sacar las semillas) significa
"explicar". "Jhembéjhembé" (labio contra labio) es "perplejidad".
"Jhembeyo-a" (labios encimados) es "malhumorado". El diccionario guaraní se
ha transformado en un libro para pensar.
Veamos algunos ejemplos de abstracciones muy especiales. "Tová" significa
"cara", "tovao" (sacar la cara) es "reprender", "tovapeté" (cara y golpe) es
"cachetada", "továmocöi" (cara y dos) es "hipocresía", "továätä" (cara y
dura) es "atreverse", "tovaïvá" (cara levantada) "embelezado", "tovatavï"
(cara e ignorante) es "tonto", "tovaï" (cara pequeña) es "enfrente" de ese
tamaño vemos una cara cuando no está cerca, "tovasï" (cara y madre) es
"serio", "hovatacurú" (cara y hormiguero) es "amargado", Dejemos la palabra
cara para ver otras palabras ingeniosas: "Cuatiáñeë" (papel y hablar) es
"libro", "ñeëcuatiá" (hablar y papel) es "leer", "ara" (lo que aparecerá) es
"cielo", "arandú" (cielo y ruido) es "sabio", "cuatiaarandú" (papel y sabio)
es "libro", "tupäcuatiáñeë" (dios, papel y hablar) es "Biblia",
"Ñeënguerïrú" (chisme y vaina, algo así como un estuche de cuentos) es
"diccionario". Veamos ahora algo sobre el "saber": "mboe" (hacer decir) es
"enseñar", "hesapea" (abrir los ojos) también es "enseñar", "tevio" (sacar
lo tonto) y "cuaaucá" (hacer saber) significan tambien "enseñar", "cuaácuaá"
(saber-saber) es "aprender", "taïio" (sacar las semillas) es "explicar",
"araí" (cielito) es "nube", "täimbú" (diente y ruido) es "hambre", "moñái"
(diosito) es "astuto", "tembéa" (labio separados) es "tonto", "ropeguá"
(como vaina de semillas) significa "familia". Creemos innecesario cualquier
comentario sobre estas poco frecuentes abstracciones.
CONCLUSIONES
Muchas veces nos hemos tentado a opinar que el guaraní es una lengua
artificial, creada en laboratorio. Esta no es una idea tan extraña ya que
muchos afirman lo mismo de la lengua aymara. Su estructura casi matemática
está más cerca de la lengua artificial Esperanto que de las lenguas
naturales, las abstracciones formuladas están más cerca de la "lógica
difusa" de los nuevos ordenadores fotónicos que de la lógica de Aristóteles
y Santo Tomás. ¿Cómo es posible que una lengua no controlada por una
Academia no se haya alejado de sus raíces con el paso de los siglos? ¿Cómo
nació esta lengua? Buscando la etimología de palabras castellanas nos
acercamos al inglés, al árabe, al latín, al griego, al sánscrito, al arameo,
buscando la etimología de palabras guaraníes no encon tramos otras lenguas,
no llegamos al ruido de otras palabras sino al silencio de la naturaleza.
Tal vez el guaraní fue el primer lenguaje que habló el ser humano, tal vez
nació imitando la realidad y por eso es tan simple en su complejidad, porque
la naturaleza hace las cosas de la manera más simple posible. Es indudable
que el guaraní no desciende de ninguna lengua, sólo "brota" naturalmente
desde un observar puro del mundo que nos rodea.
