Roma, 17 de Novembro de 2007
Súditos do Reino da Itália,
Autoridades Estrangeiras,
Micronacionalistas da Lusofonia:
Em 17 de Novembro de 2002, nascia a primeira micronação italiófila da lusofonia, o Reino Unido da Sicília. Passados cinco anos desde aquela data, é tempo de lembrar, de ponderar sobre cada desafio enfrentado. De uma gens hibérnia e, depois, de uma familia, a Sicília surgia no cenário lusófono tendo por objetivo ser uma terra de todos, um espaço realmente dedicado à valorização de cada um de seus membros, suas habilidades e anseios.
Aquela jovem micronação desde seu princípio mostrava que tinha um compromisso real com o micronacionalismo, esse hobbie fantástico que, independente de uma crise e outra, ainda se mostra capaz de conseguir novos adeptos. Esse compromisso foi sempre demonstrado não apenas com a incessante busca por melhorar nossos WEB Sites ou oferecer novos sistemas aos súditos do Reino, mas também em abrir a toda lusofonia novas frentes de comunicação, novas possibilidades de interação. Quantos no micronacionalismo lusófono não lembram com saudade de uma iniciativa siciliana, os divertidos chats do canal Micromundo, no Paltalk, canal que recebia convidados inclusive de outros grupos linguísticos. Da mesma forma, quantos não recordam dos constantes "Informes de Utilidade Pública", enviados à Imprensa Livre com dicas e links com os melhores serviços gratuitos da Internet, para as micronações.
A preocupação da Sicília não foi apenas consigo, mas com todos, sempre. O objetivo daquela micronação em relação a lusofonia foi sempre claro, enfim, ajudar a todos, indistintamente. Algumas vezes obtivemos êxito, em outras, nem tanto, mas enfim, não seria real se tudo corresse às mil maravilhas, afinal, como um desafio pode assim se chamar sem que também se constitua de dificuldades?
Optando pela absoluta neutralidade diplomática, a Sicília sempre acreditou que a lusofonia pode sim comportar novas micronações desde que todas trabalhem em conjunto, unidas de forma sincera num mesmo ideal de crescimento mútuo e estável. Se houvesse apenas uma micronação na lusofonia ela não mais cumpriria seu papel de representar uma opção entre outras, mas seria ela, afinal, a própria lusofonia e quanto a isso, creio que perderíamos muito no que diz respeito ao que nos caracteriza: a pluralidade de idéias, culturas e ações.
Sim, foram muitos os desafios, enfrentamos algumas crises que pareciam sem solução, e resistimos. Chegamos a fechar nossas fronteiras, e este monarca, até abdicou de sua coroa durante algum tempo, fase em que contamos com a amizade e apoio de nações amigas como o Império Alemão e o Sacro Reino de Pathros, porém jamais acabamos com o sonho, mantivemos sempre nossos objetivos e crenças e em pouco tempo estávamos de volta. Da Sicília, passamos às Duas Sicílias, afinal acreditávamos que poderíamos dar esse passo e não só o demos como tivemos tal êxito em nossas convicções que em Janeiro desse ano declaramos fundado o Reino da Itália.
Daquele 17 de Novembro de 2002 até hoje, mostramos a que viemos, deixamos claro que existimos e que acreditamos em nosso modelo micronacional. Passamos por muitas mudanças, a mais recente e significativa levada a efeito na Carta da Itália, em que o Reino abriu-se completamente a todos, sem receios, momento em que a Nação, contrariando muitas expectativas, abraçou corajosamente um outro sistema de comunicação, abrindo mão também de qualquer controle estatal sobre a atividade de seus cidadãos pelo simples fato de entender que, a despeito de qualquer viés profissional, o micronacionalismo é, antes de tudo, um hobbie.
A Itália de hoje é herdeira da Sicília de ontem. Todo esse processo que começou cinco anos atrás vive um momento no qual consolida sua força, em que mostra o quão inexoráveis são seus princípios, suas bases. O Reino da Itália é uma Nação forte, possui um Estado, uma Coroa, inquebrantável, é dona de uma Constituição moderna e que é respeitada em todos os níveis de sua sociedade, somos uma micronação que enfrenta com altivez a todos os desafios e não por que nascemos assim, afinal, como se diz, "ninguém nasce sabendo", mas sim por que aprendemos, nesses cinco anos, a ser dessa forma.
Em culturas Sul-Africanas, acredita-se em algo chamado "ubuntu", ou seja, o que afeta a mim, também afeta ao outro, o que me faz bem, também faz ao meu próximo. Quando uma pessoa acredita em si sem temer se outra é ou não "melhor", diz-se que ela tem "ubuntu". Assim, tenho orgulho, como monarca e micronacionalista em dizer que sim, o Reino da Itália, herdeiro do Reino Unido da Sicília, nesses cinco anos, teve, tem e sempre há de ter muito "Ubuntu".
Atenciosamente
S.M.R il Re Francesco III Pellegrini d'Italia
Re Costituzionale e Difensore Perpetuo d'Italia
Duca di Bologna, Catania, Palermo, Messina, Torino, Napoli,
Reggio Calabria, Firenze, Taranto, Perugia, Benevento e Aquila.
Duca di Smirna, nel Sacro Regno di Pathros
Gran Maestro dell'Ordine di Palermo
Commendatore dell'Ordine della Perla Nera, Pathros
Commendatore dell'Ordine di San Alessandro, Germania
Patriarca dalla Famiglia Pellegrini
"Pax, Vita Et Honos"
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"Virtù contro al furore
Prenderà l'arme, e fia il combatter corto;
Ché l'antico valore
Nell'italici cor non è ancor morto." (Petrarca)