Homero nos habló de "Euritmia", algo así como los "gestos y ademanes" de
las letras. Para tener una idea aproximada mencionaremos sólo algunos
significados. Para los griegos ya las letras tenían significado antes de ser
sílaba y antes de transformarse en palabras: -la "A" nos habla de algo
claro, abierto, la "E" significa propio, hacer, decir, la "I" es algo fino,
delgado, pequeño, la "O" es para lo hueco, redondo, la "U" es para definir
algo oscuro, blando, penetrante- . Dijo además que la "T" significa "tocar"
como lo hace la lengua en el paladar al pronunciarla, la "V" tiene que ver
con el desplazamiento o con el aire, como lo hacen los labios al
pronunciarla, la "K" empuja o golpea como lo hace la lengua contra el final
del paladar y así con las demás. Los poemas podían "bailarse", por llamarlo
de alguna manera, también las palabras y las letras podían mostrar una
especie de danza en la Grecia antigua, los brazos, el cuerpo, las piernas
imitaban los movimientos de la boca que recitaba el poema. Estos valores,
estos gestos de las letras, no coinciden con ninguna lengua que no sea el
griego, pero nos asombra ver que sí actúan exactamente de esta manera en
guaraní. Al parecer en guaraní las consonantes no son letras con vida
propia, son gestos que se hacen con la boca imitando lo observado, son la
medida de la deformación que deben sufrir las vocales. Las consonantes
siempre van acompañadas de una vocal ya que solas carecen de significado,
las consonantes son calificativos que preceden a las vocales, es por eso que
ninguna palabra en guaraní termina en consonante. Nos animamos a decir que
pueden inventarse, fabricarse palabras basándose en las descripciones de
Homero y la Euritmia, que luego serán comprendidas perfectamente por
cualquier persona que hable guaraní, aunque nunca las hubiera oído antes. En
guaraní no solo las palabras tienen su significado, también las sílabas y
cada una de las letras tienen su propio significado. No intentamos
extendernos aquí sobre este tema, aún no salimos del asombro que estas
"coincidencias" nos provocan y queda aún mucho por develar. Este trabajo no
intenta demostrar nada en especial, va más allá, pretende ser sólo una
fervorosa invitación a observar algo diferente.
En este trabajo mostraremos sólo un poco más de cien ejemplos, creemos que
son suficientes para despertar interés, pero se han acumulado más, muchos
más, cerca de 2.500. La computadora lanza por hora tantos ejemplos que no
alcanzamos a analizar en semanas. Estamos leyendo un libro que parece no
tener fin. Otras lenguas estan aguardando turno junto al ordenador: el
aymara, el quechua, el huarpe, el mapuche, el araucano... estamos seguros
que todas ellas intentan comunicarnos algo. Hay cosas detrás de las palabras
que sólo son visibles para las mentes alertas y la computadora es una buena
herramienta, al ser más veloz y más memoriosa se transforma en una
prolongación de nuestra mente, sólo hay que aprender a preguntarle y
escucharla en silencio evitando partir de una conclusión. En sus comienzos,
la computadora fue diseñada sólo para calcular, hoy se ha transformado en
una especie de "microscopio" para las limitaciones de la mente. Si sabemos
decirle "qué" hacer, la computadora ya ha aprendido "cómo" hacerlo.
Con respecto a la ortografía de las palabras guaraníes utilizadas nos hemos
limitado a la que propone el "Nuevo diccionario español-guaraní,
guaraní-español" de Antonio Ortiz Mayans, Editorial Universitaria de Buenos
Aires, Buenos Aires, (1980), ya que aún persisten algunos desencuentros al
respecto y no supimos qué otro criterio adoptar. Como en nuestra computadora
no tenemos acento circunflejo, en algunas ocasiones nos vimos obligados a
utilizar diéresis, pedimos disculpas. De todas maneras, esta forma de
escritura se utiliza sólo porque fueron los españoles quienes conquistaron
esas tierras, si hubieran sido los chinos los primeros en llegar,
aceptaríamos que el guaraní se expresara a través de ideogramas. Es muy
posible que este hipotético hecho hubiera beneficiado mucho a la lengua pues
se adapta mejor a su estructura. Veamos algunos ejemplos.
Si al ideograma chino "agua" le agregamos "boca" tenemos la palabra "baba";
"agua" más "ojo" es "lágrima"; "agua" más "luna" es "menstruación". En
guaraní los sonidos de las palabras son diferentes, pero la abstracción es
idéntica, estas palabras y muchísimas más así se forman y eso significan. Si
al ideograma chino (o a la palabra guaraní) "hablar" le agregamos "perro"
significa "ladrar", si lo reemplazamos por "pájaro" se transforma en "trino"
y así con otros animales, los sonidos son todos diferentes, pero la
abstracción es la misma, también así se forman esas palabras en guaraní.
Podemos observar aquí otro mecanismo parecido. "Tague" es "pelo" pero si le
agregamos "oveja" significa "lana", si la reemplazamos por "caballo"
significa "crin" si ponemos en su lugar "pájaro" significa "pluma", todo
esto en chino y en guaraní. Si a "tague" (pelo) le agregamos la letra "o"
significa "cortar el cabello" si agregamos "oveja" será "esquilar", con
"caballo" será "tusar" y con pájaro", "desplumar". Si bien los ideogramas
son infinitamente más complejos e imprácticos, hubieran sido mucho más
adecuados para expresar el guaraní. Veamos algunos ejemplos más: "Ñeë" es
"hablar" si le agregamos el sufijo diminutivo "i" lo trasformamos en
"lacónico", si le agregamos el aumentativo "guasu" significa "insolencia".
"Hablar" más "dulce" significa "adular" si le agregamos "malo" será
"insultar", si decimos "ñeëreí" (hablar inútil) tendremos "mentir". "Ñeëpoi"
("poi" signigica "delgado", "fino"), tenemos "afeminado". "Ñeëpucará"
("pucará" es "jocoso") significa "chiste", hay una gran abundancia, pero
creemos que como muestra es suficiente. Veamos ahora algunas piedras y
metales: "Itá" significa "piedra". Imaginemos un ideograma "itá" al que lo
podemos acompañar con otros ideogramas, uno por vez, para crear nuevos
conceptos. La diferencia principal del guaraní con el chino está en que esta
lengua oriental, al sumar dos ideogramas, cada uno de ellos conserva su
forma pero cambia totalmente el sonido; en guaraní, el nuevo concepto
conserva los sonidos originales y son identificables. "Itá" (piedra) mas
"verá" (brillante) forman la palabra "itaverá" que significa "cuarzo" o
"vidrio". Veamos: "piedra" con "negro" significa "basalto", con "resina" es
"azufre", con "eté" (superlativo) es "acero", con "tierra" es "adobe", con
"chata" (pe), es "plomo", con "flor" (potí), es "musgo", con "fuego" (tatá),
es "pedernal", con "blanca" (ti), es "mármol", con "brillantísima" (veraité)
es diamante, con "agujero" (cuá), es "mina", con "reventar" es "campa na",
con "amarilla" es "oro", con "roja" es "cobre". Es interesante destacar que
al "imán" le llaman "itácarú" que literalmente significa "piedra que come".
No sabemos si los guaraníes tenían alguna forma de escritura, pero si la
hubo nada tendría en común con el alfabeto heredado de España, seguramente
esos signos iban mucho más allá del ideograma chino para encontrarse
características como claridad, simplicidad, precisión y arte. Es posible que
las líneas utilizadas para representar sonidos copiaran la forma de la boca
que emite esos fonemas, los labios, la garganta, la lengua, la tensión de
las cuerdas vocales. Hasta Homero se sorprendería al ver que aquella
Euritmia milenaria es más precisa al aplicarla al guaraní que al griego.
Utilizando las reglas que él menciona veamos algo más. La "P" expresa el
acto de hincharse y abrirse (como lo hace la boca al pronunciarla), "R"
muestra un "rodar", un "reiterar" (como lo hace la lengua contra el
paladar), "O" es algo redondo y hueco, (como lo hace la boca al emitir su
sonido). Si quisiéramos decir que algo se hincha y se abre, como lo hace un
puño al abrirse, diríamos "PO", así le llaman los guaraníes a la mano: "PO".
Si quisiéramos decir que algo redondo y hueco rueda diríamos "RO". Si
quisiéramos decir que algo revienta y rueda mucho diríamos "Pororó", como lo
dicen los guaraníes, como lo hace el maíz que al calentarlo: revienta y
rueda. "Piripipí" significa "fusil", pero no es un ruido onomatopéyico ya
que está compuesto por las palabras "pirí" (estremecerse) y "Pipí"
(irritarse). "Capú" (destrozar) es un sinónimo exacto de la palabra alemana
"caput", pero no es un neologismo ya que está compuesta de las palabras
"cabeza" y "reventar". "Mbokapu ("disparar un arma de fuego") formada por
"arma de fuego" y "explotar". "Sapucái" -el conocido y estremecedor grito de
guerra- significa "ojos reventones que se queman". La palabra "tuyuyú" no
solo muestra el "barro" sino las dos patas que lo pisan y se hunden, porque
"tuyuyú" significa "cigüeña". Apre suradamente podríamos decir que éstas son
palabras onomatopéyicas, es cierto, todo el guaraní es así, absolutamente
onomatopéyico, pero no porque copie los ruidos de la naturaleza sino porque
produce sonidos imitando con movimientos de la boca, labios, lengua y
garganta la realidad que observa. El guaraní no es un subproducto de otras
lenguas, él se generó a sí mismo transformando hechos y formas en bellísimas
notas musicales, así se habla guaraní, como cantando.
Una lengua nos dice algo más sobre su pueblo, sobre el suelo, sus
costumbres, necesidades, carencias, su manera de pensar, sobre la
naturaleza. "Pitaguá" (como colorado) significa "extranjero" aquí hablando
de la piel de otros están hablando de la suya propia. Los croatas utilizan
la palabra "niemachko" para decir "alemán" y significa "mudo", tal vez
pensaron que sólo ellos hablaban, tal vez los alemanes fueron los primeros
extranjeros que conocieron. Indígenas de Perú tienen 100 palabras para
denominar la papa -ésto nos habla del valor que le otorgaban a ese
alimento-. Los esquimales tiene 12 palabras para denominar el viento y 20
para distinguir la nieve -ésto nos dice que necesitaban diferenciar matices
en el blanco para moverse en la homogeneidad del paisaje que los rodea- .
Los árabes se jactan de tener 50 palabras para decir "luna" y 500 para decir
"espada", -ésto nos habla de religión y de guerra- sin embargo no tenían
palabra para "bañarse" ni para "jabón", ambas son neologismos -ésto nos
habla de costumbres-. En ruso la palabra lápiz es un neologismo (karandache)
es una marca comercial francesa -eso nos habla de analfabetismo-. En
lunfardo existen más de 20 vocablos para decir "proxeneta", más de 30 para
"cabeza", no menos son los matices para "comer", más de 40 para denominar al
dinero y la mujer tiene más de 70 sinónimos con todos los matices
imaginables -ésto nos habla de valores, de anhelos, de actitudes, de
carencias-. La lengua muestra no sólo las necesidades sino los intereses del
pueblo que la utiliza. La lengua guaraní nos dice que amaban las plantas,
los animales, la tierra, creaban palabras profundamente respetuosas para
denominar y valorar el ambiente que los rodeaba, "Yarará" (el que será amo)
es más que un nombre, es una expresión de respeto que imponía ese animal.
Parten desde la palabra "ïvï" (tierra) para crear vocablos con una
profundidad filosófica que asombra, "ïvïrá" (lo que será tierra) significa
"árbol", es más que un denominar, es una toma de conciencia de la fragilidad
de la vida. "Ropeguá" (como vaina de semillas) es "familia", muestra que
conocían profundamente la diferencia entre "casa" y "hogar", conocían el
valor y el significado de este grupo, de esta célula de la sociedad. "Säsó"
(soga suelta) significa "libertad"... Mucho dicen las palabras más allá de
su sonido. "Hesacoó" (picazón de ojos) significa "vergüenza", basta mirar un
niño avergonza do que frota insistentemente su ojo derecho con la última
falange de su dedo índice para comprender el gesto que muestra esta palabra.
En guaraní existen docenas de palabras para denominar parentescos con todos
sus matices que a veces nos cuesta comprender. Hay una palabra "hijo" para
ser utilizada por el padre y otra muy diferente para la madre. El padre
llama al hijo lo mismo que al "semen", la madre llama al hijo lo mismo que
al "amor". Las palabras de un diccionario muestran cosas que no
imaginábamos. ¿Qué podrá decirnos el Huarpe de esa maravillosa gente que
habitó nuestras tierras? Deberemos emprender esta tarea con un respetuoso
silencio, el guaraní nos ha enseñado algo.
Para terminar quisiéramos citar aquí una observación muy especial de Pedro
Moliniers, ("Cuadernos de Guaraní III", Asunción 1988), un maestro de la
lengua guaraní: "No sabemos su origen. Todas las teorías forjadas para
explicarlo no son demostrables, pero sí podemos afirmar que la inmensa
sabiduría lingüística que contiene denuncia una cultura muy superior a la
que desarrollaron los Guaraní. La profundidad filosófica de sus conceptos,
la precisión de rigor científico que tienen sus palabras, dejan ver que este
idioma es fruto de una civilización muy avanzada, enormemente más
desarrollada que la civilización que fue encontrada en las tribus que lo
hablan hasta hoy. Todo ésto es índice de que el idioma proviene de algún
pueblo que alcanzó cultura y civilización no sospechada por nadie".
Virgínio,
O texto é bem interessante. Não tive tempo de lê-lo todo ainda,
mas parece realmente interessante.
Parabéns e obrigado pela contribuição.
[]'s
--
~~~~~~~ Gustavo Eulalio ~~~~~~~~~ guga@... ~~~~~~~
~~~~~~ "Minha língua é minha pátria.", Fernando Pessoa ~~~~~~
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\ / CAMPANHA DA FITA ASCII - CONTRA MAIL HTML
X ASCII RIBBON CAMPAIGN - AGAINST HTML MAIL
/ \
Olá caros colegas!
Eu sou o Antônio, professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.
Comecei a me interessar pela Língua Tupi desde que assisti à uma entrevista com
um prof. de Tupi no programa do Jô Soares. Também conheci um prof. de Huanta
Aycucho (Peru), que em visita a minha cidade falou-me sobre a importância da
Língua Tupi. No momento estou fazendo Pós-graduação em Língua Portuguesa e
decidi fazer meu trabalho de monografia sobre a Língua Tupi, ocorre que estou
encontrando dificuldade quanto a material de pesquisa. Ao encontrar essa lista
na rede, reacendeu minhas esperanças em encontrar pessoas que possam me ajudar a
realizar esse trabalho, que será uma contribuição para que os prof. de idioma
como eu, possam falar aos alunos sobre esta que é nossa verdadeira língua
pátria.
Certo de contar com vosso precioso apoio me despeço
Atenciosamente
Antonio - Cidade Gaúcha - PR
On: Sat, 4 Sep 1999 22:19:46 -0300
Antônio Araújo wrote:
=---------=---------=---------=---------=
> Eu sou o Antônio, professor de Língua Portuguesa e Literatura
> Brasileira.
Olá, Antônio. Bem-vindo à lista.
> [...] No momento estou fazendo Pós-graduação em Língua
> Portuguesa e decidi fazer meu trabalho de monografia sobre a Língua Tupi,
> ocorre que estou encontrando dificuldade quanto a material de pesquisa.
Olha, além dessa lista, você pode dar uma passada na página do
Joubert (http://www.painet.com.br/~joubert/).
Além disso, eu, com a colaboração de alguns membros dessa lista,
construí uma página com uma lista de livros sobre tupi:
http://guganet.8m.com/tupi/livros.html
Abraço,
--
~~~~~~~ Gustavo Eulalio ~~~~~~~~~ guga@... ~~~~~~~
~~~~~~ "Minha língua é minha pátria.", Fernando Pessoa ~~~~~~
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X ASCII RIBBON CAMPAIGN - AGAINST HTML MAIL
/ \
OLÁ CAROS AMIGOS,
AINDA NÃO TENHO MUITO COM O QUE CONTRIBUIR PARA A LISTA, MAS ESTOU EMPENHA
EM UMA MONOGRAFIA CUJO TITULO É: O LEGADO DA LINGUA TUPI À LINGUA PORTUGUESA.
SOU PROFESSOR E RECONHEÇO QUE ESTAMOS FALHANDO EM NÃO APRESENTAR UM POUCO SOBRE
ESTA NOSSA VERDADEIRA LINGUA PATRIA. QUALQUER CONTRIBUIÇÃO PARA O MEU TRABALHO
SERA BEM VINDA. ESTOU AGUARDANDO. OBRIGADO.
ROBERTA, ESPERO ENCONTRAR PESSOAS COM A MESMA DISPOSIÇÃO SUA EM AJUDAR. UM
ABRAÇO
Olá amigos da lista,
Aqui vai uma humilde contribuição de vocábulos tupi-guarani:
BUTIÁ - palmeira
BUTÚ - motuca
BOITUBA - brejal de cobras
BACACHERÍ - rio das frutas
BARIGUÍ - rio dos mosquitos
BOCAIUVA - palmeira
BOTIATUBA - muitos botiazeiros
BAGUARÍ - vadio, preguiçoso
BANGU - bebedeira
BATURITÉ - cair espetacularmente
BIRIGUÍ - o prometido, que quer bem
BURIQUÍ - o peregrino, o andarilho
BOTÚ - o sopro do vento, a aragem
BOTUCATÚ - ares bons, clima bom
BOTUQUARA - o lugar ao tempo da sesta
BAGÉ - coisa de valor , objeto caro
BATINGA - coisa branca
BAURÚ - cesto , balaio
BIBÍ - balança que vai e vem
BORÉ - flauta do indígena
BOREBÍ - o da casca dura, grossa
BORORÉ - instrumento de música
BACAETAVA - pedra furada
BARAUNA - rio de água preta
BARIRÍ - rio ligeiro
BATOVI - rio pardo
BUQUIRA - cabeceira de rio, nascente
BABÁ - coco
BOCAIUVA - palmeira
BREJÁUBA - madeira desse nome
BACURAU - pássaro conhecido por "curiango"
BATUIRA - gavião
BATUIRETÉ - gavião branco
BAITÁ - espeécie de papagaio
BAIKUARA - matuto, caipira
BEIJÚ - farinha de mandioca, enrolado
BIGUÁ - ave aquática
BOICININGA - boi (cobra) chini (ruido)
BOCAJÁ - palmeira
BOITATÁ - boi (cobra) tatá (fogo)
BOJURÚ - boi (cobra) jurú (boca)
BORÁ - é uma abelha
BORORÁ - é uma planta
BATUIRETÊ - valente nadador
BURITI - palmeira
A. ARAÚJO - Por Julio Herrera Torres - Huanta ayacucho - PERU
Sou um desses que tem pouco para contribuar, mas gosto imenso de absorver aquilo
que outros tem para ensinar. Esta lista é muito útil. Entre outras coisas fica
bem mais o porquê muito lugares no Brasil tem o nome que tem.
Kendall
"A.A" wrote:
> From: "A.A" <araujopr@...>
>
> Olá amigos da lista,
>
> Aqui vai uma humilde contribuição de vocábulos tupi-guarani:
>
> BUTIÁ - palmeira
>
> BUTÚ - motuca
>
> BOITUBA - brejal de cobras
>
> BACACHERÍ - rio das frutas
>
> BARIGUÍ - rio dos mosquitos
>
> BOCAIUVA - palmeira
>
> BOTIATUBA - muitos botiazeiros
>
> BAGUARÍ - vadio, preguiçoso
>
> BANGU - bebedeira
>
> BATURITÉ - cair espetacularmente
>
> BIRIGUÍ - o prometido, que quer bem
>
> BURIQUÍ - o peregrino, o andarilho
>
> BOTÚ - o sopro do vento, a aragem
>
> BOTUCATÚ - ares bons, clima bom
>
> BOTUQUARA - o lugar ao tempo da sesta
>
> BAGÉ - coisa de valor , objeto caro
>
> BATINGA - coisa branca
>
> BAURÚ - cesto , balaio
>
> BIBÍ - balança que vai e vem
>
> BORÉ - flauta do indígena
>
> BOREBÍ - o da casca dura, grossa
>
> BORORÉ - instrumento de música
>
> BACAETAVA - pedra furada
>
> BARAUNA - rio de água preta
>
> BARIRÍ - rio ligeiro
>
> BATOVI - rio pardo
>
> BUQUIRA - cabeceira de rio, nascente
>
> BABÁ - coco
>
> BOCAIUVA - palmeira
>
> BREJÁUBA - madeira desse nome
>
> BACURAU - pássaro conhecido por "curiango"
>
> BATUIRA - gavião
>
> BATUIRETÉ - gavião branco
>
> BAITÁ - espeécie de papagaio
>
> BAIKUARA - matuto, caipira
>
> BEIJÚ - farinha de mandioca, enrolado
>
> BIGUÁ - ave aquática
>
> BOICININGA - boi (cobra) chini (ruido)
>
> BOCAJÁ - palmeira
>
> BOITATÁ - boi (cobra) tatá (fogo)
>
> BOJURÚ - boi (cobra) jurú (boca)
>
> BORÁ - é uma abelha
>
> BORORÁ - é uma planta
>
> BATUIRETÊ - valente nadador
>
> BURITI - palmeira
>
> A. ARAÚJO - Por Julio Herrera Torres - Huanta ayacucho - PERU
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> Duvidas? Visite: http://pagina.de/tupi
> Ou envie um e-mail para: tupi-owner@onelist.com
Prezados Senhores.
Solicito que minha assinatura seja alterado o endereço de email para
rob_berto@... , pois, por distração me cadastrei pelo endereço
comercial da empresa onde trabalho.
Conforme mencionado no cadastro de assinantes, sou descendente de indios (
quarta geração ), por isto gostaria de conhecer o idioma.
Desde já agradeço
Roberto Bittencourt
Prezado Senhor
.
Gostaria de saber a partir de agora que ja me cadastrei como poderia ter
acesso a u dicionario da lingua tupi.
Desde ja agradeço.
Roberto
On: Tue, 21 Sep 1999 19:38:57 GMT
Betão Roberto wrote:
=---------=---------=---------=---------> Prezado Senhor
> .
> Gostaria de saber a partir de agora que ja me cadastrei como poderia ter
> acesso a u dicionario da lingua tupi.
>
> Desde ja agradeço.
Roberto,
Eu compilei (com a ajuda dos membros desta lista) uma lista de
livros e coloquei-a nesta página página:
http://guganet.8m.com/tupi/livros.html
Em alguma livraria perto da sua casa deve ter algum livro sobre
o assunto, mas se não tiver, você pode encontrá-los nas livrarias
presentes na internet.
http://www.livcultura.com.brhttp://www.booknet.com.brhttp://www.saraiva.com.br (Não tenho certeza deste)
Enfim, não vai ser tão difícil. Boa sorte.
Abraço,
--
------- Gustavo Eulalio ---------- guga@... -------
----- "Antes, eu não era perfeito. Me faltava modéstia." -----
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X ASCII RIBBON CAMPAIGN - AGAINST HTML MAIL
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